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Como investir na bolsa de valores: guia para iniciantes

Nos últimos anos, quando o assunto é investimento, muito tem-se dito que a Bolsa de Valores tem rendido pouco e perdido muito. O Índice Bovespa, que congrega as maiores empresas brasileiras com ações, não evolui faz muito tempo e isso tem deixado os investidores com medo de manter o seu dinheiro por lá.

Mas se a Bolsa está tão ruim assim, por que ainda tem gente que quer entrar nesse mercado? A resposta é bem simples: porque é possível ganhar dinheiro na Bolsa em qualquer situação. Para isso, entretanto, é preciso ter muita informação e objetivos bem claros.

Que tal aprender um pouco mais? Confira o nosso guia para iniciantes de como investir na Bolsa de Valores:

Bolsa de Valores? Que negócio é esse?

A Bolsa de Valores é como um grande clube com várias atrações diferentes e interessantes. Você pode escolher entre essas várias atrações e ficar feliz ou não ao final do seu passeio. É claro que isso é apenas uma analogia, mas, na verdade, é muito parecido com a realidade.

A Bolsa é um mercado completamente online de compra e venda de ações e serve para que as empresas possam captar recursos do público para investir nas suas atividades operacionais. Nada mais justo do que dividir com esses emprestadores de dinheiro as parcelas de lucros proporcionais ao valor que cada um emprestou para ela, certo? Mas, por outro lado, se a empresa der prejuízo, o emprestador também perde proporcionalmente.

Pois bem, o emprestador é, na verdade, um investidor. E quando compra ações de uma empresa, ele se torna um acionista, ou seja, dono de uma pequena parte dessa companhia.

Como entrar na Bolsa de Valores?

Como em um clube, você precisa ser sócio ou, pelo menos, convidado de um sócio para visitá-lo. Essa função de ser “sócio do clube” cabe às corretoras de valores. Elas recebem os convites dos interessados, que criam uma conta e deixam dinheiro lá prontinho para ser investido nas empresas, e esse investimento é feito na forma de compra de ações.

E é aí que mora o perigo da Bolsa para quem não tem informação: os investimentos realizados por lá compõem o chamado mercado de renda variável. Isso torna a Bolsa completamente diferente dos investimentos tidos como normais, como poupança, renda fixa, Tesouro Direto, CDB, etc.

Como funciona o retorno do investimento na Bolsa?

Se a empresa que investe vai bem, o investimento também vai bem e o retorno é satisfatório. Mas se o mercado se complica, fica recessivo e a empresa começa a passar por maus bocados, gera um prejuízo que deve ser dividido entre todos os acionistas, gerando perdas de capital.

No caso de investimentos mais conservadores, a rentabilidade pode ser até pequena, mas sempre acaba por ser positiva, fazendo com que o dinheiro investido renda pouco, mas ofertando pelo menos algum lucro.

Quanto tenho que ter para investir na Bolsa?

Para iniciar um investimento não há montante mínimo, mas como são cobradas taxas pela própria Bolsa e também das corretoras, valores abaixo de R$1 mil ou R$2 mil são os mais baixos aconselhados para investir no mercado.

Com valores menores, essas taxas podem cortar demais a rentabilidade e tornar o investimento inviável já no curto prazo.

Busque ajuda profissional para investir

Por ser um tipo de investimento diferente dos demais, também precisa de uma preparação diferenciada de quem investe. Portanto, não comece sem ter conhecimento do mercado, como ele funciona e as suas características. Participe de treinamentos, leia materiais confiáveis e converse com especialistas para ficar mais familiarizado com a Bolsa antes de investir seu dinheiro.

De outra forma, em pouco tempo suas economias podem ir para o ralo e você ficará achando que a Bolsa só dá prejuízo para os investidores, o que não é verdade!

Passos para iniciar um investimento

Primeiramente, busque uma corretora de sua confiança. Lembre-se de que ela é a “sócia do clube” e te dará permissão para entrar nele. Com tudo aberto, confirme que seu login e senha estão funcionando corretamente.

O mercado da Bolsa no Brasil é completamente informatizado e você não receberá nenhum documento em casa depois de comprar as ações. Você verá seu extrato online com todas as informações necessárias e poderá realizar compras e vendas de qualquer lugar do mundo, apenas com o uso da internet.

Para resgatar os valores investidos, o procedimento é simples: você realizará uma venda de algumas ações, por exemplo, e o dinheiro estará em sua conta depois de três dias úteis. A partir do momento em que o dinheiro estiver disponível, você solicita a transferência para sua conta-corrente e é só aguardar para sacar a grana!

Cuidados no gerenciamento dos investimentos

Se você tem dinheiro no Tesouro Direto ou em CDB, por exemplo, você comprou seus títulos e está apenas esperando chegar o momento de resgatá-los e usar sua graninha corrigida para realizar seus sonhos ou alcançar seus objetivos. Mas com a Bolsa é diferente.

Você precisa regar o investimento todo dia como se fosse uma plantinha. Ao menor sinal de descuido, ou seja, se você ficar uma semana ou duas sem olhar como os seus investimentos estão performando, pode se surpreender com o que encontrar por lá.

É claro que não precisa ficar entrando de minuto em minuto para consultar as cotações das ações que você comprou, mas elas requerem atenção especial se comparadas com outros modelos de investimento.

Investir na bolsa e tomar riscos tem muito a ver com o perfil correto de investidor. Porém, existe uma nova modalidade de investimentos que está surgindo no mercado com bastante popularidade. É o conhecido Certificado de Operações Estruturados (COE). Ele funciona como uma espécie de proteção para o investidor se expor a renda variável com maior segurança e transparência. O Pedro Bianchini, assessor de Investimentos e autor do site Thera Investimentos, explica muito bem seu funcionamento nesse link caso você queira saber mais!

Ganhos de longo prazo muito atraentes

No longo prazo, a tendência — mas não a certeza —, é que você consiga resultados muito satisfatórios, pois se uma empresa passa por momentos de dificuldade, ela pode revertê-los em um cenário econômico futuro mais favorável. E é claro que os acionistas também ficarão rindo à toa com essa virada de mesa.

Mas para participar desse mercado, priorize o conhecimento sobre finanças para, na sequência, começar seus investimentos.

Agora que você já sabe como investir na Bolsa de Valores, que tal entrar em contato com a gente para que nós possamos te passar informações quentinhas sobre investimentos e deixar sua carteira mais atraente?

Renda fixa ou variável: qual a melhor opção para a previdência?

Você já escolheu o seu plano de previdência privada e isso foi um passo gigantesco para uma velhice mais tranquila, certo? Mas são tantas opções de investimentos, diferentes formas de tributação e de possibilidades de pagamentos a menos no imposto de renda e, como se não fosse suficiente, você ainda terá que escolher a maneira pela qual o dinheiro ficará investido: se ficará em renda fixa ou em renda variável.

Possui dúvidas a respeito da previdência privada? Acompanhe o post de hoje!

Previdência privada é um investimento como qualquer outro

Da mesma maneira que um investimento em CDB, em fundos, na bolsa de valores ou no Tesouro Direto, a previdência privada é um investimento e você precisa ficar esperto para obter o máximo de benefícios quando realizá-lo.

Se na hora de definir seu investimento, você pede ajuda de especialistas, é claro que deve-se fazer o mesmo para o investimento em previdência privada, pois eles terá o poder de garantir a tranquilidade no seu tempo de aposentadoria.

Como obter o máximo do rendimento na previdência privada?

A previdência tem uma característica diferente dos investimentos tidos como normais: semestralmente, não há desconto de imposto de renda, o que faz com que os seus ganhos sejam maximizados pela influência do longo prazo nos valores que estão guardados. O imposto de renda apenas será cobrado no momento do resgate e isso é uma mão na roda para você, investidor.

Outro fator está relacionado à forma como o dinheiro ficará guardado. Claro que você não verá o seu dinheiro da mesma forma como o vê na sua carteira, mas a escolha de como ele crescerá é importante.

Renda fixa ou renda variável?

Algumas pessoas acham que podem assumir riscos, mas nem sabem ao certo o que isso significa. A primeira coisa que você deve fazer antes de identificar se deve investir em uma dessas opções de renda fixa ou variável é definir o seu perfil de investidor.

A capacidade de exposição ao risco ajudará a identificar o seu perfil. Sua idade e seus planos do que fazer com o seu dinheiro lá no futuro também são pontos importantes. Por exemplo, se você pretende resgatar os valores aos 65 anos e possui 25 atualmente, uma boa alternativa é colocar o máximo possível em renda variável. O que isso resultará para você? A possibilidade de ganhos maiores do que a inflação por diversos fatores. Dentre eles, o fato de estarmos passando por uma crise financeira e a nossa Bolsa de Valores eapresentar índices baixíssimos. A longo prazo, há uma tendência de recuperação, embora não garantida, mas que assegura um horizonte de mais possibilidade de ganho para o investidor.

Isso é garantido? Claro que não! Apenas se aumenta a possibilidade de ganho quando se investe em longuíssimo prazo em renda variável ou em multimercados, pois você terá muito mais tempo de recuperar perdas presentes no futuro, já que seu horizonte é mais extenso.

Até 49% de todo o valor investido em previdência pode ser direcionado para a renda variável. Se você não tem problemas em assumir riscos, já pensou em superar a inflação com tranquilidade? A longo prazo, esses ganhos reais farão sobrar mais grana para gastar na velhice.

Porém, caso você tenha o mesmo objetivo de aposentadoria aos 65, mas já possui entre 40 e 50 anos, é melhor fugir da renda variável como principal fonte de investimento. Ponha seu dinheiro, no máximo, com 10% ou 15% em renda variável e faça com que a outra parte, a maior, garanta rendimentos pela renda fixa. Se estes 10% ou 15% derem resultados muito negativos, poderão ser compensados pelos ganhos da maioria aplicada em renda fixa. Lembre-se que tempo agora não é um fator favorável: você está mais velho, meu camarada!

A terceira situação é a intermediária. Se você está com idade entre 25 e 40 anos, seu prazo de resgatar o dinheiro e curtir a brisa da aposentadoria não está tão perto assim, mas também não está tão longe quanto parece. Uma crise gigante pode demorar mais de 10 anos para ser superada e isso atrapalhará seus rendimentos de previdência privada. Nesta situação, invista entre entre 15% e 35%, no máximo, em renda variável, deixando o restante quietinho na renda fixa te dando os frutos certos dos juros.

Como definir uma boa empresa para investir?

Você guardou dinheiro, avaliou seu perfil e agora está só esperando aparecer a instituição financeira mais confiável para deixar seu rico dinheirinho investido. Pois bem, busque o histórico de ganhos obtidos por ela enquanto estiver fazendo sua pesquisa. É claro, não é garantia alguma de ganho futuro, mas é melhor investir em um time que tem ganhado muito ultimamente do que naquele que vive sendo rebaixado, certo?

Faça sempre a comparação entre os ganhos obtidos nos fundos apresentados a você e investimentos mais conservadores. Se você identificar que vale a pena investir neste custo-benefício, então, você achou o local para deixar seu dinheiro investido até a sua aposentadoria. Ou não!

Como assim, “ou não”?

Portabilidade

Uma das vantagens da previdência privada é a possibilidade da portabilidade. Você pode achar que um plano está rendendo abaixo do esperado ou resolver que está na hora de migrar para outra modalidade. Por exemplo, ao ficar velho, você provavelmente optará por menos exposição a riscos. Então, como proceder? Faça a portabilidade! Ela te permite mudar de fundo sem pagar nada por isso tanto dentro da mesma instituição como entre instituições diferentes, desde que você mantenha as características básicas do investimento.

Isso é muito vantajoso, pois conforme seu montante fica maior, mais empresas se interessarão em administrar seu rico dinheirinho, oferecendo condições mais vantajosas. Nessa hora, você pegará sua carteira cheia, olhará em volta e poderá escolher qual é a melhor instituição, qual o melhor plano e quais as melhores características de cada um.

É claro que isso não acontecerá da noite para o dia! É preciso ter paciência para investir inicialmente um percentual mais alto na renda variável se sua idade permitir, ganhar um pouquinho mais por lá e ir migrando lentamente para a renda fixa de maneira que seu investimento sempre possa te proporcionar os melhores resultados a longo prazo que, para você, é a aposentadoria.

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