Hábito: 4 Hábitos pobres que você ensina aos outros e não percebe!

Um hábito tem a dizer muito a nosso respeito, seja sobre o que somos, seja sobre o que iremos ser. Muitas pessoas ricas possuem não apenas um hábito, mas vários hábitos em comum, e nada mais apropriado dizer que são justamente esses hábitos que explicam onde elas chegaram.

No caso das pessoas pobres, a lógica é a mesma. Muitas pessoas são pobres e passam dificuldades hoje porque tem uma série de hábitos ruins, negativos.

Talvez você veja pessoas assim próximas a você. Pode ser um amigo querido, um filho, família, namorado…

Agora, e se, de certa forma, eu te dissesse que existe a gente de que você o ajudou a construir hábitos negativos que hoje fazem parte da vida dele? Você já parou para pensar nisso?

Pois é. No artigo de hoje, listei 5 hábitos ruins que talvez você já tenha ajudado alguém a criar, ou ainda que algum ente querido seu te ajudo a criar e você não percebeu.

Confira a lista:

Hábito 1: Fazer coisas sem um propósito definido

Na vida inteira, nós tendemos a encorajar as pessoas a seguirem caminhos sem ter um propósito definido, tudo porque a pessoa “não pode parar”.

Um caso perfeito para exemplo é o da faculdade.

Todo mundo alguma vez na vida já ouviu que, bateu 18 anos e terminou ensino médio, tem que fazer faculdade. É para o que a escola te prepara desde que você entra nela, lá no ensino fundamental.

No fim, na escola se ensina muito sobre ter que passar no ENEM, mas pouco se fala sobre o que nós, como pessoas, queremos como propósito para estudar e trabalhar.

Somos ensinados a seguir “o que os outros fazem”, e não ensinados descobrir um propósito que nos incentive.

Aí começamos uma faculdade, mas não terminamos. Ou pior: fazemos ela sofrendo, concluímos, encontramos um trabalho, e ficamos vivendo uma vida onde se é infeliz porque odiamos o que fazemos, mas sentimos que o custo de largar tudo e procurar outra coisa seria muito alto.

Talvez você esteja nesta situação ou talvez você já tenha passado por essa fase.

Talvez você ainda esteja dando conselhos parecidos a outras pessoas. Se for esse o caso, pare.

Não incentive a uma pessoa fazer isso, pelo contrário: faça ela ver por uma ótica que a escola tradicional, em nenhum momento, soube fazer ela olhar. Tente ajudá-la a descobrir um propósito do qual ela possa ver um sentido em viver.

E mesmo que a pessoa já não seja mais estudante e esteja trabalhando, faça isso. A situação é a mesma. Faça ela repensar sobre o trabalho atual dela e sobre o que ela tem de objetivo com ele, se tiver algum.

Muitas vezes “pular fora” do trabalho pra procurar algo melhor não é tão empobrecedor quanto parece.

Hábito 2: Desencorajar, principalmente o próprio hábito

Frequentemente, nós acabamos tornando difícil a criação de um hábito em relação a nós mesmos. E, como se isso já não fosse ruim o suficiente, também fazemos o mesmo com outras pessoas.

As histórias em relação a isso são clássicas:

Tem a da academia, que nós começamos, mas não conseguimos manter o esforço, e pra nos sentirmos bem com nós mesmos, falamos pros outros que é uma coisa normal começar uma academia mas não passar da primeira semana.

Tem também a das escapadinhas das dietas, a de parar com a beber… Sempre criamos desculpas a nós mesmos e replicamos para os outros.

Não temos que encarar tudo isso como normal. Se você quer construir o hábito de verdade, você tem que fazer o hábito ser uma normalidade na sua vida, algo que você faz todos os dias.

E talvez você pense: “ah, mas não tem problema mesmo escapar da dieta e da bebida uma vez. Não faz mal assim”.

Só que o ponto que você tem que ver o seguinte:

Sim, às vezes surge alguma coisa especial, algo fora do comum, e tudo bem você escapar da dieta uma vez que seja para fazer algo que não deveria (como comer um hambúrguer estando de dieta).

O problema está no processo.

A construção de um hábito é, basicamente, a construção de algo anormal em sua vida em algo normal. Nós, por comodidade, sempre tendemos a voltar para o normal, e construir o hábito que queremos ter em uma normalidade exige tempo.

Quando você dá a “escapadinha” no momento da construção do hábito, o anormal não é o hábito ruim que você já tem, mas sim o hábito que você quer construir.

Com isso, a escapadinha acaba se tornando um incentivo muito forte para que você, naturalmente, volte para o que é normal – que é justamente, nesse caso, comer o hambúrguer.

Então, o ponto é: tudo bem ter “escapadinhas”, mas as tenha depois de construir o hábito, não durante. Isso vai melhorar e muito a sua construção do hábito que deseja.

Hábito 3: Premiar o esforço – e na hora errada

Isso geralmente fazemos com as pessoas que nós amamos.

Até porque é difícil para nós vermos alguém que gostamos muito se frustrar com alguma coisa. O problema é que, muitas vezes, mais do que nós confortarmos as pessoas, nós tentamos fazer com que elas ainda sejam premiadas pelo fracasso porque não queremos que elas fiquem tristes.

E apesar do sentimento ser nobre, esse é um péssimo hábito. Porque, de certa forma, nós abrimos caminho pra pessoa sentir que está “tudo bem” não alcançar seus objetivos, basta de algum jeito tentar que no fim ela ainda vai ser recompensada de qualquer forma.

Esse tipo de coisa é ainda mais forte quando fazemos com nossos filhos, que ainda estão aprendendo a viver.

Não me entendam errado: não é que esteja errado a preocupação, ou que não devemos confortar as pessoas por causa do fracasso. Só não podemos criar um prêmio de consolação pra todo fracasso, porque isso pode desestimular a pessoa a buscar o prêmio de primeiro lugar.

Às vezes a solução não está em dar um prêmio, mas simplesmente em dar o ombro. Está em dizer “eu te amo, muitas vezes o esforço não compensa no curto prazo, mas ele sempre compensa no longo. Você vai conseguir”.

Hábito 4: Aliviar a culpa dos outros

Mesma coisa do hábito anterior: principalmente com as pessoas que amamos, nós tendemos a querer aliviar a culpa deles em cima das coisas que acontecem com eles.

Às vezes, uma pessoa que nós gostamos muito não conseguiu passar numa entrevista de emprego, e dizemos que foi por causa da crise, por causa do dia ruim, ou ainda porque os entrevistadores foram desleais. Fazemos isso porque, claro, queremos que a pessoa do qual nos preocupamos se sinta bem.

Mais uma vez: a preocupação é legítima, e não tem problema nenhum nisso. O problema é insistir a tal ponto que a pessoa fique confortável com a sua zona de conforto, e não com o crescimento.

A pessoa deixa de querer melhorar porque “foi culpa da crise”. Para de buscar alternativas porque “foi culpa do entrevistador”.

Nem você e nem a pessoa merecem concluir esse tipo de coisa.

O que deve ser feito não é ficar procurando desculpas para o que aconteceu, e sim assumir a culpa, independentemente se foi realmente nossa ou não, e pensar nos próximos passos. Você ajuda de verdade quando faz ela pensar no que errou e o que ela pode fazer para melhorar nas próximas, e não quando diz que a culpa foi algo externo a ela e que ela não precisa mudar nada.

Chegamos ao fim de mais um artigo! Não esqueça de seguir o primo no youtube e no instagram.

Até a próxima!