Mês: fevereiro 2017

Entenda tudo sobre o Tesouro IPCA de forma simples e completa

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Tesouro IPCA é sem dúvidas o queridinho do nosso povo. Praticamente todo investidor que se preze já investiu, investe ou quer investir nesse título.

Mas você sabe o por quê? Caso ainda não saiba, está no lugar certo. Agora explicarei todos os âmbitos do Tesouro IPCA, seus pontos fortes e fracos, formas de investir, rentabilidades e você com certeza irá se interessar por ele também.

Para ajudar, O Primo Rico também tem um vídeo especial do Tesouro IPCA disponível no Canal do YouTube. Vale a pena dar uma olhada antes de ver o restante do texto.

 

Entendendo os conceitos básicos

Antes de explicar sobre o Tesouro IPCA é importante ressaltar 3 termos e suas respectivas diferenças:

  • Tesouro Nacional: é a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) que pertence ao Ministério da Fazenda. É responsável pela dívida pública do Brasil e serve como “caixa” do Governo.
  • Tesouro Direto: é a plataforma online utilizada pela STN para realizar a negociação da dívida nacional, por meio de Títulos Públicos.
  • Título Público: é uma forma de “comprovante” que uma pessoa ou empresa recebe ao comprar parte da dívida do Governo. Antigamente, era um papel parecido com um diploma, que comprovava que o Governo havia uma pendência com você. Hoje em dia, é apenas de forma eletrônica.

É sempre bom frisar isso para que o entendimento do investimento seja pleno e sem ambiguidade.

Portanto, quando nos referirmos ao Tesouro IPCA estaremos pensando em um Título Público, emitido pelo Tesouro Nacional e comercializado pela plataforma do Tesouro Direto.

Esse título, junto com o Tesouro Selic e o Tesouro Prefixado são os responsáveis por regularizar a dívida pública nacional.

 

O que é o Tesouro IPCA

A NTN-B, como era chamada até pouco tempo atrás, significa Nota do Tesouro Nacional – Serie B, mas teve seu nome alterado recentemente, junto com os outros Títulos Públicos.

Atualmente é chamado de Tesouro IPCA+, ou apenas Tesouro IPCA, ou também Tesouro Inflação.

A alteração dos nomes aconteceu para tornar os investimentos no Tesouro Direto mais atraente para toda a população. Com os nomes em formas de sigla e com significados diferentes, era bem difícil de compreender as peculiaridades de cada título e desencorajava diversos investidores.

Seu atual nome agora é bem sugestivo, não é? Isso porque esse título é atrelado à taxa de inflação nacional, chamada IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Esse índice é calculado mensalmente pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e considerada a índice inflacionário oficial do Brasil.

Esse título é muito utilizado no mercado, desde os investidores iniciantes até para os mais experientes. Mas enganasse quem acha que existe apenas um título chamado Tesouro IPCA. São várias opções que estão disponíveis na plataforma, com prazos de vigência diferentes, rentabilidades diferentes e preços diferentes. Mas todos indexados a nossa inflação.

Mas você já sabe o que é inflação? Compreende esse conceito, seus benefícios no mundo dos investimentos ou seus riscos para a economia?

Primeiro vamos dar uma resumida nisso, antes de prosseguir com as vantagens e desvantagens desse título.

 

A relação Tesouro IPCA e a Taxa de Inflação

Você pode se perguntar “porque esse título é indexado ao IPCA, afinal?” e essa resposta é simples: porque isso é lucrativo (pelo menos aqui no Brasil).

Nossas taxas de juros – como a SELIC – e de inflação – IPCA – são umas das maiores do mundo todo. Alguns países da Europa, Japão, Estados Unidos e outras grandes potências econômicas têm suas taxas tão baixas que possuem uma taxa de “inflação negativa”, que é mais correto de se chamar de deflação.

Essa também é prejudicial, mas está longe de acontecer aqui no Brasil, por enquanto. Mesmo assim, temos que nos preocupar com a situação atual.

A inflação é o aumento generalizado dos preços no mercado. Ou seja, não é inflação quando um produto fica mais cara por alguns dias e logo abaixa novamente. É algo muito mais constante e difícil de controlar.

Existem basicamente 2 motivos que podem causar a inflação:

  • Aumento da quantidade de moeda em circulação: quando muito dinheiro está em circulação na economia, aumenta o giro da moeda. Ou seja, o dinheiro que sai do seu bolso volta mais rápido para ele. O dinheiro estando mais fácil para utilização de todos, perde seu valor. O ouro, por exemplo, é escasso e por isso seu valor é bem alto. Mas se ele fosse fácil de obter, seu preço com certeza seria bem menor. O dinheiro segue o mesmo comportamento, já que também é um produto.
  • Aumento do consumo: mesmo as pessoas estando sem tanto dinheiro quanto no exemplo anterior, o aumento do consumo geral pode aumentar também os preços dos produtos e serviços. É a pura lei de Oferta e Demanda que reflete o comportamento de “quanto maior a procura por algo, maior será seu preço”.

 

A Rentabilidade Real é sua maior vantagem

Ele é o único título público disponível no tesouro direto que te garante um rendimento real. Vale relembrar que ter uma rentabilidade real significa ter um rendimento acima da inflação.

No caso do Tesouro IPCA, no momento em que você o compra, você indexa a sua aplicação a inflação. Isso significa que o valor que você aplicou será reajustado pela inflação, independente da variação que tiver. Se a inflação for de 6% no ano, o título vai ser reajustado em 6%!

Porém, sempre que você compra um título que tem essa remuneração, você também ganha uma taxa extra, que é o considerado rendimento real. Essa taxa incide sobre o seu patrimônio total e o reajuste da inflação. É praticamente uma remuneração sobre a remuneração, ou juros sobre juros. Por isso ele é uma ótima opção de título.

Além disso, você também vai escolher um vencimento para a sua aplicação. Se você investir em um título do Tesouro IPCA para ser resgatado daqui a exatos 5 anos, com uma taxa extra de 6%, então você terá  garantida essa taxa até essa data final. A mesma coisa para títulos mais longos de 10, 15 ou até 20 anos.

Resumindo, o Tesouro IPCA é basicamente um título Pós Fixado (seguindo as variações do IPCA) MAIS um título Prefixado (com a sua taxa extra de rentabilidade real). O melhor de ambos os mundos.

 

É melhor escolher vencimento mais longo ou mais curto?

Essa decisão tem muito a ver com o seu objetivo. A regra de ouro que você tem que usar é: Quanto mais tempo você puder segurar o título, melhor.

Isso significa que você vai garantir sua taxa de investimentos por mais tempo, e teoricamente, com o passar do tempo à taxa de juros tende a diminuir.

Se você conseguir segurar por bastante tempo, isso significa que daqui a pouco você terá um título tão valioso que ninguém mais terá acesso! Legal, né?

Porém, não é pensando apenas na argumentação acima que você precisa escolher um título com um vencimento lá na frente. Você vai entender que os títulos variam bastante caso você precise resgatá-los de forma antecipada, sendo algo muito arriscado de fazer!

Não é porque eles são títulos de renda fixa que eles não oscilam. Justamente pelo fato de eles oscilarem, é melhor você entender o porquê de isso acontecer! Eu escrevi um post falando justamente sobre a oscilação da NTN-B e mostrando como ela pode variar mais de 20% no mês!

 

Tesouro IPCA x Tesouro IPCA+ Juros Semestrais

Quando você decide investir no Tesouro IPCA, você tem de fazer uma decisão: Escolher um investimento que te pague o principal (valor aplicado) reajustado pela inflação mais os juros no vencimento, ou um investimento que reajuste o seu principal pela inflação e te pague o juros de forma semestral (são os chamados cupons semestrais).

No Tesouro IPCA, se você aplicar com um vencimento em 2020, você vai receber tudo apenas no vencimento (ou no momento de seu resgate). Se você aplicar em 2020 também, mas com juros semestrais, você vai recebendo seus juros em conta semestralmente, mas o seu principal é reajustado e recebido apenas no vencimento.

Uma diferença básica é que o que paga juros semestral possui MENOS risco do que o que paga tudo junto com o Principal. Ele tem menos risco, pois a “dívida” que o governo tem com você vai sendo amortizada semestralmente.

 

Os riscos que envolvem o Tesouro IPCA?

Existe pelo menos 1 tipo de risco para cada investimento. Mas para ser mais exato, podem existir 3 tipos básicos de risco: Risco de Mercado, Risco de Crédito e Risco de Liquidez.

 

1 – Risco de Liquidez

Em relação ao Risco de Liquidez, podemos ficar despreocupados. Esse é o risco de você não conseguir resgatar seu dinheiro a tempo.

Os títulos públicos podem ser resgatados a qualquer momento (mesmo isso sendo contraindicado). Mas, caso isso seja realmente necessário ou desejado, você conseguirá sem problema.

 

2 – Risco de Crédito

A mesma coisa com o Risco de Crédito, que é o risco de não ter seu dinheiro investido de volta. Os Títulos Públicos são emitidos pelo Governo Federal. Ou seja, a única forma de você não receber seu dinheiro é se o Governo Federal falir.

A chance de isso acontecer seria bem pequena já que o Governo pode controlar os encargos tributáveis e a emissão de dinheiro para pagar seus investidores.

 

3 – Risco de Mercado

Sobrou apenas o Risco de Mercado, que é o risco de perder dinheiro no seu investimento por conta da oscilação de mercado.

Esse risco já é bem real para esse título, já que a sua venda antecipada pode criar prejuízos ao investidor. Geralmente o que pode acontecer é a aplicação deixar de ganhar a rentabilidade esperada, mas nesse caso, pode ser que você aplique e resgate menos do que o próprio aplicado.

Mas, apenas repetindo, isso aconteceria somente no resgate antecipado, por causa da variação do preço do título na venda. Isso é chamando também de Venda a Mercado. Essa é a sua maior desvantagem entre os investimentos semelhantes.

No caso da vigência do título ser totalmente completada, você receberá 100% do valor investido e todos os seus lucros e juros compostos normalmente. Então não tem porque ter medo. Para esse título, a única coisa que você precisa é ter certeza de que ele é a melhor escolha para sua necessidade/estratégia.

 

Quais são as Taxas e Tributos relacionados a esse Título Público?

Existem basicamente 4 gastos que são relacionados ao Tesouro IPCA, mas nem todos são obrigatoriamente cobrados. Olha só:

  • IOF: o Imposto sobre Operações Financeiras é uma contribuição obrigatória, mas somente no caso de resgate do investimento nos primeiros 29 dias. A parir do início do segundo mês, qualquer resgate será isento desse imposto.
  • IR: o famoso Imposto de Renda é tributado a qualquer momento que for feito o resgate do seu investimento. Sua tributação é feita apenas sobre o valor rentabilizado, não no montante incluindo o valor da aplicação. Ele segue a tabela regressiva de tributação, sendo até 180 dias (6 meses) uma Alíquota de 22,5%; de 181 a 360 dias (6 meses a 1 ano) uma Alíquota de 20%; de 361 a 720 dias (1 ano a 2 anos) uma Alíquota de 17,5%; e acima de 720 dias (mais de 2 anos) uma Alíquota de no máximo 15%.
  • Taxa de Custódia: essa taxa é cobrada obrigatoriamente pela CBLC – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – que é um departamento da BM&FBOVESPA, sendo a custodiante de todos os títulos públicos do Brasil. Essa taxa é destinada para a guarda dos títulos; a manutenção do sistema do Tesouro Direto; e o envio de extratos mensais aos investidores.
  • Taxa de Administração: essa taxa pode ser cobrada pelas instituições financeiras e corretoras responsáveis pela transferência de valores e títulos, agindo como intermediário entre a plataforma do Tesouro Direto e o investidor. Além disso, é a responsabilidade dessas instituições o recolhimento do Imposto de Renda e a verificação da veracidade das informações cadastradas pelo investidor. Várias instituições não cobram mais essa taxa, porém algumas outras ainda cobram entre 0,1 e 2% ao ano (sendo muito desvantajoso dessa maneira).

 

Qual é a melhor forma de utilização desse investimento?

A maioria dos investidores utilizam o Tesouro IPCA para o longo prazo, como vimos anteriormente. Mas quais são as possíveis utilizações desse “longo prazo”.

São diversas. Entre elas:

  • Comprar uma casa própria;
  • Pagar a Faculdade dos filhos;
  • Uma viagem ou até mesmo mudança de estado ou país;
  • Acumulo de capital para abertura do próprio negocio;
  • Aposentadoria; entre outros.

Vale destacar que um dos maiores objetivos é a aposentadoria, já que está cada vez mais complicado de se aposentar pela Previdência Social.

A rentabilidade real de – muitas vezes – 5% ou mais rendem ótimos rendimentos para o longo prazo e que possibilitam um investimento crescer até 600% no fim da vigência.

Claro que a paciência é um fator importantíssimo para se aplicar nesse investimento, mas compensa cada centavo no final.

 

Então é isso, primos e primas. Caso tenham alguma dúvida, sugestão ou critica a esse investimento, não deixa de comentar aqui embaixo para podermos conversar. E não esquece também de assinar nossa Newsletter para receber nosso conteúdo exclusivo direto no seu e-mail. Grande abraço e bons investimentos a todos!

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Conheça TUDO sobre o Tesouro Prefixado e saiba quando investir

O nome já é famoso: Tesouro Prefixado. Sua característica principal já é sugestiva: é um investimento prefixado. Mas será que você sabe todos os detalhes desse título?

Vamos verificar isso então neste post. Aqui vou dizer: possíveis situações que você pode utilizar esse investimento; como funciona sua rentabilidade; os riscos envolvidos nele; seus custos envolvidos; e entender o porquê esse título é tão visado no Tesouro Direto.

Para ajudar na leitura, eu tenho também um vídeo sobre o Tesouro Prefixado lá no canal do Primo Rico no YouTube. Dá só uma olhada:

 

Antes de mais nada…

Antes de explicar sobre o Tesouro Prefixado é importante ressaltar 3 termos e suas respectivas diferenças:

  • Tesouro Nacional: é a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) que pertence ao Ministério da Fazenda. É responsável pela dívida pública do Brasil e serve como “caixa” do Governo.
  • Tesouro Direto: é a plataforma online utilizada pela STN para realizar a negociação da dívida nacional, por meio de Títulos Públicos.
  • Título Público: é uma forma de “comprovante” que uma pessoa ou empresa recebe ao comprar parte da dívida do Governo. Antigamente, era um papel parecido com um diploma, que comprovava que o Governo havia uma pendência com você. Hoje em dia, é apenas de forma eletrônica.

É sempre bom frisar isso para que o entendimento do investimento seja pleno e sem ambiguidade.

Portanto, quando nos referirmos ao Tesouro Prefixado estaremos pensando em um Título Público, emitido pelo Tesouro Nacional e comercializado pela plataforma do Tesouro Direto.

Esse título, junto com o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA são os responsáveis por regularizar a dívida pública nacional.

 

Qual é a função do Tesouro Prefixado?

Tesouro Prefixado é um famoso investimento disponível no Tesouro Direto. Antigamente, ele era chamado de LTN – Letra do Tesouro Nacional – na versão principal. Já a modalidade de pagamento com juros semestrais, ele era chamado de NTNF – Notas do Tesouro Nacional série F.

Ambos com formas de pagamento, vigência e taxas de rentabilidade distintas, mas seguindo o mesmo padrão de investimento.

Mas saibam todos que ele não é um investimento para qualquer momento. É muito importante saber a ocasião exata de comprar esse título e o prazo de vigência que está escolhendo.

Assim como um Título Privado Prefixado, o Tesouro Prefixado utiliza uma taxa de remuneração prefixada para uma vigência prefixada.

“Isso é óbvio. O próprio nome já deixa isso a entender”. Ok, vamos aprofundar mais a situação então. Diferente de investimentos Pós Fixados, que utilizam algum índice ou taxa referencial como benchmark, o Tesouro Prefixado utiliza uma taxa fixa e imutável.

A função dessa característica tão importante é garantir a rentabilidade acima das taxas usadas nos investimentos pós-fixados. Porém, as taxas pós-fixadas estão em constante mudança.

Taxas como Selic, CDI ou IPCA, por exemplo, sobem e descem ano após ano. A questão então é “como saber se está na hora de pré-fixar ou não?”. Agora ficará mais fácil de entender.

 

Quando devemos Prefixar nosso investimento?

Lembra que as taxas do pós-fixados sobem e descem, correto? Então vamos colocar a nossa lei de mercado financeiro para funcionar.

Quando as taxas pós-fixadas estão crescendo e aumentando mês após mês, não é interessante de se investir em um ativo prefixado. Afinal, se no mês seguinte as taxas continuarem a subir e seu investimento ficar ali parado em uma taxa inferior, você estará deixando de ganhar.

Mas quando a situação é contrária, isso pode ser muito vantajoso. Então quando as taxas de juros e índices usados em investimentos pós-fixados estiverem em queda, é a hora exata de prefixar seu título.

 

Esse é um investimento arriscado então, primo?

Depende do que você está pensando como risco. Digo isso porque não existe apenas 1 tipo de risco, mas sim 3.

Para ser mais preciso, temos o Risco de Mercado, Risco de Crédito e Risco de Liquidez.

 

1 – Risco de Liquidez

Em relação ao Risco de Liquidez, podemos ficar despreocupados. Esse é o risco de você não conseguir resgatar seu dinheiro a tempo.

Os títulos públicos podem ser resgatados a qualquer momento (mesmo isso sendo contraindicado). Mas, caso isso seja realmente necessário ou desejado, você conseguirá sem problema.

 

2 – Risco de Crédito

A mesma coisa com o Risco de Crédito, que é o risco de não ter seu dinheiro investido de volta. Os Títulos Públicos são emitidos pelo Governo Federal. Ou seja, a única forma de você não receber seu dinheiro é se o Governo Federal falir.

A chance de isso acontecer seria bem pequena já que o Governo pode controlar os encargos tributáveis e a emissão de dinheiro para pagar seus investidores.

 

3 – Risco de Mercado

Sobrou apenas o Risco de Mercado, que é o risco de perder dinheiro no seu investimento por conta da oscilação de mercado. E esse, primos e primas, é um grande risco existente nesse título.

 

Lidando com o Risco de Mercado do Tesouro Prefixado

É importante compreender que o Tesouro Prefixado pode ser vendido antes do vencimento e pode te dar um lucro maior do que o esperado. Mas a chance de você se prejudicar com a venda antecipada é ainda maior.

A explicação para isso é mais complexa e avançada, porque depende de diversas condições do mercado. Para não sairmos muito do foco, não entrarei em muitos detalhes.

A recomendação que deixo para quem for investir no Tesouro Prefixado é aguardar até o vencimento natural dele. Assim você terá 100% de certeza que receberá a rentabilidade pré-estipulada no momento da aplicação.

Mas é necessário cautela na contratação de qualquer investimento prefixado. Pensando no prazo contratado, muitas vezes, pode ser que o investimento fique prefixado por tempo demais.

Por exemplo, a perspectiva da taxa de juros é de queda para os próximos 3 anos. Se prefixar um investimento que dure mais do que 3 anos, há o risco de deixar de ganhar uma rentabilidade melhor. Então é sempre bom estar antenado no mercado e na economia antes de tomar qualquer decisão.

 

Taxas e Impostos cobrados no Tesouro Prefixado

Existem basicamente 4 gastos que são relacionados ao Tesouro Prefixado, mas nem todos são obrigatoriamente cobrados. Olha só:

  • IOF: o Imposto sobre Operações Financeiras é uma contribuição obrigatória, mas somente no caso de resgate do investimento nos primeiros 29 dias. A parir do início do segundo mês, qualquer resgate será isento desse imposto.
  • IR: o famoso Imposto de Renda é tributado a qualquer momento que for feito o resgate do seu investimento. Sua tributação é feita apenas sobre o valor rentabilizado, não no montante incluindo o valor da aplicação. Ele segue a tabela regressiva de tributação, sendo até 180 dias (6 meses) uma Alíquota de 22,5%; de 181 a 360 dias (6 meses a 1 ano) uma Alíquota de 20%; de 361 a 720 dias (1 ano a 2 anos) uma Alíquota de 17,5%; e acima de 720 dias (mais de 2 anos) uma Alíquota de no máximo 15%.
  • Taxa de Custódia: essa taxa é cobrada obrigatoriamente pela CBLC – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – que é um departamento da BM&FBOVESPA, sendo a custodiante de todos os títulos públicos do Brasil. Essa taxa é destinada para a guarda dos títulos; a manutenção do sistema do Tesouro Direto; e o envio de extratos mensais aos investidores.
  • Taxa de Administração: essa taxa pode ser cobrada pelas instituições financeiras e corretoras responsáveis pela transferência de valores e títulos, agindo como intermediário entre a plataforma do Tesouro Direto e o investidor. Além disso, é a responsabilidade dessas instituições o recolhimento do Imposto de Renda e a verificação da veracidade das informações cadastradas pelo investidor. Várias instituições não cobram mais essa taxa, porém algumas outras ainda cobram entre 0,1 e 2% ao ano (sendo muito desvantajoso dessa maneira).

 

Exemplos de utilidade do Tesouro Prefixado

Como o Tesouro Prefixado é previsível em sua rentabilidade na vigência, é possível utilizar esse investimento para assegurar a compra de um bem ou de um serviço pra prazos mais longos.

Por exemplo: a compra de um carro, de um imóvel, de uma viagem ou até mesmo coisas mais sutis.

Identificando o preço que você deseja gastar e a rentabilidade que você terá com o investimento, é possível calcular os lucros e perceber se o investimento é uma boa ou não para se aplicar.

 

Simples, não é mesmo? Agora que você já sabe tudo, não deixa de comentar aqui embaixo ou perguntar suas dúvidas. Ah, não esquece também de assinar nossa Newslatter, para receber nosso conteúdo exclusivo direto no seu e-mail. Grande abraço, primos e primas.

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