Mês: outubro 2015

Plano de previdência privada: o que comparar para escolher o ideal

A ideia de se aposentar sem ter que se preocupar com as dificuldades financeiras tem martelado a cabeça de muita gente. E o que elas têm feito para garantir uma vida mais tranquila na melhor idade?

Elas têm segurado os gastos todo mês e separado uma graninha para um plano de previdência privada. Assim, estas quantias acabam servindo para complementar o dinheiro disponibilizado pela previdência social do INSS.

Mas não é simplesmente ir ao banco, falar com o gerente e acabar com o problema. O interessado deve se planejar para não fazer nenhuma besteira com seu dinheiro suado. É preciso entender as opções disponíveis.

Existem dois tipos de plano de previdência, o PGBL e o VGBL. Depois de escolher entre eles, é preciso definir como incluir o pagamento no imposto de renda. Para isso, existem duas tabelas diferentes, a regressiva e a progressiva. E, por último, não podemos esquecer das taxas de carregamento e administração e dos riscos associados à rentabilidade.

Muita coisa, né? Mas fique calmo! Vamos devagar, combinado?

PGBL ou VGBL?

O PGBL é mais indicado para quem atualmente faz a declaração de imposto de renda pelo modelo completo. Desse jeito, dá para diminuir em até 12% sua base tributável com o dinheiro que você guarda lá. No entanto, quando você estiver bem velhinho e for iniciar os resgates, vai ter que pagar o imposto de renda sobre o total.

O ponto positivo deste tipo é que você pode evitar uma alíquota de 27,5% de IR hoje, capitalizar o dinheiro e resgatar com uma alíquota menor no futuro. No longo prazo, essa atitude gera uma economia enorme.

Já o VGBL é diferente. Ele não dá desconto nenhum no IR hoje, mas na hora de resgatar os valores lá na frente, só é preciso se preocupar de pagar o imposto sobre o que ganhou com os juros. A pancada é bem menor, mas escolher entre PGBL ou VGBL é muito pessoal. Não há uma regra, nem uma fórmula mágica que funcione para todo mundo.

Tabela regressiva ou tabela progressiva?

O segundo passo é definir como será descontado seu imposto de renda. A tabela regressiva começa a tributar seus ganhos em 35% e vai diminuindo 5% a cada 2 anos. O resultado? Se você deixar o dinheiro investido por mais de 10 anos, você paga apenas 10%. Por isso, só escolha a regressiva se a sua intenção for deixar o dinheiro por, pelo menos, 5 anos.

A tabela progressiva tem as mesmas regras do IRPF, que vão desde isento a 27,5% da renda. Nela, os valores ainda podem ser recuperados na declaração anual, o que não é possível pela tabela regressiva. Mas essa escolha não precisa ser definitiva. Se escolher a progressiva, pode mudar para a regressiva. Entretanto, se escolher a regressiva, já era. Não tem como voltar para a progressiva. Cuidado com isso, ok?

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Taxa de carregamento e de administração

Quanto mais dinheiro você puder depositar por mês, mais fácil fica para economizar com a taxa de carregamento, que é descontada de todo depósito. Talvez no início seja mais difícil, mas converse direitinho na hora de assinar o plano e negocie bastante.

A taxa de administração é paga para a instituição gerenciar seu fundo de previdência. Você pode fazer a migração gratuita para um plano mais econômico com o tempo. A regra aqui é: quanto mais dinheiro guardado, menos se paga de taxa de administração.

Risco e rentabilidade

Em qualquer investimento, há riscos. Quanto maior for o risco, maior o resultado, seja de ganhos ou de perdas. Até 49% do valor do fundo pode ser aplicado em bolsa de valores. Isso pode trazer mais ganhos no longo prazo, mas não no curto. Por isso, muito cuidado aqui! Se não gosta de correr riscos, procure planos mais conservadores.

A decisão de programar a aposentadoria para garantir uma vida melhor na velhice está muito ligada a um plano de previdência privada. Comece a pensar nisso e procure um profissional qualificado para te ajudar. Nada de brincar quando o assunto for dinheiro, certo?

E aí, gostou do post? Quer entender algo melhor? Diz pra gente aqui nos comentários, ok?

Previdência privada: como funciona o resgate por herdeiros

A previdência privada tem se tornado muito popular nos dias de hoje. Ela tem muitas vantagens também como uma forma de deixar seus investimentos mais espalhados — o que se chama diversificação.

Dessa forma, você perde menos dinheiro quando está tudo em crise e ninguém sabe para que lado correr. Para quem já viveu mais um bocado, a previdência privada também é uma forma de economizar quando você pensa na herança e no resgate pelos herdeiros. Acompanhe nosso artigo de hoje e saiba mais sobre o assunto!

Como os herdeiros resgatam a previdência?

Quando uma pessoa vai a uma instituição e abre um plano de previdência, ela precisa, junto com toda a burocracia para iniciar a economia do dinheiro, definir quem serão as pessoas que receberão o dinheiro no caso de morte do titular e ainda os percentuais que cada uma dela vai ter.

Quer ver como isso funciona? Vamos tomar como exemplo um pai preocupado com a aposentadoria, mas, ao mesmo tempo, preocupado em não pagar muito imposto quando tiver que fazer o procedimento de inventário após a sua morte. Ele começará a economizar para a aposentadoria dele mesmo, mas, se ele morrer em um acidente ou por causa de uma doença, os recursos serão destinados aos beneficiários que estiverem no contrato.

Vamos imaginar que ele tenha destinado metade para a esposa e a outra metade para o filho. O único trabalho que a esposa e o filho terão será o de levar o atestado de óbito para o banco e, em menos de 30 dias, o valor estará disponível para ambos sem burocracia. Não deixa de ser uma herança que o pai deixou, mas que saiu muito mais rápido e com uma burocracia mínima para os herdeiros — neste caso, eram a esposa e o filho.

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Previdência privada x inventário

Já pensou se o pai não tivesse se planejado e simplesmente morresse, deixando este valor investido em uma conta corrente ou em um fundo de investimento em um banco? Sabe o que ia acontecer? A esposa e os filhos teriam que contratar um advogado e iniciar o procedimento de inventário, que pode demorar mais de um ano para ser finalizado. Quanto mais coisas o pai tivesse em seu nome, mais demorado seria para os herdeiros conseguirem o dinheiro.

Quer saber de mais outra vantagem? Esse pai era muito bom de pensar na esposa e nos filhos, porque ele ainda fez todos economizarem com os custos do processo, que podem ser o equivalente a 30% do total dos bens. Vamos pensar que o pai já tinha o valor de R$200 mil acumulado. Isso fará com que o filho e a esposa fiquem com R$100 mil cada, desde que o dinheiro estivesse na previdência, é claro!

Mas se estivesse em um fundo de investimento, o valor de R$60 mil iria para o pagamento do advogado e o resto seria dividido entre os dois, ficando apenas R$70 mil para esposa e filho. No caso da previdência privada ser resgatada pelos herdeiros, há a possibilidade de não se pagar o ITCMD, que é o Imposto Estadual Para As Doações. Embora nem todos os estados brasileiros permitam essa possibilidade, sai bem mais barato que pagar as custas judiciais, não é verdade?

Quando se pensa em previdência privada, não se deve pensar apenas em aposentadoria. No caso do pai, ele também pensou no resgate do dinheiro economizado com tanto esforço e durante tanto tempo. Esse planejamento deve ser feito por todo mundo, já que a vida tem andado tão difícil para todos nós. Evitar gastos sempre é uma boa ideia! E você? Já pensou em fazer uma previdência privada? Deixe um comentário ou dúvida para nós!

Aposentadoria por invalidez: tudo o que você precisa saber

Você sabia que os trabalhadores considerados incapazes de exercerem qualquer trabalho têm direito de receber um valor chamado aposentadoria por invalidez do INSS? Isso é verdade, mas e só se ele não tiver condições de ser reabilitado para outro tipo de atividade — e quem define isso é o próprio INSS com a perícia médica.

É claro que ninguém quer ser considerado inválido, mas quando isso ocorre, a pessoa precisa procurar seus direitos. O grande problema é que os valores podem ser baixos para garantir a qualidade de vida dela e a previdência privada pode complementar estes valores.

Quem tem direito à aposentadoria por invalidez?

Se você já possuía a enfermidade que te causou incapacidade de trabalhar antes de se cadastrar na Previdência Social, você não terá direito ao benefício. Caso você já sofresse de algum problema de saúde e este tenha sido agravado pelas condições de trabalho, você terá direita à aposentadoria por invalidez.

Se você precisar de assistência permanente, poderá ter direito a um acréscimo de 25% nos valores ganhos. Para isso, é necessário fazer um requerimento especial junto ao INSS para que uma nova avaliação médica possa ser feita. Mesmo que o acréscimo faça você ganhar mais que o teto definido por lei, não haverá restrições neste caso. Ah, e vale lembrar que este benefício não passa para os dependentes depois do óbito.

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E se a pessoa voltar a ter condições de trabalhar?

Neste caso, o benefício é interrompido. Para se certificar disso, o beneficiário deve passar por perícias periódicas no INSS. Elas acontecem de 2 em 2 anos, exatamente para verificar a incapacidade da pessoa de voltar ao trabalho — a não ser os maiores de 60 anos e isentos por lei. Então você já sabe que ela só será para a vida toda se a capacidade de trabalho não puder ser reestabelecida.

Como funciona a tributação da aposentadoria por invalidez?

Há uma tabela de doenças em que o INSS se baseia para fazer os cálculos do benefício. Para as doenças que constam nessa tabela, o benefício é isento de imposto de renda, o que já ajuda a planejar as finanças com um pouco mais de tranquilidade. Mas deve ficar claro que, seja por doença ou por acidente, o trabalhador terá igual direito à aposentadoria por invalidez.

Como pedir a aposentadoria por invalidez?

Para solicitar o benefício, é necessário estar por, pelo menos, 12 meses contribuindo ao INSS. Mas se a invalidez for por acidente, doença profissional ou do trabalho, não há essa carência. Algumas doenças também deixam o trabalhador fora da carência — existe uma tabela que define quais são elas.

Sendo enquadrado nessas situações, é só marcar uma perícia médica e o INSS normalmente concederá um auxílio-doença temporário, marcando a segunda perícia para uma data futura. Neste tempo, se o trabalhador não retomar condições de trabalho, a aposentadoria por invalidez é concedida.

Há casos irreversíveis em que a aposentadoria é concedida sem a necessidade de auxílio-doença. Já pensou se um motoboy sofre um acidente e perde uma mão? Como ele terá condições de ser motoboy novamente? Nestas e em outras situações, normalmente, o benefício é concedido automaticamente.

Pode ser por uma doença ou por acidente, o fato é que dificilmente o trabalhador terá condições de se preparar para uma aposentadoria por invalidez. E também já pensou que uma pessoa que não pode trabalhar acaba gastando mais dinheiro com medicamentos e cuidados do que uma pessoa considerada apta? A previdência privada pode ajudar os trabalhadores, considerados inválidos ou não, a terem uma vida mais estruturada antes e durante a aposentadoria.

E então, o que achou do  post de hoje? Deixe um comentário para nós, queremos saber a sua opinião!

Planejar aposentadoria: quando começar?

Acredite em mim: a melhor forma de garantir uma aposentadoria tranquila é iniciando seu planejamento o mais breve possível. Você provavelmente já ouviu falar em um tipo de aposentadoria que não possui ligação alguma com o INSS, mas que também pode te garantir uma renda no futuro: a previdência privada. Ela é uma excelente alternativa, já que não possui obrigação de pagamentos mensais, que são apenas sugeridos, e você poderá resgatar seu dinheiro aportado corrigido no final do período de diversas formas. Vamos conhecer um pouco mais sobre esta alternativa? Acompanhe!

Previdência privada

A previdência privada é uma forma de acúmulo de recursos que tem como objetivo principal a garantia de uma renda futura. A ideia da previdência social não é deixar ninguém milionário, ok? Estes valores, na maioria das vezes, têm sido utilizados de forma complementar a pensão do INSS, trazendo mais tranquilidade na velhice e mantendo o padrão de vida dos segurados.

Existem algumas possibilidades que são ofertadas, inclusive pelas empresas, em que o trabalhador contribui com uma parcela e a empresa com outra parte do valor — procure saber se a empresa que você trabalha tem esse tipo de incentivo! É comum que associações e órgãos se classe também possuam algumas vantagens e optem por criar, junto a uma instituição financeira, um plano especial para seus associados.

O mais comum é que o trabalhador vá até um banco e faça, mediante a assinatura de um contrato, aportes periódicos de valores. Agora, você sabe em qual tipo de previdência privada investir?

PGBL x VGBL

Nestes dois casos, o objetivo é o mesmo: garantir a aposentadoria, só que com uma qualidade superior de vida! Mas eles funcionam de maneiras distintas. O PGBL, na maioria das vezes, é a opção para aqueles que fazem a declaração anual do imposto de renda pelo modelo conhecido como completo, uma vez que este tipo permitirá que seja feita a dedução de até 12% da base tributável — ou seja, no curto prazo, além de economizar, você poderá obter uma redução da sua base de tributação do IRPF. Você não deixará de pagar, apenas pagará no momento do resgate e pode ter redução na base de cálculo.

O VGBL, por sua vez, não possui um diferimento do IRPF, mas somente no momento em que ocorre o saque dos valores é que esse imposto incidirá — e só nos rendimentos que você tiver ganho.

Mas os detalhes não acabam por aqui: há ainda dois tipos de tabela de tributação, a progressiva ou a regressiva.

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Tributação regressiva x progressiva

No caso do regime regressivo, a alíquota de IRPF varia de 10% a 35%; já o progressivo segue as mesmas regras do IRPF e pode ir de zero até 27,5%. Veja a alíquota para a tabela regressiva:

  • Valores resgatados em até 2 anos: alíquota de 35%;
  • Valores resgatados entre 2 e 4 anos: alíquota de 30%;
  • Valores resgatados entre 4 e 6 anos: alíquota de 25%;
  • Valores resgatados entre 6 e 8 anos: alíquota de 20%;
  • Valores resgatados entre 8 e 10 anos: alíquota de 15%;
  • Valores resgatados em mais de 10 anos: alíquota de 10%.

Então, não se esqueça que o esquema da tabela regressiva é deixar o dinheiro mais de 10 anos para pagar a menor alíquota!

Idade e prazo para planejar aposentadoria

Não existe uma regra, um tipo ideal ou ainda uma instituição específica para planejar a aposentadoria pela previdência privada. Além disso, não existe uma idade limite, como já falamos anteriormente. Mas o fator principal é que quanto antes forem planejados e executados os pagamentos, além da possibilidade de se poupar mais, os valores mensais podem ser menores. Mas não se esqueça de que nunca é tarde para começar!

Para você saber mais sobre como planejar aposentadoria, tudo deve ser levado em consideração. Além dos prazos, das taxas de carregamento e da taxa de administração do banco, você deve se preocupar com o impacto que isso gerará nos seus rendimentos e os valores que você pretende receber no resgate. Fique também atento a detalhes quanto à portabilidade, que te possibilita levar seus valores de um banco para outro.

Você tem mais alguma dúvida sobre o assunto? Como está o planejamento da sua aposentadoria? Deixe um comentário!

Previdência privada: tudo o que você precisa saber

A previdência privada, também chamada de previdência complementar, é uma forma de investimento que tem o objetivo de completar os valores obtidos na aposentadoria com a previdência social. Nos dias atuais, os valores que compõem a aposentadoria no INSS têm perdido poder de compra se comparados com anos anteriores, o que despertou preocupação dos poupadores com relação à garantia da tranquilidade depois da aposentadoria. Mas como realizar o investimento em previdência da maneira correta? Se existem várias modalidades e regimes de tributação diferentes, como escolher o tipo correto? Estas e outras perguntas serão respondidas neste material. Acompanhe!

Previdência Privada: Guia Completo

O investimento em previdência privada

Assim como qualquer investimento, a previdência privada corresponde a uma parcela de recursos que temos sobrando e alocamos para este tipo de investimento. Mas diferentemente de outras formas de investimento, ela não deve ser encarada como um investimento comum, pois a previdência privada está diretamente associada à tranquilidade financeira durante a aposentadoria.

Não é o caso de se iniciar este investimento para adquirir um imóvel, um automóvel ou realizar uma grande viagem, por exemplo. Estes projetos demandam outro tipo de investimento com prazos menores. O investimento em previdência privada deve ser encarado como um investimento de longo prazo. O próprio governo encara esta situação de maneira diferenciada, pois estimula o investimento em previdência privada oferecendo incentivos fiscais no imposto de renda, dos quais falaremos mais adiante.

Mas uma pergunta que vem à mente dos poupadores é a seguinte: por que o governo incentiva um tipo de investimento como esse? É bem simples, pois se os cidadãos tiverem reserva adicional na previdência privada, demandarão menos recursos da previdência social, que vem carregando déficits bilionários nas últimas décadas. Dessa forma, o governo abre mão do imposto de renda por um lado para ganhar mais fôlego com a previdência social pelo outro. Acaba sendo, não oficialmente, uma troca de favores que o governo faz com o poupador.

Um plano de previdência privada na prática

Todo tipo de investimento possui taxas, pois a instituição financeira que cuidará dos recursos precisa ter o respectivo pagamento pelo trabalho dela. No caso da previdência privada, os recursos serão alocados com o objetivo de aposentadoria, podendo ser sacados mês a mês de maneira vitalícia ou por prazo certo ou, ainda, podem ser sacados de uma única vez ao fim do período de acumulação.

As instituições gestoras dos fundos de previdência privada cobram a taxa de administração, que é um valor que já será diluído na rentabilidade do fundo, fazendo com que você ganhe menos retorno, pois precisou pagar a ela pelo serviço de manutenção e gerenciamento dos seus recursos financeiros. Tais taxas são muito parecidas com os investimentos mais comuns que encontramos no mercado e, como os investimentos serão de longo prazo, é importante que você as negocie muito bem com a instituição gestora do seu plano de previdência privada.

Há, também, a taxa de carregamento, cobrada para cada aporte realizado (depósito) ou retirada de recursos. No entanto, o carregamento é largamente negociado entre poupadores e gestores, e isso vai depender de quanto você já tenha guardado e de quanto pretenda guardar mensalmente na previdência privada.

A regra é simples para o carregamento: quanto mais recursos você tiver no fundo de previdência ou puder guardar mensalmente, mais facilidades a instituição gestora te dará, chegando ao ponto de isentá-lo de tal taxa e também diminuir a taxa de administração. Portanto, não deixe de negociar com a instituição financeira no momento de iniciar sua previdência privada.

Estas mesmas instituições podem se responsabilizar, inclusive, pela programação dos depósitos para o seu plano de previdência. Uma vantagem que pode ser obtida pelo poupador é o pagamento por débito automático ou com desconto em folha. Nestes casos, devido à garantia que a gestora terá do recebimento mensal, você também pode negociar uma diminuição das taxas ou, até mesmo, a isenção do pagamento da taxa de carregamento. Vale tudo para pagar menos taxas e lembre-se sempre que o poupador é você. Portanto, você é quem tem as cartas na mão.

 

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Modalidades existentes de previdência privada

2 modalidades de previdência privada disponíveis de maneira indiscriminada para a população: o VGBL e o PGBL. Embora apenas uma letra diferencie as siglas, elas são completamente distintas em termos de operacionalização.

O VGBL é mais recomendado para as pessoas que fazem a declaração anual de imposto de renda pelo modelo simplificado, pois não permite qualquer tipo de benefício fiscal para o investidor. No momento do resgate, o imposto de renda é apenas pago sobre os rendimentos obtidos.

O PGBL possui uma particularidade, o diferimento do imposto. Diferimento não é a isenção do pagamento, mas uma postergação do pagamento para que este seja realizado em data futura. Ele é mais indicado para quem realiza a declaração de imposto de renda pelo modelo completo, pois os valores aplicados constituirão parcela dedutível para o imposto até o limite de 12% da base tributável. É muito mais interessante que se tenha a opção de pagar um imposto em data futura, pois você poderá fazer o dinheiro render para você até aquele momento.

Por exemplo: se o seu rendimento anual for de R$100 mil, você poderá fazer aportes totais anuais no valor de R$12 mil, reduzindo sua base tributável para R$88 mil. Dependendo da sua faixa de ganhos, esses investimentos podem fazer você pagar menos imposto, pois sairá de uma alíquota mais elevada para uma menor devido às deduções.

No entanto, no momento da retirada dos valores que foram poupados para a previdência privada, você deverá pagar imposto de renda sobre o total investido. Por isso, diz-se que não é uma isenção, mas uma postergação do pagamento do imposto de renda. No entanto, com planejamento em relação aos saques, você pode evitar um pagamento de uma alíquota de 27,5% de imposto de renda durante o período de acumulação e pagar uma alíquota bem menor no resgate, podendo chegar a 10% ou até mesmo ser isento. Isso vai variar de caso para caso.

Tabelas de tributação: progressiva e regressiva

Dois regimes de tributação estão em vigor desde 2005 para os planos de previdência privada ativos no Brasil. Um é denominado como tabela regressiva (ou definitiva) e outro é denominado como tabela progressiva (ou compensável). Vamos ver com detalhes cada um deles, pois a escolha desta tabela é importantíssima e um equívoco na escolha pode ser desastroso. Dependendo da escolha, não há volta.

No caso da escolha pela tabela progressiva, há a possibilidade de se alterar para a regressiva. Mas se a escolha for pela tabela regressiva, não há possibilidade de alteração e, a depender do perfil do investidor, pode fazer com que os rendimentos sejam sensivelmente reduzidos quando forem iniciados os resgates.

Vamos a um exemplo: um investidor recebe o valor mensal de previdência privada de R$1 mil. Se a modalidade dele for a tabela progressiva, ele terá descontados 15% na fonte (padrão) e poderá eventualmente recuperar estes R$150 retidos na declaração de ajuste anual. A tabela progressiva permite essa possibilidade de recuperação.

No caso de a tabela escolhida ser a regressiva, o que valerá é o tempo em que o dinheiro ficou guardado. Vamos, antes, ver a tabela com as especificações dos montantes de impostos relacionados a cada idade de valores investidos.

  • Valores investidos até 2 anos: imposto de renda de 35%;
  • Valores investidos entre 2 e 4 anos: imposto de renda de 30%;
  • Valores investidos entre 4 e 6 anos: imposto de renda de 25%;
  • Valores investidos entre 6 e 8 anos: imposto de renda de 20%;
  • Valores investidos entre 8 e 10 anos: imposto de renda de 15%;
  • Valores investidos por mais de 10 anos: imposto de renda de 10%.

Considerando o mesmo valor mensal e com valores colocados a mais de 10 anos, a tabela regressiva terá retido o valor de R$100, mas esse valor não poderá ser recuperado na declaração de ajuste anual, pois é considerado como um investimento com tributação definitiva.

Dependendo da idade do investimento, o imposto de renda pode chegar até a R$350 se o valor for investido por menos de 2 anos. É por isso que o investimento na previdência privada é considerado como um investimento de longo prazo, pois quanto maior for o prazo, mais serão os benefícios que o investidor poderá ter.

Mesclando entre as tabelas progressiva e regressiva, o VGBL e o PGBL, o valor de imposto de renda no PGBL para depósitos de menos de 2 anos seria de R$350, sem possibilidade de recuperação dos valores. Por isso, é extremamente importante que sejam realizadas escolhas acertadas em relação aos tipos e às tabelas, pois como não há possibilidade de mudança entre elas, a escolha errada penalizará muito o investidor.

Calcule sua Previdência Privada

8 Taxas Cobradas na Previdência Privada

O que muita gente não sabe sobre as taxas cobradas pela previdência privada, é que elas são muito variadas e complexas. Muitas delas você nem fica sabendo que tem, mas já as contratou. Segue aqui um compilado das 8 decisões que você tem que tomar em relação as taxas cobradas:

1 PGBL X VGBL

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é um tipo de previdência mais indicado para aqueles que já fazem a declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) pelo modelo completo, pois com ele, poderá ser feita a dedução de até 12% de sua base tributável. Assim, é só calcular o valor de sua renda bruta anual, aplicar 12% e você terá o valor ideal que deve ser aplicado para que, além de contribuir com sua aposentadoria, possa pagar menos imposto no curto prazo.

O VGBL, por outro lado, não permite que seja feito tal abatimento, porém é mais indicado para quem pensa no longo prazo, já que ao final do plano existe a necessidade de pagamento de IRPF somente sobre os valores auferidos, diferente do PGBL, que paga o imposto sobre o montante total investido.

 

2 TABELA PROGRESSIVA X REGRESSIVA

A melhor opção para o longo prazo costuma ser a tabela regressiva, pois com o passar dos anos, ela diminui sua alíquota de imposto de renda. Se você fosse resgatar sua previdência um dia após tê-la feito, você pagaria 35% de imposto nessa opção. Porem, a cada 2 anos você diminui sua aliquota em 5%, chegando aos incríveis 10% de imposto depois de 10 anos.

Já na tabela Progressiva, ela será somada com sua base de cálculo, e entrará na mesma tabela de imposto do IRPF, chegando até 27,5% se o montante resgatado for muito grande. Se o seu objetivo é investir no longo prazo, provavelmente vai ter um belo montante aplicado. A tabela regressiva pode te ajudar a pagar menos imposto se o objetivo for alcançado.

 

3 TAXA DE ADMINISTRAÇÃO

Parece óbvio, mas nem todos sabem. A taxa de administração é a remuneração paga pelo investidor na prestação dos serviços de gestão e também de administração do fundo de investimentos em questão. É uma taxa geralmente medida ao ano sobre seu patrimônio total. Imagine que você tem R$ 1.000.000,00 investidos em um fundo que cobra 2% de administração. Todos os anos, você terá um custo mínimo de R$ 20.000,00. Por isso é tão importante brigar por baixas taxas de administração!

 

4 TAXA DE CARREGAMENTO

Por teoria, é um percentual que incide sobre TODAS as contribuições pagas em uma previdência, e tem como o intuito atender a despesas administrativas e também sobre a colocação do plano. Porem, sabe o que eu acho sobre isso? Besteira! Afinal de contas, a taxa de administração já remunera todas as partes necessárias. Todos os planos bons também tem taxa de carregamento em 0%! Se você paga essa taxa, saiba que é por desinformação, pois existem muitas opções com essas condições disponíveis no mercado e detalhe, com valores ridiculamente baixos.

Se você aportar R$ 500,00 por mês em um plano de previdência, e tiver uma taxa de carregamento de 5%, significa que você vai deixar R$ 25,00 na mão do banco, e R$ 475,00 investidos no seu fundo. Significa que você já entra no plano perdendo mais de 5 meses de rentabilidade! Quanto menor, melhor.

 

5 TAXA DE RENTABILIDADE

Aqui parece fácil, né? Porém é bem provável que você faça a conta errada ! Se por acaso você diz que seu investimento rendeu “10% no ano”, ou “0,8%” ao mês, saiba que não é bem assim na prática de mercado. Nos investimentos SEMPRE temos que ter uma referência, que vai funcionar como nossa base comparativa. Já ouviu falar na TAXA SELIC? Essa é a taxa básica de juros, utilizada no Brasil para ajudar a levar a economia pro lado que o governo julgar mais pertinente. Agora .. já ouviu falar no CDI? Vou deixar as explanações para outra aula, mas imagine que o CDI é sempre um pouquinho abaixo da SELIC. Se a SELIC render 10% ao ano, imagine que o CDI vai estar muito próximo disso .. digamos, 9,9% ao ano. Agora que temos nossa taxa de referência, podemos dizer que se o seu fundo rendeu 9,9% no ano, ele rendeu 100% do CDI! Deu pra captar? Aqui, quanto maior, melhor. Aliás, você tem uma noção da diferença de rentabilidade que 0,1% ao mês pode causar no longo prazo?

  • R$ 100.000,00 investidos por 30 anos a 0,8% = R$ 1.761.130,58;
  • R$ 100.000,00 investidos por 30 anos a 0,9% = R$ 2.516.632,75;

Por isso, não menospreze esses 0,1% ao mês !

 

6 TAXA DE EXCEDENTE FINANCEIRO

A previdência deve ser olhada como uma aplicação que oferece a possibilidade de converter o patrimônio do investidor em complemento de renda. Sendo assim, imagine um cenário hipotétoco em que você possui R$ 600.000,00 e converte esse patrimônio em renda vitalícia. Se você fizer isso, poderá ter, em nosso exemplo, uma renda de R$ 3.500,00 durante toda a sua vida. O banco pode trabalhar com seus recursos, pois agora ele é o responsável por te pagar esse “salário”, e por isso, ele acaba gerenciando também esses R$ 600.000,00, que agora é patrimônio dele. O objetivo do banco é rentabilizar esses R$ 600.000,00 da melhor forma possivel, pois agora esse patrimônio é dele – já que trocou com você pela renda vitalícia.

Se ele conseguir que esses R$ 600.000,00 rendam R$ 6.000,00 por mês, e a inflação representar algo próximo de R$ 2.000,00 nesse caso, estamos falando que o excedente financeiro é R$ 4.000,00. Se você tiver um acordo de receber, por exemplo, 90% do excedente financeiro, você receberá 90% dos R$ 4.000,00, e dessa forma receberá, além dos R$ 3.500,00 que já recebe, R$ 3.600,00 a mais, totalizando R$ 7.100,00. Bom, né?

 

7 TAXA DE JUROS NA CONVERSÃO

Novamente, apenas se você optar por converter o seu patrimônio investido na previdência em renda, um dos números que eles vão utilizar para calcular a renda que vão te pagar, vai ser a taxa de juros disponível na data de sua aposentadoria. Imagine que quando você quiser converter em renda, se a taxa de juros no momento estiver em 6%, provavelmente você vai receber muito mais do que se a taxa estivesse em 2%. Isso porque a seguradora vai levar em consideração a rentabilidade disponível no momento do mercado, pois ela vai ser a detentora do seu patrimônio, e vai trocar com você salário pelo valor investido. Porem, é possivel que você já tenha acordado uma taxa de juros na conversão, que provavelmente é 0%. Ela não vai te dar nenhum bônus .. porem, você poderia ter negociado uma taxa de 3%. Nesse caso, é como se você adicionasse 3% de juros a mais sobre seu patrimônio total, por ano, em uma eventual transformação de renda.

Se você converter 1 milhão em renda, você receberia R$ 30.000,00 a mais por ano, até o final da sua vida, diluído ao mês. Bom, né?

 

8 TÁBUA ATUARIAL

Aqui está, possivelmente, o principal motivo de você precisar abrir uma previdência, independente do valor que você vai colocar, quando se é novo (ou abrir para um parente).

Sempre que você abre um plano de previdência, você automaticamente adere a uma “tábua atuarial”, que basicamente estipula qual vai ser a sua data de falecimento.

Imagine então que você tem uma data de falecimento prevista para 70 anos (foque apenas no conceito, não no numero), e você está com 65 anos. Se você quiser transformar seu patrimônio em renda, a seguradora vai fazer um cálculo levando em consideração que você vai ter mais 5 anos de vida, e vai te pagar um valor. Se a sua data de falecimento prevista fosse em 90 anos, a previdência iria pensar: “Caramba .. ele vai viver mais 25 anos!” E aí, pagaria um valor bem menor do que o primeiro exemplo, certo?

O bom é que a tábua atuarial é contratada na hora que você abre um plano de previdência, e ela não pode ser mudada. Por isso, incentivo muitos pais preocupados com o futuro de seus filhos, ou até a investidores pensando no futuro, que abram um plano de previdência, muitas vezes só por abrir. Lá na frente, como a seguradora não pode expulsá-lo do plano, você pode fazer uma simulação, e se te agradar, você pode transferir alguns milhões para o plano e transformar em um benefício para você.

 

Passos para decidir e iniciar um plano de previdência privada

Para se decidir sobre qual é o melhor plano de previdência a ser escolhido, deve-se inicialmente definir as prioridades e os planos futuros. Se a sua intenção é conseguir uma renda adicional, mas relativamente alta, deverá começar a investir o quanto antes na previdência privada.

Não há idade ideal para se começar a investir em previdência, mas quanto antes se começa a aplicar os valores, menores serão os depósitos mensais necessários para que os seus objetivos sejam alcançados.

A rentabilidade também é algo importante a ser analisado. Pode parecer pouco, mas um valor de 0,1% a mais de rentabilidade por mês gera uma grande diferença em 20 anos.

Vamos ver 2 exemplos para analisar as diferenças:

Considerando um investidor que tenha iniciado os investimentos em uma previdência privada com R$10 mil e tenha realizado depósitos mensais de R$500 durante 20 anos com uma taxa de juros de 12% ao ano, o que dá 0,9% ao mês, terá um total acumulado de mais de R$550 mil. Se ele optar por realizar saques mensais nos próximos 30 anos, terá disponíveis mais de R$5.100 mensais.

Caso comece sem poupança, ele terá acumulado pouco mais de R$450 mil e poderá sacar R$4.270 mensais. Aumentando o rendimento mensal em 0,1%, o que dá 13,3% ao ano, fará com que o investidor tenha acumulado mais de R$650 mil, exatos R$100 mil a mais apenas por causa de 0,1% a mais de rendimento ao mês.

Se este rendimento for associado à bolsa de valores, pode ser maior ainda, pois como o prazo de acumulação de recursos é mais dilatado (de 20 anos), também é possível obter ganhos maiores na bolsa. É claro que há o risco de a bolsa cair e fazer o investimento perder valor durante um tempo, mas como os prazos são maiores, há mais possibilidade de recuperar eventuais perdas durante as quedas da bolsa.

Conforme for ficando mais próxima a data do início dos resgates mensais por parte do investidor, é importante que o percentual destinado à bolsa de valores (que pode chegar a 49% do valor total do fundo) seja diminuído até chegar a zero cerca de 4 anos antes do início dos resgates.

Essas datas são aproximadas, mas o importante é que, quanto mais próxima esteja a data de resgate dos fundos, menos exposição à renda variável o valor investido possua. Mesmo que o investidor seja mais aberto aos riscos nos investimentos, há de se pensar que estes recursos serão utilizados para garantir a qualidade de vida durante o período de aposentadoria, não podendo ser alvos de especulação.

Come-Cotas

O Come-cotas é uma espécie de ANTECIPAÇÃO do imposto de renda, em que você o paga em maio e novembro, quando investe em fundos de investimento convencionais. Os fundos de previdência privada são ISENTOS de come-cotas, e por isso, possuem um grande benefício.

Para detalhar esse benefício, vamos primeiro falar de aplicações em renda fixa. Nelas, você vai pagar o imposto apenas no resgate, e em função do tempo que você se mantiver aplicando nelas. Esse prazo costuma ser regressivo, e funciona da seguinte forma:

  • Se você resgatar uma aplicação entre 0 – 180 dias, vai pagar +22,5% de imposto;
  • Se você resgatar uma aplicação entre 180 – 360 dias, vai pagar +20,0% de imposto;
  • Se você resgatar uma aplicação entre 360 – 720 dias, vai pagar +17,5% de imposto;
  • Se você resgatar uma aplicação em um prazo superior a 720, vai pagar 15,0% de imposto.

 

Em um fundo de investimentos de renda fixa tradicional, você ANTECIPA seu imposto, e sempre o paga nos meses de maio e novembro. Imagine que:

  • Você aplicou R$ 100.000,00 em janeiro, e em maio você tem R$ 105.000,00. Mesmo não tendo resgatado seu investimento, você vai pagar o imposto sobre o lucro, e daqui pra frente, seu investimento vai render apenas sobre o seu valor líquido.

 

No exemplo acima, temos que nos atentar. O prazo que passou entre maio e janeiro é inferior a 180 dias, certo? Porem, mesmo assim, o imposto que vai ser antecipado, vai ser o de 15%, e não o de 22,5%. Isso acontece, pois é uma espécie de tributação compensável. Caso você resgata o valor TOTAL desse fundo, no prazo entre 180 dias e 360 dias, a aliquota seria 20%, certo? Como você já pagou os 15%, vai apenas compensar os outros 5% sobre o lucro. Porem, caso você permaneça na aplicação por um prazo superior a 720 dias, não vai precisar compensar nenhum imposto.

O grande problema aqui, é realmente o rendimento sobre o seu valor liquido, que com o tempo vai gerar menos juros do que se o rendimento incidisse sobre o valor total – o valor bruto.

Seguindo ainda o exemplo acima, em que aplicamos R$ 100.000,00 e em maio estávamos com R$ 105.000,00, aconteceria exatamente o seguinte:

  • Como o lucro foi de R$ 5.000,00, o imposto pago seria de 15% sobre esse valor. Você pagaria R$ 750,00, e agora seu valor liquido seria de R$ 4.250,00. Vamos pensar apenas sobre esse valor de rendimento que tivemos, ao invés de pensar sobre nosso valor total (os outros R$ 100.000,00):
    • Se esses R$ 5.000,00 ficarem aplicados durante 30 anos, rendendo 10% ao ano, você terá R$ 87.247,01;
    • Se esses R$ 4.250,00 ficarem aplicados durante 30 anos, rendendo 10% ao ano, você terá R$ 74.159,96.
  • Você notou essa grande diferença? Agora imagine ela acontecendo recorrentemente, semestre a semestre, em uma aplicação de longo prazo.

*exceção: nos fundos de curto prazo, em que a tributação minima é de 20%, o come-cotas é de 20%.

Por isso, um fundo de previdência privada costuma ter grandes vantagens competitivas em relação a outros produtos.

 

Flexibilidade (Portabilidade)

Imagine que você está investindo em um fundo de renda fixa, e o Brasil está em crise. O mercado de ações está degringolando e você vê que é um grande momento apostar em ações. É simples! É só você “mover” a sua previdência, ou parte dela, através de uma portabilidade, para um fundo multimercado que tenha uma exposição a ações. Mas veja que bacana: Você conseguiu movimentar esses recursos que você acumulou, e não precisou nem pagar imposto de renda!

Agora que o mercado de ações se valorizou, você pensa: “Caramba! Agora eu quero voltar pro meu mundo do conservadorismo”. Tranquilo, é só você fazer a portabilidade novamente para um fundo mais conservador, e você não vai precisar pagar imposto sobre esse lucro! O que eu quero dizer com você não precisar pagar imposto, é que você não vai precisar ANTECIPAR o imposto. Mas para te exemplificar, imagine o seguinte:

Esqueça o mundo de previdência! Você tem um fundo DI, ou um CDB no banco. Você quer resgatá-lo para investir no mercado de ações. Se você aplicou R$ 200.000,00 e resgatou R$ 400.000,00, vai pagar, no mínimo R$ 30.000,00. Você vai então, aplicar R$ 370.000,00 no mercado de ações. Aí você aplicou esses R$ 370.000,00 e resgatou R$ 500.000,00 no mercado de ações. Você teve R$ 130.000,00 de lucro, e vai pagar mais R$ 20.000,00 de imposto. Agora, você vai aplicar R$ 480.000,00 no mercado de renda fixa. Porém, você deixou R$ 50.000,00 para o governo, e nunca mais vai ter rendimentos sobre isso. No longo prazo, imagine o tamanho dessa diferença! Esse é o poder que a previdência te oferece com a flexibilidade que possui. Sendo assim, como você faz uma portabilidade?

Antes de qualquer coisa, você vai precisar ter um plano de previdência aberto. Vamos imaginar que você tenha um plano de previdência aberto na Mapfre, com condições muito boas. E nesse exemplo, você tenha um fundo de previdência no Itaú. Você pode migrar os seus recursos da previdência do Itaú para o da Mapfre. Para isso, você não terá nenhum ônus na sua declaração de IR, você não será penalizado de nenhuma forma, mas precisa ficar atento a algumas questões.

  • Você pode ter uma taxa de saída cobrada pelo banco ou seguradora. Pela minha experiência, geralmente essa taxa é muito pequena em comparação com uma melhora de plano de previdência. Por via de regra, ela costuma valer a pena! Porém, obviamente recomendo que você faça as contas;
  • Se você possui um PGBL, você poderá migrar seu plano APENAS para um PGBL. Se você tiver um VGBL, o mesmo se aplica: Você só vai poder migrar para um VGBL também. Isso é imutável, certo?;
  • Se a sua tabela de imposto é REGRESSIVA, você não poderá migrar ela para a tabela PROGRESSIVA, terá que ser para a REGRESSIVA. Se a sua tabela é a PROGRESSIVA, você PODE mudar para a regressiva. Por via de regra, a tabela REGRESSIVA (ou definitiva) é a melhor opção na maior parte das vezes, então não temos tanto problema nesse ponto;
  • Você pode mudar de SEGURADORA, você pode mudar de PLANO e você pode mudar para qualquer FUNDO que está sendo comercializado no momento.

Para realizar uma portabilidade, você vai precisar pedir para a instituição de DESTINO, um termo de portabilidade. Isso não passa de um documento simples, em que você vai preencher todas as informações do seu plano de ORIGEM e o de seu plano de DESTINO. Porém, agora vem a GRANDE dificuldade. Você precisa reunir uma série de informações sobre o seu plano, e é aqui que os bancos e seguradoras “dificultam” um pouco. Basicamente, você precisa dessas informações importantes:

  • Nº de Certificado;
  • Nome do Plano;
  • CNPJ do Fundo de Investimentos;
  • Se é PGBL ou VGBL;
  • Se a tabela é REGRESSIVA ou PROGRESSIVA;
  • Montante Investido;

Todas essas taxas, você consegue no extrato solicitado ao seu gerente. Porém, saiba que quando você questionar seu gerente, ele vai fazer de tudo pra dificultar! Ele vai demorar pra te entregar, ou então na maioria das vezes, pela minha experiência, ele vai te oferecer um plano melhor do que o que você já tem, pelo medo de perder sua conta, rs. Mas isso já faz parte! Agora que você tem conhecimento, vai conseguir analisar sem a interferência de terceiros.

Depois disso, vai ser só preencher essa ficha da instituição de destino, assinar e enviar para o responsável.

Agora que você já sabe o que é a portabilidade e como ela pode te ajudar, pode ter em mente que nenhuma previdência que você fizer será para frente. Sempre que aparecer algo melhor, você pode simplesmente migrar, sem custo algum. Porém, cuidado pois caso você tenha ótimas condições de TÁBUA ATUARIAL, TAXA DE JUROS NA CONVERSÃO e TAXA DE EXCEDENTE FINANCEIRO, não migre 100% do seu plano. Deixe alguma “quirelinha” para não perder essas boas condições. Não esqueça que no futuro você pode voltar todo o seu dinheiro, ou parte dele, para esse plano já que você já garantiu essas condições para o futuro!

 

Previdência Fechada x Aberta

Dificilmente você vai procurar por um plano de previdência, e vão te dizer: “Esse plano de previdência é aberto” ou vice-versa. Um plano de previdência fechada possui muitos riscos envolvidos, bem como uma flexibilidade muito menor. Por isso, é muito importante entender a diferença entre eles:

 

Previdência Aberta

Esse é o plano de previdência que você mesmo pode fazer direto em uma seguradora do banco ou independente. Esses planos podem ser adquiridos por qualquer pessoa física que tenha os requisitos minimos exigidos pela contraparte (como valor mínimo de aplicação). Quem regulamenta as previdências abertas é a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que tem ligação com o miniestério da Fazenda, e por isso esse tipo de plano é tão seguro.

 

Previdência Fechada

As previdências fechadas são os conhecidos fundos de pensão ou os EFPC (Entidade Fechada de Previdência Complementar). São planos criados exclusivamente para um grupo em comum de funcionários em uma empresa ou grupo econômico. Se você trabalha em uma empresa e ela contribui para você mensalmente com uma parcela do que você investe, ou um amigo seu diz que tem uma previdência da empresa, provavelmente é desse tipo. Como o próprio nome já diz, investidores que não façam parte desse “grupo” em comum não tem acesso a esses fundos.

Quem fiscaliza esse tipo de previdência é a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC).

Você tem que ficar muito atento ao criar expectativas, pois as previdências fechadas não permitem “portabilidades” para outros planos de previdência tão facilmente. É possivel que o funcionário tenha de ser dispensado, ou já ter contribuido por um período específico para ter o valor “liberado”.

A Previdência Fechada não tem fins lucrativos para a empresa. Toda a rentabilidade que o fundo tiver vai para a cota do participante, e os custos são meramente necessários para arcar com o custo da estruturação do produto.

A priori, todos os planos fechados são PGBL, pois permitem a empresa uma contrapartida de benefício, abatendo o próprio IR ao contribuir para um funcionário ou associado.

 

Segurança (SUSEP)

É imprescindível entendermos que a segurança no mercado de previdências abertas recai sobre a SUSEP. Mas, o que é a SUSEP?

Basicamente, a SUSEP é a superintendência de Seguros Privados, e é o órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. Ela é um autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, e foi criada em 1966.

O objetivo dela é regular e supervisionar vários mercados, e dentre eles, nosso foco aqui que é a previdência complementar aberta. Eu posso me arriscar aqui dizendo que as previdências abertas estão entre os investimentos mais seguros, junto até dos próprios títulos públicos, que são os investimentos mais conservadores do Brasil. De forma resumida, ela exige reservas técnicas (semelhante a garantias) para cada 1 real que você tiver aplicado em alguma previdência específica.

 

Conte com a ajuda de um profissional

Se é para cuidar de algo tão importante quanto a sua aposentadoria, procure não fazer essa tarefa sozinho. Busque ajuda profissional, de pessoas que entendam sobre previdência privada e que possam analisar sua situação de maneira exclusiva, estudando o seu perfil, seus rendimentos, o tipo dos seus gastos, além de poder identificar os gastos dedutíveis que você possa ter.

Um valor investido corretamente com este fim será um grande investimento para o seu futuro, pois fará com que você pague menos impostos nos momentos de saque dos recursos e, conforme vimos nos exemplos, no longo prazo, as diferenças entre os planos de previdência privada “certos” e “errados” são muito grandes. Evite os achismos e busque um profissional de primeira linha para garantir o seu futuro e o de sua família.

 

Como escolher o melhor fundo de Previdência?

Simples. Siga esse passo-a-passo:

  1. Não procure por uma previdência em um banco grande. Procure em uma seguradora independente (sugestão: Mapfre, Icatu e Sulamérica);
  2. Se o fundo for de renda fixa, não aceite taxas de administração maiores que 1%. Se for multimercado, não aceite superiores a 1,9%;
  3. Anote o nome de todos os fundos de investimentos para comparar depois;
  4. Exclua os que cobram taxa de carregamento;
  5. Pergunte aos distribuidores quanto cada fundo paga de taxa de juros na conversão e exclua os que tiverem 0%;
  6. Pergunte sobre os mínimos e exclua os que não couberem no orçamento;
  7. Rankeie os fundos por rentabilidade;
  8. Pronto!

E então, o que você acha dos investimentos em previdência privada? Deixe um comentário, queremos saber a sua opinião sobre o assunto!