Mês: setembro 2015

5 grandes dúvidas sobre aposentadoria

Em junho deste ano, a Medida Provisória 676 instituiu novas regras para o cálculo da aposentadoria, acrescentando o fator da progressividade. Desde 2014, por meio de outra Medida Provisória (MP 664) está vigente no país a regra denominada “85/95” em que, para se valer do benefício integral nos casos de aposentadoria por tempo de contribuição, homens e mulheres precisam contar com uma pontuação que leva em conta a soma da idade com o tempo de contribuição. As mulheres precisam contar com 85 pontos, sendo necessário contribuir pelo menos 30 anos para a Previdência Social. Já os homens devem somar 95 pontos e contribuir pelo menos 35 anos.

Com a nova Medida Provisória, a cada ano, o número de pontos será acrescido de 1 até 2022. Assim, em 2017, mulheres e homens só poderão contar com o benefício integral quando atingirem 86 e 96 pontos, respectivamente.  Em 2022, o benefício integral será pago somente para quem contar com idade e tempo de contribuição suficientes para atingir a soma de 90 no caso das mulheres e 100 no caso dos homens.

Para quem está se planejando e tem dúvidas sobre aposentadoria, separamos alguns esclarecimentos sobre essas novas regras. Acompanhe:

Só é possível se aposentar por meio da regra 85/95?

Não. Os segurados que não contarem com uma idade suficiente para obter a soma de pontos necessária, pode solicitar a aposentadoria por tempo de contribuição, e o INSS aplicará o fator previdenciário.

O fator previdenciário é um índice formado a partir de uma fórmula que leva em conta três fatores: idade, tempo de contribuição e expectativa de sobrevida do país. Esse dado é conferido pelo IBGE. O segurado que opta por não se aposentar por meio da regra 85/95 e escolhe a aplicação do fator previdenciário pode ter uma redução de até 40% no valor do benefício.

Quais são as vantagens das novas regras?

Trabalhadores que começam a trabalhar muito jovens acabam se aposentando muito cedo, considerando o tempo de contribuição. Porém, a aplicação do fator previdenciário faz com que o benefício seja reduzido em até 40%. Com a nova regra, é necessário ter mais idade para se aposentar, no entanto, o valor do benefício é maior.

Com as novas regras, o tempo de contribuição é alterado?

Não, o tempo de contribuição permanece o mesmo, ou seja, 30 anos para a mulher e 35 anos para o homem. O que muda é a aplicação do fator previdenciário para a idade. Portanto, se uma mulher contribuiu 30 anos, mas conta com 45 anos, ela soma somente 75 pontos e não pode se valer da nova regra. Caso queira se aposentar, somente poderá contar com a incidência do fator previdenciário.

As novas regras afetam os demais tipos de aposentadoria?

Não. A nova regra somente se aplica à aposentadoria por tempo de contribuição. No Brasil, existe ainda os seguintes tipos de aposentadoria: por idade, especial para deficientes físicos, segurado especial (trabalhador rural) e aposentadoria por invalidez.

Se eu me aposentei fora da regra, posso me adequar a ela depois?

Não. Quem se aposentou por tempo de contribuição se valendo da antiga regra deve permanecer recebendo o valor do benefício de acordo com a incidência do fator previdenciário.

O que você achou das novas regras? Tem mais dúvidas sobre aposentadoria? Compartilhe conosco nos comentários!

O Dólar Subiu – Sua Previdência Privada vai perder valor?

O dólar está batendo recordes atrás de recordes ..

Já parou para pensar se sua previdência privada será afetada?

 

PARTE CHATA

 

Com o câmbio do jeito que está (o dólar valendo muito em relação ao real), as importações sofrem um pouco, pois pagamos mais pelo mesmo produto que compramos de fora. Porem, o inverso é verdadeiro: Ganhamos mais sobre os produtos exportados. Porem, como boa parte dos insumos que possuímos aqui são importados, acabamos tendo que repassar os preços, e isso também é um dos fatos geradores da inflação. Mas vamos voltar a como nossa previdência está tendo seu valor corroído com o câmbio desbalanceado.

 

SUA PREVIDENCIA VAI PERDER VALOR! MEU DEUS! SERIO?

 

Sim.. Serio! Imagine que você investe em sua aposentadoria durante, digamos .. 10 anos, e aloca R$ 500,00 TODOS OS MESES! Usando uma taxa de juros conservadora, você possui hoje R$ 115.019,34. Será que essa conta é correta? Não. E eu te explico:

 

No começo do ano, o dólar estava aproximadamente R$ 2,50. Atualmente, ele ronda a casa dos R$ 4,00. Caso você tenha estáticos R$ 100.000,00 em sua previdência, significa que você perdeu USD 15.000,00 (dólares!)!!! No começo do ano, os R$ 100.000,00 representavam USD 40.000,00. Já no patamar de R$ 4,00, ele representa USD 25.000,00, conf. Vemos abaixo:

 

Previdencia em dólar

 

MAS CONTINUO COM R$ 100.000,00! COMO PERDI DINHEIRO? ME EXPLICA?

 

Ok, vamos lá. Você consome algum produto importado? Talvez você responda que não (muito). Mas pare para pensar .. em nossa rotina, estamos rodeados de produtos que contem materiais importados, como celulares, videogames, TVs, roupas, carros, relógios.. E como tudo vem de fora, esses produtos tendem a ficar mais caros. Por isso a inflação fica tão descontrolada quando o câmbio se descontrola, entendeu?

 

Ainda não entendeu? Para ter boas dicas de como construir uma previdência de qualidade, receba informações diretas no seu e-mail! É só deixar seu contato abaixo 🙂

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E AGORA?

 

Agora, honestamente meu amigo, não há muito o que fazer. Porem, vale a pena colocarmos outros pontos de vista sobre esse “caso perdido” que o Brasil vive. No exemplo dos R$ 100.000,00, a lógica inversa também se aplica. Isso significa que se você investir hoje com o dólar a R$ 4,00, e com o tempo ele voltar a R$ 2,50, você também vai “ganhar” dinheiro, pois os produtos importados devem ficar mais baratos.

 

COMO ME POSICIONO PARA ISSO NÃO ACONTECER DE NOVO?

 

Se você sempre der grandes tacadas, e fizer grandes movimentações (como alocar todos os seus recursos em um único investimento) de uma vez, você sempre estará sujeito a esse tipo de risco. Por isso, recomenda-se o investimento gradativo, constante e MUITO disciplinado. Se você fizer aportes mensais em uma previdência, vai comprar o dólar a todos os preços possíveis e imagináveis! Investindo todo mês, você vai entender que esse efeito é apenas temporário, e assim como um investidor de longo prazo, vai minimizar esse tipo de risco.

 

Daqui pra frente, você pode escolher 3 caminhos, pois não existe um certo:

1) Investir mais em um investimento no Brasil, já que o dólar está “alto”;

2) Investir fora do Brasil, acreditando que o dólar ainda não está alto;

3) Continuar investindo gradativamente e olhando para o horizonte de longo prazo, pois em geral, as crises são passageiras e cíclicas.

 

 

Tenha constância e disciplina!

 

Thiago Nigro

Previdência Privada – Como Escolher

Muitas vezes sou abordados por amigos ou familiares com uma dúvida muito simples. “Primão, estava querendo guardar um dinheiro. Não é só para mim, quero que fique fácil para os meus filhos de usufruir dos ganhos também. Ouvi falar sobre previdência. Mas poupança? Que roubada!!!” Aí que respondo: Roubada mesmo! Nunca ouviu falar de previdência privada, não?

 

Para os mais Preguiçosos:

Previdência se assemelha a um fundo de investimentos. Porem, você tem que fazer duas decisões quando for escolher a sua!

1 Decisão (PGBL x VGBL): Se quiser postergar IR, vai optar pelo PGBL. Se quiser focar no longo prazo apenas, e não tiver IR a pagar (geralmente um profissional liberal), vai escolher o VGBL.

2 Decisão (Tabela Regressiva x Progressiva): Se quiser investir para o LONGUISSIMO prazo, vai optar pela tabela Regressiva. Se não estiver pensando no prazo, e sim no valor (que tende a ser inferior a R$ 80.000,00 antes de você resgatar, opte pela tabela progressiva).

Alem disso, um dos pontos fortes da Previdência Privada é a o fato de ela ser tão maleável. Diferente dos fundos, você pode sempre fazer uma PORTABILIDADE para produtos melhores, sem precisar resgatar seu produto e pagar IR. Bom, né?

 

Para os menos Preguiçosos:

Quebrando o Tabu.

A dúvida desse pessoal que me procura é valida. Desde sempre o brasileiro tem o tabu de que a previdência social é o mais indicado quando queremos guardar uma herança, o dinheiro de uma aposentadoria, ou até algo que reflita segurança. O que o brasileiro NÃO sabe (e por isso estou aqui) é que a previdência social e NADA da quase na mesma!
Realmente temos alguns benefícios. Temos a isenção de I.R., temos certa segurança, pois os fundos da previdência são cobertos (no cenário político atual temos visto que nem esses fundos estão tão seguros assim) , mas… é só isso mesmo.
O motivo de contratarmos uma previdência privada já são outros. Isso se deve por ela ser muito versátil, encaixando-se em diversas situações e atendendo a diversos perfis de investidores.
“Como assim primo, pera aí! Explica melhor isso. Não era como se fosse um fundo, eu coloco meu dinheiro lá e pronto? O que tem de tão maleável? E como eu sei o que é melhor para mim?” Calma cara leitor, vamos por partes. Temos muito o que falar. Vai ser uma conversa que vai levar alguns artigos, mas no fim você mesmo vai poder identificar o melhor tipo de previdência para você e sua família. Hoje vamos tratar das formas de tributação, da diferença entre elas e o que é melhor para qual situação.

“VGBQUEM? PGBQUANDO?” Os modelos de tributação.

No mercado financeiro é muito comum sermos assaltados por siglas e jargões que pouco nos dizem. “Alta na taxa Selic; Operações de SWAP; Compra de uma PUT” É.. isso tudo pode ser muito confuso e acaba por ferir a nossa tomada de decisão, quando apenas uma sigla importa mesmo: “AOQEGCI”. Afinal, O Que Eu Ganho Com Isso?

Voltando para o mundo das previdências, temos que descomplicar duas siglas de máxima importância, o PGBL e o VGBL. Para ser mais específico, são elas que vão definir e nos mostrar que a previdência é mesmo para todo mundo.
Essas siglas representam o montante que vai ser cobrado no I.R. e quando esse montante vai ser cobrado.

“Poxa primo, mas se eu vou pagar imposto de todo jeito, o que me importa se é antes ou depois? Se é sobre mil ou 2 mil?”

A, pois importa sim! Dependendo das suas necessidades, essa opção
pode resultar em uma quantia expressiva das suas economias. E pior, pode fazer com que a sua previdência não renda quase nada, ou seja, uma péssima opção.
Nas opções de previdência podemos optar por deixar o dinheiro acumulando por um bom tempo até começarmos a nos beneficiar dos lucros. Obviamente que quanto mais deixarmos o dinheiro guardado, mais ele irá render, mas na hora de definirmos por um plano PGBL ou VGBL, temos que levar o fator tempo do nosso planejamento em consideração.

 

O PGBL (Primo Rico recomenda)

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) tem um modelo de cobrança de impostos que é positivo para quem ganha muito (Esse é o meu modelo!? rs). Isso se deve por que, aquilo que é depositado na previdência, pode ser postergado da cobrança anual do imposto de renda! Ou seja, se eu ganho 100 mil por ano, até 12% desses 100 mil (12 mil) podem ser abatidos do cálculo do IR se eu colocá-los em uma previdência PGBL! Ele também é recomendado para uma previdência de loooongo prazo (principalmente se você está utilizando a tabela regressiva. Mais disso logo a frente) , uma vez que o dinheiro que deixamos de pagar como IR, rendeu por toda a duração da previdência.
No entanto temos que ficar atentos com esse modelo. Na hora do saque é que vem a pedrada, o imposto incide sobre todo e qualquer valor que sacarmos, algo que não acontece no VGBL.

 

VGBL (Cobrado sobre os lucros)

O modelo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), ao contrário do PGBL, é mais beneficial para quem declara o imposto simples, ou nem chega a declarar (Caro leitor, se essa é a sua situação, fique atento aos posts do Primo Rico). Esse modelo não te dá a mesma isenção que o PGBL, ou seja, mesmo depositando na sua previdência temos que pagar a boquinha do governo. A grande vantagem dessa modalidade é que o imposto que incide tem sua base de cálculo apenas no que o fundo da previdência rendeu! Ou seja, se você depositou 100 mil no total e ao longo dos anos ela rendeu 50 mil, o imposto só irá incidir sobre esse último valor.
Temos que ser bem assertivos ao contratarmos um dos dois planos, justamente por estarmos lidando com um investimento que normalmente é de longo prazo. Existe também o detalhe de NÃO PODERMOS TROCAR DE PLANO (PGBL e VGBL) NO MEIO DE UMA PREVIDÊNCIA JÁ CONTRATADA.
Se a sua previdência estiver ruim, você pode fazer uma PORTABILIDADE dentro do próprio banco, para uma melhor! Sabia disso? Não podemos esquecer que isso vale APENAS para alguns tipos de previdências .. Exemplo Prático:

  • Se você tiver um PGBL, você pode MIGRAR para outro PGBL melhor (sem ônus, em 99% dos casos);
  • Se você tiver um VGBL com uma taxa de administração de 2%, você pode migrar para um VGBL com uma taxa de administração de 1%! Legal, né?

Podemos entender com isso, como a previdência é um modelo adaptável de investimento. Pode ser utilizado por uma pessoa que está querendo guardar para uma viagem , para um avô que quer fazer um caixinha para os netos, ou por um empresário que só quer deduzir alguns impostos.
Agora que você já entendeu como calculamos quando vamos pagar o imposto, chegou a hora de sabermos o QUANTO vamos pagar. Isso é definido pela tabela de IR que contatamos ao início da previdência, a tabela PROGRESSIVA e REGRESSIVA.

“O tempo custa dinheiro… E o dinheiro também” As Tabelas de cobrança de IR

Nós, brasileiros, temos algumas certezas. A cobrança de impostos é uma delas. Sendo assim, quando contratamos uma previdência privada, nos é oferecido uma ferramenta para que possamos nos proteger disso. Não estou falando de isenção (existem alguns investimentos que são incentivados. Mais sobre isso você confere no blog), mas sim de nos planejarmos para que o mínimo seja cobrado.
Estou falando das duas opções que temos de tabelas de IR: A REGRESSIVA e a PROGRESSIVA. Temos o mesmo caso do PGBL e VGBL, essas tabelas se diferenciam em alguns detalhes, que vão fazer toda a diferença para o investidor.
Pelo menos elas contam com uma vantagem sobre os planos, o nome delas diz muito.

 

Voltando no tempo – Tabela Regressiva

A tabela REGRESSIVA de imposto de renda é àquela que decai com o tempo. Senda assim, deve ser priorizada em casos de investimentos ao longo dos anos. Você pode conferir os valores pelos anos na tabela abaixo. Recomendamos esse tipo de cobrança para você que está pensando em guardar o dinheiro da aposentadoria, está pensando em fazer uma poupança para o filho/neto, ou realmente não planeja ver a cor desse dinheiro nos próximos anos.

 

Tabela Regressiva - IR 2015
Como você pode ver acima, depois de 10 anos rendendo em sua previdência provada, o imposto cobrado é de apenas 10% do valor, indefinidamente, o que é aconselhado para previdências com um modelo de pagamentos vitalício, ou até se você planeja resgatar lá na frente. É importante dar um toque para você aqui, pois todos os fundos tradicionais de renda fixa, chegam em até no MÁXIMO 15% de IR! Já achamos aqui, um grande ponto para quem pensa no longo prazo com a previdência, já que temos uma otimização de 5% no IR.

 

Ganhando mais, pagando mais! – Tabela Progressiva

Por outro lado, a tabela PROGRESSIVA desconsidera o fator tempo. O que vai determinar a tarifa a ser cobrada no recolhimento, são os ganhos mensais do investidor. Esses ganhos podem ser traduzidos como salário, pró-labore, locações, INSS, etc. Os valores se encontram na tabela abaixo. Como pode ser visto, se você ganha mais de 4.664,68, você vai pagar sempre o teto da tabela, de 27,5%. Por outro lado, se recebe menos do que 2.826,65 mensais o imposto será de 7,5%.

 

Tabela Progressiva - IR 2015

Sendo assim, essa modalidade obviamente é sugerida para aqueles que não são leitores do Primo Rico a muito tempo… digo, tem baixa renda mensal.
É bom se atentar qual o tipo de tabela você está contratando, mas não se desespere. Se você adquiriu a tabela PROGRESSIVA e percebeu que os seus planos mudaram e agora você precisa manter esse dinheiro por mais tempo, é possível alterar a tabela de imposto. Tome muito cuidado, pois O CONTRÁRIO NÃO É VERDADE. Uma vez na tabela REGRESSIVA não há volta.

“Ok ok, gostei. Mas e aí, aonde tem isso aí” Contratando a melhor previdência para você.

Muito bom caro leitor. Agora você já tem as informações primordiais sobre os tipo de previdência que existem. É bom saber dessas informações caso você esteja pensando em abrir uma previdência agora, ou se está buscando algum tipo de investimento com maior segurança, com custos mais baixos e que tenha um retorno facilmente estipulável. Esses e mais alguns detalhes dos benefícios das previdências privadas, você pode conferir acompanhando nossas postagens!

Caso você já tenha uma previdência, ou se sua empresa optou por utilizar a previdência como uma forma de bonificação, não se desespere. Entre em contato conosco, ou deixe um comentário, que podemos te mostrar quão fácil é descobrir essas e outras informações indispensáveis para saber sobre a saúde desse seu investimento.

“Meleca, minha previdência é uma droga” Não tem problema caro leitor. É sempre possível realizar a transferência dos fundos investidos, para outro fundo. Esse processo é chamado de PORTABILIDADE e é muito simples, basta fornecer alguns dados e voilá, você poderá adequar melhor o seu plano de rendimentos em conjunto com suas necessidades.

O processo é bem simples. Você pode ser orientado por um assessor que tem acesso a todos os tipos de previdências privadas, com as maiores seguradoras do mercado, como Mapfre, Sul América e Icatu.

 

Por enquanto é só. Essas informações são um importante primeiro passo e são indispensáveis se você também quiser ser um Primo Rico. Não deixe de acompanhar as outras postagens sobre previdência privada e acompanhar todos os outros assuntos para saber cada vez mais sobre o mercado financeiro.

Aposentadoria por idade ou contribuição: qual é a melhor?

Quando chega o momento de se aposentar, os trabalhadores costumam ter uma dúvida muito comum: é mais vantajoso receber os proventos de aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição? Essa escolha é muito importante, pois os últimos anos de vida serão sustentados fundamentalmente por esses valores.

Não é possível afirmar com absoluta certeza sobre qual das duas opções é a melhor — isso varia de acordo com a situação —, mas uma regra pode ser apresentada e diz respeito à idade: quanto menos idade o aposentado tiver, menor será o valor do benefício recebido. Vamos mostrar alguns pontos importantes para te ajudar a escolher da melhor maneira qual tipo de aposentadoria é ideal para você:

Novas regras da aposentadoria por tempo de contribuição

Para este tipo de aposentadoria, as novas regras somam a idade e o tempo de contribuição do segurado. O novo cálculo levará em conta os pontos obtidos nesta soma, que é a Regra 85/95 Progressiva. No caso de o trabalhador conseguir os pontos necessários, conseguirá se aposentar com o valor integral, sem impacto negativo do fator previdenciário.

Até o final do ano de 2016, considerando o tempo de contribuição como escolha e para não haver a incidência do fator previdenciário, um trabalhador terá que somar 85 pontos se for mulher e 95 pontos se for homem. A pontuação vai aumentando até o ano de 2022 e, a partir de janeiro daquele ano, para se aposentar sem a incidência do fator, a mulher terá que somar 90 pontos e o homem precisará de 100 pontos.

Deve ser enfatizado o fato de que estes valores não são relativos à idade do segurado e, sim, aos pontos. Para uma mulher que tenha 55 anos e tenha contribuído durante 35 anos, ou seja, trabalhado ininterruptamente desde 20 anos, ela conseguirá se aposentar sem a incidência do fator previdenciário. Não há idade mínima neste caso, mas a pontuação mínima deve ser alcançada pelo trabalhador, independentemente de sua idade no momento de se aposentar.

Regras da aposentadoria por idade

Os homens que completam 65 anos e as mulheres que completam 60 anos têm a opção de escolha por idade ou tempo de contribuição. Neste caso, o valor da aposentadoria equivalerá a 70% da média dos salários de contribuição acrescidos de 1% para cada ano trabalhado.

Sendo assim, se o trabalhador tiver 25 anos de contribuição, receberá 95% dos salários de contribuição — mesmo com 65 anos no caso de homens ou 60 para mulheres. Nesses casos e quase sempre antes de ter 35 anos de contribuição, é mais vantajosa a opção por idade, pois as perdas, se existirem, serão menores.

Uma desvantagem da aposentadoria por idade é que o trabalhador só poderá conseguir até 100% do salário de contribuição. Com a utilização do fator previdenciário, esses 100% podem ser extrapolados e ele pode ganhar mais do que 100%. Isso porque o fator leva em conta não somente a idade do aposentado, mas sua expectativa de vida e o tempo de contribuição. Também vale lembrar que o fator é utilizado apenas para as aposentadorias por tempo de contribuição.

Com tantas fórmulas e possibilidades de pedido de aposentadoria, é importante para o trabalhador que ele tenha mais opções. A previdência social ajuda o trabalhador, pois fornece a aposentadoria de acordo seu histórico profissional, mas deve ser considerada a perda real das aposentadorias nos últimos anos.

Para isso, escolhendo a aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição, nunca descarte a possibilidade de um complemento destes valores com uma previdência privada. Isso garantirá uma tranquilidade maior e conforto para aproveitar seus anos de descanso.

E então, descobriu qual é a melhor opção de aposentadoria para você? Conte para nós aqui nos comentários!