Taxas de Juros: saiba como usar o CDI, Selic, IPCA e IGPM a seu favor

Uma das partes mais importantes na escolha da melhor forma de investimento é comparar as alternativas no mercado e as taxas de juros. Mas é comum cometermos o erro...
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Uma das partes mais importantes na escolha da melhor forma de investimento é comparar as alternativas no mercado e as taxas de juros. Mas é comum cometermos o erro de realizarmos análises brutas e compararmos apenas algumas aplicações. É preciso, porém, nos preocuparmos com alguns outros detalhes que fazem toda a diferença no final.

Para deixar sua escolha mais certeira, é importante conhecer as taxas de juros e os indicadores de variação de investimentos. As mais comuns são o CDB, o setor imobiliário, o Tesouro Direto, entre outros. Será que você conhece bem todas essas variáveis e as suas consequências para o mercado?

Leia este post e entenda a importância de sempre acompanhar as variáveis das taxas de juros para obter o melhor rendimento possível. Vamos lá?

 

O que é CDI?

CDI é a sigla para Certificado de Depósito Interbancário. Explicando de uma forma mais prática, esses títulos servem como empréstimos de um dia para que os bancos não fechem no vermelho.

Fechar o caixa com o saldo positivo é uma determinação do Banco Central. As instituições bancárias resolvem o problema de desequilíbrio entre saques e depósitos, em determinados dias, por meio desse tipo de transação.

O CDI ganhou importância nos últimos anos. Isso porque muitos investimentos e fundos adotaram o CDI como parâmetro para a rentabilidade. Entenda por meio de um exemplo. O Fundo de Investimento X está rendendo 110% do CDI, ou o Fundo de Investimento Y rendeu 85% do CDI.

Perceba como o certificado se tornou comparativo importante no mundo financeiro e entre opções de investimento.

 

Qual é a importância do CDI para o investidor?

Como dissemos no tópico anterior, vários tipos de fundos de investimento passaram a adotar a variação do CDI. Essa é uma forma de “dar preço” e determinar a rentabilidade ao dinheiro de empréstimos e aplicações. Por isso, o investidor precisa ficar sempre de olho nessa variável.

É uma boa notícia para quem gosta de colocar recursos em títulos de renda fixa (aqueles com mais previsibilidade de rendimento). São investimentos seguros e corrigidos de acordo com o CDI.

 

Qual é a diferença entre CDI e a Taxa Selic?

CDI é um produto comercializado entre bancos, já que não podem comprar CDBs ou qualquer título comercializado no mercado bancário. Cabe ressaltar que os clientes não possuem acesso a esse tipo de transação.

A Selic é um tipo de taxa utilizada quando um banco empresta dinheiro para outro banco com prazos curtíssimos (geralmente 24h). Normalmente usam-se como garantia títulos públicos de sua posse.

Essas transações alteram as taxas de juros praticadas em produtos diversos. Um bom exemplo disso são os títulos do Tesouro Direto adquiridos por pessoas físicas ou jurídicas, diretamente do governo. Ao longo do tempo esses títulos rendem conforme a variação da Taxa Selic.

 

E o IPCA?

IPCA é a sigla para índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Diariamente medido pelo IBGE. A cada 30 dias a instituição informa a porcentagem de aumento total de despesas inflacionárias (alimentação, vestuário e outros consumos básicos).

É justamente essa inflação que desvaloriza os investimentos. Isso faz com que o investidor busque formas de realizar aplicações com Rentabilidade Real sempre acima desse indicador.

Uma pessoa que está investindo na poupança perceberá que se trata de um investimento sem rentabilidade real. A inflação, as taxas e os custos reduzem a margem de retorno. Dessa forma, seu dinheiro pode valer no ano seguinte valor igual ou até menor do que o atual.

 

Mas já não existe o IGPM?

O IGPM é um pouco diferente do IPCA. O IPCA mede a inflação para pessoas que ganham até 40 salários mínimos. O IGPM (Índice Geral de Preços – Mercado) contempla toda a população brasileira.

Esse índice é formado por três pilares principais. O primeiro é o Índice de Preços por Atacado (IPA-M). Depois o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) e o INCC-M (Índice Nacional dos Custos da Construção). As pesquisas são feitas entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês corrente pela Fundação Getúlio Vargas.

O IGPM é o índice que rege os contratos de aluguel, tarifas públicas e os planos de saúde mais antigos.

Por isso, pode interferir em seus investimentos caso você aplique em imóveis, títulos imobiliários ou ações de determinadas empresas. Desde que elas estejam vinculadas ao IGPM.

 

Como usar esses índices e taxas de juros em meu favor?

Aos investidores dedicados, o CDI, a Selic, o IGPM e o IPCA são excelentes indicadores sobre as melhores formas de aplicação.

É perfeitamente possível determinar um período de tempo de medição e comparar as variações que cada um desses índices teve. Em seguida, o ideal é realizar simulações com valores que você separou para investir. Por exemplo, o tempo de maturação de cada um dos tipos de investimentos corrigidos pelas taxas de juros.

Para ilustrar melhor, vamos comparar o CDI com a Selic na prática. Entre novembro de 2001 e fevereiro de 2017, analisando mês a mês, o CDI esteve cerca de 0,56% menor do que a Selic. Portanto, aplicar em um investimento que rendesse 100% da Selic  seria mais rentável do que uma aplicação baseada em 100% do CDI.

Mas as informações citadas acima servem apenas como exemplo. Qualquer investimento a ser feito dependerá de uma análise bastante minuciosa sobre os custos operacionais da aplicação.

 

Liquidez, riscos, custos e tributos

É necessário compreender também que as taxas de juros administradas pelo governo se diferenciam das bancárias, principalmente em relação à liquidez.

Vale a pena realizar um estudo mais profundo. É importante analisar quais opções proporcionam oportunidades de retiradas em momentos mais vantajosos, como os corrigidos pela Selic.

Quais são os custos incididos em cada tipo? O CDB, corrigido pela taxa CDI, por exemplo, não possui custos de administração. Afinal, quais são os riscos atrelados a cada investimento desse tipo?

Enfim, há algo mais importante do que conhecer cada tipo de investimento e possuir uma tabela com a variação histórica deles. É fundamental saber precisamente a quais taxas de juros essas aplicações estão atreladas.

Isso vai lhe permitir fazer com que o seu dinheiro trabalhe para você de uma maneira ainda mais otimizada. Você conseguirá dessa forma interpretar de uma forma proveitosa os indicadores diários. Por fim, utilizar essas informações valiosas com mais inteligência.

 

Saiba ainda mais sobre o mercado financeiro! Leia nosso artigo “Conheça o Tesouro Selic – o título mais popular do tesouro direto”.

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