Entenda tudo sobre a taxa de inflação e o que é IPCA

Estarei, nos próximos dias, dando mais informações sobre o meu projeto que irá te dar uma série de ferramentas (das quais eu mesmo utilizo) para você economizar e investir...

Estarei, nos próximos dias, dando mais informações sobre o meu projeto que irá te dar uma série de ferramentas (das quais eu mesmo utilizo) para você economizar e investir mais. Para ficar por dentro de todas as informações e novidades, basta clicar aqui.

A Taxa de Inflação é algo extremamente importante para o nosso país. Ela é o reflexo da nossa nação, demonstrando nossa solidez, nossa confiabilidade e credibilidade para o mundo.

Como em muitos outros temas financeiros e econômicos, os brasileiros são negligenciados de conhecimento básico para entender esse conceito tão importante. Por isso, O Primo Rico aqui vai explicar sobre o principal índice que mede a inflação (o IPCA) e demonstrar para que ele serve. Preparado? Vamos nessa!

O que é inflação?

A inflação é o resultado do aumento generalizado dos preços, mas isso não é tudo. Aliás, essa é apenas a “consequência”. Precisamos entender também a causa desse problema, que tem 2 motivos:

1. Aumento da quantidade de moeda em circulação

Quando o dinheiro circula com mais velocidade na economia, incentiva as pessoas a produzirem riquezas e melhorar os padrões de vida.

“Primo, você falou grego! O que isso quer dizer?”. Quer dizer que quanto mais rapidamente o dinheiro volta para você, mais rico você pode ficar.

Você enriquecendo, consegue uma melhor qualidade de vida: pode consumir produtos e serviços que não poderia consumir anteriormente e mudar de estilo de vida, mas para esse dinheiro voltar mais rapidamente para você, muitas vezes o governo precisa aumentar a quantidade de dinheiro em circulação.

O problema é que se todo mundo tem dinheiro, menos valorizado fica esse dinheiro. Afinal, se todo mundo tem, é fácil de conseguir, então fica mais barato.

O ouro é um exemplo. Por que você acha que ouro é tão caro? Porque ele não existe em grande quantidade e não é todo mundo que poder ter — o que aumenta seu valor. Portanto, o governo não pode colocar muito dinheiro em circulação, porque só desvalorizaria a moeda e deixaria tudo ainda mais caro.

2. Aumento do consumo

Lembra que o dinheiro circulando mais rápido incentiva a produção de riquezas? Isso é verdade até certo ponto. Vai depender da “velocidade” que a população utiliza esse dinheiro.

Pense só: se muita gente tiver dinheiro mas o desenvolvimento do país não seguir o mesmo ritmo, consequentemente teremos um desequilíbrio na lei de oferta e demanda.

Pode ser que tenha tanta gente querendo tantos produtos e serviços que o mercado não consiga acompanhar esse ritmo. Nesse momento, a lei de oferta e da demanda dá as caras e faz o que? Aumenta todos os preços do mercado, inflacionando-o.

Para que serve a inflação?

Já vimos que a inflação pode ocorrer por causa da desvalorização da moeda ou pela escassez do mercado, mas para que serve isso exatamente? Você sabe?

A inflação é uma reação normal do mercado e serve para “desestimular o consumo” excessivo. Como dissemos anteriormente, o aumento do consumo ou do poder aquisitivo de forma abrupta desequilibra a oferta e a demanda.

Temos que tomar cuidado com inflação também para não nos prejudicarmos com o aumento constante dos preços.

Então, compreenda a inflação como um retrato da situação financeira de um país. Até porque, muitos dos países já desenvolvidos possuem uma “inflação negativa”, chamada de deflação.

Isso significa que esses países possuem produtos e serviços cada vez mais baratos por conta do seu controle de oferta e demanda.

“Mas primo, como assim inflação negativa?”. Opa, acho que está na hora de explicar a Taxa de Inflação, também chamada aqui no Brasil de IPCA.

O que é IPCA?

IPCA é a abreviação de Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, e é o índice oficial de inflação do Brasil. Esse índice é considerado a Taxa de Inflação oficial do Brasil e sofre variações percentuais mensuradas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) — por isso que falei de “inflação negativa” no tópico anterior.

Para você ter uma melhor noção do que estou falando, olha só esse gráfico mostrando a variação do IPCA de 1996 até 2016:

(inserir gráfico)

Outro exemplo é a evolução percentual mensal, como essa tabela que demonstra os dados de 2010 a 2016:

(inserir tabela)

Esse índice é calculado mensalmente e divulga se os produtos e serviços no país todo sofreram alguma alteração nos seus preços. Ou seja, é uma pesquisa bem grande e completa!

Outro ponto importante do índice é sua população objetivo. Afinal, os produtos e serviços não possuem o mesmo preço em lugares diferentes, já que a quantidade de pessoas e de poder aquisitivo variam de região para região, correto?

Pensando nisso, as pesquisas do IBGE para a formulação desse índice são realizadas com famílias de rendimento mensal de 1 a 40 salários mínimos. Isso engloba praticamente toda a população brasileira e torna o resultado muito mais realista.

Qual é a função dessa Taxa de Inflação?

Bem simples: verificar a variação de preços dos mais variados produtos e serviços disponíveis no mercado. Por mais que isso possa parecer desnecessário, praticamente tudo o que você consome no dia a dia sofre inflação e é demonstrado nessa taxa.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão superior responsável por monitorar as Taxa de Juros e Taxa de Inflação para formular a política da moeda e do crédito no país. Para você ter uma ideia, essa é a autarquia responsável por todo o nosso Sistema Financeiro Nacional, do Governo Federal, e comanda o BACEN, a CVM e a SUSEP.

Sendo assim, a CMN utiliza o IPCA para referenciar a meta de inflação para o ano. A taxa de juros SELIC é uma das ferramentas utilizadas para controlar a inflação, assim como a redução de moeda em circulação no mercado ou o aumento de impostos.

Como é calculado o IPCA?

O IBGE realiza uma pesquisa chamada POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) e identifica os produtos e serviços mais consumidos pela população. Além disso, o instituto também identifica quanto do rendimento familiar é gasto em cada produto.

Segundo os últimos resultados da POF, os tipos de gastos da nossa população são divididos da seguinte maneira:

(inserir tabela)

A pesquisa é realizada em 13 áreas urbanas e mensura mensalmente mais de 430 mil preços em 30 mil locais. Quando comparado ao mês anterior, é possível identificar se o preço deste item se manteve, subiu ou diminuiu.

Falando de maneira mais rebuscada, o IBGE identifica uma média ponderada para saber se os preços, em geral, subiram ou desceram. Por exemplo: vamos imaginar que o arroz ficou 0,50% mais barato de um mês para outro, mas o feijão ficou 0,30% mais caro e a soja ficou 0,70% mais cara também.

Calculando de forma bem simples: 0,30 + 0,70 – 0,50 = 0,50%

Ou seja, a inflação desse período foi de 0,50% no mês, por mais que alguns produtos possam ter ficado mais baratos.

De que maneira o IPCA interfere nos investimentos?

Já que a inflação existe para desvalorizar o poder de compra do nosso dinheiro, é interessante realizarmos investimentos, não acha? Até porque, o que você compra hoje com R$ 100 pode estar custando daqui a um ano R$ 105, R$ 110, R$ 115 ou até mais.

Justamente por causa dessa desvalorização, existem investimentos que, para atrair investidores, oferecem taxas de rendimento de 100% da IPCA mais uns juros extras.

Um ótimo exemplo disso é o próprio Tesouro Direto, que possui essa opção com um título público chamado Tesouro IPCA+. Para entender melhor esse título e sua relação com o IPCA, fizemos um vídeo lá no Canal do O Primo Rico no YouTube para tirar suas dúvidas. Dá só uma olhada:

(inserir vídeo)

Rentabilidade real x rentabilidade nominal

Para que tudo fique mais claro em relação ao impacto da inflação sobre determinados investimentos, vamos falar da relação entre rentabilidade real e nominal. Você sabe o que significa cada um desses termos?

É muito simples. Com a rentabilidade real, teremos um valor do seu investimento descontada a inflação. Por outro lado, a nominal apresenta o valor bruto do investimento, sem deduções.

Agora a coisa fica um pouco mais complicada: como calcular a rentabilidade real de um investimento? Muitos dirão que basta subtrair a valor da inflação durante o período de duração de investimento. Confira o exemplo a seguir.

Tenho um título em tesouro direto que rende 12% ao ano. A inflação do período foi de 5%. Assim, a minha rentabilidade real seria de 5%, não é mesmo? Errado!

A rentabilidade real se baseia no poder de compra do capital disponível. A partir de mais um exemplo, você poderá compreender melhor toda a situação.

Imagine que você pensa em comprar um produto qualquer que, hoje, custa R$ 1.000. Como você precisará utilizá-lo daqui um ano apenas, a compra só será efetuada também daqui um ano.

Nesse período, o dinheiro que você dispõe, que também totaliza R$ 10.000, ficará aplicado. Essa aplicação rende 8% ao ano, ao passo em que a inflação acumulada dos últimos 12 meses a contar da data da compra foi de 5%.

Assim, passado um ano você terá em mãos R$ 10.800 e o bem custará R$ 10.500. Diferentemente do quadro observado há um ano, hoje o seu dinheiro poderá comprar pouco mais de um bem:

10.800/10.500 = 1,0285

Perceba que, nesse caso, a rentabilidade real foi de 2,85%. Caso fizéssemos uma simples subtração da inflação sobre o rendimento (8% – 5%), obteríamos um valor de 3%.

Essa pequena diferença de 0,15% de nosso exemplo é quase residual, pois os montantes de recursos não eram muito elevados. No entanto, quando as cifras envolvidas estão na casa dos milhões, a conversa é outra.

Suponhamos que em vez de R$ 10.000, o montante aplicado fosse de R$ 1.000.000, e em vez de apenas um ano, a aplicação durasse 5.

Ao final do período, 0,15% do capital investido representaria, aproximadamente, R$ 22.000. Estamos falando de um valor que não pode ser desconsiderado, não é mesmo? Daí a importância de se calcular a rentabilidade real dos investimentos.

Entenda como a poupança “perde” para a inflação

Depois de todas as nossas explicações, fica fácil supor por que a poupança pode perder para a inflação, mas antes é necessário entender como é calculada a rentabilidade desse tipo de investimento.

A poupança é fixada pela SELIC, que é nossa taxa básica de juros. A rentabilidade desse tipo de investimento apresentará variações a partir de duas situações:

  • Taxa Selic menor ou igual a 8,5%, com a poupança rendendo 70% da SELIC + TR (Taxa Referencial);
  • Taxa Selic maior que 8,5%, com a poupança rendendo 0,5% ao mês + TR.

De modo a simplificar os nossos cálculos, vamos desconsiderar a TR, que representa um valor quase residual. Para se ter uma ideia do baixo impacto dessa taxa, em 2017 a TR anual não deve passar de 1%.

Feita essas ponderações, vamos a mais um exemplo para entender, afinal, como a inflação deprecia a poupança. Para tanto, vamos trabalhar com valores reais, referenciados no ano de 2017.

A SELIC, hoje (Dez/2017), está em 7,5%. Esse é um dos valores mais baixos dos últimos anos, para desespero de quem tem investimentos remunerados pela taxa básica de juros. O caso da poupança é, particularmente, pior.

Isso porque, como apresentado anteriormente, com a SELIC menor do que 8,5%, a poupança rende 70% dessa taxa. Sendo assim, o rendimento anual da poupança hoje é de 5,25%.

Voltando ao nosso gráfico que apresenta uma série histórica do IPCA dos últimos anos, fica fácil entender por que a inflação “ganha” da poupança. Em 2016, o IPCA acumulado foi de 6,29%. Em 2015, o mesmo indicador chegou a 10,67%, mais do que o dobro do rendimento da poupança em 2017.

Que tipos de investimentos em renda fixa são melhores do que a poupança?

CDB

Quem mantém uma relação mais ou menos próxima ao gerente de sua conta bancária provavelmente já recebeu uma oferta para adquirir um CDB (Certificado de Débito Bancário). Trata-se de passivos dos próprios bancos comercializados entre seus clientes.

O CDB pode ser tanto prefixado quanto pós-fixado, sendo que o primeiro grupo é a opção mais conservadora. Isso porque, no momento de adquirir esse investimento, você já sabe quanto renderá o seu dinheiro ao final do período de duração da aplicação.

O pós-fixado, por sua vez, está atrelado ao CDI — taxa cobrado por grandes bancos na ocasião de empréstimos que acontecem entre eles. Dessa maneira, a rentabilidade do investimento corresponderá ao CDI praticado no momento do resgate.

Como o CDI acompanha de perto o valor da taxa SELIC, esse tipo de investimento só será rentável caso a instituição financeira ofereça retornos superiores a 100% do CDI. Você deve se lembrar que, atualmente, a SELIC está muito baixa.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é composto por títulos da dívida pública do Governo Federal. Com o suporte da BM&fbovespa, esses títulos são comercializados com o intuito de financiar o déficit orçamentário nas contas da União.

Portanto, quem investe em Tesouro Direto estará emprestando dinheiro ao governo. Como recompensa, recebe-se juros pelo capital investido.

Os títulos públicos mais “populares” são os prefixados pela taxa Selic. Ao optar por esse investimento, o investidor também conhecerá o quanto o seu título renderá até a data de vencimento, tal qual acontece para o CDB prefixado.

LCI e LCA

LCI é a sigla para Letra de Crédito Imobiliário, enquanto LCA representa Letra de Crédito do Agronegócio. A grande vantagem desse tipo de investimento diz respeito a não incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos dos investidores.

Esses ativos podem ser tanto prefixados quanto pós-fixados, de modo a apresentar variações significativas de rentabilidade entre uma opção e outra. É preciso destacar também que o ticket mínimo para investimento é de R$ 5.000.

O ponto negativo fica por conta da baixa liquidez desse investimento. As letras de crédito só podem ser resgatadas no momento do seu vencimento, nunca antes disso. Dessa maneira, planeje-se para não precisar movimentar o recurso investido caso você opte por um LCI ou LCA na hora de aplicar seu dinheiro.

Previdência privada

A previdência privada configura uma ótima opção de obter uma fonte de renda na terceira idade. Afinal, com as mudanças constantes de regras na previdência pública, não convém contar apenas com os recursos de uma aposentadoria regular.

Geralmente quem oferece esse tipo de investimento são bancos e financeiras. Com os recursos dos investidores, essas instituições aplicam o capital a fim de obter rendimentos que remunerem os investidores e elas mesmas, é claro.

No momento do resgate é possível optar por receber todo o valor investido ao longo do tempo ou diluir o montante de recursos em parcelas, de modo a se receber um salário mensal.

Os dois principais tipos de previdência privada são o PGBL e o VGBL. Ao escolher a primeira opção, você poderá deduzir até 12% da renda bruta tributável declarada no seu imposto de renda.

Para a segunda, não acontece nenhuma isenção, mas a tributação incidirá apenas sobre os rendimentos dos recursos empregados e não sobre todo o capital.

A possibilidade de escolher a forma como seu investimento será tributado é uma grande vantagem. Isso porque é possível fazer um “arranjo” adequado ao seu perfil, protegendo seu patrimônio.

Agora que você já sabe tudo sobre taxa de inflação e como ela impacta seus investimentos, convidamos você a entrar em contato conosco. Nós temos ótimos serviços de consultoria de investimentos para você também se tornar o Primo Rico!

Em breve eu vou lançar um projeto que venho trabalhando há meses, um projeto do qual destinei todo o meu esforço. É um projeto para transformar a sua vida e a vida de todos a sua volta, mudando sua vida pessoal e principalmente financeira. Para saber QUANDO esse projeto vai sair do papel, e QUAIS ferramentas ele vai te fornecer, CLIQUE AQUI e deixe seu contato para receber mais informações em primeira mão!

Deixe aqui o seu comentário

comentários

Categories
Taxas e Conceitos

Relacionados