Como usar o Informe de Rendimentos da corretora para declarar IRPF 2017

Finalmente chegou um dos momentos mais aguardados do ano! #SóQueNão Se você ainda não preencheu sua declaração de Imposto de Renda, está na hora de cuidar disso! Fique atento:...
como usar o informe da corretora para fazer sua declaracao de irpf

Finalmente chegou um dos momentos mais aguardados do ano! #SóQueNão

Se você ainda não preencheu sua declaração de Imposto de Renda, está na hora de cuidar disso! Fique atento: a data final para o envio do IRPF 2017 é 28 de abril.

Pode até parecer tortura se imaginar reunindo todos os documentos necessários, baixando o programa da Receita e tentando lembrar que itens precisam ser preenchidos.

Tem gente que só de pensar no assunto já sente aqueeela preguiça e fica procrastinando o envio da declaração. Porém, se você tem restituição a receber, o quanto antes se livrar dessa obrigação, melhor para seu bolso!

Mas fiquem tranquilos! Uma parte do problema está resolvida. Neste texto vamos ajudar você a entender melhor como funciona o uso do informe de rendimentos da corretora para a declaração do IR dos investimentos ou aplicações financeiras.

Então leia até o final para garantir que você vai fazer tudo certinho na hora de declarar a grana investida na corretora nas fichas do programa da Receita.

 

Como funciona o IR nos investimentos?

A mordida do Leão é calculada sempre sobre os ganhos ou rendimentos obtidos com a aplicação. Mas os investimentos são tributados de forma diferente de acordo com o tipo.

Poupança, LCI e LCA são exemplos de aplicações isentas: não há incidência de IR.

Já as aplicações de renda fixa (como títulos do Tesouro Direto e CDBs) e da maior parte dos fundos de investimento contam com a chamada tributação regressiva: quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menor é a alíquota de IR, até chegar aos 15% após dois anos. No caso dos fundos existe ainda o chamado come-cotas, que é uma antecipação semestral de parte do imposto devido. A exceção são os fundos de ações, cuja alíquota é sempre 15%, e sem come-cotas.

Outra característica dessas aplicações é o imposto retido na fonte: você não precisa se preocupar em pagar boletos de recolhimento de imposto, pois a instituição financeira responsável pela aplicação se encarrega de descontar o imposto diretamente na fonte, igualzinho acontece com o IR e o INSS retido em seu salário (caso você tenha a carteira de trabalho assinada).

Já ações e ETFs têm tributação de 15% sobre os ganhos, a qual é concretizada por meio do pagamento de um boleto (o famoso DARF) no valor do imposto devido. É muito comum ter perdas e não ganhos com essas aplicações, afinal trata-se de renda variável — nesse caso, obviamente, não há cobrança de imposto. No caso das ações há ainda uma colher de chá: operações de venda que somem até R$ 20 mil por mês são isentas do IR.

Bom, você viu que o Imposto de Renda incide de formas diferentes dependendo do tipo de investimento. Mas uma coisa eles têm em comum:

Todos os investimentos devem ser declarados, mesmo que sejam isentos de IR!

Então mesmo se você investe na poupança com o banco e em uma LCI com a corretora, ambos isentos de IR, ainda assim você precisa declará-los. O Leão quer monitorar se você está acumulando dinheiro, mesmo que ele não abocanhe uma parte da sua grana!

 

O informe de rendimentos da corretora

Se você investe em renda fixa ou fundos por meio de uma corretora, precisa de apenas um documento para preencher sua declaração: o informe de rendimentos.

É um documento (em geral no formato PDF) onde a corretora informa os dados que você precisa declarar à Receita, sempre considerando o período de 01/01 a 31/12 do ano anterior. Isso mesmo, você não precisa ficar tentando descobrir quantos reais tinha investido até a noite do Réveillon: a corretora já te entrega essa informação, separada por tipo de aplicação.

Veja o exemplo de um informe de rendimentos fornecido por uma corretora real:

informe de rendimentos da corretora - declaração de imposto de renda

Nesse caso o investidor tinha aplicações em alguns títulos do Tesouro Direto. Repare que a corretora soma todas as aplicações e chama de “Aplicação Renda Fixa”.

Os saldos em 31/12/2015 e 31/12/2016 correspondem ao valor aplicado até essas datas, e o campo rendimentos líquidos mostra os ganhos obtidos, que no caso do Tesouro Direto são pagamento de juros (cupom) dos títulos e eventuais resgates realizados.

Importante: Se você investe em renda variável (ações ou ETFs), aí complicou! A corretora não vai incluir suas aplicações em ações no informe de rendimentos. O procedimento para calcular o IR devido e declarar esses ativos é um pouco mais trabalhoso. São poucas empresas de investimentos, como a Vérios, que oferecem o informe de renda variável. Como sabemos que a maior parte dos leitores do site não investe em renda variável, vamos focar daqui para frente na declaração de aplicações de renda fixa.

 

Como é o preenchimento da declaração?

São basicamente duas coisas que o Leão quer saber de você: os saldos dos seus investimentos e os rendimentos obtidos no ano de 2016. Além disso, ele também vai querer saber se tinha algum dinheiro não investido na sua conta da corretora.

 

1 – Bens e Direitos

Nessa ficha do programa do IR você declara os saldos que tinha em cada tipo de investimento. Veja um exemplo abaixo:

renda fixa no informe de rendimentos

 

Reparou que estamos usando como exemplo o informe de rendimentos que mostramos acima? Por isso está com o código 45 e a discriminação fala em Tesouro Direto. Tem outras aplicações em CDBs e fundos? Basta clicar em “OK” e depois em “Novo” para abrir outro formulário.

Para CDBs, LCI e LCA vale o mesmo código: 45. No caso dos fundos, será preciso selecionar o código específico entre 71 e 79, de acordo com o tipo do fundo. E se você tiver alguma aplicação em poupança, o código é 41.

Mas lembre-se que você não investe na poupança pela corretora! Essa informação estará disponível no informe do seu banco. Aliás, se você também tiver aplicações com o banco (ainda não saiu de lá por quê?!), o informe de rendimentos dos investimentos será bem parecido com o da corretora.

Nessa mesma ficha de Bens e Direitos você também deverá indicar o saldo que tinha na corretora usando o código 69:

saldo na conta da corretora para informe de rendimentos

Repare que esse dado aparece no informe da corretora com o nome “Contas correntes”.

 

2 – Rendimentos sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva

Nessa ficha você vai declarar os rendimentos líquidos que constam no informe, no caso das aplicações cujo IR é retido na fonte. Veja o exemplo:

rendimentos de aplicacoes financeiras para informe de rendimentos

Mas e as aplicações isentas de IR? Aí você declara os rendimentos em outra seção.

 

3 – Rendimentos Isentos e Não Tributáveis

O formulário é igualzinho ao anterior. Os rendimentos que você tiver com LCI, LCA, CRI, CRA e outras aplicações isentas deverão ser declarados com o código 12. O mesmo código vale para os rendimentos com a poupança!

Agora ficou fácil, não é?

Baixe o informe de rendimentos no site da corretora onde você investe, preencha com atenção o programa da Receita e pronto!

A boa notícia é que se você fizer tudo certinho, só vai precisar se preocupar com isso novamente em 2018.

 

Esse post foi feito em parceria com:

Isabella Paschuini

“Jornalista formada pela UERJ com MBA em Marketing pela FGV, Isa é editora do blog e responsável pela comunicação e gestão de conteúdos na Vérios

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