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Como investir para alcançar seus objetivos financeiros?

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Quem não quer viver em uma realidade na qual se pode comprar o que quiser e não se preocupar com as contas? Pois é, conquistar esse patamar exige certas condutas, principalmente, em relação à administração do próprio dinheiro.

Por isso, neste texto, separamos algumas dicas para melhorar de vida e alguns investimentos para alcançar objetivos financeiros. Confira!

Como traçar os seus objetivos financeiros?

Antes de apresentarmos quais investimentos são ideais para os seus objetivos financeiros, não podemos deixar de falar em como defini-los.

Portanto, separamos algumas etapas para tornar possível fazê-lo. Confira!

Organize o seu orçamento

De fato, começar a investir sem ter um orçamento organizado pode tornar o alcance dos seus objetivos mais difícil. Não é à toa que a maioria das dicas sobre finanças pede que elas estejam em ordem.

Pois bem, o primeiro passo é que você procure saber qual é o valor de seus rendimentos e separe o quanto desse valor vai para cada área da sua vida.

O ideal é que, do total de sua renda, 50% seja para arcar com as despesas fixas, ou seja, contas de casa, supermercado, mensalidades, etc. 30% para lazer e gastos extras, e 20% para aplicações.

Claro que você pode adaptar essa quantia para o seu estilo, porém, é importante que você tenha esses valores definidos.

Estabeleça os objetivos

Após determinar para onde vai cada parte de sua renda, agora é a hora de estabelecer os objetivos e os prazos.

Calcular o tempo é uma forma de não perder o foco e definir melhor o quanto de dinheiro é necessário para chegar lá. Logo, para determinar o prazo, é preciso entender como funciona a contagem de tempo para cada tipo de objetivo. Vamos acompanhar a seguir:

  • curto prazo: aqui, ficam os objetivos mais rápidos ou aqueles que não levam tanto tempo para serem planejados. Eles devem ser alcançados dentro de um ano. Nesse tipo de objetivo, estão coisas, como pequenas reformas, compras de eletrônicos, etc;
  • médio prazo: esses são os objetivos que levam mais tempo, em média 5 anos. Aqui, ficam os que necessitam de um planejamento mais cuidadoso. Nesse contexto, a troca do carro, uma festa de casamento ou mesmo uma viagem para o exterior compõem esse tipo de objetivo;
  • longo prazo: esse é para os bens duráveis, ou seja, metas que afetarão a sua vida inteira. Nos objetivos de longo prazo, devem estar coisas, como comprar um novo imóvel, investir na aposentadoria, na faculdade dos filhos, entre outros. Aqui, o planejamento é para mais de 5 anos.

Com esses prazos já determinados, ficará mais fácil para você ter uma visão clara dos seus objetivos.

Estude o seu perfil de investidor

O mercado traz muitas oportunidades e diversas opções para investimentos. Com tanta variedade, aplicar se torna uma tarefa não muito simples.

Por isso, é importante que você saiba que, muitas vezes, aquilo que serve para um, não significa que servirá para outro, já que as necessidades são diferentes e a disponibilidade para certos riscos também.

A melhor coisa é procurar se conhecer e entender que tipo de investidor você é — aquele que investe em aplicações de risco, pois quer um retorno maior e tem pressa, ou aquele que prefere investimentos mais seguros, pois quer construir o seu patrimônio com calma e enfrentando menos riscos. Procure avaliar bem os seus propósitos para não acabar no prejuízo depois.

Trace um plano de investimento

Agora que você já tem os seus objetivos definidos, é hora de botar a mão na massa. Traçar um plano de investimento consiste em dois passos: primeiro, é preciso estudar o mercado, ou seja, é importante que você conheça onde está se metendo, afinal, como você vai começar a investir sem saber como as aplicações funcionam?

Como explicamos no tópico anterior, existem muitas opções de produtos e é interessante pesquisar sobre cada uma e verificar o que elas oferecem.

Após, é necessário começar a traçar o seu plano. O ideal é que você monte uma carteira de investimentos tendo em mente os seus objetivos e o seu perfil.

Para ajudar, separamos 5 tipos de investimentos e as suas vantagens e riscos. Veja!

Quais são os 5 investimentos para alcançar objetivos financeiros?

Previdência privada

É uma alternativa para a aposentadoria e pode gerar bons rendimentos a longo prazo. Existem dois tipos de plano no mercado: PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres). Cada um serve para um determinado tipo de pessoa.

Por exemplo, o PGBL é para aqueles que declaram o imposto de renda, pois é possível deduzir até 12%. Contudo, o imposto é cobrado na hora do resgate. Já no VGBL, a cobrança é apenas em relação ao lucro do investimento na hora do reembolso.

É importante saber que a previdência privada apresenta duas tabelas de imposto: a regressiva e progressiva: no primeiro caso, o valor do imposto diminui conforme o tempo, enquanto no segundo, o tributo depende do valor resgatado, isto é, quanto maior, mais imposto é cobrado.

Um dos pontos negativos dessa aplicação são suas taxas altas. Geralmente são 3: de carregamento, de administração e de saída.

Além disso, ela não é coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), então, se a seguradora falir, é possível que o investidor perca o dinheiro aplicado.

LCAs

As Letras de Crédito do Agronegócio são títulos impressos pelas instituições financeiras com o objetivo de financiar investimentos no agronegócio. Eles não apresentam cobrança de Imposto de Renda e são segurados pelo FGC.

Apesar disso, eles dispõem de prazos mais longos para vencimentos — o que pode representar um risco se o investidor precisar dos rendimentos imediatamente.

Costumam ser mais caros que outros investimentos, como o CDB, por exemplo.

LCIs

As Letras de Crédito Imobiliário são parecidas com o LCA, porém, dessa vez, o financiamento é para o setor imobiliário. Elas também apresentam proteção do FGC e são isentas de IR.

Entretanto, o aporte é alto, e o tempo de vencimento é mais longo se comparado a outras aplicações. Inclusive, suas taxas podem ser mais altas do que alguns investimentos, como o LCA e o CDB.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto, ou Selic, é um título emitido pelo governo federal que utiliza a tarifa básica de juros, a taxa Selic, como indicador.

É um investimento bastante barato, pois é possível comprar uma fração do título por menos de R$ 100,00. Por ter o governo como emissor, esse investimento tem baixo risco de calote.

Além disso, não há perigo de perda de dinheiro caso ele seja vendido antes do prazo de vencimento, já que, como utiliza a variação da Selic, seu resultado é sempre positivo.

Contudo, pode apresentar uma tarifa para compensar a venda antes do prazo, mas o valor não afeta o rendimento da aplicação. Além disso, há taxas de administração cobradas pelas financeiras que ficam responsáveis por negociá-los e existe também a dedução de Imposto de Renda.

CDBs

Os Certificados de Depósito Bancários (CDBs) são aplicações em que se concede dinheiro para uma instituição financeira e recebe-se em troca uma remuneração. O banco utiliza o montante para emprestar a outros clientes.

São investimentos que, geralmente, estão atrelados à taxa DI, e é possível encontrar CDBs que pagam 100% da taxa.

Sua liquidez é diária, então, é viável efetuar resgates a qualquer hora, porém, há desconto de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) se ocorrerem em menos de 30 dias. Eles também são protegidos pelo FGC, mas sofrem incidência do IR.

Bem, esperamos que este texto sobre investimentos para alcançar objetivos financeiros tenha servido para auxiliá-lo nessa empreitada. Gostou do texto? Não deixe de comentar!

 

Planejamento sucessório: o que é e como fazer

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Falar de morte não é algo que gostamos de fazer, certo? Mesmo assim, é algo inevitável. E existem algumas questões que devem ser tratadas antes que ela aconteça, como o planejamento sucessório de bens para os membros da família, pessoas queridas ou até empresas.

Processos de inventários podem ser complicados, longos e caros para as pessoas envolvidas. Por isso, mesmo se você possui poucos patrimônios e uma família pequena, é importante fazer o seu planejamento sucessório.

Sem contar que, enquanto o processo é avaliado, algumas pessoas podem, simplesmente, ficar desamparadas. Algo facilmente evitado com um bom planejamento para a partilha de bens. Pensando nisso, neste post veremos as principais informações sobre planejamento sucessório. Confira:

O que é planejamento sucessório?

O planejamento sucessório é o ato de registrar, de forma legal, como será feita a transferência dos seus bens após a sua morte.

Existem diferentes formas de fazê-lo, mas o indicado é que qualquer pessoa, por menor que seja o seu patrimônio, realize o processo a fim de evitar problemas e confusão na hora da partilha entre os seus entes.

Legislação Brasileira

Segundo a legislação brasileira, os direitos sucessórios são divididos em duas partes, a herança legítima e a quota disponível.

A primeira é referente a 50% do valor de todo o patrimônio de uma pessoa, destinados a seus herdeiros necessários, ou seja:

  • seus descendentes (filhos);
  • ascendentes (pais), quando não há filhos;
  • e o cônjuge, em caso de casamentos em regime de comunhão parcial e da separação eletiva de bens.

Já a quota disponível representa os outros 50% do patrimônio do falecido, que pode ser disposta conforme a sua vontade, sendo destinada como ele bem entender. Essa quota pode ser destinada a pessoas, entes queridos, entidades de caridade ou mesmo animais.

Por que é importante fazê-lo?

Além de garantir que os seus bens sejam transferidos para as pessoas e entidades do seu desejo, você também evita que essas pessoas tenham que passar por um processo longo e custoso. Afinal, sabemos que disputas familiares podem criar problemas entre seus membros, além dos custos enormes.

Outra razão para fazer o seu planejamento sucessório é que essa é uma forma de evitar o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), colocado sobre patrimônios doados em caso de morte.

Atualmente, a alíquota varia conforme o estado aplicado. Mas há um Projeto de Emenda Constitucional sendo discutido que pretende elevar o teto desse valor para 27,5% — ou seja, mais de 1/4 do valor do patrimônio será destinado ao Estado.

E vale frisar que, para evitar o ITCMD, é necessário fazer o planejamento por meio de um plano de previdência privada, na categoria VGBL, ou doações ainda em vida, dentro de um limite estipulado pelo estado de residência. As demais formas de planejamento sucessório recebem a aplicação do imposto.

Quais são as formas de fazer um planejamento sucessório?

1. Testamento

O instrumento mais comum para fazer o planejamento sucessório é o testamento. Nele, o testador pode distribuir os seus bens e beneficiar quem desejar, da forma que achar mais justa ou interessante.

Para entender melhor como ele funciona, suponha que um homem possui 4 imóveis como patrimônio, sendo casado em comunhão parcial de bens e tendo uma filha, a quem quer favorecer ao morrer.

Usando o testamento, ele pode destinar 50% de seus bens a ela, usando sua quota livre. Assim, ela terá direito a 3 imóveis: 2 pela quota livre e 1 pela herança legítima. Já sem a presença de um testamento, a filha receberia apenas 2 imóveis, uma vez que teria os mesmos direitos que a esposa.

O testamento pode ser feito de forma pública, indo a um cartório acompanhado de duas testemunhas, ou privada, por meio de um advogado particular.

2. Holding familiar

Outra forma de fazer o seu planejamento sucessório se dá por meio de uma holding familiar. Ela funciona como uma empresa que detém todos os patrimônios dos membros de um grupo, normalmente uma família.

Essa criação da holding assegura a transferência de bens entre os sócios de forma estabelecida em contrato. E ainda é uma forma de reduzir impostos e tributações sobre o patrimônio após o falecimento de uma pessoa.

Doações em vida

Também é possível realizar doações em vida como uma forma de planejamento sucessório. Essa é mais uma das opções que evitam a cobrança do imposto ITCMD, que citamos acima.

Nesse caso, você pode fazer doações para seus futuros herdeiros usando uma quota máxima anual definida pelo estado, sem custos. A melhor forma de fazer isso sem perder, de fato, o patrimônio é doar com reserva de usufruto.

Assim, mesmo que você não seja mais o proprietário, ainda deterá o direito de usufruir do local como quiser, podendo alugá-lo até a sua morte. Enquanto você estiver vivo, o novo proprietário não detém direitos sobre o imóvel, não podendo usá-lo ou vendê-lo sem a sua autorização.

Como exemplo, imagine que uma viúva, mãe de dois filhos, quer garantir que, após o seu falecimento, eles não passem por um processo longo e oneroso de inventário e abertura de testamento, nem precisem pagar pelos impostos dessa transação.

Em vida, ela pode fazer a doação de parte dos seus bens, como imóveis e itens valiosos, para cada uma dos filhos, em regime de usufruto. Assim, ela garante que, após a sua morte, os seus filhos estarão em segurança, e com os bens que ela os destinou.

Previdência privada

Por fim, outra forma de garantir a posse segura dos seus bens sem longos processos é contratar uma previdência privada, em plano tipo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), em que os herdeiros recebem automaticamente os bens colocados no investimento.

Vale lembrar que, na maioria dos casos, essa transferência é feita sem a cobrança do imposto ITCDM. Entretanto, alguns estados estão tentando mudar a obrigatoriedade da taxa nos casos da previdência privada, a fim de coletar o imposto.

E aí, gostou de saber essas informações sobre a importância e as formas de fazer o seu planejamento sucessório? Sobrou alguma dúvida? Deixe o seu comentário! Quero saber a sua opinião.

7 dicas para planejar uma ótima aposentadoria

É inegável que incertezas pairam sobre o cenário econômico e que é provável que o tempo de contribuição do INSS mude. Com essas possibilidades, planejar a aposentadoria tornou-se fundamental para ter uma vida tranquila e independente no futuro. Porém, para que isso aconteça você precisa definir ações e passos a serem dados para constituir uma reserva que você possa utilizar quando decidir se aposentar.

Foi pensando nisso que resolvemos escrever este artigo com 7 dicas para você planejar a aposentadoria. Confira.

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4 opções de investimentos para aposentadoria

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Não é de hoje que a aposentadoria pelo INSS não é das mais atrativas. Com um teto de quase R$5,5 mil, os benefícios dos aposentados são insuficientes para que eles mantenham o mesmo padrão de vida que têm enquanto ainda estão trabalhando.

Por isso, pensar em uma complementação passou a ser uma boa ideia. Ainda mais agora, diante das mudanças previstas para o sistema previdenciário que devem tornar a aposentadoria menos acessível para a população.

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6 mitos e verdades da Previdência Privada

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Ter dinheiro o suficiente para viver o final da vida de forma tranquila é o sonho de quase todo mundo que eu conheço. Garantir a renda futura pode ser alcançado facilmente com um bom plano de Previdência Privada, mas existem alguns mitos e verdades da Previdência Privada, muitas vezes repetidos, que podem atrapalhar o seu conhecimento de causa e, por consequência, suas decisões.

Pensando nisso, muitos me questionam se aquela seria mesmo a melhor forma de poupar dinheiro a longo prazo. É claro que a decisão fica sob sua responsabilidade, mas é sempre bom saber um pouco mais sobre cada investimento antes de descartá-lo.

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