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As 8 Taxas na Previdência Privada que todo investidor precisa conhecer

Existem 3 taxas complexas que eu garanto que você nunca ouviu falar em uma previdência privada. Porem, saiba que você já está ciente, segundo o contrato que assinou ao abrir seu plano! Acredita? Saiba aqui:

 

1 PGBL x VGBL

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é um tipo de previdência mais indicado para aqueles que já fazem a declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) pelo modelo completo, pois com ele, poderá ser feita a dedução de até 12% de sua base tributável. Assim, é só calcular o valor de sua renda bruta anual, aplicar 12% e você terá o valor ideal que deve ser aplicado para que, além de contribuir com sua aposentadoria, possa pagar menos imposto no curto prazo.

O VGBL, por outro lado, não permite que seja feito tal abatimento, porém é mais indicado para quem pensa no longo prazo, já que ao final do plano existe a necessidade de pagamento de IRPF somente sobre os valores auferidos, diferente do PGBL, que paga o imposto sobre o montante total investido.

 

2 Tabela Progressiva x Regressiva

A melhor opção para o longo prazo costuma ser a tabela regressiva, pois com o passar dos anos, ela diminui sua alíquota de imposto de renda. Se você fosse resgatar sua previdência um dia após tê-la feito, você pagaria 35% de imposto nessa opção. Porem, a cada 2 anos você diminui sua aliquota em 5%, chegando aos incríveis 10% de imposto depois de 10 anos.

Já na tabela Progressiva, ela será somada com sua base de cálculo, e entrará na mesma tabela de imposto do IRPF, chegando até 27,5% se o montante resgatado for muito grande. Se o seu objetivo é investir no longo prazo, provavelmente vai ter um belo montante aplicado. A tabela regressiva pode te ajudar a pagar menos imposto se o objetivo for alcançado.

 

3 Taxa de Administração

Parece óbvio, mas nem todos sabem. A taxa de administração é a remuneração paga pelo investidor na prestação dos serviços de gestão e também de administração do fundo de investimentos em questão. É uma taxa geralmente medida ao ano sobre seu patrimônio total. Imagine que você tem R$ 1.000.000,00 investidos em um fundo que cobra 2% de administração. Todos os anos, você terá um custo mínimo de R$ 20.000,00. Por isso é tão importante brigar por baixas taxas de administração!

 

4 Taxa de carregamento

Por teoria, é um percentual que incide sobre TODAS as contribuições pagas em uma previdência, e tem como o intuito atender a despesas administrativas e também sobre a colocação do plano. Porem, sabe o que eu acho sobre isso? Besteira! Afinal de contas, a taxa de administração já remunera todas as partes necessárias. Todos os planos bons também tem taxa de carregamento em 0%! Se você paga essa taxa, saiba que é por desinformação, pois existem muitas opções com essas condições disponíveis no mercado e detalhe, com valores ridiculamente baixos.

Se você aportar R$ 500,00 por mês em um plano de previdência, e tiver uma taxa de carregamento de 5%, significa que você vai deixar R$ 25,00 na mão do banco, e R$ 475,00 investidos no seu fundo. Significa que você já entra no plano perdendo mais de 5 meses de rentabilidade! Quanto menor, melhor.

 

5 Taxa de Rentabilidade

Aqui parece fácil, né? Porém é bem provável que você faça a conta errada ! Se por acaso você diz que seu investimento rendeu “10% no ano”, ou “0,8%” ao mês, saiba que não é bem assim na prática de mercado. Nos investimentos SEMPRE temos que ter uma referência, que vai funcionar como nossa base comparativa. Já ouviu falar na TAXA SELIC? Essa é a taxa básica de juros, utilizada no Brasil para ajudar a levar a economia pro lado que o governo julgar mais pertinente. Agora .. já ouviu falar no CDI? Vou deixar as explanações para outra aula, mas imagine que o CDI é sempre um pouquinho abaixo da SELIC. Se a SELIC render 10% ao ano, imagine que o CDI vai estar muito próximo disso .. digamos, 9,9% ao ano. Agora que temos nossa taxa de referência, podemos dizer que se o seu fundo rendeu 9,9% no ano, ele rendeu 100% do CDI! Deu pra captar? Aqui, quanto maior, melhor. Aliás, você tem uma noção da diferença de rentabilidade que 0,1% ao mês pode causar no longo prazo?

  • R$ 100.000,00 investidos por 30 anos a 0,8% = R$ 1.761.130,58;
  • R$ 100.000,00 investidos por 30 anos a 0,9% = R$ 2.516.632,75;

 

Por isso, não menospreze esses 0,1% ao mês !

 

 

6 Taxa de Excedente Financeiro

A previdência deve ser olhada como uma aplicação que oferece a possibilidade de converter o patrimônio do investidor em complemento de renda. Sendo assim, imagine um cenário hipotétoco em que você possui R$ 600.000,00 e converte esse patrimônio em renda vitalícia. Se você fizer isso, poderá ter, em nosso exemplo, uma renda de R$ 3.500,00 durante toda a sua vida. O banco pode trabalhar com seus recursos, pois agora ele é o responsável por te pagar esse “salário”, e por isso, ele acaba gerenciando também esses R$ 600.000,00, que agora é patrimônio dele. O objetivo do banco é rentabilizar esses R$ 600.000,00 da melhor forma possivel, pois agora esse patrimônio é dele – já que trocou com você pela renda vitalícia.

Se ele conseguir que esses R$ 600.000,00 rendam R$ 6.000,00 por mês, como ele te paga R$ 3.500,00, ele gerou um excedente financeiro de R$ 2.500,00, certo? Se você possuir uma taxa de 0%, ele te repassará absolutamente nada. Porem, se tiver uma taxa de 50%, você vai receber R$ 1.250,00 além dos R$ 3.500,00 que já recebe. Assim, você agora receberá R$ 4.750,00, entendeu?

 

7 Taxa de juros na conversão

Novamente, apenas se você optar por converter o seu patrimônio investido na previdência em renda, um dos números que eles vão utilizar para calcular a renda que vão te pagar, vai ser a taxa de juros disponível na data de sua aposentadoria. Imagine que quando você quiser converter em renda, se a taxa de juros no momento estiver em 6%, provavelmente você vai receber muito mais do que se a taxa estivesse em 2%. Isso porque a seguradora vai levar em consideração a rentabilidade disponível no momento do mercado, pois ela vai ser a detentora do seu patrimônio, e vai trocar com você salário pelo valor investido. Porem, é possivel que você já tenha acordado uma taxa de juros na conversão, que provavelmente é 0%. Ela não vai te dar nenhum bônus .. porem, você poderia ter negociado uma taxa de 3%. Nesse caso, é como se você adicionasse 3% de juros a mais sobre seu patrimônio total, por ano, em uma eventual transformação de renda.

Se você converter 1 milhão em renda, você receberia R$ 30.000,00 a mais por ano, até o final da sua vida, diluído ao mês. Bom, né?

 

 

8 Tábua Atuarial

Aqui está, possivelmente, o principal motivo de você precisar abrir uma previdência, independente do valor que você vai colocar, quando se é novo (ou abrir para um parente).

Sempre que você abre um plano de previdência, você automaticamente adere a uma “tábua atuarial”, que basicamente estipula qual vai ser a sua data de falecimento.

Imagine então que você tem uma data de falecimento prevista para 70 anos (foque apenas no conceito, não no numero), e você está com 65 anos. Se você quiser transformar seu patrimônio em renda, a seguradora vai fazer um cálculo levando em consideração que você vai ter mais 5 anos de vida, e vai te pagar um valor. Se a sua data de falecimento prevista fosse em 90 anos, a previdência iria pensar: “Caramba .. ele vai viver mais 25 anos!” E aí, pagaria um valor bem menor do que o primeiro exemplo, certo?

O bom é que a tábua atuarial é contratada na hora que você abre um plano de previdência, e ela não pode ser mudada. Por isso, incentivo muitos pais preocupados com o futuro de seus filhos, ou até a investidores pensando no futuro, que abram um plano de previdência, muitas vezes só por abrir. Lá na frente, como a seguradora não pode expulsá-lo do plano, você pode fazer uma simulação, e se te agradar, você pode transferir alguns milhões para o plano e transformar em um benefício para você.

 

 

Espero estar ajudando você!

Thiago Nigro

PGBL: Como economizar IR

Se assim como os outros investidores, você também tem um pensamento de longo prazo, acredito que vai ficar muito feliz com essa dica que tenho para lhe dar. O PGBL é um dos maiores destinos de recursos no final de ano, e vou te explicar o porque: Ele te permite “driblar” o fisco! Que tal essa, eim? No final desse post vou te mostrar um comparativo de como essa diferença é grande.

Tem uma coisa chamada de “Base de Cálculo” .. segundo os dicionários: “É a grandeza economômica sobre a qual …” Aliás, deixa para lá. Base de cálculo nada mais é do que somar seu salário com tudo que entra na sua conta e deve sofrer dedução fiscal. Precisamos acertar um valor de IR sobre esse montante no fechamento do nosso imposto, que pode variar conforme a tabela abaixo:

Tabela IRPF 2015
Tenha em mente esses números, pois a sua base de cálculo anual vai determinar em qual alíquota de IR você entra, e é aqui que vou te mostrar como economizar IR.

 

Passo 1: Descubra sua base de cálculo

Aqui é muito simples .. descubra sua base de cálculo através de todos os informes que você vai receber das instituições bancárias (um contador pode te ajudar nisso!). Em nosso exemplo, vamos supor que você ganhe R$ 5.000,00 por mês (acima da média brasileira, eim?). Multiplique isso por 12, e terá R$ 60.000,00. Essa é nossa base de cálculo! (você precisa acrescer aqui resgates de previdência e outros rendimentos tributáveis que se enquadrem na base de cálculo).

 

Passo 2: Calcule o valor de 12% em cima da sua base de cálculo

Você vai calcular o valor de 12% sobre os R$ 60.000,00. O valor que temos é R$ 7.200,00, certo? Se não acertou essa, vai precisar se esforçar um pouquinho mais pra economizar esse IR .. rs. Subtraia os R$ 7.200,00 dos R$ 60.000,00. Sobrou R$ 52.800,00. Está comigo ainda?

 

Passo 3: Descubra em que aliquota essa nova base de cálculo se enquadra

Lembra daquela tabelinha ali mais acima? Então: a nossa nova base de cálculo (R$ 52.800,00), se enquadra na aliquota de 22,5%.

 

Passo 4: Descubra quanto vai pagar de Imposto

Multiplique 22,5% x R$ 52.800,00 e vai descobrir quanto você vai pagar: R$ 11.800,00.

 

Passo 5: Conte vantagem para os amigos

Aliás, além de pagar menos IR, você agora tem um investimento em uma previdência no valor de R$ 7.200,00, rs.

 

Agora, vamos comparar esse mesmo exemplo, porem na pele de um investidor que não é consciente e nao tem a noção da economia de IR que isso pode gerar:

Exemplo Deducao PGBL IR
Temos só um probleminha para pensar agora .. Você precisa escolher um bom fundo de previdência para colocar esses R$ 7.200,00, né? Te digo uma coisa: É tão simples quanto essa conta de ensino primário que acabamos de fazer. Se tiver alguma dúvida, não exite .. pode nos consultar!

 

Abraços,

Thiago Nigro

Previdência privada: o que é PGBL e VGBL

Você já parou para pensar no seu futuro? Ainda não sabe muito bem o que fazer? Você sabia que o investimento em previdência privada pode ser uma excelente opção e que, se você começar cedo, poderá planejar um futuro mais tranquilo e com uma renda compatível com seus gastos? Neste post você vai entender as diferenças entre dois termos presentes quando falamos de previdência privada: PGBL e VGBL. Vamos te ensinar o que significa cada um deles e poderá escolher qual o melhor para o seu futuro. Acompanhe!

Como a previdência pode fazer a diferença na sua vida

A previdência privada é um excelente tipo de aplicação e que poderá fazer a diferença quando você quiser se aposentar. Mas como isso é possível? A previdência privada funciona como um acúmulo de recursos, e que tem como maior objetivo servir como uma renda adicional em seu futuro como aposentado.

Estes valores podem ser utilizados em complemento à Previdência Social e farão a diferença em sua vida, pois, já que complementam a renda, podem trazer mais conforto e segurança não só para você, mas também para seus familiares. Dentro da previdência privada, existem dois conceitos: PGBL e VGBL, e que provavelmente já te geraram dúvidas. Vamos ver cada um deles.

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PESQUISAR É ESSENCIAL

Quando o assunto é previdência privada e seu futuro pesquisar é essencial para que se faça uma boa previdência. A previdência possui muitas particularidades, porém muitas vezes é tratada como massificada pelos bancos. Por esse motivo pesquisar uma boa previdência passa a ser crucial, pois é preciso entender em qual plano de previdência você se encaixa melhor.

Ter uma previdência é muito mais que ter um produto do banco, é pensar no seu futuro, é ter uma renda complementar e pensar em nossas necessidades e objetivos. Devemos sempre pesquisar para entender as diferenças e sutilezas entre os planos e sempre buscar o que é melhor dentro das nossas necessidades. Pesquisar é potencializar e não aceitar qualquer previdência que não nos agrega em nada.

Uma das primeiras premissas básicas que você precisa saber para entender qual previdência é melhor para você é a diferença entre PGBL e VGBL.

 

O QUE É PGBL?

Plano gerador de benefício livre ou PGBL, como é conhecido, é um plano de previdência privada. Como previdências privadas visam o longo prazo, os planos de previdência privada têm como um dos seus maiores diferenciais possuir benefícios fiscais.

O PGBL possui a possibilidade de dedução de imposto de renda com um limite de 12% da renda total tributável. No momento dos resgates, a tributação incidirá sobre os rendimentos e também sobre o montante principal.

A tributação pode ser progressiva ou regressiva conforme veremos a diante.

 

O QUE É VGBL?

Vida gerador de benefício livre, ou VGBL, é uma modalidade de previdência privada, na qual a tributação incide apenas sobre os rendimentos da sua previdência. Por ter essa diferença na forma de tributação não é possível deduzir o imposto de sua renda total tributável.

 

PGBL e VGBL

O objetivo maior destas duas modalidades de previdência é a aposentadoria, porém elas apresentam metodologias diferenciadas. O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é um tipo de previdência mais indicado para aqueles que já fazem a declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) pelo modelo completo. Mas por que ela é melhor neste ponto?

Com ele, poderá ser feita a dedução de até 12% de sua base tributável. Assim, é só calcular o valor de seus salários brutos anuais, aplicar 12% e você terá o valor ideal que deve ser aplicado para que, além de contribuir com sua aposentadoria, possa pagar menos imposto no curto prazo.

O VGBL, por sua vez, não permite que seja feito tal abatimento, porém é mais indicado para quem pensa na questão tributária no longo prazo, já que ao final do plano existe a necessidade de pagamento de IRPF somente sobre os valores auferidos, ao contrário do PGBL que necessita que seja pago valor sobre o montante total investido.

A diferença básica está no fato de que, no PGBL, o pagamento do imposto é adiado para uma data futura e este dependerá de diversos fatores que poderão influenciar e até diminuir sua alíquota-base de IRPF. Já no VGBL, o imposto só incide sobre os rendimentos, o que gera uma tributação menor na hora do resgate.

Em ambos os planos, não há gastos com o processo de herança, como o imposto ITCMD, pois essas modalidades de previdência não passam pelo processo de inventário. Vale aqui que estamos falando de uma economia de quase 4% sobre o capital total, e que pode chegar a até 25% daqui a pouco.

A escolha entre VGBL e o PGBL dizem respeito a que número será utilizado como base de cálculo para auferirmos o imposto. Agora, precisamos optar pela tabela Regressiva ou Progressiva, para saber qual será a percentagem de imposto que vamos pagar.

 

QUADRO COMPARATIVO

PGBL VGBL

Tributação

É possível deduzir da base de cálculo do IR, os aportes realizados anualmente, respeitando o limite de 12% de sua renda bruta tributável. Não é possível deduzir  de sua renda bruta tributável em seu IR.
No resgate a tributação incidirá sobre o total acumulado (principal os rendimentos). No resgate a tributação incidirá somente sobre os rendimentos.
É Indicado, normalmente, para quem faz a declaração completa de IR. É Indicado, normalmente, para quem não faz a declaração completa de IR.

Inventário

Não Entram no processo de inventário ·         Não Entram no processo de inventário

 

Aplicando ao seu dinheiro

Entenda como os benefícios fiscais dos planos de previdência privada podem ser aplicados ao seu dinheiro:

Suponha que você aplicou R$ 10.000 em um plano de previdência privada durante um ano. Passado esse tempo a aplicação totalizou R$ 11.000,00. Significa que rendeu R$1.000 no período. Imaginando uma alíquota máxima da tabela regressiva de IR (35%):

Em um plano VGBL:

R$ 11.000,00 – R$ 10.000 = R$ 1.000 de rendimentos

35% (alíquota) x 1.000,00 (rendimentos) = 350,00 de IR

Em um plano PGBL:

R$ 10.000,00(total) + R$ 1.000 (rendimentos) = R$ 11.000,00(total)

35% (alíquota) x 11.000,00 (Total) = 3.850,00 de IR

Mas então no VGBL eu sempre pagaria menos imposto que no PGBL?

Em partes é ai que vem o pulo do gato, isso nem sempre isso é verdade, lembra-se da dedução de IR do PGBL?

Imagina que você num ano tenha uma renda tributável de R$ 56.000,00, o plano de PGBL você poderá deduzir 12% desta renda, logo:

12% x R$ 56.000,00 = R$ 6.720,00

R$ 56.000,00 – 6.720,00 = R$ 49.280,00

O Imposto de renda que antes incidiria sobre R$ 56.000,00 passará a incidir sobre R$ 49.280,00. Imaginando a alíquota de IRPF segundo a tabela IRPF.

Sem dedução: 27,5% x 56.000,00 = R$ 15.400,00 pagos no ano de IRPF.

Com dedução: 22,5% x 49.280,00 = 11.088,00 pagos no ano de IRPF.

*Considerando a tabela vigente do IRPF

Economia nesse ano: R$ 4.312,00

Um exemplo pode ser mais vantajoso para um caso, mas não ser para  ou outro. É por esse motivo que começamos falando da importância da pesquisa de previdências, é preciso estudar qual o melhor produto que atende suas necessidades e potencializa seus rendimentos.

Nesse exemplo, nós vimos que é possível economizar imposto que você pagaria no período fiscal. Porem, agora temos que calcular o quanto de imposto você pagaria sobre a sua aplicação em previdência. Vale lembrar que os R$ 6.720,00 que você abateu do seu imposto foram aplicados a um PGBL. Como o imposto pago nessa modalidade de previdência incide sobre o total, e não sobre o lucro, precisamos bolar uma maneira de pagar uma alíquota menor aqui. Para isso, vale entender os conceitos de tributação Regressiva que você verá abaixo. Se ficou com dúvidas no cálculo acima, clique aqui.

REGRESSIVA e PROGRESSIVA

Existem ainda algumas diferenças que devem ser observadas em relação à tributação de forma progressiva ou regressiva: o que dependerá de sua renda, tempo de contribuição, além de outros fatores, que assim como taxas de administração e carregamento deverão ser discutidas e acordadas com seu banco. A melhor opção para o longo prazo costuma ser a tabela regressiva, pois com o passar dos anos, ela diminui sua alíquota de imposto de renda. Se você fosse resgatar sua previdência um dia após tê-la feito, você pagaria 35% de imposto nessa opção. Porem, a cada 2 anos você diminui sua aliquota em 5%, chegando aos incríveis 10% de imposto depois de 10 anos.

Já na tabela Progressiva, ela será somada com sua base de cálculo, e entrará na mesma tabela de imposto do IRPF, chegando até 27,5% se o montante resgatado for muito grande.

Entenda melhor:

Tabela Regressiva

Tabela Regressiva - IR 2015

Tabela Progressiva

Tabela Progressiva - IR 2015

Mas cuidado, caso opte pela tabela progressiva no VGBL, a sua aliquota de imposto vai incidir apenas sobre o rendimento do seu valor aplicado, e não dele todo.

E aí, entendeu o que é PGBL e VGBL? Identificou o seu perfil com estes dois tipos de previdência privada? É possível escolher qual se adapta melhor à sua realidade ou até mesmo optar pelos dois, como uma forma combinada de pensar no seu futuro. Quer saber mais sobre o assunto? Clique aqui e conheça mais sobre este e outros tipos de investimento. Se ainda tiver dúvidas, não deixe de comentar!

Plano de previdência privada: o que comparar para escolher o ideal

A ideia de se aposentar sem ter que se preocupar com as dificuldades financeiras tem martelado a cabeça de muita gente. E o que elas têm feito para garantir uma vida mais tranquila na melhor idade?

Elas têm segurado os gastos todo mês e separado uma graninha para um plano de previdência privada. Assim, estas quantias acabam servindo para complementar o dinheiro disponibilizado pela previdência social do INSS.

Mas não é simplesmente ir ao banco, falar com o gerente e acabar com o problema. O interessado deve se planejar para não fazer nenhuma besteira com seu dinheiro suado. É preciso entender as opções disponíveis.

Existem dois tipos de plano de previdência, o PGBL e o VGBL. Depois de escolher entre eles, é preciso definir como incluir o pagamento no imposto de renda. Para isso, existem duas tabelas diferentes, a regressiva e a progressiva. E, por último, não podemos esquecer das taxas de carregamento e administração e dos riscos associados à rentabilidade.

Muita coisa, né? Mas fique calmo! Vamos devagar, combinado?

PGBL ou VGBL?

O PGBL é mais indicado para quem atualmente faz a declaração de imposto de renda pelo modelo completo. Desse jeito, dá para diminuir em até 12% sua base tributável com o dinheiro que você guarda lá. No entanto, quando você estiver bem velhinho e for iniciar os resgates, vai ter que pagar o imposto de renda sobre o total.

O ponto positivo deste tipo é que você pode evitar uma alíquota de 27,5% de IR hoje, capitalizar o dinheiro e resgatar com uma alíquota menor no futuro. No longo prazo, essa atitude gera uma economia enorme.

Já o VGBL é diferente. Ele não dá desconto nenhum no IR hoje, mas na hora de resgatar os valores lá na frente, só é preciso se preocupar de pagar o imposto sobre o que ganhou com os juros. A pancada é bem menor, mas escolher entre PGBL ou VGBL é muito pessoal. Não há uma regra, nem uma fórmula mágica que funcione para todo mundo.

Tabela regressiva ou tabela progressiva?

O segundo passo é definir como será descontado seu imposto de renda. A tabela regressiva começa a tributar seus ganhos em 35% e vai diminuindo 5% a cada 2 anos. O resultado? Se você deixar o dinheiro investido por mais de 10 anos, você paga apenas 10%. Por isso, só escolha a regressiva se a sua intenção for deixar o dinheiro por, pelo menos, 5 anos.

A tabela progressiva tem as mesmas regras do IRPF, que vão desde isento a 27,5% da renda. Nela, os valores ainda podem ser recuperados na declaração anual, o que não é possível pela tabela regressiva. Mas essa escolha não precisa ser definitiva. Se escolher a progressiva, pode mudar para a regressiva. Entretanto, se escolher a regressiva, já era. Não tem como voltar para a progressiva. Cuidado com isso, ok?

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Taxa de carregamento e de administração

Quanto mais dinheiro você puder depositar por mês, mais fácil fica para economizar com a taxa de carregamento, que é descontada de todo depósito. Talvez no início seja mais difícil, mas converse direitinho na hora de assinar o plano e negocie bastante.

A taxa de administração é paga para a instituição gerenciar seu fundo de previdência. Você pode fazer a migração gratuita para um plano mais econômico com o tempo. A regra aqui é: quanto mais dinheiro guardado, menos se paga de taxa de administração.

Risco e rentabilidade

Em qualquer investimento, há riscos. Quanto maior for o risco, maior o resultado, seja de ganhos ou de perdas. Até 49% do valor do fundo pode ser aplicado em bolsa de valores. Isso pode trazer mais ganhos no longo prazo, mas não no curto. Por isso, muito cuidado aqui! Se não gosta de correr riscos, procure planos mais conservadores.

A decisão de programar a aposentadoria para garantir uma vida melhor na velhice está muito ligada a um plano de previdência privada. Comece a pensar nisso e procure um profissional qualificado para te ajudar. Nada de brincar quando o assunto for dinheiro, certo?

E aí, gostou do post? Quer entender algo melhor? Diz pra gente aqui nos comentários, ok?

Planejar aposentadoria: quando começar?

Acredite em mim: a melhor forma de garantir uma aposentadoria tranquila é iniciando seu planejamento o mais breve possível. Você provavelmente já ouviu falar em um tipo de aposentadoria que não possui ligação alguma com o INSS, mas que também pode te garantir uma renda no futuro: a previdência privada. Ela é uma excelente alternativa, já que não possui obrigação de pagamentos mensais, que são apenas sugeridos, e você poderá resgatar seu dinheiro aportado corrigido no final do período de diversas formas. Vamos conhecer um pouco mais sobre esta alternativa? Acompanhe!

Previdência privada

A previdência privada é uma forma de acúmulo de recursos que tem como objetivo principal a garantia de uma renda futura. A ideia da previdência social não é deixar ninguém milionário, ok? Estes valores, na maioria das vezes, têm sido utilizados de forma complementar a pensão do INSS, trazendo mais tranquilidade na velhice e mantendo o padrão de vida dos segurados.

Existem algumas possibilidades que são ofertadas, inclusive pelas empresas, em que o trabalhador contribui com uma parcela e a empresa com outra parte do valor — procure saber se a empresa que você trabalha tem esse tipo de incentivo! É comum que associações e órgãos se classe também possuam algumas vantagens e optem por criar, junto a uma instituição financeira, um plano especial para seus associados.

O mais comum é que o trabalhador vá até um banco e faça, mediante a assinatura de um contrato, aportes periódicos de valores. Agora, você sabe em qual tipo de previdência privada investir?

PGBL x VGBL

Nestes dois casos, o objetivo é o mesmo: garantir a aposentadoria, só que com uma qualidade superior de vida! Mas eles funcionam de maneiras distintas. O PGBL, na maioria das vezes, é a opção para aqueles que fazem a declaração anual do imposto de renda pelo modelo conhecido como completo, uma vez que este tipo permitirá que seja feita a dedução de até 12% da base tributável — ou seja, no curto prazo, além de economizar, você poderá obter uma redução da sua base de tributação do IRPF. Você não deixará de pagar, apenas pagará no momento do resgate e pode ter redução na base de cálculo.

O VGBL, por sua vez, não possui um diferimento do IRPF, mas somente no momento em que ocorre o saque dos valores é que esse imposto incidirá — e só nos rendimentos que você tiver ganho.

Mas os detalhes não acabam por aqui: há ainda dois tipos de tabela de tributação, a progressiva ou a regressiva.

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Tributação regressiva x progressiva

No caso do regime regressivo, a alíquota de IRPF varia de 10% a 35%; já o progressivo segue as mesmas regras do IRPF e pode ir de zero até 27,5%. Veja a alíquota para a tabela regressiva:

  • Valores resgatados em até 2 anos: alíquota de 35%;
  • Valores resgatados entre 2 e 4 anos: alíquota de 30%;
  • Valores resgatados entre 4 e 6 anos: alíquota de 25%;
  • Valores resgatados entre 6 e 8 anos: alíquota de 20%;
  • Valores resgatados entre 8 e 10 anos: alíquota de 15%;
  • Valores resgatados em mais de 10 anos: alíquota de 10%.

Então, não se esqueça que o esquema da tabela regressiva é deixar o dinheiro mais de 10 anos para pagar a menor alíquota!

Idade e prazo para planejar aposentadoria

Não existe uma regra, um tipo ideal ou ainda uma instituição específica para planejar a aposentadoria pela previdência privada. Além disso, não existe uma idade limite, como já falamos anteriormente. Mas o fator principal é que quanto antes forem planejados e executados os pagamentos, além da possibilidade de se poupar mais, os valores mensais podem ser menores. Mas não se esqueça de que nunca é tarde para começar!

Para você saber mais sobre como planejar aposentadoria, tudo deve ser levado em consideração. Além dos prazos, das taxas de carregamento e da taxa de administração do banco, você deve se preocupar com o impacto que isso gerará nos seus rendimentos e os valores que você pretende receber no resgate. Fique também atento a detalhes quanto à portabilidade, que te possibilita levar seus valores de um banco para outro.

Você tem mais alguma dúvida sobre o assunto? Como está o planejamento da sua aposentadoria? Deixe um comentário!