Tag: investir em previdência privada

Aula 2/18: Porque sua previdência é péssima?

 

Se você perdeu nossa primeira aula, fique tranquilo. É só clicar no link que segue e acompanhar desde o comecinho: Aula 1: Plantando a Semente – Introdução a Previdência Privada

 

Vamos fazer um teste rápido para saber se sua previdência TENDE a ser boa?

Você sabe quanto você paga de taxa de administração?
Você sabe qual foi a rentabilidade de sua previdência nos últimos 12 meses?
Você sabe se paga taxa de carregamento sobre os aportes?
Você sabe qual a sua tábua atuarial?
Você sabe qual a sua taxa de juros na conversão?
Você sabe quanto você recebe de excedente financeiro?
Você sabe se a sua previdência é VGBL ou PGBL?
Você sabe se o seu regime de tributação é Compensável ou Definitivo?
Se a sua resposta for não para alguma dessas questões, ou se não souber do que estamos falando, é melhor se manter antenado em nossas aulas .. afinal de contas, imagine você comprando um carro sem saber algo óbvio, como a marca dele.. Faria sentido para você ?

Sei que é duro admitir, mas a sua previdência não deve ser tão boa quanto parece, e nessa segunda aula, vamos te ajudar a entender o porque de ela ser PÉSSIMA! Se quiser receber as informações importantes que colocamos no blog, é só deixar seu e-mail aqui e continuar vendo essa aula:

 

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Os 5 estágios da Dor

Primeiro estágio – Negação e Isolamento

Você já conheceu alguém que tem orgulho da previdência que tem ? Elas existem, mas são muito poucas. Porem, você já viu essas mesmas pessoas irem atrás de melhores alternativas? Na maioria das vezes, elas também não vao. Isso acontece pois é bem provável que tenhamos vergonha do investimento que temos, muitas vezes comprado como uma moeda de troca no banco, ou até como uma forma de ajudar o gerente.
Pelo fato de ter uma rentabilidade tão baixa, nós acabamos por não considerar esse dinheiro em nosso portfólio de investimentos, acreditando que ele é “outra coisa” .. que ele é “nossa aposentadoria” .. que é “algo imexível” .. mas não é bem assim que devemos pensar. Porem, isso pode nos trazer severas consequências mais pra frente!

 

Segundo Estágio – Raiva

Quando passamos muito tempo negando nossa previdência, finalmente chegamos a uma breve conclusão de que não faz sentido nenhum continuar perdendo dinheiro. Afinal de contas, para que continuar perdendo dinheiro, se podemos investir em algo melhor? Essa fase é “braba”, pois é aqui que nos indagamos: “Estou rasgando dinheiro!!”

 

Terceiro Estágio – Barganha

Nessa fase, tentamos barganhar nossa situação. Começamos a conversar com nossos amigos, e até a barganhar com nosso gerente de banco. Porem, tudo que ouvimos é sempre algo do tipo: “Você precisa ter mais grana para conseguir um fundo melhor!” ou recebemos várias indicações furadas do que realmente fazer. Barganhamos com todos, mas a resposta média costuma ser a mesma .. sempre aparecem com novas propostas, e geralmente essas propostas são “mais do mesmo” .. possuindo características muito parecidas com as anteriores. Porem, aumentar um pouco a rentabilidade, ou diminuir um pouco a taxa de administração não vai te dar tranquilidade lá na frente.

 

Quarto Estágio – Depressão

Quando tomamos a consciência de que temos esse problema e já não conseguimos negá-lo, conseguimos sentir que esse dinheiro que está na previdência não vai conseguir ajudar em nada nosso futuro ou família, entendemos que negar não adiantou, se revoltar também não, e barganhar muito menos. Nesse momento, temos um sentimento de perda .. um sentimento de que esse tempo que passou já foi perdido, e nada que façamos poderá trazê-lo de volta.

 

Quinto Estágio – Aceitação

Agora, o investidor não experimenta o desespero e nem nega sua realidade. Esse é um momento tenso ! Estamos prontos para pensar em alguma coisa melhor, certo? Se você ainda não passou por essas fases, fique tranquilo que as próximas aulas vão te ajudar a tirar essas conclusões, rs.

 

O mais importante – Quem me vendeu a previdência?

Vamos parar para refletir por um minuto sobre a motivação de quem está do outro lado:
• Ali está geralmente alguém que tem ambições em bater as próprias metas;
• Na maioria das vezes não tem como foco os interesses alinhados com o cliente. Afinal de contas, quantas vezes um gerente de banco, ou algum distribuidor te ofereceu algo parecido com: Poupança, capitalizações, “segurinhos” e afins?;
• Por não ter foco na previdência, acaba não tendo conhecimentos muito aprofundados sobre o assunto;
• Quer apenas vender os próprios produtos (Você já viu um gerente do Itaú te vender um fundo do Santander?);
• Geralmente fazemos a previdência para o longo prazo, e daqui 10.. 20.. 30 anos, provavelmente não teremos o mesmo “gerente de contas” para podermos elogiar ou culpar. Ou seja, ele nos vende um produto, e “se der errado”, não vai mais estar aqui para contar a história.

 

Se imagine então entrando em uma agência bancária .. em qualquer banco que seja! Se você “comprar” uma previdência, saiba que as chances são ALTISSIMAS de você estar fazendo um PÉSSIMO negócio.
De uma forma bem leiga, você precisa buscar uma previdência que tenha custos muito baixos, uma rentabilidade muito alta, e que tenha boas condições de aposentadoria. Se formos traduzir o “leiguês” para o termo mais técnico, precisamos buscar:
• Baixas Taxas de Administração;
o Você sabia que a sua taxa administrativa incide sobre o TOTAL do seu patrimônio? Se você tiver uma taxa de 3%, ela será cobrada sobre o total do seu patrimônio durante toda a sua vida! Se você diminuir ela, dá para imaginar a diferença de rentabilidade que vai te proporicionar? Esse dinheiro vai para os “cofres” da seguradora;
• Alta Rentabilidade;
o Parece óbvio? Bom .. a diferença é mais óbvia ainda. Se você possui um plano que te pagou 9% de rentabilidade nos últimos 12m. Imagine se você tivesse escolhido um plano que tivesse lhe dado 15%!?;
• Baixas Taxas de Carregamento;
o Toda vez que você faz um aporte novo na previdência, costuma pagar uma “taxa de carregamento”. Se você não sabe qual é a taxa da sua, a chance é bem alta de você estar pagando isso daí! Se sua taxa de carregamento for 5%, e você contribuir com R$ 1.000,00 por mês, você vai aplicar apenas R$ 950,00 na previdência, pois o resto vai direto para os cofres dos esperto. Imagine sua vida toda pagando 5% de todos os seus aportes! É muito dinheiro para abrir mão, né?;
• Outras taxas (mais complexas, que vamos falar mais pra frente).
o Apenas para não te deixar sem uma informação, essas taxas se referem a fase de conversão de renda. A seguradora vai levar em consideração sua expectativa de vida e data de contratação do plano. Como só vamos nos “ligar” nisso lá na frente, é bom estarmos preparados, não acha?;

Caramba, e como faço para saber se todas as taxas e condições que tenho são razoáveis?

Fique ligado, pois em nossa próxima aula vamos falar sobre todas as principais taxas que você precisa saber, bem como fazer alguns comparativos com números para você saber se está fazendo o melhor negócio possível. Te espero na próxima, fechado?

Por que investir em previdência privada?

A expectativa de vida dos brasileiros tem aumentado e é muito comum encontrar pessoas saudáveis e independentes com mais de 80 anos por aí. Considerando o atual regime de previdência social brasileiro, se essas pessoas se aposentarem com 65 anos, serão mais 15 anos de vida sem trabalho. O grande problema reside no fato de que a aposentadoria pelo INSS não paga o mesmo valor que se recebia enquanto a pessoa estava na ativa. O aposentado recebe apenas uma parcela do valor correspondente ao seu salário como trabalhador.

Então, o que fazer para não passar por problemas financeiros durante os anos do merecido descanso da aposentadoria? A solução é investir em previdência privada! Acompanhe nosso artigo e saiba mais sobre o assunto:

A previdência privada garante qualidade de vida na velhice

O poder de compra da pensão paga pelo INSS perdeu muito valor desde que o Plano Real entrou em vigor. Vamos analisar: em 1994, o teto da aposentadoria era R$582,86 e o salário-mínimo era de R$70. Esse teto representava 8,33 salários-mínimos. Em 2015, o teto é de R$4.663,75 com um salário-mínimo de R$788, o que dá 5,91 salários mínimos, representando uma perda real do poder de compra de mais de 29% em 21 anos.

Como a tendência é de achatamento devido aos altos índices de déficit da previdência social, a previdência privada é uma ótima maneira de garantir que os valores recebidos durante a aposentadoria garantam a sua qualidade de vida na velhice.

A previdência privada é mesmo vantajosa?

Para quem começa a investir desde cedo, a previdência privada certamente é uma boa alternativa de investimento. Mas esse investimento exige disciplina pois, após uma certa idade, a maioria das pessoas vê seus ganhos aumentarem, mas os gastos também aumentam muito, o que faz com que a previdência privada seja vista como um gasto a ser cortado.

Algumas empresas estimulam os funcionários a guardarem dinheiro em fundos próprios de previdência privada e até contribuem com uma parte do valor guardado pelo funcionário. Por exemplo, se o funcionário guarda R$100 todo mês, algumas empresas adicionam R$50 a esse valor, o que é um estímulo e tanto.

Se a ideia é iniciar uma previdência privada mais próximo da aposentadoria, o problema será o pouco tempo para se investir e os benefícios tributários da previdência privada não serão aproveitados em todo o seu potencial. Na tributação pela tabela regressiva, por exemplo, os valores de imposto de renda começam com 35% nos 2 primeiros anos e terminam com 10% depois de 10 anos.

Se uma pessoa começa a economizar depois dos 55 anos de idade e pretende se aposentar antes dos 65, ela não conseguirá deixar o dinheiro tanto tempo investido para se beneficiar pela tabela regressiva. A alternativa é optar pela tabela progressiva, que vai de 0% a 27,5% de IR, dependendo de quanto seja resgatado ou, ainda, investir no tesouro direto, fixando a alíquota de 15% de IR sobre os ganhos (desde que o dinheiro fique investido por pelo menos 2 anos).

Sempre negocie as taxas com a instituição gestora

A taxa de carregamento, que é um percentual descontado dos valores guardados ou retirados, assim como a taxa de administração, deve ser muito bem negociada com a instituição gestora. Talvez, no início do plano, com menos dinheiro investido, você não consiga grandes vantagens, mas conforme os valores forem crescendo, você poderá migrar entre instituições e fundos livremente, sempre buscando mais descontos.

A ideia principal de se investir em previdência privada não é ganhar muito dinheiro, mas conseguir manter a qualidade de vida que se tinha enquanto se estava trabalhando, evitando perdas significativas em termos de renda.

Mas de nada adianta esperar a aposentadoria bater à porta para começar a investir em previdência privada. É preciso iniciar o quanto antes, pois menos recursos serão necessários mensalmente e farão menos diferença no orçamento do investidor.

Gostou do post? Ainda tem dúvida com relação a investir em previdência privada? Deixe um comentário!