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Análise Gráfica de Ações – indicadores de Médio Prazo

Você já aprendeu sobre Análise Gráfica de ações no primeiro artigo da série e pode ver como os preços das ações são definidos, o principal modelo de gráfico e quais são os indicadores mais relevantes utilizados para desenvolver as análises técnicas.

 

No segundo artigo, demos destaque para os indicadores que facilitam a identificação das melhores tendências de compra e venda no curto prazo.

 

Continuando nossa série de textos sobre Análise Técnica de ações, veremos o que se entende por operações de médio prazo e os indicadores que vão te ajudar a operar nesse caso: topos e fundos, médias móveis e o indicador acumulação/distribuição.

 

Entendendo o que é Médio Prazo

 

A análise técnica de ações oferece as informações necessárias para que você possa identificar quais operações valem a pena investir no médio prazo e consiga ter bons resultados. As operações consideradas de médio prazo duram entre 5 a 90 dias e, se comparadas às de curto prazo, exigem menos tempo por dia do investidor. Entretanto, a dedicação deve ser a mesma. Eis o princípio básico deste tipo de aplicação: é preciso ter paciência e sangue frio para respeitar o tempo de evolução das operações!

 

Indicadores de Médio Prazo

 

Para operações de médio prazo existem três indicadores que se destacam. As informações apresentadas por eles, aliadas a uma boa estratégia de investimento, poderão te ajudar a aumentar suas oportunidades de ganho. Veja, então, quais são os indicadores e suas aplicações:

 

1) Topos e Fundos

 

Uma ação nunca se movimenta em linha reta no gráfico, ela sempre varia. E é justamente nessa variação que residem os topos e fundos. Eles nos ajudam a identificar a tendência principal na movimentação de um papel específico.

 

Quando a tendência é de alta, os topos e fundos são formados em patamares cada vez mais altos. Já quando a tendência principal é de baixa, a variação se dá em patamares cada vez mais baixos. Essa visualização é fundamental para a definição da estratégia do investidor, uma vez que a tendência principal da ação influencia na compreensão de diversos outros indicadores.

 

Perceba que no exemplo de gráfico abaixo fica nítida a tendência de alta já que os topos e fundos estão em movimento ascendente.

topos-e-fundos-tendencia-de-alta

 

 

 

2) Médias móveis

 

Utilizado para apontar a oscilação dos preços no mercado de ações, esse indicador é chamado de “móvel” porque os valores de cálculo mudam constantemente. Para indicar a tendência atual de alta, de neutra ou de baixa, são usadas médias móveis de dois períodos: uma de 9 dias e uma de 21 dias. Dessa forma, a cada novo período, o cálculo é atualizado com o valor mais recente.

 

No gráfico abaixo, por exemplo, é possível ver que duas linhas paralelas. A linha verde representa a média móvel dos últimos 9 dias e a vermelha representa a média dos últimos 21 dias.

medias-moveis

 

3) Acumulação/distribuição

 

Para estimar o volume financeiro de acordo com as oscilações de mercado, utiliza-se o indicador acumulação/distribuição. Essa comparação permite que o investidor veja se o volume está maior nas altas de mercado ou nas baixas.

Se falamos em uma tendência de alta, significa que o mercado está subindo com volume financeiro alto e caindo com volume baixo. Essa desigualdade entre o número de compradores e de vendedores acontece por causa do posicionamento dos grandes investidores, já que eles são responsáveis por grande parte do volume financeiro operado na bolsa de valores.

O indicador acumulação/distribuição nos dá a informação ao demonstrar que está ascendente (veja no gráfico a seguir). Nesses casos, a quantidade de compradores é maior e indica que os grandes investidores estão comprando determinada ação apostando em sua alta.

acumulacao-distribuicao-ascendente

Quando está descendente (como no exemplo abaixo), o indicador normalmente mostra que o grupo de vendedores é numericamente superior. Ou seja, os grandes investidores estão vendendo uma ação acreditando em sua baixa.

acumulacao-distribuicao-descendente

 

Conclusão

 

Aprender a ler e interpretar dados analíticos é, definitivamente, um diferencial para quem pretende investir. Contudo, as informações devem ser utilizadas atreladas a uma estratégia de investimento com foco no seu objetivo.

 

Os indicadores que apresentamos são ótimos para quem quer investir no médio prazo, pois ponderam as melhores oportunidades de operações com duração de 5 a 90 dias. É muito importante ter noção de como analisar gráficos e saber os principais indicadores para poder investir com foco e visão estratégica e, assim, evitar riscos desnecessários.

 

Agora que você já aprendeu sobre Análise Gráfica de ações e tem noção de quais são os principais indicadores para demonstrar tendências de curto e médio prazo, você tem uma noção melhor de como investir a partir de dados e pode operar com mais segurança.
Curtiu da nossa série de posts, mas ficou alguma dúvida? Sem problemas! Pergunte aqui nos comentários.

Análise Gráfica de Ações – indicadores de Day Trade e Curto Prazo

  • No primeiro artigo dessa série, nós apresentamos para você uma visão geral sobre o que é e como funciona a Análise Gráfica de Ações. Falamos sobre como o preço das ações é formado, a importância da Análise e também citamos os principais indicadores considerados por investidores na tomada de decisão.

 

Na segunda parte desse material focaremos nos indicadores de Day Trade e Curto Prazo, fundamentais para quem quer entender melhor como aplicar na Bolsa de Valores!

 

Mas, antes de entrarmos nos detalhes técnicos é muito importante que você entenda o que é são Day Trade e Curto Prazo, quais operações são feitas nesses modelos de investimento e porque eles apresentam grandes possibilidades de ganho.

 

O que é Day Trade

 

Essa é uma das modalidades mais emocionantes de investimento. São operações realizadas em um mesmo dia, cujos resultados acontecem a partir da volatilidade das ações em períodos curtíssimos de tempo, como horas e até mesmo minutos. E é justamente essa característica que faz do Day Trade um modelo extremamente atrativo para quem deseja aumentar o seu capital.

 

Como as movimentações de compra e venda acontecem muito rapidamente, o investidor pode realizar muitas operações em um mesmo dia, aumentando as chances de lucro. Um ponto importante que deve ser observado por quem deseja focar nesse modelo de investimento é que, as possibilidades de ganho são superiores aos investimentos de renda fixa, mas também possui o risco característico de investimentos em renda variável.

 

Entendendo o que é Curto Prazo

 

Chamamos “Curto Prazo” todas as operações na Bolsa de Valores que duram de 1 a 5 dias. Também conhecidas como Swing-Trade, essas movimentações são ideais para quem pode se dedicar ao menos uma vez ao dia ao mercado de ações. Dois pontos principais justificam seu excelente nível de rentabilidade:

 

– Agilidade: na mesma medida em que oferecem tempo de reação, apresentam grande agilidade nos investimentos, o que possibilita ao investidor lucrar com a volatilidade do mercado;

 

– Stop Loss: ferramenta que permite ao investidor ter as rédeas dos objetivos em sua mão, evitando que seus investimentos estejam à mercê do destino ou da sorte.

 

Indicadores de Curto Prazo

 

Agora que você já entendeu melhor o conceito de curto prazo, vamos aos indicadores. Como explicamos no primeiro post, um bom investidor não toma como referência apenas um indicador, mas sim o contexto geral apresentado pelo maior número de informações possível. Por isso, dedique tempo aos estudos e aumente suas chances de ganho! Vamos lá:

 

1) Suporte e Resistência

 

O suporte é uma representação gráfica do ponto onde, em geral, as ações em queda param de cair e começam a subir. Quanto mais a ação atingir esse patamar e voltar a subir, mais confiável é o suporte.

 

Esse ponto representa, na maioria das vezes, uma excelente oportunidade de compra. Ele é representado no gráfico de ações através de uma linha horizontal que marca de forma nítida o preço de suporte.

suporte-ponto-de-compra

 

Essa movimentação acontece com base na premissa de que se o preço de uma ação voltou a subir repetidas vezes quando atingiu o suporte é porque provavelmente existe uma grande demanda pelos papéis naquele valor.

 

Já a resistência tem a mesma premissa, mas na situação inversa. Ela também é representada por uma linha horizontal que determina o ponto onde, historicamente, as ações de uma determinada empresa geralmente param de subir e voltaram a cair. Quanto mais a ação chegar a esse patamar e voltar a cair, mais confiável a resistência.

 

O momento em que os papéis atingem a resistência pode indicar uma boa hora de o investidor se desfazer dessas ações.

resistencias-ponto-de-venda

 

2) Índice de Força Relativa (IFR)

 

Na imagem abaixo é possível ver uma linha dourada que varia bastante. Esse é o Índice de Força Relativa (IFR) que, de maneira resumida, ilustra o volume de dinheiro investido na ação em um determinado momento. Esse dado demonstra a atuação das forças compradoras e vendedoras.

ifr

 

O índice varia de zero a cem. Quando o IFR é maior que 95, a força compradora está perdendo fôlego e a ação tende a cair no curto prazo antes de seguir a tendência principal de alta. Quando ele é menor do que 5, a força vendedora está enfraquecendo e é possível que a ação suba antes de seguir a tendência principal de queda.

 

3) Bandas de Bollinger

 

Os preços das ações quase sempre respeitam um limite na sua volatilidade. A função das Bandas de Bollinger é justamente identificar os limites de alta e baixa em cada papel para auxiliar os investidores a identificar oportunidades de compra e venda. Elas são representadas por uma sombra cinza, conforme ilustrado no gráfico abaixo.

bandas-de-bollinger

 

Fica mais fácil entender esse conceito com um exemplo:

 

Vamos supor que o preço de uma determinada ação oscila, na maior parte do tempo, entre R$22 e R$50. Caso ela chegue a R$20 em um determinado momento, o cenário mais provável é que ela retorne para dentro da faixa observada nos últimos 20 dias, ou seja, entre R$22 e R$50.

 

4) Volume Financeiro

 

Como falamos no primeiro artigo dessa série, o preço das ações é formado pela interação das forças compradoras e vendedoras. Ou seja, é a partir das movimentações dos investidores que o valor de uma determinada ação será alterado, para mais (em caso de alta) ou para menos (em caso de baixa).

 

O Volume Financeiro é o indicador que ilustra a quantidade de dinheiro que foi negociado em um determinado período. Se dez milhões de ações foram negociadas a R$10, por exemplo, o Volume Financeiro seria equivalente a R$100 milhões.

 

Ele pode ser ilustrado por um gráfico de barras (como na imagem abaixo) e seu principal objetivo é apresentar a consistência de uma determinada tendência, ajudando os investidores a detectar oportunidades de compra e venda.

volume-financeiro

 

Suponhamos que uma ação rompeu uma resistência, mas apresenta Volume Financeiro baixo. Nesse caso é possível afirmar que a tendência de alta não é tão consistente. Se, por outro lado, esse mesmo cenário apresenta um volume financeiro maior, a consistência da tendência é maior e a probabilidade é que a ação continue subindo.

 

Conclusão

 

Através desses indicadores é possível detectar as melhores oportunidades de compra e venda de ações no curto prazo. Para definir bem como investir dinheiro é importante embasar suas decisões no maior número de informações possíveis, diminuindo as chances de interpretações equívocas e aumentando consideravelmente as possibilidades de ganho.

 

Fique ligado! Já lançamos a terceira e última parte dessa série sobre Análise Gráfica de Ações, explicando cada um dos indicadores de médio prazo (5 a 90 dias)!

 

Lembre-se de deixar um comentário caso tenha ficado com alguma dúvida!