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Álvaro Dias declarou patrimônio de R$2,9 milhões; veja onde ele investe!

Sempre que uma eleição se aproxima, todos os políticos que pretendem se candidatar a algum cargo público precisam prestar contas ao TSE. Com isso, uma das coisas que os políticos fazem é, justamente, declarar o seu patrimônio.

Neste artigo, irei dar maiores detalhes sobre o candidato à presidência Álvaro Dias, que está se candidatando à presidência pelo partido Podemos, e seu patrimônio.

Patrimônio

Álvaro Dias declarou um patrimônio avaliado, no total, em exatos R$2.889.933,32 milhões de reais. Você pode ver a declaração feita por ele a seguir:

Então, temos que a maior parte do patrimônio do Álvaro Dias, hoje, vem da sua participação em empresas, o que corresponde a 68,1% do seu patrimônio declarado. E vemos também que é um político que na teoria deve entender bastante de educação financeira, já que não tem nem 30 centavos na poupança, enquanto que tem um patrimônio de quase R$255.400 mil em ações.

Inclusive, em 2014, Álvaro Dias tinha 6.000 ações da Vale, 2.752 PETR4, 5.492 BBAS3, 2.062 BBDC4, tudo em custódia no Banco do Brasil.

Mas, temos um detalhe aqui: em 2014 ele se candidatou a Senador pelo PSDB.

Na época, ele declarou que tinha um patrimônio de R$2.912.001,70 milhões de reais. Se corrigirmos isso pela inflação, temos que, se ele tivesse apenas mantido o patrimônio dele igual, ele teria um valor de patrimônio na casa dos R$3,7 milhões de reais. Ou seja, no período de 4 anos, ele perdeu cerca R$830 mil reais.

Não cabe a mim julgar se está certo ou errado, mas é um tanto quanto estranho o Álvaro Dias não ter conseguido nem acompanhar a inflação. Até porque, se pegarmos desde o dia 01 de Janeiro de 2014 até o dia 14 de Agosto de 2018, as ações VALE3 geraram um retorno de 81,56% no período, as ações PETR4 geraram um retorno de 24,99% no período, e as BBSA3 geraram um retorno de 75,54% no período.

Infelizmente, pelo jeito que foi declarado esse ano, não dá para saber se ele segurou ou não suas ações.

Tabela com o patrimônio de cada candidato:

Alvaro Dias (Podemos) R$2.889.933,32 milhões
Ciro Gomes (PDT) R$1.695.203,15 milhões
Geraldo Alckimin (PSDB) R$1.379.131,70 milhões
Guilherme Boulos (PSOL) R$15.416,00 mil
Henrique Meirelles (MDB) R$377.496.700,70 milhões
Jair Bolsonaro (PSL) R$2.286.779,48 milhões
João Amoedo (Novo) R$425.066.985,46 milhões
Marina Silva (Rede) R$118.835,13 mil

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Afinal, o que é um COE?

O Certificado de Operações Estruturadas, também conhecido como COE, é um “pacote” de investimentos, esses embalados em um  título que pode ser comprado nas mais diversas corretoras. Fora do Brasil eles já existem há muito tempo mas, por aqui,começaram a ser negociados em janeiro de 2014.

Existem mais de 40 tipos diferentes de COE e cada um terá suas próprias características. Na prática, o que o investidor deve entender, são os riscos e peculiaridades do COE que está sendo ofertado a ele.

Uma grande vantagem do Certificado de Operações Estruturadas é a possibilidade de se investir no mercado com capital protegido, ou seja, ter a garantia que não perderá dinheiro. Mas é importante saber que somente alguns COEs apresentam esta característica.

Outro ponto interessante do COE é permitir ao investidor, do Brasil, investir em títulos nos quais ele não teria acesso normalmente (ou sem muito trabalho) como os COEs que investem em empresas estrangeiras.

Como é formado um COE?

Dentro de um COE existem diversos títulos, que podem ser ações, opções ou outros. Estes podem ser títulos de ativos brasileiros ou mesmo estrangeiros.

Na prática um investidor até conseguiria “montar” manualmente a maior parte dos COEs em sua carteira, mas com isso poderia ter um grande trabalho ou mesmo custos consideráveis e/ou tributação não favorável.

Felizmente todos estes ingredientes são “escondidos” do investidor, que vê somente o lado prático do investimento: quais os cenários de ganhos e perdas que ele poderá ter investindo no COE.

Um COE terá, então, 3 partes: os ativos que indexam ele, os cenários em que ele pode (ou não) ter prejuízos e os cenários em que ele terá lucro.

Em todos os casos há um prazo de vencimento, onde se compara o valor do(s) ativo(s) que indexa(m) o COE e se verifica qual será o rendimento.

Um exemplo prático é o COE atrelado ao Dólar, com duração de um ano, onde o investidor tem o capital protegido (mesmo que o preço do dólar caia ele receberá de volta o valor investido) e rentabilidade máxima de 20% (se o dólar subir até 20%, o investidor recebe a valorização do dólar, caso suba mais ele continua a receber apenas 20%).

Existem COEs que investem em empresas estrangeiras, em moedas, em ouro… as possibilidades são infinitas e a diversidade aumenta cada vez mais. Como cada COE terá características próprias é essencial ao investidor entender e avaliar cada oportunidade.

O que avaliar ao se investir em um COE

Antes de investir em um COE existem alguns pontos que merecem atenção:

  • Existe capital protegido? Caso não exista deve-se estar ciente que pode-se perder dinheiro;
  • Qual o indexador? Você investiria em algo ligado a este indexador em outro momento?
  • Qual a rentabilidade máxima? Se houver um limite de rentabilidade o ideal é que este seja alto (acima de 20 ou 25% ao ano).
  • Qual o emissor do COE? É uma instituição financeira sólida? Caso este emissor venha a falir o investidor perderá o dinheiro aplicado.

Tributação e Riscos

Os COEs são pacotes de títulos agrupados por um grande emissor e vendidos como um único produto financeiro. Este título é emitido por uma instituição financeira e não são garantidos pelo FGC. Por isso é importante saber que se perderá o valor investido caso o emissor venha a falir.

Além disso os COEs são tributados pela Tabela Regressiva do Imposto de Renda, que começa em 22,5% e chega a 15% para investimentos de prazo superior a 2 anos.