Tesouro direto ou poupança: saiba qual rende mais

Que a economia brasileira está mal não é novidade para ninguém. O que também não é uma inovação é que uma quantidade gigantesca de brasileiros está mais preocupada com...

Que a economia brasileira está mal não é novidade para ninguém. O que também não é uma inovação é que uma quantidade gigantesca de brasileiros está mais preocupada com os rumos dos investimentos por causa dos solavancos que a economia tem passado. Embora seja muito popular e conhecida por praticamente todos os brasileiros de qualquer classe social, a poupança tem sofrido com a inflação faz muito tempo.

Isso tudo fez muito investidor conservador se perguntar: é melhor fazer aplicações no tesouro direto ou poupança? Veja agora qual dos dois rende mais!

Os detalhes da caderneta de poupança

A caderneta de poupança é muito antiga e bem fácil de ser compreendida. Ela possui isenção de tributação dos ganhos, o que a fez muito popular durante décadas.

Embora tenha rentabilidade apenas mensal, é uma referência para muitos brasileiros quando o assunto é investimento seguro, mesmo rendendo pouco. O problema é que ela passou a render muito pouco com a elevação das taxas de inflação e tem rendido menos do que a perda do poder de compra do nosso dinheiro.

Isso porque a poupança, pelas novas regras, gera um percentual da nossa taxa básica de juros, limitado a 0,5% ao mês somados à taxa referencial (TR). Com inflação baixa, o rendimento é mediano, mas pode vir a superá-la.

O grande problema

A adversidade está no caso de o índice oficial de inflação superar os 7% anuais, pois a caderneta de poupança, pelas regras atuais, em nenhuma hipótese renderá mais que 7% ao ano e a nossa inflação já ultrapassou os 10% anuais. As perdas passam de 3% em termos reais e isso faz com que ela se apresente como um investimento não muito viável para os brasileiros em tempos de crise e inflação elevada.

As vantagens

Embora renda pouco, é um investimento de segurança elevadíssima e o investidor praticamente não tem risco de perda do valor principal aplicado. Além dos valores da poupança ajudarem no financiamento da casa própria via Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Mas essas vantagens não são suficientes para superarem as desvantagens.

As desvantagens

Possui rentabilidade apenas mensal, ou seja, se você puser seu dinheiro em uma caderneta de poupança no dia 1º de um mês, ele apenas apresentará rendimentos no dia 1º do mês seguinte. Se você sacar no dia 30 do mesmo mês em que ele foi investido, não ganhará absolutamente nada, retirando o mesmo valor.

Dizer que não se perde neste caso é um erro, pois a inflação destrói o valor do dinheiro dia após dia. Dessa forma, este mês em que o seu dinheiro, na prática, ficou “debaixo do colchão” fez com que você perdesse poder de compra, pois todos os produtos disponíveis, de maneira mais ampla, sofreram reajustes, menos o seu investimento.

Os detalhes do Tesouro Direto

Comprar títulos públicos do governo federal passou a ser acessível a partir da década passada, facilitando a vida dos pequenos investidores. Para ter acesso à rentabilidade diferenciada do tesouro direto, eles tinham que comprar fundos de bancos, pagando taxas elevadas aos bancos comerciais.

Hoje em dia, na prática, o que o governo faz é pegar dinheiro emprestado diretamente com a população e emitir títulos de dívida de curto e de longo prazo, de acordo com as necessidades de cada investidor. Esse dinheiro ajuda no financiamento da máquina pública e o governo federal, historicamente, nunca deixou de pagar nem os juros nem os valores principais dos títulos quando chega o momento do resgate por parte do investidor.

Há títulos disponíveis para compra pré-fixados ou pós-fixados. Ambos podem ser comprados da mesma maneira, mas a maneira de rentabilização é diferente entre as diversas modalidades existentes.

Nos títulos pré-fixados

Aqui o investidor já sabe quanto vai ganhar no final do período. Ele sabe exatamente quanto terá de valor na data do vencimento do título e isso gera uma oscilação muito pequena durante a vigência. O valores são bem atrativos, pois chegam até a 15% ao ano, dependendo da data do vencimento do título. Quanto mais longo for o vencimento, maior será a rentabilidade a ser paga.

Nos títulos pós-fixados

Estes, por não terem uma definição de rentabilidade ao longo do tempo, têm seus valores oscilando mais durante o período de vigência. Por exemplo, se a taxa básica de juros (Selic) sobe durante a vigência de um título pós-fixado atrelado a ela, o título tenderá a aumentar seu valor. O mesmo acontece com a inflação e com títulos atrelados a ela, que é o IPCA.

Como regra geral, os títulos rendem um valor fixo, em torno de 5% ao ano, que será adicionado de um índice, que pode ser o IPCA, por exemplo. O resultado pode ser uma rentabilidade de até 17% ou 18% ao ano. Mesmo com a incidência do IR, é uma excelente rentabilidade.

Como resolver este problema de rentabilidade e liquidez?

Diversificando, como sempre! Se você mesclar seus investimentos entre pré-fixados e pós-fixados, não terá qualquer problema quando necessitar de resgatar algum título antes do vencimento.

Isso porque você poderá identificar qual é o cenário econômico atual e resgatar os títulos mais convenientes. No caso de inflação ou taxa básica de juros baixa, mantenha os títulos pré-fixados e resgate os pós-fixados; no caso de inflação ou taxa de juros alta, mantenha os títulos pós-fixados e resgate os pré-fixados.

As vantagens

Por ser uma modalidade de investimento muito clara e com poucos tipos de títulos de dívida pública disponíveis para aquisição, o controle é bem facilitado para o investidor. O Tesouro Direto pode ter os prazos de resgate ajustados às datas de vencimento de cada título adquirido, facilitando o gerenciamento por parte dos investidores.

As desvantagens

É necessário ter um conhecimento de finanças um pouco mais elevado sobre finanças para definir o perfil de investidor, analisar o cenário econômico atual e definir as melhores aplicações, para não investir de maneira diferente do que o seu perfil indicar. Certamente, alguém já deve ter lhe perguntado qual era o melhor tipo de investimento: tesouro direto ou poupança.

A partir de agora, depois de saber todos os detalhes destes tipos de aplicação, as vantagens e desvantagens de cada um, você poderá não somente responder a estas questões, mas definir quais são as melhores formas de investimento para você, no curto e no longo prazo. No caso de definir pelo Tesouro Direto, é importante identificar, antes de realizar a compra, os objetivos e casá-los com os títulos disponíveis e com as modalidades de rentabilização de cada um deles.

Quer saber mais um pouco sobre o Tesouto Direto ou sobre a Poupança? Deixe um comentário que a gente fala mais!

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