Teoria da Conspiração: se proteja de outra possível crise econômica

A economia mundial está sempre em um fluxo de mudanças com seus altos e baixos. Inclusive aqui no Brasil, que presenciamos muitas mudanças em pouco tempo (incluindo a atual...
Teoria da Conspiração - se proteja de outra possível crise econômica

A economia mundial está sempre em um fluxo de mudanças com seus altos e baixos. Inclusive aqui no Brasil, que presenciamos muitas mudanças em pouco tempo (incluindo a atual recessão). Mas, com a atual Teoria da Conspiração, como posso saber se está tudo bem para investir no Tesouro Direto? E se a situação do país piorar de novo?

De fato temos diversos fatores que deveriam nos preocupar – principalmente quando um desses prejuízos é nosso dinheiro. Ninguém quer sair perdendo no jogo.

Por isso, hoje, vou conversar com você sobre o rumo que a economia brasileira pode tomar: na melhor das hipóteses e na pior também.

 

Por que a economia pode piorar de novo?

Sabemos que muitas reviravoltas estão acontecendo no Brasil. Politicamente, socialmente e principalmente economicamente. Acontecimentos como Impeachment, Lava Jato e Protestos semanais vão, com certeza, ficar marcados para a história.

Indo adiante, recentemente o COPOM nos deu um voto de confiança, diminuindo a Taxa SELIC para estimular o consumo da população. Essa taxa continuava com uma tendência de queda para os próximos anos, chegando a até 9% em 2017. Essa situação baixaria também a inflação do Real e melhoraria o desenvolvimento do país.

Isso tudo, em resumo, simboliza que o Brasil estava se estabilizando e preparado para novos investimentos do exterior. O País estava preparado para crescer novamente e sair do recesso e aumentar o PIB.

Porém, “coincidentemente”, alguns acontecimentos dos últimos anos (e dias) podem “sujar nossa imagem” novamente. Para muitos, a crise politica nacional pode estar apenas no começo e essa é a nossa grande ameaça econômica, aumentando novamente as Taxas de Juros e de Inflação.

Pensando nisso, temos que estar preparar para o pior. Vai que a Teoria da Conspiração não é tão “teórica” assim, não é mesmo? Por isso vou aconselhar você no processo de proteção do dinheiro para que a crise não te prejudique.

Outro ponto importante é que a crise é devastadora, pois muitas vezes não estamos preparados no Curto ou Médio prazo. E é justamente nesse mesmo período, de 1 ou 2 anos, que a crise de fato aperta no bolso.

Para isso, vamos usar nosso bom e velho amigo Tesouro Direto e construir uma carteira apropriada para isso.

 

Montando uma carteira segura no Tesouro Direto

Para explicar melhor como o Tesouro Direto pode nos ajudar nesse momento, vamos ver uma breve descrição dos seus 3 principais títulos. Dá só uma olhada:

 

Tesouro Selic

É o Título mais líquido, simples e o mais negociado do mercado. Ele possui o rendimento de 100% da Taxa Selic, independente da volatilidade da taxa durante o ano.

É um investimento muito conservador. Na verdade, é o mais conservador entre os títulos públicos. Ele também permite fazer resgates a qualquer momento de qualquer dia e sem surpresas de deságio.

Esse título, na verdade, é o único que não possui deságio algum em qualquer momento. Mesmo que a taxa Selic diminua, você continua ganhando.

Outro ponto importante do Tesouro Selic é que ele possui um valor muito baixo de aplicação. Isso faz dele uma possível “melhor opção” para a maioria dos investimentos que você já tem.

Por mais que ele seja bem simples, sua rentabilidade é uma das maiores do mercado de renda fixa.

 

Tesouro Prefixado

Este já usa uma Taxa de Juros que prefixa o seu capital. Muitos investimentos usam esse método, como os CDBs Prefixados, por exemplo.

Dessa forma, você já sabe o quanto vai resgatar antes mesmo de aplicar algum valor no título. Mas esta taxa prefixada pode ser boa ou ruim para o investidor, dependendo do ponto de vista.

Este título é recomendável para os momentos que a Taxa Selic esta em queda. Por exemplo: imagine que você conseguiu um título com 15% de rentabilidade ao ano.

Nesse exemplo, vamos imaginar a taxa Selic em queda, a 10% ao ano. Nesse caso então, estaríamos com uma taxa de rentabilidade maior que a praticada no mercado e lucraríamos mais.

Porém, se prefixarmos a taxa em 15% ao ano e a Taxa Selic subir para 20%, estaríamos perdendo dinheiro, já que poderíamos ganhar 5% a mais no ano.

Portanto, ele é recomendado para quem já tem mais conhecimento de mercado, por ser mais arriscado.

 

Tesouro IPCA+

Este é o mais popular entre os títulos do Tesouro Direto. Ele reajusta seu rendimento conforme IPCA, que é o índice de inflação medido pelo IBGE.

Além de render 100% da inflação, de sobra ele também rentabiliza a mais uma porcentagem extra. Dessa forma, você nunca perderá o poder de compra, pois seu investimento sempre estará rendendo acima do reajuste de inflação.

Para facilitar, usaremos um exemplo bem simples. Imagine um valor de R$ 100 mil e a taxa de inflação em 5% ao ano.

Investindo no Tesouro IPCA, teríamos então no prazo de 1 ano o montante de R$ 105 mil reais, correto? Beleza.

Mas lembre-se que temos também uma taxa extra. Vamos imaginar que a taxa extra é 5% também. Portanto, a taxa extra não incidirá apenas sobre o valor inicial de R$ 100 mil, mas pelos R$ 105 mil. No montante final então, não teremos apenas R$ 110 mil, mas sim R$ 110.250. Legal né?

Além disso, o Tesouro IPCA+ possui dois tipos de pagamento:

  • Com Juros Semestrais: pagamento feito semestralmente, sendo metade dos juros paga em cada semestre. Os pagamentos ocorrem no primeiro dia útil de Janeiro e de Julho.
  • Sem Juros Semestrais (também chamado de Principal): pagamento feito diariamente no próprio valor do título. Este é mais arriscado que o anterior, pois caso o título seja vendido antes do vencimento, pode haver deságio.

 

Se a Teoria da Conspiração for real?

Isso poderia ser uma péssima noticia. O pior é que muitos podem não acreditar nessa informação, já que Teoria da Conspiração é coisa de filme de Hollywood, geralmente.

Mas não há como não levar essa informação em consideração. Isso pode perpetuar a imagem da nossa politica como corrupta. Então, levando em consideração as descrições dos títulos, teríamos as seguintes opções:

  • Tesouro Selic: Tendo um risco de aumento de desemprego pelas altas taxas praticadas no mercado e um alto custo de vida, precisaremos de um bom Fundo de Emergência também. Essa opção é uma boa para continuar a ter boas rentabilidades, mesmo em momentos que a Taxa Selic está caindo. Seu rendimento sempre cresce com esse título e pode movimenta-lo a qualquer momento.
  • Tesouro IPCA+: A crise econômica depende de um custo de vida alto e que prejudica muitas pessoas de baixa renda. Portanto, investir em um título que renda mais do que a inflação é o ideal. Assim seu poder de compra não sofrerá prejuízos. Conciliando com o Tesouro Selic, você estará muito bem posicionado dentro do Tesouro Direto durante a crise.

 

E se a situação continuar a melhorar daqui em diante?

Obviamente estamos trabalhando com suposições e especulações. Então não tem porque se criar algum pânico ou trauma achando que “vai perder todo seu dinheiro”. Relaxa!

Até porque, se no pior das hipóteses o Tesouro Direto pode oferecer soluções, na melhor das situações você só tende a lucrar mais. Para isso, temos essa carteira:

  • Tesouro Selic: O Tesouro Selic continuaria uma boa opção mesmo sem crise econômica. Ele seria bem legal para substituir a poupança e acumular os valores necessários para um investimento mais rentável. Até porque, geralmente, a maioria dos investimentos de rentabilidade acima da Taxa de Juros são um pouco mais arriscados e solicitam um capital inicial maior.
  • Tesouro Prefixado: Sim, ele é um pouco mais arriscado. Mas, como estamos pensando em títulos do Tesouro Direto para se proteger da crise, atrelar investimentos a taxas que estão caindo talvez não fosse uma boa ideia. Para isso, as taxas prefixadas permitem que você invista em uma taxa fixa que fará seu rendimento maior do que investimentos atrelados ao CDI ou a Selic, por exemplo.

Apenas destacando que investir no Tesouro Direto é apenas uma entre milhares de estratégias para se investir na crise. Se formos mais radicais, poderíamos arriscar na Bolsa de Valores, onde as noticias do dia-a-dia podem resultar em perdas ou ganhos muito acima da média.

Porém nada poderá proporcionar tanta segurança quanto os títulos públicos. E segurança é o que mais queremos quando uma Teoria da Conspiração deixa de ser apenas uma “teoria”, não concorda?

 

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