Investir em Tesouro Direto ou Debêntures? Qual é melhor?

Você, provavelmente, já deve ter ouvido falar de Debêntures, certo? E provavelmente também já deve ter ouvido algo sobre Tesouro Direto. Mas o que ambos têm em comum ou...
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Você, provavelmente, já deve ter ouvido falar de Debêntures, certo? E provavelmente também já deve ter ouvido algo sobre Tesouro Direto. Mas o que ambos têm em comum ou quais são suas diferenças?

Nesse artigo vamos entender melhor as características das Debêntures e sua relação com os títulos do Tesouro Direto. E acredite: você vai se surpreender.

 

Conceito de “Melhor Investimento”

Se você já é um leitor aqui do blog, já deve estar calejado dessa explicação. Mas se está nos conhecendo agora, vale a pena frisar. O conceito de “melhor investimento” é muito relativo. Os investimentos são mais ou menos adequados para cada pessoa, seguindo sempre a análise perfil de investidor.

“O que isso quer dizer?” Quer dizer que dependendo das condições financeiras, finalidades e tempo, um investimento pode ser mais adequado do que outro. Os perfis de investidor podem ser:

  • Conservador: É o perfil mais focado em segurança e longos prazos. A perda de dinheiro não é uma opção. É uma atitude muito comum em investidores iniciantes, mas que pode prolongar para toda vida de muitos investidores. Geralmente, esse perfil aplica em Títulos Públicos e Privados de baixo risco.
  • Moderado: Também preza pela segurança de seu patrimônio, assim como o Perfil Conservador. A diferença é que buscam rentabilidades um pouco melhor do que nos investimentos de baixo risco. Um exemplo são CDBs de instituições menores, mas que fornecem maiores rendimentos para médio e longo prazo.
  • Moderado-agressivo: Tem ciência de que corre alguns riscos de perder parte, ou todo o valor investido. Mesmo assim, busca bons retornos de médio prazo.
  • Agressivo: Possui grande conhecimento a respeito de mercado financeiro e focado na alta rentabilidade em curto prazo. São os que se sujeitam a grandes riscos de perda, pois atuam diretamente no mercado de ações.

 

Debêntures e Tesouro Direto no Brasil

Nosso país, como muitos já sabem, sempre está “um passo atrás” em relação a diversos aspectos. Economia, política, desenvolvimento, qualidade de vida, entre outras coisas que não convém serem listadas, para não estender demais o assunto.

Mas não podemos negar que estamos crescendo, evoluindo e melhorando com o passar do tempo. Estamos caminhando a curtos passos, mas sempre em frente. Isso é o que importa.

Esse comportamento também reflete, principalmente, no mercado financeiro. É possível perceber que muita gente está tomando conhecimento sobre investimentos e alcançando seus objetivos dessa maneira.

Na busca opções melhores que a poupança, por exemplo, grande parte das pessoas acaba optando pelos títulos do Tesouro Direto. Sua garantia indiscutível e boas taxas de rentabilidade são ótimos atrativos e, sem dúvida, uma das melhores opções atualmente.

Como os brasileiros tem uma característica mais conservadora, então a maior parte investe no Tesouro Direto. Entretanto, enquanto a Debênture perde um pouco no quesito Risco, acaba ganhando em Rentabilidade. Essa, na verdade, é a principal diferença entre esses títulos.

 

Quando investir em Debêntures?

 


Debêntures são títulos privados de médio-longo prazo que substituem a necessidade da empresa pegar crédito com alguma instituição financeira. Essa razão tem o intuito de buscar crédito direto de investidores, o que evita as taxas de juros dos bancos.

A empresa que emite esses títulos não pode ser uma instituição financeira também. Além disso, é necessário ser uma Sociedade Anônima (S.A.) de capital aberto. Com essas características, a empresa já poderá emitir títulos de debênture à vontade. E você como investidor, também pode ficar despreocupado pois esses títulos não cobram Imposto de Renda.

Outro detalhe é que as características da debênture podem ser bem ecléticas. Como são emitidas por empresas particulares, não seguem uma padronização. Os prazos e porcentagens de cada título de Debênture podem variar, além da amortização (pagamento do valor nominal).

Tudo depende das condições que o título é contratado. Após essa aquisição da debenture, suas características não podem mudar até o vencimento do título.

Por fim, a principal característica de uma debentura é a credibilidade de seu emissor. Existem empresas muito bem consolidadas no Brasil, que emitem esses títulos e proporcionam mais segurança ao seu investidor. Mesmo que seja menos seguro do que um título público, que é assegurado pelo Governo. Isso o classifica como Risco Moderado.

 

Quando investir em Tesouro Direto?


Como acabamos de ver, os títulos públicos do Tesouro Direto são assegurados pelo Governo e muito Conservadores. Essa razão é que a plataforma do Tesouro Direto é uma das principais formas de captação de recursos para o pagamento de suas dívidas.

Para o Governo não conseguir te devolver o valor investido, ele precisa estar completamente quebrado. A chance de acontecer isso é bem pequena, mesmo.

E vale ressaltar que para o nosso sistema econômico “quebrar”, as principais empresas do setor privado precisariam quebrar primeiro. Então, é correto afirmarmos com toda a certeza que os títulos do Tesouro Direto são os mais seguros do mercado.

Sua rentabilidade também é bem legal. Os principais títulos do Tesouro Direto acompanham as taxas de inflação (IPCA) e de taxa básica de juros (SELIC). Podem ser Pós ou Pré-Fixados e recomendados para longo prazo, devido à cobrança de Imposto de Renda (seguindo a tabela regressiva).

Acredito que seguindo esses passos e conhecendo melhor esses investimentos, com certeza você terá bons resultados. Principalmente ao diversificar sua carteira com títulos públicos e privados, alcançando bons resultados e segurança.

 

Qualquer dúvida ou sugestão, não deixe de comentar aqui embaixo. Será um imenso prazer ter sua participação aqui no blog. Um abraço e bons investimentos.

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