Quais são os riscos e as vantagens de investir em CDB?

Se você já pesquisou ou conhece um pouco sobre investimentos, com certeza, já ouviu falar no Certificado de Depósito Bancário. Conhecido como uma das opções preferidas de investimento em...
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Se você já pesquisou ou conhece um pouco sobre investimentos, com certeza, já ouviu falar no Certificado de Depósito Bancário. Conhecido como uma das opções preferidas de investimento em renda fixa no mercado, investir em CDB é algo que vem se popularizando como uma alternativa à velha caderneta de poupança, que cada vez mais rende menos e só faz o investidor perder dinheiro e tempo.

Porém, como todo investimento, o CDB também tem suas particularidades. Para conseguir investir com sucesso nesse tipo de aplicação, é necessário conhecer bem suas características, adequar a estratégia de investimento ao seu perfil e verificar se essa é realmente a melhor opção para você.

Neste artigo, vamos mostrar um pouco mais sobre isso: explicaremos o funcionamento do CDB como opção de investimento, destacando seus benefícios, riscos e mostrando como investir nele da melhor maneira. Confira!

 

O que é CDB?

Os Certificados de Depósito Bancário são títulos de renda fixa, emitidos pelos bancos e instituições financeiras, que têm a finalidade de captar recursos para atividades como operações de empréstimos, crédito pessoal, crédito direto e financiamento de automóveis, por exemplo.

A aplicação no CDB é um depósito a prazo, em que o investidor cede determinada quantia para o banco durante um período previamente acordado. Terminado esse prazo, o banco devolve essa quantia acrescida de um rendimento, definida por uma taxa de juros.

Ou seja, os bancos emissores de CDB vendem esse título diretamente para os interessados e usa o dinheiro arrecadado para viabilizar suas operações de crédito. A instituição ganha ao emprestar e cobrar juros para seus clientes e repassa parte desses juros sob a forma de rendimentos para quem aplicou no CDB.

Logo, pode-se dizer que na prática investir em CDBs é como emprestar seu dinheiro diretamente para o seu banco e ser remunerado com juros por isso. Muito bom não é mesmo?

 

Quais os tipos de CDB?

Você deve está pensando: “bom eu fiquei interessado em investir no CDB, o que mais preciso saber sobre ele”? Primeiro, é que existem dois tipos de CDB: os pré-fixados e os pós-fixados.

 

Pré-fixados

O investidor já sabe antes de aplicar seu dinheiro exatamente quanto receberá quando o prazo de investimento for atingido. Com isso, um título oferecido pela taxa de juros pré-fixada de 12% ao ano renderá 12% durante seus primeiros 360 dias de investimento e, assim, sucessivamente. Nada mal né?

 

Pós-fixados

O rendimento variará durante o prazo de investimento e será de acordo com o indexador. Normalmente, a rentabilidade oferecida pelo CDB usa como base o indicador do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI).

Se um banco oferecer um CDB com uma rentabilidade de 92% em relação ao CDI, por exemplo, o cliente ganhará 12,55% ao ano num dia em que o CDI estiver a 13,64%. Com isso, um CDB de R$10 mil renderia R$1.255 em um ano.

Também existem os CDBs vinculados à inflação, em que o rendimento obtido é igual à variação de um índice de preços, (como o IPCA, por exemplo), acrescidos de uma taxa de juros já prefixada. Logo, além de manter o poder de compra da quantia investida ao corrigir a inflação, também é possível receber uma rentabilidade real durante o período de investimento.

 

Quais as vantagens de investir em CDB?

É aqui que vem a melhor parte: as vantagens!

 

Rentabilidade

Seja na modalidade pré ou pós-fixado, em ambos os casos o rendimento que o CDB oferece é bem melhor do que o da poupança. Em vez de ver sua aplicação perder valor e ser corroída pela inflação, com o CDB é possível investir e conseguir uma rentabilidade excelente dentro dos padrões de renda fixa. Além disso, a crise no mercado de crédito junto à alta taxa de juros e da inflação faz com que o CDB fique ainda mais rentável e atrativo.

 

Liquidez

Em um investimento tradicional como a poupança, o investidor encontra limitações para sacar seu dinheiro, pois ele pode perder todo o rendimento acumulado até o momento. Já em algumas opções de CDB, o investidor pode contar com liquidez até diária e resgates mais flexíveis, tendo uma maior liberdade para retirar o valor investido quando precisar sem maiores prejuízos.

 

Segurança

O investimento em CDB é assegurado pelo FGC (Fundo Garantidor do Crédito) para valores de até R$250 mil por pessoa física em cada instituição. Ou seja, em caso de crise ou quebra do banco emissor, o investidor terá garantido o direto a restituição até esse valor, de forma tranquila e sem precisar recorrer à justiça.

 

Quais as desvantagens de investir em CDB?

Como nem tudo são flores, aqui vão as desvantagens desse tipo de investimento.

 

Tributação

Diferentemente de outros títulos de renda fixa, como a LCI/LCA, os rendimentos do CDB sofrem a incidência do Imposto de Renda. A tributação, realizada já na fonte, varia conforme o prazo do investimento: 22,5% para aplicações de até 6 meses, 20% entre 6 meses e 1 ano, 17,5% entre 1 e 2 anos e 15% para aplicações com mais 2 anos.

Além disso, se o investidor mantiver a aplicação por menos de 30 dias, também haverá desconto de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre os ganhos obtidos.

 

Investimento mínimo

Em geral, a aplicação em CDB exige um valor mínimo para ser realizado, que varia de banco para banco, o que pode impossibilitar a aplicação por parte de pequenos investidores. É o importante lembrar também que a quantia investida é diretamente proporcional ao rendimento que o banco oferece ao cliente.

Logo, quem tem maior disponibilidade de capital consegue condições que paguem juros maiores. Já quem não tem muito para aplicar acaba saindo prejudicado, podendo investir apenas em CDBs piores.

 

Quais as dicas para investir em CDB?

Prefira bancos e instituições menores

Os bancos e instituições financeiras de pequeno e médio porte oferecem CDBs com rentabilidades maiores e melhores condições para o cliente. Isso acontece, porque eles possuem mais dificuldade de captar recursos no mercado. Por serem menores e apresentarem um maior risco de quebrar, tais instituições precisam pagar mais caro para atrair interessados.

Por isso, é recomendado escolher títulos dessas instituições. Mas tenha cuidado: pesquise bem sobre a reputação da instituição antes de aplicar seu dinheiro e não arrisque investir valores acima da proteção do FGC (250 mil).

 

Saiba que quanto maior o prazo, melhor

Quanto maior o prazo de investimento da aplicação, melhor será as condições oferecidas pelo banco para remunerar seu CDB. Além disso, quanto maior for a duração da aplicação, menor será a incidência do imposto de renda. Para CDBs com prazo acima de 720 dias, ou seja, 2 anos, a alíquota do tributo cai para apenas 15%, torna muito interessante a rentabilidade efetiva do papel.

 

Sempre compare os investimentos

É importante que você não se agarre a só um investimento. Por isso, compare o CDB com aplicações do mesmo tipo, como as LCI/LCA, Tesouro Direto, Fundo de Renda Fixa, por exemplo.

Se a intenção é investir em renda fixa, todos esses investimentos estão com uma taxa de retorno bastante interessante, devido aos atuais níveis dos juros. Logo, o investidor precisa avaliar as particularidades de cada um, como tributação, garantias, liquidez, risco envolvido, entre outros aspectos, para saber qual se adapta melhor à sua situação.

Com essas dicas, ficou fácil entender como investir em CDB, não é mesmo? Se você gostou do texto, compartilhe-o nas suas redes sociais e contribua para que o nosso conteúdo chegue a mais pessoas!

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