CDB prefixado: o que é e como funciona?

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Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são aplicações financeiras que você pode realizar facilmente no banco onde tem conta corrente. Na prática, são um tipo de empréstimo que você faz à instituição financeira. Em troca, você recebe juros pela aplicação. Até aí, tudo bem!

A questão é que os juros diários que remuneram seu investimento em CDB podem ser calculados de algumas maneiras diferentes. Os tipos de CDBs mais comuns são os pós-fixados e os prefixados. Neste texto, vamos explicar melhor o CDB prefixado.

 

O rendimento é conhecido no momento da aplicação

Primeiro, vamos recapitular as diferenças!

No CDB pós-fixado, a rentabilidade do seu investimento está vinculada a um índice do mercado, o CDI, que por sua vez anda juntinho com a taxa Selic. Então, no momento da contratação do investimento, você sabe que ele vai render, por exemplo, 80% do CDI.

O CDI — que hoje está em 12,88% ao ano, como você pode ver no site da Cetip — pode subir ou descer enquanto seu dinheiro estiver investido, e você vai sempre receber sempre um percentual desse índice.

Já no CDB prefixado, a rentabilidade é definida no momento em que aplicação é feita. Não tem nenhum índice atrelado — é um “papo reto” do banco com você. Você poderá obter algumas taxas de rentabilidade como 6%, 8% ou 11% ao ano, por exemplo.

Suponha então que você entrou no seu internet banking para consultar as opções disponíveis para aplicação em CDB prefixado. O banco vai calcular na hora a rentabilidade que está disposto a te oferecer em função do valor investido e do prazo em que o dinheiro ficará aplicado.

No mundo dos investimentos, em geral quanto mais tempo o dinheiro fica “bloqueado” (ou seja, quanto menor a liquidez) e maior o valor investido, mais alta é a rentabilidade oferecida. Mas isso não é necessariamente verdade no caso do CDB prefixado.

Falamos que o retorno do CDB prefixado não está atrelado a nenhum índice, lembra? Isso é verdade, mas acontece que o tal índice CDI indiretamente influencia os retornos do CDB prefixado!

Se o mercado espera que a taxa básica de juros caia bastante até o ano que vem, o banco não vai querer se comprometer por muito tempo com uma taxa prefixada que combinou com você no momento em que os juros estavam mais altos. Isso seria muita bondade, e a gente sabe que os bancos nunca são bonzinhos, não é mesmo?

 

Exemplos de CDB prefixado

Fizemos algumas simulações no CDB PRÉ do Itaú para você ver, na prática, como isso acontece.

Exemplo 1: Aplicação de R$ 5.000 pelo prazo de 30 dias

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O retorno oferecido é de 10,367% ao ano.

 

Exemplo 2: Aplicação de R$ 5.000 pelo prazo de 60 dias

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O retorno oferecido é de 10,119% ao ano.

 

Exemplo 3: Aplicação de R$ 5.000 pelo prazo de 365 dias

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O retorno oferecido é de 8,513% ao ano.

 

Exemplo 4: Aplicação de R$ 5.000 pelo prazo de 721 dias

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O retorno oferecido é de 8,123% ao ano.

 

Viu como as taxas de retorno foram caindo quanto maior o prazo do investimento? Isso porque estamos em um cenário em que é esperado que os juros caiam. Se daqui a dois anos os juros estiverem em 7% ao ano, o retorno do CDB do Itaú seria bastante atrativo. Se os juros estiverem em 11%, hum, não muito.

Mas como saber o que vai acontecer? Ninguém tem bola de cristal. Por isso, o ideal é sempre diversificar suas aplicações.

Vale lembrar que as rentabilidades acima não são líquidas de Imposto de Renda!

 

Atenção à liquidez!

No CDB prefixado, fique muito atento ao prazo do investimento. Se você contratar uma aplicação com prazo de 360 dias e precisar resgatar antes, poderá perder totalmente a rentabilidade acordada no momento da aplicação e receber apenas o valor investido. Ou seja, o negócio se torna pior que a poupança.

Se você busca taxas de retorno melhores, experimente sair dos bancos e conhecer os títulos do Tesouro Direto. O Tesouro Selic (LFT) tem a mesma dinâmica do CDB pós-fixado; já o Tesouro Prefixado (LTN) é como o CDB prefixado. Em ambos os casos, você conta com liquidez diária, ou seja, não há carência para resgatar o investimento. Só fique atento pois os preços do Tesouro Prefixado (LTN) tendem a oscilar no curto prazo!

 

Esse post foi feito em parceria com:

Isabella Paschuini

“Jornalista formada pela UERJ com MBA em Marketing pela FGV, Isa é editora do blog e responsável pela comunicação e gestão de conteúdos na Vérios