Entenda a importância do Fundo de Emergência

Se você se considera um investidor ou uma investidora, mas ainda não tem um Fundo de Emergência, então pare um pouco e reveja seus conceitos. O mais importante antes...
entenda a importancia do fundo de emergencia

Se você se considera um investidor ou uma investidora, mas ainda não tem um Fundo de Emergência, então pare um pouco e reveja seus conceitos. O mais importante antes de qualquer investimento que você for fazer é estar preparado(a) para qualquer imprevisto.

E acredite se quiser, esse é um dos maiores erros cometidos entre as pessoas que entram no mundo dos investimentos. Focam-se tanto em buscar melhores rentabilidades e criar estratégias mirabolantes que se esquecem que acidentes acontecem e que nem sempre tudo corre conforme o planejado.

Vamos ver agora então dicas de como compor sua carteira de forma correta. Garanto que é bem mais fácil do que você imagina e para até ajudar, tenho um vídeo no Canal do Primo Rico no YouTube que trata exatamente desse tema. Dá só uma olhada:

 

Por que montar um Fundo de Emergência antes de investir?

“Primo, não entendi direito. O Fundo de Emergência já não é um investimento?” Sim,

É importante termos em mente que o Fundo de Emergência é um “investimento a parte”. Por mais que você aplique-o em ativos financeiros que te geram uma renda extra, sua função não é ser “o mais rentável” da sua carteira.

O importante do Fundo de Emergência é ter liquidez e consequentemente, quanto mais liquidez, menos rentabilidade. São características proporcionalmente inversas.

Quando investimos almejando boas rentabilidades e condições melhores de investimento, estamos também aumentando o risco da nossa carteira.

O Fundo de Emergência é conservador e sempre será. Mas se engana quem pensa “Ah, perfis conservadores não fazem meu tipo. Sou mais um perfil arroja”. A diversificação de investimentos – além dessa reserva emergencial – é outra atitude necessária para amenizar danos e perdas na hora de investir. Como o ditado diz “não se deixa todos os ovos juntos na mesma cesta”.

Ao criar seu Fundo de Emergência então, tenha em mente que sua função é assegurar sua vida financeira durante um período de dificuldades. Formar patrimônio e estruturar sua autonomia financeira são os próximos passos.

 

Fundo de Emergência é só o primeiro passo!

O que você prefere: juntar uma grana para bancar seus gastos essenciais/gastos familiares por meses, se preocupando apenas em como voltar a capitalizar; ou prefere ir em um banco e adquirir uma dívida, sem a garantia de que poderá paga-la e correndo o risco de se endividar ainda mais?

Pode parecer exagero, mas não é. Segunda a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), feitos pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Setembro de 2016 cerca de 58,2% das famílias brasileiras estavam endividadas.

Portanto, por mais que educação financeira seja bem chata e cheia de siglas, abreviações e termos complicados, é essencial. Mas agora, já que o primeiro passo é formular um Fundo de Emergência, quais são os próximos passos?

  • Passo 1 – Fundo de Emergência: como dito, é a quantia necessária para suprir seus gastos essenciais e familiares por um determinado tempo, dispensando a necessidade de se endividar adquirindo linhas de crédito nos bancos, focando então no curto prazo.
  • Passo 2 – Aposentadoria: além do INSS, estruturar uma carteira para o longo prazo é muito recomendado. Até porque, aposentar apenas pelo governo tem se tornado uma opção cada vez mais impossível. Estruturar um plano para o longo prazo é garantir tranquilidade e renda passiva, com autonomia e liberdade financeira.
  • Passo 3 – Investimentos: os três passos envolvem “investimentos”, mas todo com uma função específica. Esse passo seria a consolidação da sua tranquilidade financeira, focando suas aplicações no médio prazo, como viagens, aquisição de bens e melhorias no estilo de vida.

 

Estruturando a carteira do Curto Prazo para o Fundo de Emergência

Para definir o seu Fundo de Emergência, existe um método utilizado. Para isso, basta calcular os seus gastos e da sua família, no período de 1 mês. Vamos supor que os gastos somados resultaram em R$ 3 Mil, no final do mês.

Multiplique esse custo por 6 – caso você seja um(a) funcionário(a). Esse número resultará no gasto semestral. Mas caso você seja um(a) Empresário(a) ou Autônomo(a), você deve multiplicar por 12 para definir os gastos no ano.

A diferença de períodos é por causa dos benefícios que os funcionários têm com a CLT, que os auxiliam com Seguro Desemprego, Rescisão Trabalhista, FGTS… Enfim, direitos trabalhistas que auxiliam o Empregado nos momentos difíceis e que não são iguais aos riscos de um Empregador.

Em cálculo rápido, para funcionários temos o valor de R$ 18 Mil de gastos no ano e para Empresários e Autônomos chegamos ao resultado R$ 36 Mil ao ano. Seguindo esse padrão, conseguimos identificar quanto será ideal para compor nosso Fundo de Emergência.

 

Opções de Investimento para a carteira

Agora, para definirmos qual investimento fazer com o Fundo de Emergência, precisamos identificar quais investimentos são apropriados para tal finalidade. Afinal, se é algo emergencial, tem que ser de fácil acesso.

Então os investimentos apropriados devem ter como premissa uma ótima liquidez, com fácil resgate e ideal para Curto Prazo. Os investimentos que separei que possuem essas características e são a melhor opção para um Fundo de Emergência, são:

Esses Fundos, a partir de R$ 3 Mil de investimento inicial, já fornecem rendimentos muito bons (superiores a Taxa CDI, por exemplo). E depois do aporte inicial, você pode aplicar outros valores mais em conta para aportes mensais, como R$ 100, R$ 500, R$ 1 Mil… O quanto você achar suficiente para suas necessidades.

Mas se preferir algo ainda mais conservador, você pode optar por um Título Público do Tesouro Direto, como o Tesouro SELIC. Essa opção também trabalha, geralmente, com um investimento de R$ 100 por mês (às vezes R$ 30 ou R$ 50).

 

Gostou do conteúdo? Comenta aqui embaixo então, aproveite e deixe suas críticas, sugestões e dicas para outras formas de se preparar para qualquer eventualidade. Forte abraço, primas e primos.

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