Novas moedas e sua relação com o cenário político-econômico: entenda!

Neste último ano, o crescimento do bitcoin deixou bem claro que as criptomoedas já não podem ser ignoradas. O surgimento de novas moedas, principalmente nesse caso, representa mais do...

Neste último ano, o crescimento do bitcoin deixou bem claro que as criptomoedas já não podem ser ignoradas. O surgimento de novas moedas, principalmente nesse caso, representa mais do que uma substituição do dinheiro como o conhecemos.

As criptomoedas são um reflexo de novos tempos e da necessidade de mudanças na economia. Por isso, neste post, apresentaremos um panorama de como o surgimento das criptomoedas tem relação com o cenário político-econômico atual. Confira!

Como essas novas moedas surgem?

Hoje em dia, há um significativo número de criptomoedas no mercado. Além do bitcoin, existem o ethereum, litecoin, peercoin, entre outras. Porém, é o bitcoin que obtém mais destaque no mercado.

Seu pioneirismo começa por ser a primeira moeda com essa estrutura que funcionou. Claro que já existiram outras — Digicash foi a precedente, criada por David Chaum e utilizada em algumas operações bancárias. Depois, apareceram as Hashcash, Bitgold e E-gold.

O fato é que, apesar de não serem mais produzidas, não podemos afirmar que elas falharam. Afinal, suas idealizações auxiliaram para que o bitcoin surgisse, em 2008, quando Satoshi Nakamoto revelou um White Paper denominado bitcoin.

Coincidentemente, foi nesse ano que o banco Lehman Brothers quebrou e precedeu o começo de uma das piores crises financeiras. A famosa crise imobiliária causou uma série de desempregos. Seus reflexos atingiram os EUA e outros países, como Grécia e Portugal.

No ano seguinte, a nova moeda já tinha sua própria rede, o Bitcoin.org. Também tinha sido lançada no Sourceforge.net, uma plataforma para a divulgação e desenvolvimento de softwares open-source.

E, desde então, a moeda vem escrevendo sua história na economia. Um exemplo de que é possível ser atuante e não ter ninguém controlando o seu curso. Essa realidade vai contra o sistema monetário ao qual há anos somos expostos com moedas controladas por governos e instituições financeiras.

Mas afinal o que é bitcoin?

Em um resumo bem básico, bitcoin são moedas virtuais que funcionam por meio de um sistema de pagamento peer-to-peer. Essa estrutura não precisa de uma agência financeira para intermediar as transações. Portanto, pode ser feita em computadores e, até, smartphones. A criptografia tem um valor muito grande para a moeda, e é ela que garante a sua segurança.

Tanto a fabricação quanto a verificação das operações são realizadas pelos próprios usuários, chamados de mineradores. Tudo isso acontece em uma espécie de carteira virtual (blockchain) que registra todas as transações. Mais da metade de sua produção é feita na China, com máquinas superpotentes e que funcionam 24 horas.

Qual é a influência dos cenários estáveis no surgimento de novas moedas?

Como podemos ver, a história do bitcoin está relacionada indiretamente com uma das épocas mais incertas da economia. Afinal, a crise de 2008 abriu um abismo que reflete até hoje em muitos setores. Entretanto, existem certos cenários que podem favorecer o surgimento dessas moedas. A seguir vamos apresentar alguns para você. Veja!

Incerteza causada pelas crises

Ao longo dos anos, tivemos muitas crises no sistema financeiro. A última, de 2008, causou um estardalhaço tão grande que, mesmo 10 anos depois, ainda vemos seus reflexos pelos mercados mundiais. De fato, a economia, da maneira que ela é processada, tem uma tendência a gerar certa instabilidade.

O Brasil teve a sorte de não ter sofrido um impacto tão grande pela crise de 2008. Mas, desde 2014, vem enfrentando uma crise política que afetou consideravelmente a economia. No ano passado, ela piorou quando o presidente Michel Temer foi denunciado pelos executivos do grupo J&F em maio.

Resultado é que as previsões para 2018 são de um crescimento mais fraco do que o esperado. Isso justamente por causa do dólar alto e a pouca queda nos juros. Com isso, todos os setores serão afetados e, para muitos especialistas, o processo até a recuperação total do país será lento.

Em paralelo a isso está a recente popularização das criptomoedas no mercado brasileiro. Especialmente o bitcoin, que conseguiu uma valorização de mais de 900%. Toda essa conjectura só comprova como esse cenário de incertezas econômicas pode favorecer o crescimento dessas moedas. O que abre caminho para que elas sejam uma alternativa viável para as pessoas.

Fuga do mercado de capitais comuns

A política monetária mundial foi desenvolvida para ser centralizada. É impossível obter dólares e operá-los, legalmente, sem pagar taxas ou impostos, por exemplo. O mercado foi elaborado com essa ideia: bancos e governos trabalham juntos para manipular a quantidade de dinheiro que pode circular. E, ao mesmo tempo, estimulam o movimento da economia.

Contudo, as criptomoedas têm uma estrutura completamente diferente e fogem dessas obrigações políticas. É uma moeda limitada e monitorada por um software controlado pelos próprios usuários. Nada é centralizado, por isso, não há como governos ou instituições obterem sua gerência. Um grande contraste com o dinheiro tradicional!

Especulação

A especulação é uma atividade comum dos mercados, e no universo das criptomoedas não é muito diferente. Desde sua criação, elas passaram por altos e baixos até chegar no patamar que vemos hoje.

O fato é que existem motivos para que, hoje em dia, essa moeda esteja alcançando esses números. Primeiro, que o seu preço é determinado pela demanda do mercado, então, quanto maior a procura, maior o seu valor.

Segundo, que em agosto de 2017 surgiu o bitcoin cash, uma submoeda que permite um aumento na capacidade de transferência de dados. Uma criptomoeda comum pode, no máximo, transmitir 1 megabyte — uma média de 250 mil em transações. Agora, com essa submoeda, são transferidos até 8 megabytes.

Outro ponto foi o reconhecimento da moeda por parte de importantes bolsas de valores, como a Chicago Mercantile Exchange (CME). Em outubro do ano passado, ela determinou que o bitcoin passasse a ser um ativo comercializado.

Nesse mesmo caminho, Japão e Cingapura divulgaram que pretendem adequá-lo à sua economia. Todos esses pequenos passos fazem o dinheiro digital ser mais interessante para os investidores. Isso aumenta a sua especulação, pois existe uma ideia de que sua valorização deve continuar.

Bem, agora que você entendeu como funciona o surgimento de novas moedas e como os fatores externos afetam suas trajetórias, que tal continuar recebendo conteúdos como este? Siga a gente nas redes sociais — Facebook, Instagram, YouTube e Twitter — e continue conhecendo mais sobre o universo da economia!

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