Risco e retorno: saiba o que considerar para investir com segurança

Há uma tese bastante propagada e aceita que diz que a rentabilidade de um investimento é diretamente proporcional ao risco que ele oferece. Assim, quanto mais rentável for uma...
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Há uma tese bastante propagada e aceita que diz que a rentabilidade de um investimento é diretamente proporcional ao risco que ele oferece. Assim, quanto mais rentável for uma aplicação, maiores serão os riscos apresentados por ela — o mesmo também vale para a ordem inversa, pois o baixo risco está associado à baixa rentabilidade.

Contudo, mesmo que pareça contraditório, lidar com o risco não deve significar, necessariamente, abrir mão da segurança. Afinal, desde que o investidor busque conhecer os investimentos e defina metas consistentes, essa relação entre risco e retorno pode ser conduzida com alguma tranquilidade.

Confira neste post alguns detalhes sobre os riscos envolvidos nos investimentos e o que você precisa fazer para investir com segurança!

A relação entre risco e retorno

Você sabe por que os mercados de alto risco são os mais rentáveis? Ora, justamente porque eles são arriscados. Ou seja, como eles representam um elevado risco de perdas para o investidor, é natural que a organização que capta os recursos no mercado retribua com rentabilidades mais altas.

Bolsa de Valores

Um exemplo clássico de mercado de risco é a Bolsa de Valores. Os papéis das empresas oscilam diariamente em função de um número imenso de variáveis que nem sempre podem ser controladas. Assim, uma ação que hoje vale muito, de um dia para o outro pode sofrer uma queda brusca, fazendo com que o investidor que acreditou nela perca de dinheiro.

Por incluírem operações mais arriscadas do que aquelas que oferecem outros mercados mais previsíveis, é possível dizer que as bolsas de valores apresentam boa rentabilidade. Por outro lado, existem momentos de perdas significativas, que podem trazer sérios prejuízos para os investidores.

De qualquer forma, o mercado de ações exige atenção constante. Veja o caso das ações da Petrobras, que tiveram perdas recentes significativas.

Como a companhia foi vista como uma das mais sólidas do país por vários anos, os papéis dela apresentavam pouca variação e, portanto, rentabilidade menor do que a de outras ações de empresas menos consistentes, mas que apresentavam bons resultados ou boas perspectivas de crescimento.

Em contrapartida, investir na Petrobras oferecia maior segurança para o investidor — até que a situação foi completamente revertida.

Poupança

Diferentemente da Bolsa, a Caderneta de Poupança é bastante estável e previsível. Por ser garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) que, por sua vez, é lastreado pelo gigantesco sistema financeiro que dá sustentação aos bancos, a Poupança apresenta baixíssimo risco, como também são baixíssimos os rendimentos que ela registra.

Tipos de riscos

Quem pretende investir com segurança nunca deve levar em consideração somente a rentabilidade que um investimento pode oferecer. Também é preciso avaliar outros aspectos, que dizem respeito aos riscos existentes.

Os principais riscos que podem afetar um investimento são:

  • os de mercado, que estão relacionados à economia do país e que afetam as taxas de juros, o câmbio, os preços das ações e de outros ativos;

  • os de crédito, que se relacionam com a capacidade que o tomador do recurso tem para honrar as obrigações que assume no mercado;

  • os de liquidez, que se relacionam diretamente com a facilidade ou com a dificuldade de liquidar um investimento. Ou seja, com as condições que o investidor encontra para resgatá-lo ou para transferir os recursos nele aplicados para outra modalidade de investimento. Quem precisa ter dinheiro vivo na mão o tempo todo não pode pensar em aplicações de longo prazo, mesmo que elas sejam rentáveis e seguras. Por outro lado, para quem tem um capital sobrando a liquidez não chega a ser um aspecto tão importante;

  • os de ordem legal, que podem afetar negativamente a capacidade do tomador do recurso de honrar os compromissos assumidos junto aos investidores; e

  • os operacionais, que dizem respeito à capacidade da organização que toma o recurso no mercado de manter as operações para as quais ela foi criada.

Considerando esses e outros fatores de risco, vale observar que quanto mais equilibrada for uma organização que capta recursos nos vários mercados, maior será a segurança do investimento.

Os perfis de investidores e a exposição ao risco

Considerando risco e retorno, existe um investimento apropriado para cada perfil de investidor. Assim, para os investidores mais conservadores, que preferem a segurança do capital investido à rentabilidade, é recomendável pensar nos investimentos de baixo risco. Para os arrojados, o ideal é investir em operações mais arriscadas.

Conservadores

Além da Caderneta de Poupança, seguem exemplos de outros investimentos pouco arriscados para os investidores mais receosos:

  • Letra de Crédito Imobiliário (LCI): é um título emitido pelos bancos, que tomam dinheiro emprestado no mercado para financiar o setor imobiliário. Exige aporte inicial elevado e prazo de resgate longo;

  • Certificado de Depósito Bancário (CDB): também é emitido pelos bancos, que usam o dinheiro do investidor para emprestar ao mercado. É garantido pelo FGC em até R$ 250 mil. Caso o investidor tenha mais do que esse valor aplicado em CDBs de um mesmo banco e esse decrete falência, o valor excedente se transformará em prejuízo;

  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA): semelhante à LCI, também é emitida pelos bancos que financiam o agronegócio. É tão segura quanto a Poupança, mas é difícil de ser resgatada antes do prazo fixado;

  • Tesouro Direto: são títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, garantidos pelo Governo Federal. Mesmo de baixo risco, garantem boa rentabilidade em longo prazo.

Arrojados

Para os investidores mais arrojados, existem as aplicações de maior risco, como as do mercado de ações. Elas podem apresentar excelente rentabilidade, mas exigem disposição e capacidade do investidor para arcar com eventuais perdas.

Para aqueles que têm o olhar focado no futuro, são corajosos e têm dinheiro, existe a possibilidade de investir nas empresas inovadoras, que estão inaugurando novos nichos de mercado — as chamadas startups.

Elas representam uma modalidade de investimento de risco bastante elevado, mas os ganhos também podem ser proporcionais. Afinal, quem acreditou na Apple e na Microsoft logo no início e se manteve confiante nas empresas ao longo dos anos hoje não tem do que reclamar.

A diversificação como fator de segurança

Para os investidores que estão começando e para aqueles que têm perfil moderado — entre o conservador e o arrojado —, vale lembrar o velho clichê que orienta que você não coloque todos os ovos na mesma cesta. Em outras palavras, é recomendável que eles diversifiquem os investimentos, dividindo o capital entre várias possibilidades.

Agindo assim, o investidor conseguirá manter uma boa margem de segurança para o dinheiro que investiu. Afinal, ao diversificar a carteira ele aproveita os benefícios das altas rentabilidades que os mercados mais arriscados podem apresentar e se mantém seguro com os investimentos mais conservadores, caso algo dê errado.

Por fim, como já destacamos, uma regra que vale para qualquer investidor é: informar-se bastante sobre as várias possibilidades de investimentos existentes e sobre as normas que regem cada uma delas é essencial. Só assim é possível manter o equilíbrio entre risco e retorno para aproveitar bem as suas aplicações!

Agora que você já sabe como investir com segurança, compartilhe este post com os seus amigos nas redes sociais e ajude-os a entender melhor sobre o assunto!

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