Quer investir no tesouro direto? Faça isso em apenas 6 passos!

O post de hoje mostrará um passo a passo de como investir no tesouro direto. Talvez você já tenha ouvido falar nos telejornais as expressões “títulos públicos” ou “dívida...

O post de hoje mostrará um passo a passo de como investir no tesouro direto. Talvez você já tenha ouvido falar nos telejornais as expressões “títulos públicos” ou “dívida pública”.

Esses termos têm tudo a ver com o tesouro direto. De cara, podemos adiantar que esse tipo de investimento tem baixo risco e requer um valor mínimo de somente R$ 30 para uma aplicação.

Ficou interessado? Confira em seguida o roteiro de como investir no tesouro direto!

O que é dívida pública?

Como grande parte das pessoas, o governo federal também possui dívida. Como precisa gastar quantias significativas com educação, saúde, moradia e transporte, o governo quase sempre não dispõe de recursos financeiros suficientes para cumprir todos os compromissos do orçamento público.

Uma forma de o governo ter receita é por meio do pagamento de tributos pelos contribuintes. Ainda assim, geralmente falta dinheiro para o orçamento.

Então, para cobrir essa quantia necessária, o governo emite os chamados títulos da dívida pública. Na prática, é como se o governo fizesse um empréstimo para cobrir os próprios gastos. Como o pagamento dos títulos é garantido pelo Tesouro Nacional, o risco é muito baixo para o investidor.

O que são os títulos públicos?

Os títulos públicos são ativos financeiros de renda fixa, ou seja, aplicações em que o investidor sabe como será calculada a rentabilidade no ato da compra. Por mais que o nome “título público” possa dar a ideia de compra de um papel físico, na verdade, esse ativo é escritural.

Na prática, o título fica vinculado ao CPF do investidor, por meio de um número de protocolo. Portanto, quando há operações de compra e venda de títulos, só há a transferência eletrônica desses “papéis” em sistemas especializados.

Quando alguém compra um título público, então, empresta dinheiro para o governo se financiar. Hoje em dia, existem basicamente duas categorias de títulos públicos: os prefixados, em que a taxa de juros é acordada na hora da compra; e os pós-fixados, em que o investidor só saberá quanto ganhou no final da aplicação, embora possa saber antes por qual “regra” será remunerado. Os títulos têm nomes específicos, data de validade e condições de rentabilidade próprias.

Quer exemplos?

O Título Tesouro Prefixado 2023 tem como data de vencimento o dia 1º de janeiro de 2023. No dia 2 de maio de 2016, esse título oferecia uma rentabilidade de 12,49% ao ano e tinha como preço unitário R$ 457,57.

Tanto a taxa de retorno quanto o preço unitário variam conforme o tempo, logo, quem comprar esse título em outra data poderá encontrar condições de aquisição diferentes. Se quiser, não precisa comprar um título inteiro, mas frações dele.

Por isso, o valor mínimo para investimento é de R$ 30,00. Você precisa saber também que, via de regra, taxa de juros e preço unitário são inversamente proporcionais, ou seja, quando a taxa diminui, o preço aumenta e vice-versa.

No título prefixado

O investidor pode saber com antecedência quanto receberá no resgate da aplicação, já descontados o Imposto de Renda e as taxas de administração (do banco ou da corretora) e de custódia (BM&FBovespa). Se você ainda não sabe, custódia quer dizer guarda dos títulos.

Quando for investir no tesouro direto, você ainda tem à disposição o título IPCA+, que paga uma taxa de juros prefixada, conhecida no ato da compra, mais a variação da inflação no período do investimento. No dia 2 de maio de 2016, por exemplo, o título Tesouro IPCA+ 2024, com vencimento em 15 de agosto de 2024, oferecia uma taxa de retorno prefixada de 6,04%. Mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil.

Vale lembrar que, tanto o Tesouro Prefixado quanto o Tesouro IPCA+, oferecem a opção de o investidor resgatar o valor aplicado, com a rentabilidade, no final do título ou receber os juros a cada semestre e apenas o valor aplicado no vencimento do título. Quem aplica também pode optar por fazer uma aplicação no título público, que paga a variação da Selic (taxa básica de juros da economia, estabelecida pelo Banco Central). Nesse caso, por se tratar de um título pós-fixado, o investidor só conhecerá a rentabilidade no resgaste da aplicação.

Quer receber mais dicas sobre investimentos? Cadastre-se na nossa newsletter!

O que é o tesouro direto?

Antigamente, o investidor pessoa física só podia aplicar em títulos públicos por meio de fundos de renda fixa. Porém, a partir de 2002, o Tesouro Nacional desenvolveu, em parceria com a BM&FBovespa, o programa Tesouro Direto, justamente para permitir que pessoas físicas comprem títulos públicos federais pela internet.

Qual é o passo a passo para investir no tesouro direto?

1º Abrir uma conta numa corretora

Para fazer aplicações no tesouro direto, o investidor precisará ter CPF e abrir uma conta em uma corretora independente ou vinculada a algum banco. As compras de títulos só podem ser feitas com a intermediação da corretora, que também é chamada de agente de custódia.

Ao contrário do que muita gente imagina, abrir uma conta numa corretora não é um bicho de 7 cabeças. Em muitos casos, basta apresentar a documentação requisitada e esperar a aprovação do cadastro.

2º Saber o próprio perfil de investidor

Com a conta aberta, antes de fazer a primeira compra, geralmente a pessoa tem que fazer um teste online para descobrir o próprio perfil de tolerância a risco. Muitos investidores que adquirem títulos púbicos costumam ter perfil conservador, já que priorizam a preservação do patrimônio.

3º Transferir uma quantia para a corretora

Para comprar títulos públicos, o investidor precisa transferir recursos para a conta que possui na corretora. Essa transferência, geralmente, é feita por meio de TED bancária.

4º Escolher o tipo de título público

A escolha do tipo de título público para comprar, talvez seja uma das maiores dúvidas de quem pretende investir no tesouro direto. Afinal, cada papel tem uma finalidade específica e se adéqua a um prazo diferente.

Por exemplo, os títulos com juros semestrais podem ser úteis para quem quer viver de renda, já que pode usar esses recursos para complementar uma aposentadoria. Já os títulos IPCA+, por seguirem a variação da inflação, servem para proteger o poder de compra do dinheiro. O Tesouro Selic, por sua vez, é indicado para quem quer fazer aplicações no curto prazo, já que a rentabilidade é diária.

5º Fazer a compra do título público

Depois de decidir que tipo de título público quer adquirir e quantas frações ou unidades pretende comprar, basta realizar essa operação pelo site do Tesouro Direito ou pela plataforma de negociação da corretora, chamada de home broker (HB). A compra mínima deve ser a fração de 0,01 ou 1% de cada título, enquanto o limite máximo é de R$ 1 milhão por mês, considerados todos os tipos de títulos.

As compras no Tesouro Direto podem ser feitas todos os dias da semana, das 9h de um dia até as 5 horas do dia seguinte. No intervalo em que não há negociação, o sistema é fechado para manutenção.

6º Aguardar a liquidação

Depois de emitir uma ordem de compra de título público, o investidor ainda terá que esperar a liquidação. Nessa etapa, é feito o pagamento pelos papéis e o recebimento dos ativos.

Como já mencionamos lá no início do post, quem aplica só recebe a posse do ativo, na conta que possui na corretora e no site do Tesouro e não um papel físico. A compra é finalizada às 17h no chamado D+2, em que “D” é o dia da aquisição e vai das 9h de “D” até as 5h de “D+1”.

Como obter a melhor rentabilidade?

Como pode perceber, ao investir no tesouro direto você tem diferentes títulos públicos à disposição. Cada papel é indicado para um prazo específico e para determinado contexto econômico.

Se você tem dúvida sobre qual título é melhor para atender aos seus objetivos financeiros, uma opção é buscar ajuda profissional de uma consultoria financeira. Dessa forma, você aproveita a melhor relação de custo/benefício e obtém um rendimento maior do que o oferecido pela poupança.

Já comprou títulos públicos? O que achou de investir no tesouro direto? Deixe sua opinião aqui nos comentários!

Deixe aqui o seu comentário

comentários

Categories
Investimentos

Relacionados