As principais diferenças entre Investir e Poupar

Acredito que você já tenha lido algum artigo, ou talvez ouvido gerentes de conta bancária falando sobre Poupança. Talvez em alguma dessas situações você possa ter visto também usarem...
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Acredito que você já tenha lido algum artigo, ou talvez ouvido gerentes de conta bancária falando sobre Poupança. Talvez em alguma dessas situações você possa ter visto também usarem as palavras Investir e Poupar, na mesma frase.

Saiba, primeiramente, que isso não existe! Por mais que o ato de poupar seja muito importante ou o de investir seja muito vantajoso. Investir e poupar não são sinônimos, vamos entender o que os diferencia tanto e quais são as formas de se investir ou poupar.

 

Mas tem diferença entre Investir e Poupar?

Sim! Muitas!!! E vamos fazer um artigo completo, ressaltando essas diferenças. Para começar, vamos entender, segundo o dicionário, o significado de cada palavra:

  • Investir:econ – fazer (investimento financeiro); empregar, aplicar (capital) em”;
  • Poupar: “gastar com parcimônia; economizar”.

Ou seja, investir é aplicar capital, fazendo o dinheiro se tornar um investimento financeiro (gerando mais dinheiro). Agindo dessa forma ativa sobre um recurso financeiro, estaremos investindo.

poupar é economizar, deixar de gastar e manter o recurso financeiro com uma posição passiva. Estaremos poupando quando evitarmos que o dinheiro circule no mercado, para fins próprios, guardando o recurso.

 

Dica do Primo Rico: se você está começando a investir agora, mas ainda tem algumas dúvidas, é só clicar na imagem ao lado. A gente separou um material bem legal para você começar a enriquecer e sem medo 😉

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“Investir” é, portanto…

A melhor forma de “multiplicar” o dinheiro. Além disso, existem inúmeras maneiras de se investir no mercado financeiro. Como existem várias formas, iremos ver as 10 mais comuns de investir:

  • Tesouro Selic;
  • Tesouro IPCA+;
  • Tesouro Pré-Fixado;
  • CDB;
  • LCI;
  • LCA;
  • LC;
  • Debêntures;
  • Ações;
  • Fundos de Investimento.

Todas essas opções citadas acima tem o proposito de investir o capital. Tesouro Selic, Tesouro IPCA+ e Tesouro Pré-Fixado são títulos públicos. Ao adquirir esses títulos, você deve ter em mente a finalidade de alcançar rentabilidade que acompanhe as variações financeiras da economia nacional.

“Mas Primo Rico, isso é muito estável. Como pode ser classificado como investimento?” De fato, os títulos públicos são os mais estáveis e “passivos” dentre os investimentos. Entretanto, isso não significa que essa estabilidade os desqualifique como investimento.

Os investimentos podem ser de baixo risco, médio risco ou alto risco. E quando dizemos “risco”, queremos dizer risco de perder dinheiro no investimento e se prejudicar. Falando sobre os títulos públicos, eles possuem o menor risco no mercado (menor que a própria poupança, para ser sincero). São também mais adequados para investidores de perfil conservador.

Esse baixo risco se deriva do fato do título público ser garantido pelo próprio Governo Federal. Então, para haver um prejuízo com esse título, o país primeiro precisa “falir economicamente”, o que é bem difícil.

Já as demais opções: CDB, LCI, LCA, LC, Debêntures, Ações e Fundos de Investimento, são investimentos do setor privado. O diferencial desses investimentos, geralmente, é superar as expectativas do mercado, como a inflação ou a Taxa Selic (Taxa Básica de Juros).

São os investimentos de médio e alto risco, voltado para investidores de perfil moderado e perfil agressivo. Sua garantia é a solidez e credibilidade das instituições financeiras e empresas que emitem esses papéis.

 

Cuidados ao Investir

“Então investir nessas opções nos grandes bancos é a melhor opção?” Teoricamente, também não, caro leitor. Os grandes bancos, para manterem sua solidez, credibilidade e segurança, usam métodos pouco rentáveis aos seus investidores.

Ao investir em um CDB de um grande banco, por exemplo, ele irá te retornar uma pequena rentabilidade. Essa rentabilidade é maior que a poupança, pelo menos. Mas ainda sim é uma pequena rentabilidade.

O motivo disso é simples: quanto menor o risco, menor é a rentabilidade. É a lei de oferta e demanda. Os investimentos de menor risco são os mais procurados e como resultado, possuem baixos rendimentos. Esse baixo risco é resultado de um grande banco, solido e confiável, com grande extensão e importância nacional.

Outros bancos de menor porte ou visibilidade, para captar clientes oferecem produtos mais rentáveis e muitas vezes, bastante seguro também. Isso porque diversos investimentos bancários são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Para os produtos garantidos pelo FGC, a quantia de R$ 250 Mil é totalmente garantida. Esse valor é garantido por pessoa e por instituição financeira. Além disso, é regulamentado pelo próprio BACEN, sendo bem seguro sua procedência.

Investir então visa que você aplique valores agora com a finalidade de, futuramente, obter ganhos que te beneficiem.

 

Voltando ao “poupar”…

Já essa finalidade é bem diferente. Quando dizemos “poupar” nos referimos a “deixar de gastar uma parte”. Poupar é muito importante para criar uma rotina de acumular recursos.

Isso é o que diferencia tanto Investir de Poupar. Ambos são termos, definições e conceitos bem diferentes, mas ambos se completam. Não há como investir se você não acumular um capital inicial para aplicar. E para acumular esse capital, a melhor forma é economizar uma parte dos recursos que temos, por exemplo.

Esse recurso pode ser proveniente do seu salário; de uma parte dos lucros de algo que você vende; e etc. Poupar também pode ter uma finalidade mais imediatista e por isso, não significa uma perda considerável.

Finalidades como: comprar algo, realizar uma viagem, pagar alguma pendencia, entre outras, são facilmente e mais adequadas para quem poupa.

Algumas formas de poupar podem ser:

  • Títulos de Capitalização;
  • Saque em espécie (dinheiro vivo);
  • Conta Poupança.

 

Poupar com Capitalização

Títulos de Capitalização são atraentes, pois geralmente proporcionam a chance de sermos sorteados em prêmios ou altos valores. Obviamente, esses benefícios são características que reforçam o objetivo principal, de economizar dinheiro. Mas o seu problema é a falsa impressão de rentabilidade que ele proporciona.

A maior parte dos títulos de capitalização é reajustada pelo índice IGP-M (Índice Geral de Produtos do Mercado). Portanto, se você adquire um título a determinado valor, ele irá sofrer um reajuste após um período, tornando-o mais caro.

Um exemplo prático: você adquiriu um título de capitalização a R$ 10. Vamos supor que esse título é reajustado anualmente pelo IGP-M, que está a 6% ao ano. Isso significa que ao completar 1 ano, o valor passará de R$ 10 para R$ 10,60, e assim sucessivamente.

Você não paga o mesmo valor no título durante todo o período de capitalização e recebe um rendimento no final. O título que altera o valor de suas prestações e te devolve tudo o que foi pago no fim. Sem rendimento algum.

Outro ponto importante é sua vigência. Quando você adquire um Título de Capitalização, ele possuirá uma vigência mínima e uma vigência máxima. Dessa maneira, você é obrigado a cumprir com a vigência mínima (geralmente de 1 ano).

Se você resgatar os valores capitalizados na vigência mínima, você receberá apenas uma porcentagem do valor total armazenado. Para receber 100% do valor capitalizado, você deve aguardar até o final da vigência do título para resgata-lo por completo.

Em bancos, como sempre, os funcionários precisam cumprir com suas metas de venda de produtos. Isso faz com que muitas informações sejam passadas de forma disfarçada para conquistar o cliente. Quando se tratar de capitalização então, fique bem atento para saber se ele realmente se adequa a sua necessidade de economia.

 

Guardando no Cofrinho

Outra forma de guardar dinheiro, bastante comum no Brasil inteiro, é sacar um valor na conta e guarda-lo fisicamente. Debaixo do colchão, em cima do armário ou até mesmo naqueles porquinhos de porcelana. Essa é uma característica muito comum em pessoas mais velhas, que antigamente não confiavam na solidez e índole dos bancos.

Na verdade, muitos utilizavam os bancos apenas para receber o pagamento do mês e retirar o valor, quase imediatamente. Esse comportamento era um reflexo do medo dos clientes bancários serem cobrados de tarifas desnecessárias.

Esse comportamento se mantem até os dias de hoje e refletem a falta de instrução financeira da nossa sociedade. Esse método, na verdade, é o menos indicado possível e imaginável.

É melhor deixar o dinheiro rendendo pouquíssima coisa do que não rendendo nada, certo? Pois bem. Ao sacar o dinheiro e guarda-lo fisicamente num cofre, o dinheiro não terá nenhum reajuste e perderá gradativamente o seu poder de compra.

Portanto, se você tiver algum valor guardado em casa, para emergência, aconselhamos no mínimo deixa-lo aplicado na poupança. É mais rentável ao dono do dinheiro e evita também de roubarem esse valor sacado.

 

Especificamente sobre Conta Poupança

A conta poupança, servida pelos bancos, é o meio mais comum e utilizado atualmente como método de economizar dinheiro. Ela é muito fácil de ser aberta em qualquer banco (inclusive para pessoas com restrições no CPF).

Além disso, não há cobrança de tarifas mensais como em outras modalidades de conta bancária. Outro benefício é a isenção de IR (Imposto de Renda) para qualquer valor depositado nela.

Com certeza são ótimos benefícios, mas seus rendimentos “quebram completamente” a fantasia de que ela é uma forma de investimento. Ela devolve juros mensais que dependem do dinheiro ficar completamente parado em conta.

Ou seja, a intensão dos bancos é que você deixe o dinheiro na poupança o maior tempo possível. Eles usam o dinheiro que está nas contas poupanças como Crédito Imobiliário para outros clientes. Uma parte dos rendimentos desse empréstimo é devolvida ao cliente que forneceu os recursos do empréstimo: o dono da poupança.

Fora isso, os juros da poupança não cobrem nem o índice de inflação anual. Para efeito de comparação, no ano passado (2015) a poupança teve um Retorno Absoluto de 8,07% no ano. Já a Taxa de Inflação (IPCA) encerrou na faixa de 10,67%.

Isso resulta em um prejuízo de aproximadamente -2,5% de Retorno Real, para quem deixou seu valor na poupança. Para finalizar, como ele é um serviço bancário, ela também possui riscos para quem deixa o dinheiro nela. Caso o banco venha à falência, ele não conseguirá lhe pagar o valor que você possui ali aplicado.

 

Mas e a Previdência Privada?

“A Previdência Privada se enquadra como…” Investimento! Pois é. Os planos de Previdência Privada possuem a finalidade de auxiliar a Previdência Social, com uma renda extra. Mas a Previdência Privada possui uma rentabilidade muito boa, para longos prazos.

Esse rendimento é obtido em Fundos de Investimento. Ou seja, ao aplicar na Previdência Privada, esse valor é redirecionado a um Fundo de Investimentos que fornecerá os juros da aplicação.

Além disso, ela possui outros benefícios que são bastante vantajosos para Partilha de Bens e Herança. Vale a pena dar uma olhada nesse nosso artigo que explica detalhadamente esses benefícios.

 

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