Por que investir em previdência privada?

A expectativa de vida dos brasileiros tem aumentado e é muito comum encontrar pessoas saudáveis e independentes com mais de 80 anos por aí. Considerando o atual regime de...

A expectativa de vida dos brasileiros tem aumentado e é muito comum encontrar pessoas saudáveis e independentes com mais de 80 anos por aí. Considerando o atual regime de previdência social brasileiro, se essas pessoas se aposentarem com 65 anos, serão mais 15 anos de vida sem trabalho. O grande problema reside no fato de que a aposentadoria pelo INSS não paga o mesmo valor que se recebia enquanto a pessoa estava na ativa. O aposentado recebe apenas uma parcela do valor correspondente ao seu salário como trabalhador.

Então, o que fazer para não passar por problemas financeiros durante os anos do merecido descanso da aposentadoria? A solução é investir em previdência privada! Acompanhe nosso artigo e saiba mais sobre o assunto:

A previdência privada garante qualidade de vida na velhice

O poder de compra da pensão paga pelo INSS perdeu muito valor desde que o Plano Real entrou em vigor. Vamos analisar: em 1994, o teto da aposentadoria era R$582,86 e o salário-mínimo era de R$70. Esse teto representava 8,33 salários-mínimos. Em 2015, o teto é de R$4.663,75 com um salário-mínimo de R$788, o que dá 5,91 salários mínimos, representando uma perda real do poder de compra de mais de 29% em 21 anos.

Como a tendência é de achatamento devido aos altos índices de déficit da previdência social, a previdência privada é uma ótima maneira de garantir que os valores recebidos durante a aposentadoria garantam a sua qualidade de vida na velhice.

A previdência privada é mesmo vantajosa?

Para quem começa a investir desde cedo, a previdência privada certamente é uma boa alternativa de investimento. Mas esse investimento exige disciplina pois, após uma certa idade, a maioria das pessoas vê seus ganhos aumentarem, mas os gastos também aumentam muito, o que faz com que a previdência privada seja vista como um gasto a ser cortado.

Algumas empresas estimulam os funcionários a guardarem dinheiro em fundos próprios de previdência privada e até contribuem com uma parte do valor guardado pelo funcionário. Por exemplo, se o funcionário guarda R$100 todo mês, algumas empresas adicionam R$50 a esse valor, o que é um estímulo e tanto.

Se a ideia é iniciar uma previdência privada mais próximo da aposentadoria, o problema será o pouco tempo para se investir e os benefícios tributários da previdência privada não serão aproveitados em todo o seu potencial. Na tributação pela tabela regressiva, por exemplo, os valores de imposto de renda começam com 35% nos 2 primeiros anos e terminam com 10% depois de 10 anos.

Se uma pessoa começa a economizar depois dos 55 anos de idade e pretende se aposentar antes dos 65, ela não conseguirá deixar o dinheiro tanto tempo investido para se beneficiar pela tabela regressiva. A alternativa é optar pela tabela progressiva, que vai de 0% a 27,5% de IR, dependendo de quanto seja resgatado ou, ainda, investir no tesouro direto, fixando a alíquota de 15% de IR sobre os ganhos (desde que o dinheiro fique investido por pelo menos 2 anos).

Sempre negocie as taxas com a instituição gestora

A taxa de carregamento, que é um percentual descontado dos valores guardados ou retirados, assim como a taxa de administração, deve ser muito bem negociada com a instituição gestora. Talvez, no início do plano, com menos dinheiro investido, você não consiga grandes vantagens, mas conforme os valores forem crescendo, você poderá migrar entre instituições e fundos livremente, sempre buscando mais descontos.

A ideia principal de se investir em previdência privada não é ganhar muito dinheiro, mas conseguir manter a qualidade de vida que se tinha enquanto se estava trabalhando, evitando perdas significativas em termos de renda.

Mas de nada adianta esperar a aposentadoria bater à porta para começar a investir em previdência privada. É preciso iniciar o quanto antes, pois menos recursos serão necessários mensalmente e farão menos diferença no orçamento do investidor.

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