Pirâmide financeira: como evitar cair no golpe!

Quando iniciamos nossa vida no mercado financeiro, é super comum que uma das nossas principais preocupações é a rentabilidade dos investimentos dos quais possuímos. Afinal, muitas vezes, para nós...

Quando iniciamos nossa vida no mercado financeiro, é super comum que uma das nossas principais preocupações é a rentabilidade dos investimentos dos quais possuímos.

Afinal, muitas vezes, para nós o melhor investimento é justamente aquele que traz a maior rentabilidade possível.

Porém, além dessa ideia poder levar a uma carteira de investimentos que faz pouco sentido para os objetivos do investidor, isso também pode levar a um problema mais grave:

Podemos ser vítimas da chamada pirâmide financeira.

Pensando nisso, preparamos este artigo para te ajudar a fugir desses esquemas!

Como a pirâmide financeira funciona

Tudo começa com uma proposta incrível de rentabilidade.

O dono da pirâmide financeira oferece retornos altos, que muitas vezes não necessitam altos investimentos e num padrão muito acima do mercado.

Em si, ele acaba lhe vendendo a ideia de que tal proposta é livre de risco.

Ou seja:

O que lhe é apresentado é uma baita de uma oportunidade, já que os retornos são muito acima dos que você consegue no mercado.

E ainda lhe é garantido de que não há nenhum risco do qual ele tenha que se preocupar.

Basta apenas que você dê o dinheiro, e ele cuida do resto.

Vale lembrar, que, quem está no comando da pirâmide pode ser tanto uma pessoa quanto uma instituição!

O passo seguinte…

Este é o passo que dá o nome de pirâmide financeira:

O criador da pirâmide financeira, para efetivamente conseguir cumprir o prometido e dar um lucro alto ao investidor, necessita de uma coisa:

Que outros investidores entrem na pirâmide financeira.

Isso é fundamental para a pirâmide andar pra frente.

Existem 2 formas principais de acontecer:

O dono pode circunstanciar isso como uma obrigação para a pessoa continuar tendo acesso à oportunidade.

OU

Pode, também, oferecer benefícios para aqueles que trazerem mais pessoas para a pirâmide financeira.

Basicamente, aquele retorno alto prometido primeiramente não advém de um investimento fora de série que dá retornos altos, nem nada do tipo.

Os retornos são obtidos com o dinheiro daqueles que entram para dentro da pirâmide financeira.

Os novos entrantes que pagam os lucros daqueles que entraram anteriormente.

Por isso, não é incomum de se ver em pirâmide financeira um “mínimo” de novos entrantes que os investidores têm de convidar.

Sem estes entrantes, caso o investidor peça o resgate do valor que tem em conta, o dono simplesmente não tem como dar o dinheiro.

No curto prazo, caso o fluxo flua bem, o dono consegue até efetuar pagamentos.

Isso, inclusive, é utilizado para ganhar a confiança do investidor.

Só que é no longo prazo que as coisas começam a complicar.

Quando os problemas surgem

Conforme passa o tempo, o número de pessoas necessário para continuar mantendo o esquema em funcionamento multiplica.

Pense nesse fenômeno com um exemplo:

1 pessoa, em uma pirâmide financeira hipotética, para conseguir retirar o dinheiro, precisa que mais 6 pessoas entrem na pirâmide financeira.

Agora, caso essas 6 pessoas entrem, cada uma delas que entraram agora precisam que outras 6, para cada uma delas, entrem no esquema para conseguir retirar o dinheiro.

Ou seja, antes era necessário apenas 6, agora 36 pessoas novas precisam entrar.

E cada uma nova que entra, a base vai multiplicando por 6 e o número de novos entrantes necessários vai aumentando.

Consegue perceber o problema?

O tempo passa e se faz necessário cada vez mais uma quantidade maior de pessoas aderindo à pirâmide.

E isso tudo de forma exponencial.

Logo, o crescimento traz outro problema:

Fica cada vez mais difícil conseguir chegar em um número saudável, já que este se torna muito alto.

E isso enquanto, ao mesmo tempo, as possibilidades de novas captações vão diminuindo.

É nesse estágio que a pirâmide financeira começa a demonstrar seus sinais de falência.

Com o maior número de clientes, maior é sua exposição e maior é o número daqueles que percebem que o negócio se trata de uma pirâmide.

Isso faz com que a quebra de qualquer pirâmide seja inevitável.

Alerta!

Vale citar que, dependendo do tipo de pirâmide financeira, isso pode até ser pior.

Suponhamos que é oferecido ao investidor um investimento com retornos acima do normal por uma instituição financeira.

Bastando apenas criar uma conta com ela e que se deposite o dinheiro na conta.

Neste tipo de golpe, mesmo que a instituição não consiga mais o número de clientes necessários para sustentar a pirâmide, existem problemas:

Desde que ela continue alterando os números na conta do investidor e desde que ele não tente fazer a retirada, para o investidor, fica como se nada estivesse acontecendo.

O problema se torna real quando o investidor decide retirar o dinheiro e aí descobre que, na realidade, não há nenhum dinheiro a ser resgatado.

Então, muitas vezes, em casos semelhantes a este, a pirâmide se torna insustentável, sim.

Mas o investidor, em si, só descobre isso em um momento posterior.

O que dá espaço para que a instituição/dono do golpe tente formas de fugir com o dinheiro que ainda lhe resta e deixar as vítimas na mão.

Então se eu receber o dinheiro em mãos, não é uma pirâmide financeira?

Errado!

Lembre-se que este tipo de problema é conhecido também por quem faz a pirâmide financeira.

Dessa forma, muitas vezes, para tentar adquirir a confiança dos entrantes, o mandante faz o pagamento para algumas pessoas que pedem a retirada.

Principalmente quando o golpe ainda não atingiu o seu limite.

Já que, em si, há dinheiro disponível para arcar com o resgate de dinheiro do esquema.

Então, mesmo que haja um pagamento, ainda assim não livra a hipótese de que possa ser uma pirâmide financeira.

É muito importante que se saiba identificar todas as características que assemelham o negócio a uma pirâmide financeira.

Para assim poder realmente distinguir um negócio que realmente vale a pena para aquele que, com certeza, não vale.

Como, então, identificar uma possível pirâmide financeira?

As dicas são:

  • Desconfie se é oferecido retornos muito acima dos retornos oferecidos pelo mercado. Caso tiver dúvidas em saber se o retorno oferecido é realmente alto, o ideal é que busque comparativos com outras instituições e veja a disparidade de valores.
  • Desconfie de quando não é especificada a forma como a instituição/pessoa irá usar o seu dinheiro.

 

  • Procure saber se este tipo de negócio é regulado por alguma instituição, como a CVM, por exemplo. Isso indica que, se um órgão de regulação não viu um problema nas ações do ofertante, então as chances de ser uma pirâmide financeira são reduzidas.
  • Tente, também, retirar o maior número de informações possíveis diretamente com quem está te oferecendo o negócio e veja se as respostas que o ofertante te passa fazem sentido. Se não souberem te explicar como o negócio é feito, ou não sabem explicar de maneira satisfatória (com informações estranhas, sem sentido), já há ai um indício de que pode não ser seguro.

OBS: Muitas vezes – principalmente quando a pirâmide financeira busca atingir investidores –, é utilizado uma desculpa que, para garantir a rentabilidade, a instituição investe em diversas aplicações.

Isso principalmente em renda variável, já que estas usualmente podem dar mais retornos.

Em situações como essa, se ainda lhe é garantido a segurança na rentabilidade, já é um motivo para desconfiar em dobro desse negócio, pois este tipo de aplicação envolve riscos maiores.

Como dica, também, irei contar sobre um caso real de pirâmide:

O primeiro esquema ponzi.

Caso Ponzi

Trago o caso que originou o nome “esquema ponzi”: A fraude de Charles Ponzi.

Charles – ou Carlos – Ponzi foi um dos maiores golpistas que apareceram no século 20.

Nascido na Itália, emigrou para os EUA e não demorou muito para começar a realizar golpes. A falsificação de cheques é um exemplo.

Porém, ao ser preso, decidiu que tentaria golpes maiores, e aí surgiu seus golpes em pirâmide financeira, que o transformaram em uma “celebridade”.

Como começou

Em 1919 Ponzi criou uma instituição chamada “The Security Exchange Company”.

Essa instituição oferecia um retorno incrível de 50% em 90 dias, chamando a atenção do mundo inteiro, pois, claramente, era um retorno muito acima do que o mercado dava naquela época.

Em poucos meses, já se formavam filas na frente de sua instituição (ainda mais que não havia internet como há hoje).

Os rendimentos eram pagos do mesmo jeito que expliquei anteriormente:

O dinheiro de novos entrantes pagava os rendimentos daqueles que chegaram antes.

Mas isso necessitava que cada vez mais pessoas aderissem e colocassem mais dinheiro no negócio.

Além disso, Ponzi também se envolveu em outro esquema, mas com cupons que podiam ser trocados por selos.

Conseguia lucros bons (que chegavam a 200%) e vendeu a ideia para investidores de que era uma aplicação segura de se ter, transformando este também como em um esquema de pirâmide financeira.

O fracasso de ponzi

Mas, como nem tudo são flores para os criminosos, a pirâmide financeira, sem demorar muito, entrou em colapso.

Foi pego pela polícia e tudo o que ganhou usou para aqueles que haviam caído na pirâmide financeira.

Um fato interessante, inclusive, é que morreu como cidadão pobre no Brasil, no ano de 1948.

Como buscar retornos maiores de forma segura

Mesmo que haja estes casos de pirâmide financeira, ainda é possível buscar retornos maiores sem se expor ao risco de cair em algum golpe.

Neste artigo, por exemplo, damos um guia para os iniciantes na bolsa de valores, que é uma alternativa plausível de se buscar retornos maiores.

Só fique atento que, neste caso, mesmo que não haja riscos de cair em golpes, o investimento per si na bolsa de valores implica em outros riscos, que você deve se alertar.

Concluindo…

Em suma, o que deve ser entendido disso é:

Não há retornos altos sem riscos.

Não tem um investimento que seja livre de riscos e ainda tenha uma rentabilidade alta, e é por isso que sempre batemos na tecla do quão importante é diversificar os seus investimentos e buscar uma carteira de investimentos controlada.

E uma da qual, por meio do investimento em diversos tipos de aplicações, você consegue reduzir o grau de risco da sua carteira.

Caso queira entender isso de forma detalhada, e entender como aplicar seu dinheiro de maneira correta, recomendo que baixe este e-book do Primo Rico.

Até a próxima, primos!

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