Investidor conservador: conheça as melhores aplicações para você

Juntar dinheiro não é fácil. Pior ainda é ver as economias sendo corroídas pela inflação, pelos impostos e pelas taxas. Você já avaliou seu perfil? Se considera um investidor...
investidor conservador conheca as melhores aplicacoes para voce

Juntar dinheiro não é fácil. Pior ainda é ver as economias sendo corroídas pela inflação, pelos impostos e pelas taxas. Você já avaliou seu perfil? Se considera um investidor conservador ou pensa como Tim Maia: “Digo ao mundo inteiro. Não quero dinheiro. Eu só quero amar.”?

Quem não gostaria de ver o dinheiro se multiplicando ao longo do tempo? Mas, aplicar no mercado financeiro parece muito arriscado, aquela história das letras miúdas.

Bom mesmo seria ter alternativas seguras e descomplicadas que você pudesse acompanhar em tempo real. E sem as armadilhas oferecidas por gerentes de banco preocupados em bater metas.

Continue a leitura deste artigo com a mente aberta! Aqui vamos apresentar conceitos que você pode até já ter lido em outros lugares, mas que em uma nova perspectiva, certamente vão ajudá-lo a ter a motivação que faltava para abandonar de vez a poupança. Um horizonte muito melhor está ao seu alcance. Vamos lá?

 

A flexibilidade dos títulos bancários

Como falamos acima, não dá pra confiar de olhos fechados no gerente do banco. Afinal, o maior compromisso dele é com a instituição que lhe paga o salário. Não estamos aqui fazendo nenhuma acusação de desonestidade. Mas, quando se trata de dinheiro, ser ingênuo pode custar caro.

Uma das vantagens que o investidor conservador não gosta de abrir mão é a liquidez. É compreensível fazer questão que seu capital esteja disponível sem burocracia em qualquer momento de necessidade. É comum em grande parte dos CDBs oferecer essa facilidade. Mas o que significa essa sigla?

 

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Na prática, CDB é um empréstimo que você faz ao banco. Ele se compromete a te pagar rendimentos para que, em troca, possa usar seu dinheiro em outras operações em que terá maior lucro, como cheque especial ou o rotativo (cartão de crédito).

O CDB geralmente é fixado em uma taxa bancária chamada CDI, que é a média das operações de crédito que as instituições financeiras realizam entre si. Para facilitar a compreensão, fica bem próximo da Selic, a taxa básica de juros da qual falam todos os dias nos jornais.

Outra possibilidade também comum é estipular o rendimento conforme a inflação (IPCA), acrescido de um percentual fixo. A poupança, por exemplo, já chegou a perder para a inflação.

 

Letras de Crédito

Também é muito desagradável ver seu dinheiro ir para o ralo dos impostos. Aqui não vamos discutir política, mas o uso que o governo faz do seu dinheiro é no mínimo questionável, concorda?

A dica a seguir é sobre duas modalidades de aplicação para o investidor conservador que são livres do Imposto de Renda (IR) para pessoa física e também do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): as letras de crédito.

A explicação é que seu capital será direcionado a setores estratégicos da economia, o Agronegócio (LCA) e o mercado Imobiliário (LCI). Em ambos os casos, são operações lastreadas em recebíveis. Mas pode ficar despreocupado, pois quem se responsabiliza por esse pagamento é a instituição emissora. Além de tudo, como veremos a seguir, existem outras garantias.

A LCI e a LCA, assim como o CDB, podem ser referenciadas no CDI ou em outra taxa estabelecida no momento da contratação. Assim, não haverá surpresas quanto à rentabilidade. Quanto à segurança, até o limite de R$ 250 os títulos bancários estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Por isso, mesmo que o banco venha a quebrar, você não corre risco de tomar um calote.

 

A segurança dos títulos públicos

Por mais sólido que seja um banco, essa instituição nunca terá a mesma facilidade de geração de caixa que o governo. Isso é simples de constatar, pois em caso de necessidade, o governo pode aumentar os impostos ou até mesmo fabricar dinheiro.

A boa notícia para o investidor conservador é que o governo também capta recursos para financiar suas atividades e oferece boa remuneração.

Isso acontece por meio do Tesouro Direto, basicamente uma plataforma de investimento em títulos públicos que está disponível na internet. Nela, é fácil acompanhar em tempo real a valorização do seu dinheiro e também é possível fazer negociações. Conheça a seguir os principais títulos oferecidos:

  • Letra Financeira do Tesouro (LTF): pós-fixado no CDI
  • Letra do Tesouro Nacional (LTN): pré-fixado no valor final de R$ 1 mil
  • Nota do Tesouro Nacional (NTN): atrelado ao IPCA (inflação)

Mas, assim como acontece com o CDB, existe a cobrança regressiva de Imposto de Renda sobre os rendimentos. As taxas variam conforme o prazo de resgate do investimento. Para aplicações em até 180 dias, alíquota de 22,5%; de 181 dias a 360 dias, o imposto cai para 20%; de 361 a 720 dias vai para 17,5%; e acima de 721 dias é aplicada a menor tarifa, de 15%.

 

A comodidade de aplicar em Fundos Simples

O investidor conservador também pode diversificar suas aplicações, deixando um especialista do banco ou de uma corretora tomando conta do patrimônio. Nos chamados Fundos Simples, é similar ao que acontece em um condomínio: cada um tem sua cota.

O capital é distribuído em aplicações de renda fixa, que podem obter boa rentabilidade. Mas tudo é definido previamente conforme o regulamento do fundo. Inclusive a taxa de administração (a qual você deve estar atento).

A cobrança do IR também acontece de maneira regressiva, conforme explicamos anteriormente. Por isso, o ideal é evitar retiradas em menos de 6 meses nesse tipo de aplicação. Outra característica que merece atenção é não existir garantia do FGC se o fundo aplicar em títulos públicos ou outra modalidade que não esteja assegurada.

 

O investidor conservador pode sair da poupança

Nessa altura você já percebeu que existem boas alternativas à poupança, mas talvez ainda precise ver alguns números para comprovar que elas são mais vantajosas para o investidor conservador. Então vamos tomar por exemplo o ano de 2016.

Conforme a Calculadora do Cidadão, do Banco Central, o rendimento ficou muito próximo da inflação. Isso significa que, ao longo de 12 meses, não houve ganhos significativos para quem investiu.

Por outro lado, quem aplicou em papéis remunerados pelo CDI, próximo de 14%, teve melhor rentabilidade. O mesmo vale para títulos que pagam o IPCA mais uma taxa fixa. Resumindo: no momento, a poupança realmente não vale a pena.

Na dúvida, basta preencher este formulário para ter assessoria on-line gratuita.

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