Quer investir em bancos? Conheça as vantagens e desvantagens!

Costumamos levar a nossa profissão muito a sério, não é? Estudamos, nos atualizamos, olhamos o mercado. Colocamos toda a nossa energia no trabalho e em garantir nosso sustento. Muitas...
quer investir em bancos conheca as vantagens e desvantagens

Costumamos levar a nossa profissão muito a sério, não é? Estudamos, nos atualizamos, olhamos o mercado. Colocamos toda a nossa energia no trabalho e em garantir nosso sustento. Muitas vezes, porém, não temos a mesma atenção para cuidar do que ganhamos. Assim, seguimos pela comodidade e apenas aplicamos o que sobra, seguindo uma indicação do gerente do banco. Mas será que vale mesmo a pena investir em bancos?

No post de hoje, vamos explorar 5 questões que devem ser levadas em consideração para decidir se devemos ou não investir em bancos. Então, continue lendo e confira!

 

1. Banco é “tudo a mesma coisa”?

A primeira ideia que precisamos esclarecer é que existem diversos tipos de bancos. Os bancos comerciais, por exemplo, fornecem financiamento para os diversos segmentos da sociedade, como comércio, indústria, prestadoras de serviços, pessoas físicas e terceiros, em geral.

Já os bancos múltiplos, como o nome sugere, prestam serviços bancários diversos. E devem operar, pelo menos, uma carteira comercial ou uma carteira de investimentos.

Além disso, eles também podem ser de varejo ou atacado, mais ou menos como vemos no comércio. O banco de varejo atende as pessoas físicas e, em alguns casos, micro e pequenas empresas. É nele que você tem sua conta-corrente, por exemplo.

O banco de atacado, por sua vez, tem como cliente as grandes companhias. Por fim, existem ainda os bancos de investimento: e os de grande porte são voltados para o desenvolvimento de grandes empresas.

Assim, se você tem conta em um grande banco, é bem provável que ele seja um banco múltiplo, com operações de varejo, atacado, banco de investimento e grande porte. A única coisa que ele provavelmente não oferece é uma operação de investimento voltada para atender investidores de menor porte.

Já os bancos de pequeno porte atendem também pessoas físicas, e possuem duas grandes vantagens:

  1. oferecem assessoria especializada em investimentos para o cliente comum
  2. alguns bancos novos são totalmente digitais, tendo custos reduzidos, e por isso, muitas vezes, cobram tarifas menores dos clientes, pagando rendimentos maiores nas suas aplicações.

Então, se você tem dinheiro investido em um grande banco, vale a pena pesquisar um pouco para saber se existem outras opções mais vantajosas para você.

 

2. O atendimento faz diferença?

Essa questão deriva diretamente da primeira. Bom, você já deve ter conversado com o gerente da sua conta, não é?

Falou sobre seu financiamento imobiliário, seguro do carro, cartão de crédito… No fim, você pediu uma dica de como aplicar um dinheiro que ia entrar. Então ele, prontamente, te indicou um produto do banco, e você fez a aplicação.

Agora, vamos pensar: o gerente tem mais de 500 contas sob sua responsabilidade, e precisa tratar de uma infinidade de produtos financeiros. Será que, com tudo isso, ele consegue ser um especialista em investimentos? Consegue entender quais são as suas necessidades e o melhor investimento para elas?

O atendimento não especializado, então, é uma das desvantagens de investir em bancos — ao menos nos grandes bancos. A não ser que você seja também um grande cliente: aí, com certeza, o banco vai providenciar um especialista em investimentos para você.

 

3. Investir em bancos rende diferente do que em outras instituições?

A resposta para essa pergunta é simples: sim, seus lucros com os investimentos variam bastante de acordo com a instituição escolhida.

Os grandes bancos, em geral, oferecem retornos menores para aplicações consideradas de baixo risco, e contam justamente com o seu tamanho para isso. Afinal, são grandes, têm muitos clientes e, portanto, não precisam pagar um retorno muito alto.

Mas aqui vale dizer também que o baixo risco é outro motivo para o rendimento menor. Explicamos: em geral os bancos grandes são instituições tradicionais bem sólidas. E isso tem um preço para o investidor, que é justamente o retorno mais baixo.

Inclusive, é comum ver grandes bancos pagando 80% do CDI em uma aplicação de renda fixa. Grosso modo, o CDI é uma taxa que acompanha a tendência da Selic — a taxa de juros básica do país.

Ou seja: você acaba ganhando menos do que o governo paga para quem lhe empresta dinheiro por meio da compra de títulos públicos. Já os bancos menores, por outro lado, por vezes oferecem investimentos com rendimento acima de 100% do CDI.

Vejamos um exemplo, só para você entender a diferença: se, em 31 de dezembro de 2015, você investiu R$ 10.000 em uma aplicação que rendia 100% do CDI, um ano depois você teria R$ 11.400.

Já se o rendimento fosse de 80% do CDI, o valor cairia para R$ 11.105. Não é uma diferença desprezível, não é? É por isso que, para investir em bancos, é preciso sempre conferir as taxas de retorno.

 

4. Os objetivos influenciam na escolha dos investimentos?

Investimos mesmo para alcançar nossos objetivos e realizar nossos sonhos, certo? Garantir o futuro dos filhos, comprar uma casa, viajar, trocar de carro, conquistar uma aposentadoria tranquila… Pois são esses objetivos que vão determinar quais aplicações você deve ter.

Alguns deles têm prazo bem longo, como a faculdade do seu filho ou a sua aposentadoria. Nesse caso, um plano de previdência privada pode ser uma ótima opção, te oferecendo várias vantagens.

Uma delas é que você pode criar disciplina para investir, programando aplicações mensais como se estivesse pagando mais uma das suas contas. E, quanto mais cedo você começar, melhor. Quer ver?

Digamos que você contratou um plano e começou a poupar aos 20 anos. Com um aporte inicial de R$ 1.000, você contribuiu todos os meses com R$ 200 pelos próximos 45 anos. E vamos supor que seu plano rendeu, em média, 0,6% ao mês. Assim, chegando aos 65 anos, você terá acumulado cerca de R$ 835.000!

Mas, se começar a investir aos 40 anos, mesmo que a contribuição seja maior, ainda vai ser bem difícil alcançar o mesmo. Exemplo: com um aporte inicial de R$ 10.000 e uma contribuição mensal de R$ 500, você só terá acumulado aproximadamente R$ 478.000 até os 65 anos.

Agora, vale ressaltar que não estão inclusos nesses cálculos os impostos, o efeito da inflação e a taxa de administração dos planos.

Além disso, fique atento às condições do plano antes de decidir pela contratação. Os grandes bancos costumam cobrar taxas elevadas que corroem os rendimentos, como veremos a seguir.

 

5. As taxas cobradas são muito importantes?

Vamos voltar ao primeiro exemplo para ver o peso que a taxa de administração pode ter no seu bolso.

Se o plano de previdência privada tem taxa de administração de 0,5% ao ano, o total acumulado cairia dos R$ 835.000 acima para R$ 710.000. Já se a taxa fosse de 2,2% ao ano… Você chegaria aos 65 anos com apenas R$ 413.000.

Além disso, é bom saber que os grandes bancos, em geral, oferecem apenas os seus próprios planos de previdência, e costumam ter taxas de administração mais altas.

Por isso, antes de investir em bancos na hora de contratar seu plano de previdência privada, pesquise também outras opções, como bancos de pequeno porte e seguradoras. Eles podem oferecer um leque maior de opções e, muitas vezes, com taxas menores.

Enfim, olhe com cuidado para os seus investimentos. Se você tem família ou cônjuge, os envolva na conversa. Afinal, eles também são parte interessada! E lembre-se: o futuro é construído um pouco a cada dia.

Se você acompanha um pouco o noticiário, já percebeu que não vai dar para contar apenas com a previdência social para ter uma vida digna na aposentadoria, não é? Então aproveite para entender quais são as principais diferenças entre a previdência social a previdência privada!

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