12 Investimentos Financeiros para quem não quer correr riscos

O ano de 2016 ficará marcado na história como um ano de elevação da crise econômica a patamares que há mais de uma década não eram vistos no país....
melhores investimentos financeiros para nao correr riscos

O ano de 2016 ficará marcado na história como um ano de elevação da crise econômica a patamares que há mais de uma década não eram vistos no país. O Banco Central prevê um encolhimento de 3,83% no Produto Interno Bruto (PIB). Diante disso, fazer investimentos financeiros exige ainda mais cautela, o que não significa que é preciso parar de investir!

Vamos conversar um pouco sobre os principais riscos que existem no mercado de investimento e aproveitar para conhecer os melhores tipos de investimentos financeiros que representam baixas ou nenhuma chance de perdas? Acompanhe!

 

5 principais riscos do mercado de investimentos financeiros

 

É muito importante estar ciente dos principais riscos globais do mercado na hora de investir. De uma forma geral, podemos citar os riscos de mercado, de crédito, de oscilação de taxas de juros, de liquidez e operacionais. Vamos entender cada um deles?

 

Riscos de mercado

Esses riscos têm muito a ver com o caminho natural do mercado. Você compra ações, por exemplo, esperando que elas se valorizem, mas fatores externos ao seu controle podem levá-las a se desvalorizarem.

A melhor forma de se prevenir é investir em uma carteira diversificada de ações. Assim, mesmo que haja perdas em alguma ação, os ganhos em outras podem compensar o prejuízo.

 

Riscos de crédito

Para quem investe em renda fixa, há o risco do famoso calote. Sendo assim, emprestar dinheiro ao governo pode ser mais seguro do que a uma empresa ou um banco. No caso do governo, mesmo em dificuldades, há a possibilidade da União emitir moeda para fazer os pagamentos. No caso dos bancos, é importante se certificar de que há alguma forma de seguro ao comprar títulos de CDB, LCI e LCA.

 

Riscos de oscilação das taxas de juros

Quem investe em títulos de renda fixa atrelados à inflação ou prefixados, corre riscos com a oscilação das taxas de juros. Isso quer dizer que, quando os juros sobem, os títulos se desvalorizam.

Por isso, o mais indicado é investir em títulos pós-fixados em momentos conturbados da economia (como os que estamos vivendo), pois assim, além de não perder dinheiro, é possível ganhar com a oscilação das taxas.

 

Riscos de liquidez

A maioria dos investimentos altamente rentáveis no Brasil tem prazos preestabelecidos para a realização de resgates. Logo, é importante pensar em quando se quer utilizar o dinheiro, antes de fazer o investimento, e também fazer investimentos em aplicações que não tenham prazos muito longos para resgates. Isso evitará apertos, caso surjam imprevistos.

 

Riscos operacionais

Os riscos operacionais podem ser muito banais, especialmente por quem não conhece os meandros da administração de investimentos financeiros. Daí a importância de escolher corretoras éticas e já bem consolidadas no mercado, especialmente as recomendadas e certificadas pela BM&FBovespa e pela Cetip.

 

12 melhores investimentos financeiros para evitar correr riscos

Agora vamos a uma lista de investimentos que representam baixo ou nenhum risco para o investidor:

 

1. Títulos do Tesouro Direto

Os títulos do governo federal pagam exatamente o que prometem. Para isso, claro, é preciso ficar com o título até a data do vencimento.

Mas atenção: os títulos do Tesouro Direto não têm vencimento no curto prazo, o que significa que o resgate não poderá ser feito em menos de 1 ano. E quando se adquire notas para vencimento nesse prazo, os rendimentos são muito pequenos.

Obviamente que, no caso de precisar do dinheiro, você poderá vender o título a outro investidor ou corretora que o adquira. O que importa é saber que esse é um dos tipos de investimentos financeiros mais seguros que existem. Até porque o risco de crédito para esses produtos é praticamente inexistente.

 

2. Tesouro Selic (LFT)

Os chamados LFTs são títulos públicos com rendimentos que vão de acordo com a variação da taxa básica de juros, a Selic.

Uma das vantagens desse investimento é que, se você investir 100 reais, terá exatamente a mesma rentabilidade de alguém que investir 100 mil reais. Além disso, por seu valor apresentar volatilidade baixa, não há perdas na hipótese de o investidor precisar vendê-lo antes da data de vencimento. E o Tesouro sempre garante sua recompra pelo preço de mercado.

 

3. Tesouro IPCA+

Essas notas têm a rentabilidade composta por dois fatores. São a taxa de juros pré-fixada, acordada no momento da compra, e o percentual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Caso a venda seja feita antes do vencimento, pode ocorrer de a rentabilidade ser maior ou menor do que aquela do momento da contratação. Porém, o indicado é que os títulos sempre sejam mantidos até o vencimento. Isso garante toda a rentabilidade contratada e o recebimento do mesmo valor pago pelas notas.

 

4. Tesouro IPCA+ com juros semestrais

Para quem deseja fazer o resgate antes da data de vencimento, esse título é o mais indicado. E também para pessoas que querem proteger seus rendimentos em uma hipótese assim. Pois, ao contrário do IPCA+, as notas com juros semestrais não pagam a rentabilidade apenas no vencimento ou na venda. Eles incidem a cada seis meses sobre o capital mantido.

As datas de vencimento desses títulos também ficam para o longo prazo. Então, seus pagamentos semestrais são como adiantamentos da rentabilidade total referente aos últimos seis meses. E vão ocorrendo ao longo de todo o tempo de investimento.

Porém, esses pagamentos de rendimentos semestrais apresentam uma desvantagem. O Imposto de Renda sobre a rentabilidade incide sobre cada recebimento semestral deles. Ou seja, se o lucro da aplicação for reinvestido já terá defasagem.

Como comparação, os investimentos financeiros no Tesouro Selic sem juros semestrais apenas são tributados na venda ou no vencimento.

 

5. Tesouro IGP-M+ com juros semestrais

Os títulos atrelados ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) apenas são vendidos com juros pré-fixados e semestrais. Assim, funcionam da mesma forma que as notas IPCA+ com juros semestrais.

A diferença fica por conta apenas do índice de mercado utilizado para balizar a rentabilidade.

 

6. Títulos pré-fixados (LTN)

Os títulos LTNs possuem taxas de rentabilidade pré-fixadas maiores do que as possíveis para as demais opções. E essa taxa é o único fator que calcula os rendimentos da aplicação.

Porém, os LTNs não têm um cálculo de capital mais rendimentos igual aos demais títulos do Tesouro. Aqui, cada nota adquirida vale R$ 1 mil — o quanto o investidor receberá por título quando seu vencimento chegar. E os juros são utilizados para definir o preço de compra no momento da aplicação.

Por exemplo, se duas pessoas comprarem títulos com diferentes taxas, ambas receberão R$ 1 mil no vencimento. Mas quem adquirir com taxa maior pagará menos pelo título e, ao final, terá lucro maior recebendo essa mesma quantia.

E quanto mais perto estiver o vencimento do título, mais caro será para comprá-lo. Pois o Tesouro é destinado ao longo prazo, gerando mais rendimentos a quem mantiver suas notas por mais tempo. Por isso, atualmente, as opções com vencimento em janeiro de 2017 custam aproximadamente R$ 980 por nota. Enquanto os títulos que vencem em 2023 podem ser comprados por pouco menos de R$ 500.

 

7. Títulos de renda fixa

Quando se investe em renda fixa, sabe-se exatamente o valor que os títulos irão render (remuneração pré-definida). Como via de regra, nesse tipo de investimento paga-se uma alíquota de Imposto de Renda de 22% para aplicações de até 180 dias, o que pode ser alto.

O ideal é investir no longo prazo, pois o valor do IR cai conforme o prazo aumenta. Por exemplo, para aplicações entre 181 e 300 dias, a alíquota é de 20%; entre 361 e 720 dias, 17,5% e 15% para prazos acima de 720 dias. Mas também existem as opções isentas da tributação.

Conheça as melhores opções dessa modalidade para não correr riscos.

 

8. Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Os CDBs são, na prática, empréstimos que você faz ao banco e é remunerado por isso. São títulos que têm rendimentos pós-fixados, mas, mesmo assim, são bons, pois os rendimentos estão atrelados à chamada taxa CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro), muito próxima da taxa Selic.

Além de seguros, os CDBs têm o dobro de rendimento da poupança, por exemplo. E cada banco negocia suas taxas de rendimento, o que pode ser muito útil na hora de planejar o investimento.

 

9. Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

A LCA, que é uma espécie de título emitido pelos bancos para financiar o agronegócio, tem como principal vantagem a isenção do Imposto de Renda. No entanto, tem prazos de vencimento mais longos e exige aportes maiores que o CDB, por exemplo.

As LCAs são investimentos financeiros seguros, pois, assim como os CDBs, são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) — entidade mantida pelos bancos para garantir a segurança do mercado financeiro. Isso significa que se o banco quebrar, o FGC reembolsa o valor do seu investimento (até 250 mil reais por instituição/CPF).

 

10. Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

As LCIs são títulos muito parecidos com as LCAs. São emitidas pelos bancos para financiar o setor imobiliário e são isentos de IR. Têm as mesmas garantias e podem ser negociadas com os bancos, o que muitas vezes facilita bons rendimentos (de acordo com a necessidade dos bancos de captar dinheiro).

 

11. Letras de Câmbio

As Letras de Câmbio são emitidas por financeiras, a fim de captar recursos para oferecerem financiamentos de bens e crédito pessoal. Funcionam como o CDB emitido pelos bancos, mas para essas empresas financeiras.

Elas oferecem juros maiores de rentabilidade, em relação às emissões de bancos e do governo, por terem menos credibilidade que ambos. Assim, conseguem atrair compradores de suas Letras.

Esses produtos também têm o capital segurado pelo FGC em até R$ 250 mil por CPF, como ocorre com CDB, LCI e LCA. Ou seja, ainda que uma financeira quebre — possibilidade maior para essas instituições do que para os bancos —, não se perde o dinheiro investido.

 

12. Fundos de investimentos

Aqui, cautela e conhecimento de aplicações são mais necessários do que nas opções anteriores, pois trata-se de renda fixa e variável. E esta última apresenta mais riscos em relação à renda fixa. Além disso, alguns investimentos financeiros dos fundos são mais complexos e podem envolver diferentes produtos.

Por meio dos fundos, um número de investidores compra quotas de aplicações, gerenciadas por um gestor autorizado a atuar no mercado financeiro. É ele quem dá as ordens de compra e venda. E também é o encarregado de analisar os fatores que influenciam as aplicações para tomar decisões.

Além disso, os membros devem obedecer a um conjunto de normas, adaptadas a cada tipo de fundo. Essas regras ditam aspectos como risco admitido, produtos inclusos, quotas disponibilizadas e regras para entrada e permanência.

Em relação aos rendimentos, quando são obtidos, cada um recebe a rentabilidade de acordo com a quota adquirida. Da mesma forma, há divisão dos custos e taxas entre os participantes — o que minimiza as despesas.

Veja os tipos de fundos nos quais você pode investir protegido de riscos:

 

Fundos de renda fixa

Esses fundos têm como objetivo investir majoritariamente em opções como CDB, LCI e LCA — produtos com rendimentos atrelados a índices de juros. Eles representam no mínimo 80% das aplicações desse tipo de fundo.

 

Fundos de curto prazo

Ainda que o ideal seja investir para o longo prazo, essa é uma boa opção. Pois oferece títulos públicos com rendimentos pré-fixados e balizados por índices como IPCA e Selic.

Seus prazos de aplicações vão de 60 a 375 dias.

 

Fundos multimercados

Como o nome propõe, são fundos que diversificam as aplicações. Então, por meio deles, é possível, por exemplo, aplicar em renda fixa e também em títulos públicos.

Aliás, a renda variável pode fazer parte do fundo multimercado. Dessa forma, quem quiser investir nela fica mais protegido de perdas. Isso porque os gestores podem mover os recursos de investimentos de onde o cenário está ruim para outras opções. Assim, protege o capital ou melhora os resultados.

 

Gostou dessas dicas? Então aproveite para saber os 7 maiores erros dos investidores que você não deve cometer e aprenda a fazer investimentos financeiros mais inteligentes e seguros!

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