8 maneiras para aumentar o retorno do investimento

Com a taxa de juros em queda, vale a pena gastar tempo para buscar investimentos com rendimentos melhores. A economia estagnada e a inflação que apenas agora está se...
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Com a taxa de juros em queda, vale a pena gastar tempo para buscar investimentos com rendimentos melhores. A economia estagnada e a inflação que apenas agora está se acomodando fizeram acender a luz amarela para os investidores. Por isso, já é fato comum: é necessário aumentar o retorno do investimento em aplicações.

Como conseguir essa façanha, considerada a atual conjuntura econômica? É o que vamos descobrir. Conheça 8 caminhos que facilitam esse objetivo.

1. Aumente seu nível de conhecimento financeiro

A educação é o ponto de partida para a evolução em todos os sentidos. Basta ler a biografia de qualquer empresário de sucesso e você descobrirá que ele passa boas horas do seu tempo aprendendo mais sobre tudo.

Ele lê sobre o mercado em que atua, como outros grandes empresários chegaram lá, inovações tecnológicas, como está a situação geopolítica no país e no mundo, como isso afeta o negócio dele e quais mudanças na legislação podem ter impacto sobre seus resultados.

Não é nas finanças que isso seria diferente. Se você quiser aumentar os seus níveis de retorno do investimento, chegando até a dobrá-los, um passo importante (e deve ser o primeiro) é aumentar os seus conhecimentos financeiros. Muitos brasileiros apenas conhecem a caderneta de poupança como uma aplicação popular, e isso é um erro fatal.

O problema é que a caderneta de poupança tem um rendimento muito baixo e, por vezes, não chega nem a cobrir a inflação. Em 2015, por exemplo, rendeu 8,15%, enquanto a inflação foi de 10,67%.

Ou seja, quem aplicou naquele ano perdeu dinheiro! Chegou ao fim de 2015 sem nem conseguir comprar o que comprava no começo do ano, mesmo tendo deixado o dinheiro aplicado na poupança.

Por isso, para ter um bom retorno do investimento, corra da poupança, principalmente se o seu objetivo é o longo prazo. Essa é uma das lições que o conhecimento financeiro trará.

2. Diversifique sua carteira de investimentos

Diversificar a carteira de investimentos não é aplicar no mesmo título, em vários bancos diferentes. Está longe disso e, se você ainda estiver pensando assim, volte rapidinho para o nosso primeiro passo.

Em primeiro lugar, defina quais são suas metas e prazos. Quer fazer uma pós-graduação fora daqui a dois anos? Garantir uma aposentadoria tranquila em 25 anos? Juntar o dinheiro para pagar a faculdade do filho em 15 anos?

O objetivo e o prazo vão ajudar a decidir se você pode optar por aplicações mais arriscadas, que podem trazer maior retorno do investimento, ou se deve ser o mais cauteloso possível, procurando aplicações de baixo risco.

Além das metas e prazos, outros fatores vão influenciar na escolha dos investimentos. Um deles é a sua personalidade. Como você se sente ao ver o valor dos seus investimentos oscilando, inclusive para baixo? Se isso afeta você e faz com que você se desfaça do investimento sem antes fazer uma análise fria, talvez seja melhor não buscar aplicações de maior risco.

No entanto, sabemos que risco e retorno andam de mãos dadas. Escolher aplicações de menor risco, portanto, significa que as chances de obter maior retorno do investimento serão menores.

Por fim, além da personalidade, tem também o seu momento de vida. Existem situações em que simplesmente não é possível se arriscar a ter perdas, ainda que parciais e momentâneas. É o caso, por exemplo, de quando você está guardando o dinheiro para fazer uma cirurgia importante.

Com isso, você tem seu perfil de investidor: metas e prazo para cumpri-las, como você reage a aplicações de risco e se você pode aceitar mais riscos nas suas aplicações.

Agora é só ter disciplina. Por exemplo, se você resolver investir em um fundo de ações e ele, durante um período de tempo, gerar retornos negativos, mantenha a disciplina e não saia de uma aplicação até que o seu limite de perdas seja alcançado. Sem disciplina não se chega a lugar nenhum, aprenda isso!

Procure alternativas

Não faça a primeira aplicação que seu gerente recomendar. Existem muitas opções no mercado, inclusive fora dos grandes bancos — em corretoras de valores.

Algumas opções interessantes: invista em fundos multimercados (diversos ativos de uma só vez), letras de crédito, que possuem um prazo maior — mas oferecem mais rentabilidade, principalmente aquelas atreladas a bancos pequenos, assim como funciona com o CDB.

Nesse último caso, as instituições financeiras pequenas, por serem menos conhecidas, oferecem rentabilidade maior que os bancos mais populares. Além disso, com a proteção do FGC, você poderá investir tranquilo, que terá a garantia dos valores aplicados até o limite de R$ 250 mil por instituição bancária.

Isso é diversificar: buscar alternativas que reajam de forma diferente aos acontecimentos, ajudando o retorno do investimento a ser mais dinâmico. Assim, você retira os “ovos de uma única cesta” e os distribui em várias. Se vier uma ventania e derrubar uma ou outra cesta, você não perde tudo. É preciso fazer a nossa parte.

3. Identifique oportunidades únicas

O seu conhecimento prévio adquirido em finanças ajudará a identificar e aproveitar, da melhor maneira possível, oportunidades únicas.

Um modo muito comum de investir recursos é com imóveis. Esse hábito vem muito da época em que a inflação no Brasil era galopante, pois era uma forma de proteger o dinheiro. No entanto, engana-se quem acha que esse é um investimento de baixo risco.

Primeiro, são conhecidos pela falta de liquidez, ou seja, se você precisar do dinheiro, pode ser difícil vender no curto prazo pelo preço que você quer. Além disso, caso você alugue o imóvel, está sujeito tanto ao risco de inadimplência quanto ao de o imóvel ficar vago e você sem renda.

Por fim, imóvel requer manutenção e isso significa custos, que podem corroer boa parte dos seus rendimentos, diminuindo o retorno do investimento.

Isso não quer dizer que não existam bons negócios nessa área. Portanto, se você resolver adquirir um imóvel bem abaixo do valor, aquele em que o dono estava praticamente dando para o comprador, poderá segurá-lo por alguns anos e revendê-lo com um excelente retorno do investimento. Mas essas oportunidades só são identificadas por quem está realmente atento ao mercado.

Tome cuidado e evite investir em veículos, pois sempre perdem valor com o decorrer dos anos. A não ser que você seja do estilo colecionador, mas essa é outra história.

4. Fique atento ao que está acontecendo no mundo

Esta dica tem a ver com a primeira: fique antenado no mundo. Mudanças na economia, na política e na legislação podem afetar os investimentos. Aliás, não só podem, como é bastante comum.

Quer um exemplo? A continuidade de um presidente no seu mandato ou seu impeachment podem mudar muita coisa no mundo dos investimentos. Quando o mercado entende que vive um momento de maior risco e mais incertezas, tende a buscar opções mais conversadoras, e isso pode afetar o mercado de ações e outros.

Por outro lado, pode apresentar oportunidades também. Quem sabe não seja esse o momento de investir em dólar ou em ouro, por exemplo? É preciso pesquisar quais aplicações estão dando mais retorno do investimento.

Para entender o que está acontecendo, o único jeito é se manter informado. Leia o noticiário político e econômico, assim como artigos e relatórios de casas especializadas.

5. Preste atenção nos custos quando pensar no retorno do investimento

Você traçou seu perfil de investidor, fez cursos de finanças, lê os jornais todos os dias e identificou as melhores oportunidades. Não tem como não lucrar mais, certo? Bom, quase certo. Existe outro fator muito importante a ser considerado na hora de aplicar seu dinheiro: os custos do investimento.

Quase todo investimento tem algum tipo de taxa. Se ela for muito alta, pode acabar corroendo todo aquele lucro extra que você esperava obter. Fundos de investimento, por exemplo, têm taxas de administração e podem ter outras incluídas, como de performance ou de saída.

No Tesouro Direto, as taxas também variam bastante de corretora para corretora. Algumas não cobram nada, enquanto outras podem cobrar um percentual até bem elevado. O mesmo ocorre com o mercado de ações: as taxas de corretagem e de custódia oscilam bastante dependendo da corretora.

Para não cair nessa armadilha e não perder o retorno do investimento, só há um jeito: comparar.

6. Não faça um investimento só por que um amigo recomendou

Pesquisas feitas com investidores mostram que as pessoas tendem a fazer uma aplicação porque alguém em quem elas confiam indicou. Pode ser o pai, o cunhado, um colega de trabalho.

Normalmente, a pessoa conta que ganhou algum dinheiro com aquele investimento e sugere que você faça também. Aí você aplica e possivelmente não terá o mesmo resultado de retorno do investimento.

Por que isso acontece? Por vários motivos. Um deles é que você pode ter chegado “atrasado para a festa”. A pessoa que indicou ações de determinada empresa as comprou por determinado preço. As ações subiram muito e você não vai mais comprar por aquele preço.

Não é mais tão provável que ela continue subindo na mesma proporção de antes e pode ainda diminuir do preço, conforme os investidores forem vendendo os papéis para colocar o lucro no bolso.

Outro motivo deriva do seu perfil de investidor. A pessoa que está indicando a aplicação tem outros objetivos, outros prazos, outra tolerância a risco. Ou seja, pode ser bom para ela, mas não é necessariamente o melhor para você. Por isso, continue lendo e siga a nossa dica de número 7.

7. Busque auxílio de um profissional da área de investimentos

Você adquiriu conhecimento, já tem uma estratégia para longo prazo e está apenas esperando aparecer aquela oportunidade perfeita para você. Enquanto isso, que tal investir uma pequena parte do seu dinheiro contratando um profissional da área de aplicações?

Certamente, ele poderá lhe indicar os melhores caminhos, tendências para curto prazo e modalidades que farão o seu retorno do investimento dobrar em pouco tempo. Isso também será uma oportunidade para você testar, na prática, os conhecimentos que adquiriu em finanças.

É como se fosse uma prova na qual você terá suas ideias próprias de investimento e, ao contratar um profissional, você identificará se a sua linha de raciocínio está de acordo com a de alguém que vive de aplicações 24 horas por dia. Certamente, você sairá ganhando ao investir essa pequena parcela do seu dinheiro.

É importante também estar atento à qualidade do profissional. Um planejador financeiro deve ter estudado bem o assunto. Uma das formas é checar se ele possui certificações que o credenciam para a função. O principal selo de qualidade nessa área é o Certified Financial Planner (CFP), uma certificação internacional adaptada para a realidade brasileira.

8. Pense sempre no futuro, mas não se esqueça do presente

O fato de o futuro ser uma grande preocupação faz com que muitos investidores se esqueçam de avaliar o retorno do investimento obtidos no curtíssimo prazo. Afinal, suas contas atuais não podem ser pagas no futuro.

Portanto, não meça esforços para fazer com que suas aplicações rendam de maneira satisfatória, tanto no curto quanto no longo prazo. Sua vida precisa ser vivenciada de maneira completa, não se esqueça disso.

Quando se resolve aumentar o nível de conhecimento em finanças, não serão só seus ganhos em investimentos que serão potencializados. Seus gastos passarão a ser realizados de maneira racional também.

A qualidade de vida aumenta, pois, ao expandir o retorno da aplicação, sua família percebe a mudança e engaja-se junto nessa nova fase, trazendo frutos de longo prazo para todos aqueles que o cercam.

Quer saber mais sobre aplicações e como obter maior retorno do investimento? Deixe um comentário!

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