Afinal, o que é um COE?

O Certificado de Operações Estruturadas, também conhecido como COE, é um “pacote” de investimentos, esses embalados em um  título que pode ser comprado nas mais diversas corretoras. Fora do...
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O Certificado de Operações Estruturadas, também conhecido como COE, é um “pacote” de investimentos, esses embalados em um  título que pode ser comprado nas mais diversas corretoras. Fora do Brasil eles já existem há muito tempo mas, por aqui,começaram a ser negociados em janeiro de 2014.

Existem mais de 40 tipos diferentes de COE e cada um terá suas próprias características. Na prática, o que o investidor deve entender, são os riscos e peculiaridades do COE que está sendo ofertado a ele.

Uma grande vantagem do Certificado de Operações Estruturadas é a possibilidade de se investir no mercado com capital protegido, ou seja, ter a garantia que não perderá dinheiro. Mas é importante saber que somente alguns COEs apresentam esta característica.

Outro ponto interessante do COE é permitir ao investidor, do Brasil, investir em títulos nos quais ele não teria acesso normalmente (ou sem muito trabalho) como os COEs que investem em empresas estrangeiras.

Como é formado um COE?

Dentro de um COE existem diversos títulos, que podem ser ações, opções ou outros. Estes podem ser títulos de ativos brasileiros ou mesmo estrangeiros.

Na prática um investidor até conseguiria “montar” manualmente a maior parte dos COEs em sua carteira, mas com isso poderia ter um grande trabalho ou mesmo custos consideráveis e/ou tributação não favorável.

Felizmente todos estes ingredientes são “escondidos” do investidor, que vê somente o lado prático do investimento: quais os cenários de ganhos e perdas que ele poderá ter investindo no COE.

Um COE terá, então, 3 partes: os ativos que indexam ele, os cenários em que ele pode (ou não) ter prejuízos e os cenários em que ele terá lucro.

Em todos os casos há um prazo de vencimento, onde se compara o valor do(s) ativo(s) que indexa(m) o COE e se verifica qual será o rendimento.

Um exemplo prático é o COE atrelado ao Dólar, com duração de um ano, onde o investidor tem o capital protegido (mesmo que o preço do dólar caia ele receberá de volta o valor investido) e rentabilidade máxima de 20% (se o dólar subir até 20%, o investidor recebe a valorização do dólar, caso suba mais ele continua a receber apenas 20%).

Existem COEs que investem em empresas estrangeiras, em moedas, em ouro… as possibilidades são infinitas e a diversidade aumenta cada vez mais. Como cada COE terá características próprias é essencial ao investidor entender e avaliar cada oportunidade.

O que avaliar ao se investir em um COE

Antes de investir em um COE existem alguns pontos que merecem atenção:

  • Existe capital protegido? Caso não exista deve-se estar ciente que pode-se perder dinheiro;
  • Qual o indexador? Você investiria em algo ligado a este indexador em outro momento?
  • Qual a rentabilidade máxima? Se houver um limite de rentabilidade o ideal é que este seja alto (acima de 20 ou 25% ao ano).
  • Qual o emissor do COE? É uma instituição financeira sólida? Caso este emissor venha a falir o investidor perderá o dinheiro aplicado.

Tributação e Riscos

Os COEs são pacotes de títulos agrupados por um grande emissor e vendidos como um único produto financeiro. Este título é emitido por uma instituição financeira e não são garantidos pelo FGC. Por isso é importante saber que se perderá o valor investido caso o emissor venha a falir.

Além disso os COEs são tributados pela Tabela Regressiva do Imposto de Renda, que começa em 22,5% e chega a 15% para investimentos de prazo superior a 2 anos.

 

 

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