5 investimentos para sair da poupança de uma vez por todas

Sempre que se fala em guardar dinheiro, ou mesmo investir, a primeira palavra que vem na mente de muitas pessoas é a famosa ‘poupança’. Apesar de ser o investimento...

Sempre que se fala em guardar dinheiro, ou mesmo investir, a primeira palavra que vem na mente de muitas pessoas é a famosa poupança’.

Apesar de ser o investimento mais popular entre os brasileiros, uma vez que chama a atenção pela isenção de Imposto de Renda, a rentabilidade da poupança, nos últimos tempos, mal consegue superar a inflação e, ainda, devolve ao investir menos dinheiro do que deixou na caderneta – o que não justifica realizar uma aplicação em longo prazo esperando ‘colher bons frutos’ futuros.

Além disso, a escolha desta modalidade de investimento pode significar riscos, uma vez que bancos, no caso da poupança, diferentemente de aplicações em títulos públicos, estão mais susceptíveis a quebrarem do que os cofres públicos.

Para quem pensa que a poupança é um bom investimento e não quer sair da ‘zona de conforto’ com medo de arriscar é preciso saber que existem excelentes oportunidades de conseguir bons rendimentos, no curto e médio prazo, sem riscos e com liquidez diária.

Vejamos a seguir outras modalidades de investimentos para sair da poupança. Ficou curioso? Acompanhe!

1 – Tesouro Selic

Aplicar dinheiro em títulos do governo está entre os investimentos mais promissores e com melhores rendimentos do mercado. No caso da Taxa Selic, cuja negociação ocorre diretamente na plataforma online do Tesouro Direto, o investidor recebe os juros da variação da taxa Selic durante todo o período da aplicação.

Muitas pessoas acreditam que comprar títulos do governo requer uma grande quantia de dinheiro, o que é um grande equívoco. Para se ter uma ideia, a rentabilidade de quem aplica R$ 500 é a mesma de quem aplica 1 milhão de reais. No caso da taxa Selic, o investidor pode aplicar pequenos valores e adquirir apenas uma fração do título, desde que não seja menor que 1% do papel-moeda e o valor não seja inferior a 30 reais.

Com baixíssimo risco de crédito, quando comparado a poupança, os títulos do governo representam uma forma seguro de deixar o seu dinheiro aplicado, já que a possibilidade de falência ou calote é bem menor do que no caso dos bancos. Vale destacar que os títulos emitidos pelos bancos não contam mais com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Outra grande vantagem do Tesouro Selic é a possibilidade de venda antecipada – antes do prazo de vencimento – sendo cobrado apenas um pequeno deságio, que seria uma pequena variação da taxa Selic para compensar a retirada. No caso de outros investimentos, para o investidor, a retirada antes do vencimento poder implicar em prejuízos.

Para quem deseja adquirir um título público é preciso entrar em contato com uma instituição financeira ou corretora. Vale destacar que é importante o investidor tomar cuidado com as taxas de administração cobradas, chamadas de agentes de custódia, que em alguns lugares isenta o aplicador, mas que em outros chega a cobrar até 2% ao ano, o que pode comprometer os rendimentos da aplicação.

Vale ressaltar que os títulos públicos são tributados pelo Imposto de Renda e variam conforme o tempo de aplicação – que quanto maior o tempo de investimento menor é a alíquota:

  • Aplicações que permanecem 180 dias –alíquota de 22,5%;
  • De 180 dias a 360 dias – alíquota de 20%;
  • De 361 dias a 720 dias – alíquota de 17,5%
  • Acima de 721 dias – alíquota de 15%.

2 – Certificado de Depósito Bancária (CDB)

Liquidez diária e rendimentos acima da inflação – estas são as grandes vantagens dos Certificados de Depósito Bancário. Diferentemente dos títulos públicos, em que o investidor empresta dinheiro para o governo, no caso do CDB o investidor empresta para o banco. Os recursos que são captados, a instituição financeira empresta para outros clientes. Via de regra, o banco paga uma taxa menor para captar do que para emprestar – o que compensa o CDB para o banco.

Diferente da poupança, cujos rendimentos variam conforme as variações da inflação, no caso do CDB a taxa aplicada é a DI, o que garante ao investidor um retorno muito próximo da taxa Selic e, por isso, podem ser o dobro da caderneta de poupança.

Aplicações em CDBs, assim como os títulos públicos, também sofrem desconto do Imposto de Renda – cuja alíquota varia conforme o tempo de aplicação, quanto maior ficar aplicado menor é o desconto do IR -, porém muitas instituições bancárias acabam aplicando percentuais de rentabilidade mais altos nesta linha de investimento, uma vez que não precisam seguir uma linha de crédito específica, como as LCIs e LCAs.

Para quem deseja investir em CDBs é importante consultar as taxas oferecidas por diversas instituições bancárias e analisar aquela mais atrativa.

No caso do CDB o investidor consegue resgatar a aplicação a qualquer hora, mas vale lembrar que quanto mais tempo permanecer aplicado maiores serão os rendimentos.

3 – Letra de Crédito Imobiliário – LCI

Para muitos investidores, a caderneta de poupança é a única aplicação isenta de imposto de Renda, mas esta é uma ideia errada e que é preciso rever seus conceitos.

As Letras de Crédito Imobiliários são títulos privados emitidos por instituições financeiras, cujo objetivo principal é captar recursos para investir no setor de financiamentos imobiliários.

Bancos utilizam as aplicações de LCI como lastro para os financiamentos no setor de imóvel, ou seja, você empresta dinheiro para o banco, que faz um contrato de quanto irá pagar de juros em um determinado período e, você resgata o valor com os rendimentos acordados inicialmente.

A grande vantagem das LCIs é a isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas. Vale destacar que a rentabilidade deste tipo de investimento está diretamente atrelada ao tempo de aplicação: quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado maiores serão os ganhos.

Entre as desvantagens das Letras de Crédito Imobiliário está a exigência, em muitas instituições bancárias de um valor mínimo de aplicação, além de um prazo pré-determinado para resgate. Via de regra, sua liquidez não é diária e, por isso, exige do investidor um planejamento prévia para que não tenha problemas futuros e também não precise do dinheiro, já que não poderá retirar antes do prazo.

A LCI é uma excelente opção para diversificar ativos de renda fixa.

4 – Letra de Crédito do Agronegócio – LCA

As Letras de Crédito do Agronegócio são títulos emitidos tanto por instituições públicas como privadas para financiar o setor do Agronegócio.

As características da LCA são bastantes semelhantes a LCI, com a diferença que a primeira destina recursos para o setor do agronegócio e a segunda para o setor imobiliário.

As Letras de Crédito do Agronegócio pagam rendimentos com base em um indexador com percentual do CDI, por exemplo. Outro fator que deve ser observado é que as LCAs tem prazo de resgate pré-estabelecidos, ou seja, o investidor faz um contrato com o credor com prazo de resgate definido, não podendo retirar antes disto.

Assim como a LCI, a LCA é isenta do Imposto de Renda, o que já é um fator bastante atrativo quando comparado a outros tipos de investimento.

Uma das desvantagens é a exigência de um valor mínimo de aplicação e de um prazo mínimo de resgate. Via de regra, você não pode retirar quando quiser, por isso é preciso verificar antes seu perfil de investidor, qual o objetivo da aplicação e o prazo que você possui para investir.

Vale reiterar que quanto maior o tempo de aplicação, maiores serão os ganhos.

5 – Fundos Multimercados

Os Fundos Multimercados nada mais são que investimentos mesclados em que o investidor aplica seus recursos tanto em renda fixa (CDBs, LCI, LCA, por exemplo) quanto em renda variável (ações).

Para muitos investidores que não querem se arriscar em apenas um investimento, aplicar em vários produtos pode ser uma grande vantagem.

Nos fundos multimercados o investidor distribui o dinheiro em várias modalidades de crédito, o que lhe permite uma maior flexibilidade, uma vez que algumas opções acabam sendo mais instáveis que outras, o que torna o investimento menos arriscado.

Vale destacar que assim como qualquer outra modalidade de investimento, é preciso fazer ‘o dever de casa’ e pesquisar se realmente vale a pena aplicar nesta opção. Existem vários fundos multimercados, cuja diferenciação varia conforme a estratégia seguida pelo investidor.

Gostou do nosso post? Agora que você já sabe que existe outras alternativas além da poupança que tal compartilhar conosco sua opinião? Esperamos por você!

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