Finanças: 5 armadilhas que acabam com o seu dinheiro!

Quem nunca se pegou naquela situação em que está começando a ajeitar suas finanças, e, por uma besteirinha, acaba criando uma dívida ou uma situação em que atrapalha todo...

Quem nunca se pegou naquela situação em que está começando a ajeitar suas finanças, e, por uma besteirinha, acaba criando uma dívida ou uma situação em que atrapalha todo o planejamento?

No decorrer da minha vida, sempre vi situações em que isso dá errado.

Você está tentando melhorar sua vida financeira, mas simplesmente não consegue fazer sua conta no mês bater.

É comum, inclusive, que frequentemente encontremos com algumas armadilhas.

Elas ficam ali, quietinhas, só esperando a gente vacilar para nos pegar.

E o pior é que várias destas só mostram a cara no final do mês.

Justo quando já demos destino a uma boa parte das nossas finanças pessoais.

Para quem ainda está construindo o fundo de emergência, por exemplo, isso pode ser um fator complicador e tanto.

Foi pensando nisto que fizemos uma lista com 5 armadilhas que podem aparecer.

E algumas maneiras de fugir delas!

Armadilha n°1: Os gastos pequenos nas finanças

Essa é uma armadilha que muitas vezes nós temos ciência, mas menosprezamos ela completamente.

Sei que muito primo por aí, que já tem uma planilha de gastos certinha, ao fazer uma compra de uma coxinha do seu Zé, pensou: “Ah, pra que eu vou colocar isso na planilha? É só 3 reais, é nada demais! ”.

Eu mesmo já fiz isso com a cantina da minha faculdade.

O problema é quando os gastos pequenos passam a ter frequência. Aí é a coxinha do seu Zé, é o cappuccino da dona Maria, o energético do mercadinho da Rita, o lanche ali da lanchonete do Ricardo, e por ai vai…

E, quando chega no final do mês, puf, vemos que era para sobrar bem mais dinheiro mas não sobrou.

Ás vezes até, por causa disso, ficamos sem dinheiro para investir para a aposentadoria, por exemplo, e atrapalha o nosso planejamento completamente.

Mas, e agora, José? Como evitar isso?

Bem, o primeiro passo fundamental para não cair nesse tipo de armadilha é: tenha controle de todos os seus gastos.

Isso não significa que você não pode comprar a coxinha do seu Zé de vez em quando. Significa que, se você for comprar a coxinha dele, deixar registrado na sua planilha ou em algum lugar que você tenha o controle das suas finanças pode melhorar sua vida.

Com isso, você:

1)      Não tem surpresas no final do mês com falta de dinheiro;

2)      Consegue entender melhor de onde você pode tirar dinheiro caso queira economizar;

3)      Tem uma ideia melhor do fluxo que o seu dinheiro está tendo no seu dia-a-dia e o impacto dele no todo!

Além disso, se você é mais controlado para não gastar compulsivamente, você pode também estipular uma parte do seu orçamento, por exemplo R$50,00, para gastar de forma livre.

Ai, se você ver algo na rua que te desperte uma vontade, você não precisaria se privar disso, pois já teria planejado esse tipo de gasto anteriormente!

 

Armadilha n°2: Cartão de crédito

Uma armadilha que frequentemente pega muitos de nós. Ela pode servir até como um método de cair na primeira armadilha também, já que você pode comprar a coxinha do seu Zé por cartão de crédito também!

Agora, é um fato de que, se a pessoa não consegue controlar bem os seus gastos, o cartão de crédito é algo para se temer e muito.

Isso não significa que não se possa usar o cartão de crédito de uma maneira eficiente. Inclusive, em um dos vídeos do Primo Rico, que deixarei na descrição, o Thiago comenta sobre isso!

A mesma ideia desse vídeo é a dica: Há formas de usar o cartão de crédito de forma eficiente.

Não precisa quebrar o seu cartão de crédito, ou também usar ele de forma descontrolada.

Ele pode e deve ser o seu aliado!

Por isso, uma vez que já tenha o seu orçamento, utilize o seu orçamento como base para o que você pode gastar com o cartão.

Pois, como o valor vai vir na fatura do próximo mês, você pode fazer o seguinte:

Você compra 100 reais em produtos no crédito, pega esse dinheiro que agora ficou disponível esse mês e investe num tesouro Selic.

Aí, quando a data da fatura estiver se aproximando, você retira o investimento e usa para pagar a fatura.

O rendimento vai ser muito pequeno, sim.

Mas aos poucos isso vai complementando sua renda e pode virar algo expressivo no futuro!

Lembre-se:

Se você não tem o dinheiro, evite o máximo possível realizar essas compras para pagar com um dinheiro que você acredita que vai ter no futuro.

Isso pode te gerar uma dívida desnecessária, e todos sabemos o quanto é danosa uma dívida vinda do cartão de crédito!

 

Armadilha n°3: Tempo do financiamento

Já digo logo de cara que, de nenhuma forma, se endividar é uma boa prática.

Quem já acompanha o Primo Rico, sabe que sempre é dito que vale muito mais a pena pegar o dinheiro e investir.

Se endividar não é uma boa escolha.

O problema dessa armadilha é o desejo das pessoas.

Elas veem o imóvel como uma necessidade. Elas querem ter um imóvel o mais rápido possível.

E isso faz com que a pessoa, ao ver um financiamento com um juro um pouco mais baixo, já considere se endividar para adquirir o que ela deseja.

Só que muitas vezes o tempo do financiamento simplesmente não é ponderado.

E é aí que reside todas as complicações.

Às vezes, se é analisado a taxa, parece que não é muito juros cobrados.

Mas ao ver o tempo grande de pagamento, esses juros começam a se tornar muito superiores aos valores que seriam pagos à vista no imóvel.

Ou seja, é pago um valor muitas vezes ridiculamente alto em comparação ao preço atual do bem.

Fora isso, muitas vezes é desconsiderado que o tempo, conforme vai aumentando, se torna simplesmente MUITO incerto.

Será que vale a pena mesmo carregar uma dívida durante muito tempo num país que é muito instável, como o Brasil?

São coisas que temos que levar em conta, pois, mesmo que possamos lidar com a dívida no presente, nada garante que isso se manterá verdade no futuro.

Por isso, se você está decidido a pegar um financiamento, tome muito cuidado.

Principalmente com as características do financiamento que você vai pegar.

Ele pode impactar muito as suas finanças. Isso no presente e no futuro.

Avalie também a necessidade.

Muitas vezes acaba não sendo tão necessário e você acaba pegando o financiamento e posteriormente se arrependendo.

 

Armadilha n°4: Investir para pagar uma dívida

Essa é uma armadilha que aparece muito entre as dúvidas de quem acompanha o Primo Rico.

Geralmente, a pessoa já está com dívidas, mas tem uma parte ou o montante inteiro para pagá-las.

É normal quando vemos os juros dos investimentos, pararmos e pensarmos:

“Será que não é melhor simplesmente eu investir o dinheiro e no final ter, além do dinheiro para pagar minha dívida, um valor a mais?”

Acontece que isso dificilmente ocorre.

É muito difícil hoje termos um rendimento que supere os juros cobrados por nossas dívidas, ainda mais quando elas envolvem a armadilha anterior, que é o financiamento.

Pode ser que alguns possam falar que na renda variável é possível.

Mas simplesmente não faz sentido você jogar esse dinheiro em renda variável, expor o seu patrimônio ao risco, sendo que você PRECISA desse dinheiro.

É uma coisa que pode piorar ainda mais a sua situação.

Se vocês estiverem numa situação dessas, a dica aqui é: amortize a sua dívida da melhor forma possível.

Procure diminuir os juros a serem pagos ou o tempo de pagamento.

Mas não procure arriscar perder esse dinheiro sendo que você precisa dele.

Outra ideia importante é que, melhor forma possível não significa que você deve usar TODO o seu dinheiro para isso.

Nesses casos, é bom ter pelo menos um valor seguro como fundo de emergência.

Até porque nada impede que surja um imprevisto no meio do caminho.

E você precisa ter uma segurança nesses casos. Suas finanças dependem muito disso.

Se livrar de uma dívida para ficar zerado e cair em outra não é uma boa prática!

 

Armadilha n°5: Trocar o futuro pelo presente

Essa armadilha é uma armadilha que, infelizmente, acontece muito com os jovens hoje em dia.

Muitos jovens, até mesmo quando eles têm educação sobre finanças, não sabem que precisam investir para aposentadoria.

Ou até sabem.

Mas simplesmente deixam para depois usar um pouco do seu dinheiro para esse fim.

Acaba sendo comum vermos jovens abrindo mão de ter uma vida no futuro mais tranquila para gastar 100, 200 reais numa noite numa balada.

E ainda  deixar as preocupações para um momento posterior.

Claro que, a diversão é algo importante também.

Mas deixar o seu futuro totalmente de lado para manter um presente não sustentável não é, de forma alguma, uma prática saudável.

Da mesma forma que não é saudável uma pessoa, ao ver que não consegue guardar muito dinheiro por mês, simplesmente usar aqueles R$100 que não teria uso no mês para gastar.

Pior ainda: com coisas supérfluas.

Sendo que este pouquinho, mesmo sendo pouco, poderia, ao longo dos anos, se tornar uma boa quantia para se usar no futuro.

E a dica aqui se torna simplesmente tentar se desprender dessa visão imediatista do mundo.

Dessa visão de que, se demora muito tempo para alcançar meu objetivo, então ele não vale a pena.

Ou que, por ele estar muito distante, é melhor correr atrás dele no futuro, não agora.

Temos SIM que nos preocupar com nosso futuro, e temos que procurar sim formas sustentáveis e inteligentes de dar a nós mesmos um futuro mais confortável.

O quanto mais cedo fizermos isso, mais tranquilos estaremos no futuro!

Agora, só tome cuidado primo, porque isso tem que ser feito de forma saudável.

Nenhum dos 2 extremos é bom.

Trocar totalmente o futuro pelo presente é um erro do mesmo jeito que trocar todo o presente pelo futuro é.

Dose sua vida, curta ela com seus amigos e familiares agora, mas também saiba se preocupar com o seu “eu” do futuro.

 

Assim, você não cai na maior armadilha das finanças, que é a vida sem felicidade.

 

Espero que tenham gostado, e até a próxima! 🙂

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