Disciplina financeira: 7 hábitos que você deve adquirir

Preocupado com a aposentadoria, com seu futuro e com o de sua família, você já deve ter percebido que ter disciplina financeira é fundamental para atingir objetivos que te...

Preocupado com a aposentadoria, com seu futuro e com o de sua família, você já deve ter percebido que ter disciplina financeira é fundamental para atingir objetivos que te ajudam a ter uma boa reserva em longo prazo e garantir tranquilidade para aqueles anos em que os cabelos ficam branquinhos.

E tudo o que a gente quer é: uma boa poltrona para sentar em uma chácara aconchegante ou, quem sabe, uma viagem em um cruzeiro transatlântico, viajando para conhecer pontos turísticos que não tivemos oportunidade enquanto o trabalho nos tomava todo o tempo. Ou, ainda, ter um bom “pé de meia” para curtir um pouco os dias de sossego mesmo que para isto você não tenha chegado ainda na melhor idade.

Afinal, ter disciplina financeira pode te ajudar a se “aposentar” ainda mais cedo — antes até de os cabelos ficarem tão brancos — ou diminuir um pouco o ritmo dos trabalhos sem necessariamente parar completamente, dependendo de sua escolha.

Para que serve, então, a disciplina financeira?

“Opa, peraí, Primo…Mas eu ainda sou novo e não estou pensando em ter uma boa condição só para quando eu for me aposentar. Queria ter independência financeira bem antes. Como faço?”

Meu amigo, qualquer que seja sua situação, disciplina financeira é o que te ajudará a poupar, aplicar e usar seu dinheiro da melhor forma para que não falte no futuro ou para que ele passe a lhe render ainda mais: aquela famosa frase: “fazer o dinheiro trabalhar para você!”.

A educação financeira é, portanto, o primeiro passo para qualquer objetivo envolvendo seu dinheiro.

Veja a seguir alguns hábitos e algumas ideias que você deve ter para ser disciplinado e, assim, conseguir montar uma boa previdência, fazer bons investimentos, guardar uma boa quantia ou até mesmo ficar rico de vez — por que não?:

1. Tenha disciplina em todas as ações envolvendo dinheiro

Antes de gastar qualquer centavo, pense sempre. Analise se vai comprar por necessidade ou por impulso. Uma boa dica para isto é aplicar aquela teoria do filtro de três perguntas:

  • Eu QUERO mesmo este produto?
  • Eu PRECISO dele?
  • E eu POSSO comprá-lo ou ele está um pouco além das minhas condições no momento?

Contabilize cada gasto. Mesmo que pequeno (um doce em uma confeitaria, por exemplo), contribui para o aumento de despesas no mês e pensar antes de comprar é controlar manias muitas vezes compulsivas/impeditivas de se fazer boas economias.

2. Analise suas despesas mensais e corte gastos desnecessários

É possível até reduzir as contas fixas do mês. Tudo depende apenas de um bom planejamento. Os gastos essenciais (aqueles que envolvem casa, comida, escola etc.) podem (e devem) passar por uma boa revisão para você ver onde pode cortá-los ou diminuí-los (não com intenção de mudar a qualidade de vida da família, mas apenas identificar se existem desperdícios e otimizar o orçamento).

Quando o assunto for comida, nunca vá ao supermercado com o estômago roncando, por exemplo. Adquira o hábito de sempre fazer uma lista para ir às compras (assim, você sabe exatamente o que acabou em casa para repor, não corre o risco de comprar coisas que ainda existem na despensa e depois estragar, vencer tudo), procure comprar frutas da estação (que são mais baratas) e também sair menos para comer fora, o que gera gastos consideráveis.

Também vale economizar água (desligar torneiras quando estiver escovando os dentes ou se ensaboando, por exemplo), energia (trocar lâmpadas pelas versões mais econômicas, aproveitar mais a luz solar) e otimizar gastos com transporte e veículos (já pensou, por exemplo, em utilizar mais as cotas de metrô e integração para gastar menos gasolina, aluguel com estacionamento e desgaste do carro?).

3. Nunca deixe de pesquisar preços e negocie bons descontos

A não ser que a situação não lhe deixe absolutamente nenhuma outra escolha, nunca compre nada de cara, sem antes pesquisar média de preços com outros fornecedores e lojas, inclusive de outras regiões (já que há coisas que variam muito de um bairro mais requintado para outro, por exemplo).

Também, adquira o hábito de pedir sempre descontos, ainda mais se for comprar produtos em quantidade ou com pagamento à vista. A maioria dos vendedores dá bons descontos a nestas situações, porém nem todos oferecem isto sem que você pergunte.

4. Poupe sim, mas nunca deixe seu dinheiro parado

Aqui, é importante dizer que, por exemplo, se você economizou R$ 100 neste mês ou ganhou um bônus da firma, em vez de deixar lá, parado na poupança (com rendimento baixo demais) ou até guardado em casa, no trabalho ou na carteira, você deve investir! Fazer render!

Dinheiro parado além de correr mais risco de “evaporar”, não rende a mesma coisa se aplicado em boas opções do mercado. Conte com um especialista para lhe orientar, peça informações sobre os melhores investimentos = maiores riscos x maior rentabilidade, riscos intermediários, baixos – de acordo com seu perfil.

5. Comece a fazer sua reserva (pra ontem!)

VGBL ou PGBL? Não importa a escolha, o importante é ter um plano de previdência complementar! PGBL pode ser interessante inclusive para economias com o IR, mas tudo depende de suas características econômicas e objetivos, pois há vantagens e desvantagens de um modelo para outro (leia aqui nossos conteúdos sobre PGBL e VGBL e o que considerar ao contratar).

Pense em desenhar um plano de previdência próprio para você e tenha esta renda complementar no futuro (lembrar do quanto é arriscado e não recomendado contar somente com previdência pública).

O importante é começar a poupar, NUNCA deixar de reservar um tanto por mês (ter isso como dívida MESMO! OBRIGAÇÃO!). De preferência, usando a fórmula mais recomendada: 50% para gastos essenciais, 30% para lazer e outros gastos e 20% para poupar ou o mais próximo destas margens possível.

6. Estabeleça metas e objetivos

Se você tem, por exemplo, objetivo de juntar 1 milhão até determinada data, divida em meses, veja quanto economizar, somando a aplicação de juros ao mês para alcançar.

Mesmo que estabeleça objetivos altos, dividir em metas ajuda a ter disciplina e motivação para alcançá-los.

Também é importante não deixar o patrimônio decair, investir em coisas que valorizam (como imóveis, por exemplo) em vez de itens que caem de valor ao longo dos anos (como carros, caso em que também vale pensar em trocar de tempos em tempos para manter o valor).

7. Pense no futuro — aprenda o valor do dinheiro

E repasse esta cultura a seus familiares, seu marido, sua esposa, seus filhos… Ensine-os o valor do dinheiro (no sentido de não gastarem sem pensar, de se preocuparem em ter reservas).

Além disto, conversar francamente com sua família e contar sobre a intenção de economizar, para que eles entendam quando houver mudança nos padrões de compra e também possam se engajar com este objetivo.

E então? Será que você já aplica alguma dessas dicas em seu dia a dia e já começou a fazer suas reservas e seu planejamento para o futuro? Quer receber mais conteúdo interessante sobre o assunto? Assine nossa newsletter e aproveite para saber mais!

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