Como poupar para construir o seu patrimônio?

Em um país que sofre tantas oscilações na economia como o Brasil, qualquer pessoa mais cuidadosa deve tomar as atitudes necessárias para tentar garantir um futuro tranquilo e sem...
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Em um país que sofre tantas oscilações na economia como o Brasil, qualquer pessoa mais cuidadosa deve tomar as atitudes necessárias para tentar garantir um futuro tranquilo e sem maiores percalços para si e para sua família. Dentro desse contexto, aprender como poupar para construir o seu patrimônio é fundamental.

Eu sei que essa tarefa nem sempre é simples e, muitas vezes, é preciso fazer algumas mudanças importantes em hábitos antigos e até no estilo de vida que se leva. No entanto, conseguir isso não é impossível. Quer descobrir o que fazer? Então confira as dicas que separei para você a seguir.

Converse com a sua família

O primeiro passo para você que quer poupar para construir o seu patrimônio é ter uma conversa franca e bem honesta com a sua família. Afinal, esse é um projeto que tem como intuito principal trazer mais segurança e tranquilidade para todos e, por isso mesmo, ninguém pode ficar de fora.

Seja direto com o seu cônjuge e demonstre sua intenção e as formas pelas quais você quer vencer esse desafio. Peça que contribua não apenas com atitudes, mas também com ideias para que tudo dê certo. Filhos e demais parentes também devem participar dessa empreitada, e a ajuda deles pode surpreendê-lo.

Saiba ao certo quanto você ganha

O passo seguinte é saber ao certo o quanto você ganha. Por incrível que pareça, não basta olhar o seu contracheque para isso. É preciso ter o conhecimento efetivo do dinheiro real que entra, focando no valor líquido e não no bruto. Para calcular isso, você precisa excluir as suas despesas fixas, ou seja, aquelas que não tem como deixar de pagar.

Inclua aí os impostos, as mensalidades de escolas ou faculdades, as cobranças do plano de saúde, eventuais seguros, a taxa de condomínio, as contas de luz, água, gás, supermercado etc. Depois de somar todas essas quantias e subtrair do seu salário, aí sim você saberá quanto capital tem de verdade em mãos, podendo, então, partir para os cortes. 

Corte os gastos supérfluos

Agora que você já sabe o quanto ganha de verdade (e pode ter ficado surpreso com o quanto você gasta), é hora de cortar todos os gastos supérfluos para que, dessa maneira, sobre dinheiro suficiente para construir o seu patrimônio. Acredite: isso pode fazer uma diferença substancial no final do mês.

Reavalie seu plano de TV a cabo, pondere sobre o custo-benefício de estar matriculado em uma academia que você quase não frequenta, analise se o supermercado em que vocês compram é o que apresenta os melhores preços e evite desperdícios de energia, água e gás. A conta do celular também merece atenção, sobretudo se você tem filhos adolescentes.

Anote as suas despesas

Depois de cortar os gastos supérfluos, você deve começar a anotar as suas despesas. Isso é importante porque nem sempre nós percebemos por onde estamos perdendo dinheiro e, muitas vezes, isso acontece com pequenos gastos que passam despercebidos na correria do dia a dia.

Você pode se aproveitar da tecnologia e fazer o download de um aplicativo de gerenciamento financeiro no seu celular para isso ou então seguir a linha antiga e utilizar o velho e bom papel e caneta. O importante é que com esse controle fica muito mais fácil identificar onde você está desperdiçando e como poderá economizar ainda mais.

Renegocie todas as suas dívidas

Outro ponto fundamental para poupar e construir o seu patrimônio é renegociar as suas dívidas, caso elas efetivamente existam. Isso ocorre porque é quase impossível juntar dinheiro se você tiver as suas economias mensalmente dilaceradas com os juros do cartão de crédito, do cheque especial ou de outros tipos de credores.

Converse com as instituições com as quais você está em débito e busque soluções que sejam positivas para ambos. Não tenha vergonha de pedir descontos, pois elas são os maiores interessados em receber tanto quanto puderem, à vista ou em prazos menores. Se for inevitável, conte com a ajuda de parentes e amigos.

Deixe cartões e cheques em casa

Andar com cartões de crédito e débito ou com seu talão de cheques na carteira pode criar um desafio desnecessário para a sua moderação com as despesas. Quando você paga por meio desses métodos, não sente o dinheiro saindo efetivamente da sua conta e isso faz com que seja muito mais fácil perder o controle e comprar aquilo que não deveria.

Pode parecer bobeira, mas ao ter que pagar em espécie você tende a ser muito mais seletivo nas suas aquisições. Outro ponto que pode ajudar é observar quais são as taxas que os bancos cobram nos cartões, pois, por incrível que pareça, muita gente sequer percebe essas quantias discriminadas em suas faturas.

Tente ganhar um dinheiro extra

Se você deseja poupar para construir o seu patrimônio mais rapidamente, utilizar a sua criatividade é fundamental. Diante dessa realidade, uma excelente alternativa é tentar usar algum diferencial que você possua para ganhar um dinheiro extra. Um bom começo, por exemplo, é vender aqueles pertences que não estão em uso.

Além disso, outra possibilidade bem interessante é usar alguma habilidade sua ou do seu cônjuge para aumentar os seus rendimentos. Você pode, entre outras coisas, ministrar aulas particulares sobre alguma matéria relacionada à sua área de formação. Caso seja talentoso com artesanato, nada impede que você venda a sua arte.

Considere investimentos de longo prazo

Uma vez que você consiga reduzir as suas despesas, evitar gastos supérfluos e ainda aumentar os seus rendimentos, investir passa a ser indispensável para construir o seu patrimônio. No entanto, isso pode parecer um pouco complicado, especialmente para aquelas pessoas que não têm muita intimidade com o mercado financeiro.

Não dá para ficar só na poupança, pois o seu rendimento é muito baixo. Para escolher uma opção segura, você pode pensar, por exemplo, no tesouro IPCA. Essa alternativa é muito utilizada no mercado e esse é o único título público disponível no tesouro direto que garante sempre um rendimento real, pois é indexado à inflação.

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