Como ajudar a pagar os estudos dos filhos?

Pagar os estudos dos filhos é uma das grandes preocupações das famílias e é natural que seja assim. Nesse mundo cada vez mais competitivo, com uma sociedade cada vez...
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Pagar os estudos dos filhos é uma das grandes preocupações das famílias e é natural que seja assim. Nesse mundo cada vez mais competitivo, com uma sociedade cada vez mais sofisticada, a formação que as crianças e os adolescentes vão receber será determinante para o sucesso deles como profissionais e como cidadãos.

Portanto, optar por instituições de alto nível é uma escolha necessária, mas que custa um alto investimento e, por isso, deve ser bem planejada. A boa notícia é que esse investimento pode ser feito de maneira relativamente tranquila, desde que você adote alguns critérios, como os sugeridos a seguir. Confira:

Faça um planejamento para pagar os estudos dos filhos

Planejar é a base do sucesso para toda empreitada e com os estudos dos seus filhos não deve ser diferente. Então, faça um planejamento cuidadoso, considerando o que você pretende oferecer para eles e o tempo que essa oferta deve durar. Quanto mais cedo esse planejamento for feito, melhores serão os resultados. Sendo assim, comece a planejar mesmo antes da criança nascer, se possível.

Como ponto de partida, considere as instituições de ensino do seu interesse e os preços atuais das mensalidades que elas cobram. Em seguida, calcule o tempo que a criança permanecerá estudando — desde a pré-escola até a formatura na faculdade.

É simples: se o seu filho entrar na escolinha aos três anos, por exemplo, e se você projetar que, em condições normais, ele deve obter a graduação acadêmica por volta dos 23 anos, isso significa que você deverá se preparar para 20 anos de despesa com escola. Considere ainda um adicional para cobrir gastos com materiais escolares, lanches e deslocamentos, e você terá um grande número sobre o qual pode se basear.

Essa preparação deve ser proporcional à quantidade de filhos que você tiver. Dessa forma, você terá os valores com base nos custos atuais, que definirão o quanto você precisará obter ao longo dos anos para fazer frente ao custeio da escola dos filhos.

Prepare o orçamento

Depois de feitas as contas do quanto você gastará ao longo de todos os anos, estruture o orçamento da família para garantir que as despesas usuais sejam mantidas, permitindo, também, que sejam criadas linhas de investimento que possam custear os gastos futuros com os estudos dos filhos.

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Escolha uma linha de investimento de baixo risco

Em épocas passadas, a Caderneta de Poupança era vista como uma forma de acumular dinheiro para pagar o estudo dos filhos. De fato, como ela corrige a inflação e oferece uma pequena remuneração na forma de juros, esse aspecto ainda pode ser considerado.

Porém, existem outras aplicações mais interessantes que a poupança, que podem dar uma folga maior no orçamento, até dos investidores iniciantes.

Nesse caso, lembre-se de que o dinheiro da escola das crianças não deve ser colocado sob risco elevado. Portanto, opte por investimentos que sejam assegurados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como o Certificado de Depósito Bancário (CDB) e o Fundo de Investimento Imobiliário (FII).

Contudo, é importante ressaltar que o dinheiro aplicado em uma mesma instituição só é garantido para aplicações de, no máximo, R$250 mil. Certamente, esse valor não será suficiente para custear os estudos dos seus filhos por 20 anos. Com isso, é preciso distribuir as aplicações por várias instituições, a fim de assegurar as garantias.

Investir em títulos do Tesouro Nacional é seguro e apresenta rentabilidade maior do que a Poupança. Como esse tipo de investimento não tem limite de garantia, ele pode ser uma boa alternativa aos títulos garantidos pelo FGC.

Seja disciplinado

A Caderneta de Poupança, o CDB e os títulos do Tesouro Nacional são ótimas ideias para quem quer criar um plano de economia para pagar os estudos dos filhos. Porém, é preciso lembrar que esses títulos têm alta liquidez, o que significa que eles podem ser resgatados com grande facilidade.

Essa não é uma característica muito boa para o poupador menos disciplinado, que pode se ver tentado a utilizar o dinheiro da poupança dos estudos dos filhos para outras finalidades — como a da troca do apartamento, do carro ou para viagens —, pensando em depois fazer a reposição.

Se você corre o risco de ceder a essas tentações, tenha atenção especial para a disciplina como poupador. Se perceber que essa condição não será conquistada facilmente, uma boa saída pode ser o consórcio.

Pense em um consórcio para pagar os estudos dos filhos

O consórcio é uma ideia brasileira que está completando 55 anos e que evoluiu de um tempo pra cá. Atualmente, existem grupos de consórcios que preveem a contemplação para custear serviços, inclusive os de ensino.

Essa pode ser uma ótima escolha para o poupador menos disciplinado. Ela não oferece remuneração, mas é corrigida periodicamente, o que garante que a carta de crédito será suficiente para cobrir o valor da meta estabelecida.

Quem adquire uma cota de consórcio se vê diante de um compromisso, que deve ser cumprido mês a mês. Por outro lado, o acesso à carta de crédito só é possível por sorteio, por lance, ou ao final do período de duração do grupo.

Assim, o consórcio funciona como uma espécie de poupança forçada, que condiciona o saque à finalidade para a qual o dinheiro está sendo reservado. Nessa situação, ele vem a ser benéfico.

Economize o 13º e as bonificações

As bonificações por produtividade e o 13º salário significam um dinheiro que, normalmente, não compõe o orçamento da família. Reservar esses recursos como forma de engrossar a poupança para pagar os estudos dos filhos é uma ótima ideia.

Obtenha uma renda extra

Vale considerar que é sempre possível buscar uma renda extra, seja diretamente ou por intermédio de alguém da família.

Por exemplo, se você tem um imóvel na praia que só usa nas férias, você pode pensar em alugá-lo por temporada. Se você tem um sítio, ele também pode ser alugado para eventos e festas.

Ainda, é possível que você tenha alguma habilidade ou conhecimento que lhe possibilite obter um dinheiro extra no final do mês. Talvez você possa produzir pratos especiais para vender para os amigos ou dar aulas particulares.

Corte as despesas supérfluas

Existem gastos que são indispensáveis, como os com a alimentação, por exemplo. Outros são necessários, mas que podem ser reduzidos. Como os das saídas aos finais de semana e das viagens em férias. Ainda, há aqueles completamente supérfluos, que podem ser cortados, sem nenhum prejuízo para a qualidade de vida da sua família.

Descubra o que de fato não tem nenhum valor e corte essas despesas.

Comprometa toda a família

Por fim, é importante que você conscientize toda a família sobre a importância da economia, fazendo com que todos percebam que ela é por uma boa causa. Assim, será possível contar com a colaboração dos familiares para obter a renda extra e na hora de fazer corte nos gastos supérfluos.

Se você ainda tem dúvida sobre como pagar os estudos dos filhos ou se deseja dar a sua opinião sobre o assunto, deixe abaixo o seu comentário. Queremos saber o que você está pensando e teremos muito prazer em ajudar!

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