Categoria: Taxas e Conceitos

E se a corretora quebrar? O que acontece?

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A dúvida “e se a corretora quebrar?” causa medo em muita gente.

Principalmente naqueles que estão começando a investir agora e não entendem ainda muito bem onde os seus investimentos são guardados.

Afinal de contas, se a corretora quebrar eu quebro junto?

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Taxas de Juros: saiba como usar o CDI, Selic, IPCA e IGPM a seu favor

Uma das partes mais importantes na escolha da melhor forma de investimento é comparar as alternativas no mercado e as taxas de juros. Mas é comum cometermos o erro de realizarmos análises brutas e compararmos apenas algumas aplicações. É preciso, porém, nos preocuparmos com alguns outros detalhes que fazem toda a diferença no final.

Para deixar sua escolha mais certeira, é importante conhecer as taxas de juros e os indicadores de variação de investimentos. As mais comuns são o CDB, o setor imobiliário, o Tesouro Direto, entre outros. Será que você conhece bem todas essas variáveis e as suas consequências para o mercado?

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Como usar o Informe de Rendimentos da corretora para declarar IRPF 2017

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Finalmente chegou um dos momentos mais aguardados do ano! #SóQueNão

Se você ainda não preencheu sua declaração de Imposto de Renda, está na hora de cuidar disso! Fique atento: a data final para o envio do IRPF 2017 é 28 de abril.

Pode até parecer tortura se imaginar reunindo todos os documentos necessários, baixando o programa da Receita e tentando lembrar que itens precisam ser preenchidos.

Tem gente que só de pensar no assunto já sente aqueeela preguiça e fica procrastinando o envio da declaração. Porém, se você tem restituição a receber, o quanto antes se livrar dessa obrigação, melhor para seu bolso!

Mas fiquem tranquilos! Uma parte do problema está resolvida. Neste texto vamos ajudar você a entender melhor como funciona o uso do informe de rendimentos da corretora para a declaração do IR dos investimentos ou aplicações financeiras.

Então leia até o final para garantir que você vai fazer tudo certinho na hora de declarar a grana investida na corretora nas fichas do programa da Receita.

 

Como funciona o IR nos investimentos?

A mordida do Leão é calculada sempre sobre os ganhos ou rendimentos obtidos com a aplicação. Mas os investimentos são tributados de forma diferente de acordo com o tipo.

Poupança, LCI e LCA são exemplos de aplicações isentas: não há incidência de IR.

Já as aplicações de renda fixa (como títulos do Tesouro Direto e CDBs) e da maior parte dos fundos de investimento contam com a chamada tributação regressiva: quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menor é a alíquota de IR, até chegar aos 15% após dois anos. No caso dos fundos existe ainda o chamado come-cotas, que é uma antecipação semestral de parte do imposto devido. A exceção são os fundos de ações, cuja alíquota é sempre 15%, e sem come-cotas.

Outra característica dessas aplicações é o imposto retido na fonte: você não precisa se preocupar em pagar boletos de recolhimento de imposto, pois a instituição financeira responsável pela aplicação se encarrega de descontar o imposto diretamente na fonte, igualzinho acontece com o IR e o INSS retido em seu salário (caso você tenha a carteira de trabalho assinada).

Já ações e ETFs têm tributação de 15% sobre os ganhos, a qual é concretizada por meio do pagamento de um boleto (o famoso DARF) no valor do imposto devido. É muito comum ter perdas e não ganhos com essas aplicações, afinal trata-se de renda variável — nesse caso, obviamente, não há cobrança de imposto. No caso das ações há ainda uma colher de chá: operações de venda que somem até R$ 20 mil por mês são isentas do IR.

Bom, você viu que o Imposto de Renda incide de formas diferentes dependendo do tipo de investimento. Mas uma coisa eles têm em comum:

Todos os investimentos devem ser declarados, mesmo que sejam isentos de IR!

Então mesmo se você investe na poupança com o banco e em uma LCI com a corretora, ambos isentos de IR, ainda assim você precisa declará-los. O Leão quer monitorar se você está acumulando dinheiro, mesmo que ele não abocanhe uma parte da sua grana!

 

O informe de rendimentos da corretora

Se você investe em renda fixa ou fundos por meio de uma corretora, precisa de apenas um documento para preencher sua declaração: o informe de rendimentos.

É um documento (em geral no formato PDF) onde a corretora informa os dados que você precisa declarar à Receita, sempre considerando o período de 01/01 a 31/12 do ano anterior. Isso mesmo, você não precisa ficar tentando descobrir quantos reais tinha investido até a noite do Réveillon: a corretora já te entrega essa informação, separada por tipo de aplicação.

Veja o exemplo de um informe de rendimentos fornecido por uma corretora real:

informe de rendimentos da corretora - declaração de imposto de renda

Nesse caso o investidor tinha aplicações em alguns títulos do Tesouro Direto. Repare que a corretora soma todas as aplicações e chama de “Aplicação Renda Fixa”.

Os saldos em 31/12/2015 e 31/12/2016 correspondem ao valor aplicado até essas datas, e o campo rendimentos líquidos mostra os ganhos obtidos, que no caso do Tesouro Direto são pagamento de juros (cupom) dos títulos e eventuais resgates realizados.

Importante: Se você investe em renda variável (ações ou ETFs), aí complicou! A corretora não vai incluir suas aplicações em ações no informe de rendimentos. O procedimento para calcular o IR devido e declarar esses ativos é um pouco mais trabalhoso. São poucas empresas de investimentos, como a Vérios, que oferecem o informe de renda variável. Como sabemos que a maior parte dos leitores do site não investe em renda variável, vamos focar daqui para frente na declaração de aplicações de renda fixa.

 

Como é o preenchimento da declaração?

São basicamente duas coisas que o Leão quer saber de você: os saldos dos seus investimentos e os rendimentos obtidos no ano de 2016. Além disso, ele também vai querer saber se tinha algum dinheiro não investido na sua conta da corretora.

 

1 – Bens e Direitos

Nessa ficha do programa do IR você declara os saldos que tinha em cada tipo de investimento. Veja um exemplo abaixo:

renda fixa no informe de rendimentos

 

Reparou que estamos usando como exemplo o informe de rendimentos que mostramos acima? Por isso está com o código 45 e a discriminação fala em Tesouro Direto. Tem outras aplicações em CDBs e fundos? Basta clicar em “OK” e depois em “Novo” para abrir outro formulário.

Para CDBs, LCI e LCA vale o mesmo código: 45. No caso dos fundos, será preciso selecionar o código específico entre 71 e 79, de acordo com o tipo do fundo. E se você tiver alguma aplicação em poupança, o código é 41.

Mas lembre-se que você não investe na poupança pela corretora! Essa informação estará disponível no informe do seu banco. Aliás, se você também tiver aplicações com o banco (ainda não saiu de lá por quê?!), o informe de rendimentos dos investimentos será bem parecido com o da corretora.

Nessa mesma ficha de Bens e Direitos você também deverá indicar o saldo que tinha na corretora usando o código 69:

saldo na conta da corretora para informe de rendimentos

Repare que esse dado aparece no informe da corretora com o nome “Contas correntes”.

 

2 – Rendimentos sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva

Nessa ficha você vai declarar os rendimentos líquidos que constam no informe, no caso das aplicações cujo IR é retido na fonte. Veja o exemplo:

rendimentos de aplicacoes financeiras para informe de rendimentos

Mas e as aplicações isentas de IR? Aí você declara os rendimentos em outra seção.

 

3 – Rendimentos Isentos e Não Tributáveis

O formulário é igualzinho ao anterior. Os rendimentos que você tiver com LCI, LCA, CRI, CRA e outras aplicações isentas deverão ser declarados com o código 12. O mesmo código vale para os rendimentos com a poupança!

Agora ficou fácil, não é?

Baixe o informe de rendimentos no site da corretora onde você investe, preencha com atenção o programa da Receita e pronto!

A boa notícia é que se você fizer tudo certinho, só vai precisar se preocupar com isso novamente em 2018.

 

Esse post foi feito em parceria com:

Isabella Paschuini

“Jornalista formada pela UERJ com MBA em Marketing pela FGV, Isa é editora do blog e responsável pela comunicação e gestão de conteúdos na Vérios

Entenda de uma vez a diferença de Prefixado e Pós Fixado

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Pós Fixado ou Prefixado? Quais são as diferenças? Quais são também as semelhanças entre eles? São tantas dúvidas que mal sabemos por onde começar, não é mesmo?

Mas fique tranquilo (a). Caso haja alguma dúvida sobre esses dois termos, ela será esclarecida agora mesmo. Mas vale ressaltar que independente de ser Prefixado ou Pós Fixado, ambos sempre são considerados de Renda Fixa.

Além disso, são basicamente esses títulos que compõem a maioria das carteiras de Investidores Conservadores.

agora sim, vamos nessa?

 

Qual a diferença entre Pós-Fixado e Prefixado?

Acredito que você já tenha ouvido falar de planos de telefonia que também são pós ou pré, certo? Então já sabe que no pré, você já sabe exatamente o quanto pode gastar. Já no pós, há uma variação no preço.

Nos investimentos é basicamente a mesma coisa, porém ao invés de “pagar” pelo serviço, você recebe por ele. Ou seja:

  • No Prefixado: você prefixa a taxa de rendimento. Essa taxa é o limite e você não ganhará nada mais nada menos que o que foi pré acordado. Então, caso você invista em um título prefixado a 10% ao ano e com uma vigência de 3 anos. Durante os 3 anos então, você terá exatamente os 10% de rentabilidade desejados.
  • No Pós Fixado: é justamente o contrário. Ele segue a variação de um indicador, que em inglês chamamos de Benchmark. Esses indicadores são, geralmente, nossas taxas de juros e inflação, que conforme o andamento da economia nacional/internacional, vai crescendo ou subindo. Quando mais essa Taxa indicadora sobe, maior é seu ganho no investimento e vice-versa.

 

Para que Pós Fixar algo?

Os Pós Fixados praticamente dominam nosso mercado de Renda Fixa e em várias instituições. Inclusive nosso Governo Federal, com o Tesouro IPCA e o Tesouro Selic.

Para exemplificar melhor, imagine que estamos em uma baita crise econômica e que no primeiro ano, nossa inflação subiu 5% para 10% e, no ano seguinte, subiu novamente para 15%.

Nesse caso, teríamos uma catástrofe econômica – exceto para quem investiu em algo indexado a inflação. Todos os investimentos que são atrelados a esse indicador renderia um valor maior.

Mas não se esqueça, não importa apenas acompanhar esse indicador, porque caso ele caia, seus investimentos também renderão menos.

Portanto, Títulos Pós-Fixados são todos aqueles que são indexados a uma taxa referencial. Seja para superar essa taxa, se manter o mais próximo possível dela, ou até mesmo ficar um pouco abaixo dela. Invista nessa modalidade quando a perspectiva do mercado é de crescimento nas taxas de juros e inflação.

 

Para que Prefixar algo?

Investimentos Prefixados não são difíceis de achar. Temos tanto no setor público – com o Tesouro Prefixado – quanto no setor privado – como os CDBs Prefixados.

“Mas por que existe esse tipo de investimento? Por que não usarmos apenas nossas taxas e índices para tudo logo de uma vez?” Bom, isso é meio obvio: porque taxas e índices podem chegar a 0% alguma hora.

Pensa só, no tópico anterior vimos que as taxas e índices que fundamentam os títulos Pós Fixados são mutáveis. Elas sobem e descem conforme o tempo. Mas isso é mais comum em países com a economia mais fragilizada, em que a volatilidade dessas taxas sobe e desce constantemente.

E é ai que está o segredo do mercado financeiro: sempre compre mais barato e venda mais caro. É a lei básica para se lucrar na vida. “E como seria isso na prática, primo?”.

Quando os indicadores do Pós Fixado estão crescendo, invista neles. Você só irá ganhar cada vez mais. Essa é a parte do comprar barato, já que você está pegando um título desvalorizado, por causa das baixas taxas anteriormente.

Mas quando o cenário inverte e as taxas caem ou a inflação regride, é a hora de focarmos no prefixado. Portanto, prefixar é definir uma rentabilidade estática. Este título é ideal para os momentos em que as taxas de juros e inflação estão em queda.

Resumindo:

  • Taxas de Juros/Inflação subindo: ideal são os Pós Fixados;
  • Taxas de Juros/Inflação caindo: ideal são os Prefixados.

 

Aprenda quando NÃO investir em cada um

Ok, agora que sabemos quando é o momento exato de investir no Prefixado e no Pós Fixado, vamos compreender também quando NÃO devemos investir.

Obviamente é quando a situação se vira contra o ativo em especifico, mas entenda quais podem ser as consequências de um deslize descuidado.

Antes de aplicar em um título Prefixado ou Pós Fixado, procure entender a economia atual e passada também. Entenda quais foram os motivos que levaram taxas de juros e inflação subirem ou descerem.

Usando novamente a inflação como exemplo, seu indexador mais comum se chama IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplogeralmente tem o histórico de ser bem alto aqui no Brasil. Considerado um dos maiores do mundo, para ser sincero.

No começo de 2016, ele estava mais de 10% ao ano, desvalorizando vários investimentos por completo, inclusive a poupança que geralmente não ultrapassa 8% de rentabilidade ao ano.

Então se você não conhece a variação dos preços de um investimento, não acompanha nem mesmo o jornal para saber quanto está a famosa Taxa Selic e não presta atenção quando esses indicadores estão caindo ou subindo, então não é o momento exato de você investir em ativos como esses.

E, para ser honesto, seria importante rever esses conceitos antes de investir em qualquer coisa, se quiser realmente ser alguém bem sucedido(a) no Mercado Financeiro. Pós Fixados e Prefixados são o básico da Renda Fixa e seria importantíssimo ter esse conceito na ponta da língua antes de investir qualquer coisa.

Aprenda: todo investimento tem um tipo de risco!

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Você é o tipo de pessoa que procura ter a maior rentabilidade com seus investimentos, mas não quer correr nenhum tipo de risco? Espero que não, porque isso é uma contradição, sabia?

Existe uma relação direta entre risco e retorno nos investimentos. Quanto maior é o risco de oscilação de uma aplicação no mercado, maior tende a ser o seu retorno esperado.

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