Categoria: Renda Variável – Ações

Aplicando a Análise Fundamental de Empresas

Hei você aí, é você mesmo, assíduo leitor do O Primo Rico. Neste artigo nós vimos alguns documentos indispensáveis para realizar a análise fundamentalista de uma empresa. Hoje você vai descobrir quais lições podemos tirar de todos os documentos que levantamos e saberá como realizar a análise fundamental de empresas.

Tenha em mente que esses artigos são voltados para o mercado de renda variável e para a compra de ações, mas se você é um empresário ou pretende se tornar um investidor anjo ou de venture capital, você também pode aplicar a maioria desses conhecimentos em suas atividades, uma vez que as características das empresas que levantaremos nessa análise, podem e devem ser consideradas para avaliarmos a saúde do negócio e sua viabilidade em prazos variados.

No entanto, um acionista muitas vezes pode ser preocupar apenas em prever a direção que um negócio irá tomar, seja ele positivo ou negativo, focando lucro em curto, médio ou longo prazo. Vamos ao negócio.

Antes de iniciarmos, confira esse outro artigo direto no nosso blog e aprenda a investir utilizando-se das técnicas da análise gráfica de ações. Recomendamos que você leia também o nosso guia completo para iniciantes em ações e aprenda os termos técnicos para se guiar nesse meio.

 

O fluxo do dinheiro – Os indicadores operacionais para uma boa análise fundamental.

Pode ser verdade que o dinheiro não traga felicidade, mas quando estamos falando de empresas e resultados, ele certamente garante uma boa dose de conforto. Assim sendo, vamos ver como podemos tirar esse nosso conforto dos Demonstrativos de Resultado. A análise fundamental de empresas não é uma ciência exata, pois podemos nos deparar com um resultado negativo em uma ponta, mas termos uma interpretação diferenciada dos métodos de cada companhia. Mais sobre isso logo a frente.

  • Margem Operacional

Esse indicador nos mostra o quanto cada real que a empresa emprega em seu negócio retornou no fim da cadeia de operação. Compreenda operação como a atividade principal da empresa, seja a venda de um bem ou a prestação de um serviço. Um exemplo seria uma empresa que gastou R$ 100.000,00 na aquisição de máquinas, no pagamento de contas de energia, na distribuição de seu produto… até sua venda final, que retornou uma receita de R$ 1.000.000,00. Dividindo um pelo outro, temos que a margem operacional da empresa é de R$ 10,00 para cada R$ 1,00 gasto, ou seja uma margem de 10%.

Através desse indicador temos como projetar um resultado futuro. Se sabemos que a empresa lucrou X em um dado período e tem a pretensão de investir esse mesmo X em produção futuramente, podemos estimar o retorno que isso trará.

É óbvio dizer que nada é tão simples e a relação não é tão direta, afinal seria como se tivéssemos uma máquina de dinheiro, aonde basta injetar capital para que ele cuspa mais. Ainda sofremos a ação de fatores externos à capacidade produtiva e de escoamento da empresa, como a demanda, fatores governamentais, concorrência e por aí vai.

 

  • Margem Ebitda

Não vou me prolongar aqui, uma vez que a Margem Operacional e a Ebitda levam em consideração os mesmos fatores. A única diferença é que a Ebitda não considera as despesas financeiras e a depreciação de maquinário e outros bens. Sendo assim ela serve melhor para uma análise de caixa, tendo mais utilidade para uma análise contábil do que operacional.

 

  • Margem Líquida (ou o que sobrou)

Novamente semelhante a operacional, mas aqui já deduzimos impostos e outras despesas de depreciação e financeiras. É importante separarmos a margem nesses três grupos, uma vez que isso facilita na análise fundamental de empresas. No caso, se tivermos uma margem Ebitda de 10%, mas uma margem líquida de apenas 5% (ou até negativa), sabemos que a empresa está sofrendo demais com a coleta de impostos e pode ter sérios problemas em se manter a um médio prazo.

 

  • Retorno Sobre Patrimônio

Especialmente importante para o investidor em ações, o retorno sobre patrimônio nos mostra o quanto o patrimônio líquido dos investidores foi relevante para uma empresa. Ele é calculado dividindo o lucro líquido sobre o patrimônio líquido da empresa. Temos assim uma ideia aproximada do quão relevante para a empresa foi o investimento.

 

Na mão dos outros – Indicadores da estrutura de capital.

Acabamos de ver a capacidade de uma empresa de gerar retorno e qual o retorno sobre cada etapa de sua estrutura contábil, mas agora falta analisarmos se essa companhia está andando com as próprias pernas ou se ela se encontra vulnerável frente a investimentos de terceiros.

Normalmente a margem líquida já nos dá uma boa ideia da capacidade da empresa de gerar lucro e honrar suas dívidas, mas precisamos ver qual parte dessa dívida é visando sua operação principal, ou para pagar empréstimos de parceiros e fornecedores. Para isso devemos olhar diretamente para a parte dos passivos do balanço patrimonial e calcular a relevância da divida de terceiros sobre a parte de patrimônio líquido. Pense bem, o que é mais saudável para uma empresa, ter um patrimônio líquido maior do que o passivo, ou o inverso? A resposta é clara. O patrimônio líquido deve ser considerado como um investimento partido de pessoas que estão interessadas em ver o negócio ir longe, ou seja, é um investimento a longo prazo. Já, o passivo é um investimento de curto a médio prazo, sendo realizado por empresas que prestam serviços, por imobiliárias, por empresas de maquinários, serviços logísticos, etc.

O índice que estamos buscando aqui é o Endividamento Total, dividido pelo Patrimônio líquido. Novamente, esse índice é interpretativo e não pode ser considerado sozinho, sem relação com outros aspectos da empresa. Quanto maior esse índice, mais a empresa tem autonomia. Deixe-me colocar isso em perspectiva com um exemplo: Digamos que a empresa A tenha baixa autonomia, ou seja, seu patrimônio líquido corresponde à uma parte pequena de seu passivo. Nos últimos meses ela vem demonstrando uma margem líquida extremamente confortável, resultando em um aumento gradual de seu PL, devido ao ganho de confiança em seus negócios. Nesse caso podemos dizer que a sua falta de autonomia não está afetando sua atratividade para os investidores.

Por fim temos também que levar em consideração a capacidade da empresa em cobrir os seus juros. Isto é, sem comprometer a sua formação de caixa. O caixa de uma empresa é quase como um indicador por si só. Pelo menos para o curto prazo. Afinal de contas, você não confiaria um empréstimo a um amigo que é muito rico, mas está sem dinheiro no bolso no momento? Pensando por aí, uma empresa que consegue pagar os juros de seus financiamentos, sem comprometer a formação de caixa, deve ser considerada como uma empresa saudável. Aqui não temos interpretação, caixa = bom!

O último ponto a ser realizado na análise fundamental de empresas é o quanto a empresa tem a receber. Nem toda venda é contabilizada imediatamente. Voltando ao balanço patrimonial e olhando no lado de ativos, devemos fazer uma conta para dizer o quanto do capital que temos em ativos é ainda devido de terceiros. Caso a empresa tenha uma porcentagem muito alta de ativos representada na forma de ativos a receber, devemos levantar a sobrancelha. Podemos ver isso positivamente? Claro. Afinal devemos pensar que esse dinheiro está para entrar e será utilizado para a formação de caixa e para investimentos na operação. No entanto, se isso for uma constante para a empresa, podemos estar lidando com uma ameaça ao negócio. Imagine que a empresa tenha um mês fraco e muitas das vendas foram a prazo. Ter baixa liquidez em seus ativos é extremamente negativo aqui. É possível que a empresa tenha que recorrer a empréstimos para exercer o seu próximo mês.

 

Pare e reflita.

Parabéns por chegar ao final de mais um artigo do O Primo Rico. A análise fundamentalista e muito importante para qualquer análise fundamental de empresas que fazemos, ao estruturar um investimento. Não podemos deixar que isso seja algo leviano e nos guiar por achismos ou confiança em fatores que pouco nos dizem.

Lembre-se sempre de conferir se o seu assessor ou consultor tem em dia a análise fundamental das empresas que constam em sua carteira de investimentos, ou se suas sugestões estão bem baseadas em dados factuais e não apenas expectativas infundadas.

Fique conosco para mais artigos que revelarão cada vez mais sobre as diversas facetas da análise fundamental e sobre cada documento contido no espectro contábil de uma organização.

Então boa análise e bons investimentos!

Análise Gráfica de Ações – indicadores de Médio Prazo

Você já aprendeu sobre Análise Gráfica de ações no primeiro artigo da série e pode ver como os preços das ações são definidos, o principal modelo de gráfico e quais são os indicadores mais relevantes utilizados para desenvolver as análises técnicas.

 

No segundo artigo, demos destaque para os indicadores que facilitam a identificação das melhores tendências de compra e venda no curto prazo.

 

Continuando nossa série de textos sobre Análise Técnica de ações, veremos o que se entende por operações de médio prazo e os indicadores que vão te ajudar a operar nesse caso: topos e fundos, médias móveis e o indicador acumulação/distribuição.

 

Entendendo o que é Médio Prazo

 

A análise técnica de ações oferece as informações necessárias para que você possa identificar quais operações valem a pena investir no médio prazo e consiga ter bons resultados. As operações consideradas de médio prazo duram entre 5 a 90 dias e, se comparadas às de curto prazo, exigem menos tempo por dia do investidor. Entretanto, a dedicação deve ser a mesma. Eis o princípio básico deste tipo de aplicação: é preciso ter paciência e sangue frio para respeitar o tempo de evolução das operações!

 

Indicadores de Médio Prazo

 

Para operações de médio prazo existem três indicadores que se destacam. As informações apresentadas por eles, aliadas a uma boa estratégia de investimento, poderão te ajudar a aumentar suas oportunidades de ganho. Veja, então, quais são os indicadores e suas aplicações:

 

1) Topos e Fundos

 

Uma ação nunca se movimenta em linha reta no gráfico, ela sempre varia. E é justamente nessa variação que residem os topos e fundos. Eles nos ajudam a identificar a tendência principal na movimentação de um papel específico.

 

Quando a tendência é de alta, os topos e fundos são formados em patamares cada vez mais altos. Já quando a tendência principal é de baixa, a variação se dá em patamares cada vez mais baixos. Essa visualização é fundamental para a definição da estratégia do investidor, uma vez que a tendência principal da ação influencia na compreensão de diversos outros indicadores.

 

Perceba que no exemplo de gráfico abaixo fica nítida a tendência de alta já que os topos e fundos estão em movimento ascendente.

topos-e-fundos-tendencia-de-alta

 

 

 

2) Médias móveis

 

Utilizado para apontar a oscilação dos preços no mercado de ações, esse indicador é chamado de “móvel” porque os valores de cálculo mudam constantemente. Para indicar a tendência atual de alta, de neutra ou de baixa, são usadas médias móveis de dois períodos: uma de 9 dias e uma de 21 dias. Dessa forma, a cada novo período, o cálculo é atualizado com o valor mais recente.

 

No gráfico abaixo, por exemplo, é possível ver que duas linhas paralelas. A linha verde representa a média móvel dos últimos 9 dias e a vermelha representa a média dos últimos 21 dias.

medias-moveis

 

3) Acumulação/distribuição

 

Para estimar o volume financeiro de acordo com as oscilações de mercado, utiliza-se o indicador acumulação/distribuição. Essa comparação permite que o investidor veja se o volume está maior nas altas de mercado ou nas baixas.

Se falamos em uma tendência de alta, significa que o mercado está subindo com volume financeiro alto e caindo com volume baixo. Essa desigualdade entre o número de compradores e de vendedores acontece por causa do posicionamento dos grandes investidores, já que eles são responsáveis por grande parte do volume financeiro operado na bolsa de valores.

O indicador acumulação/distribuição nos dá a informação ao demonstrar que está ascendente (veja no gráfico a seguir). Nesses casos, a quantidade de compradores é maior e indica que os grandes investidores estão comprando determinada ação apostando em sua alta.

acumulacao-distribuicao-ascendente

Quando está descendente (como no exemplo abaixo), o indicador normalmente mostra que o grupo de vendedores é numericamente superior. Ou seja, os grandes investidores estão vendendo uma ação acreditando em sua baixa.

acumulacao-distribuicao-descendente

 

Conclusão

 

Aprender a ler e interpretar dados analíticos é, definitivamente, um diferencial para quem pretende investir. Contudo, as informações devem ser utilizadas atreladas a uma estratégia de investimento com foco no seu objetivo.

 

Os indicadores que apresentamos são ótimos para quem quer investir no médio prazo, pois ponderam as melhores oportunidades de operações com duração de 5 a 90 dias. É muito importante ter noção de como analisar gráficos e saber os principais indicadores para poder investir com foco e visão estratégica e, assim, evitar riscos desnecessários.

 

Agora que você já aprendeu sobre Análise Gráfica de ações e tem noção de quais são os principais indicadores para demonstrar tendências de curto e médio prazo, você tem uma noção melhor de como investir a partir de dados e pode operar com mais segurança.
Curtiu da nossa série de posts, mas ficou alguma dúvida? Sem problemas! Pergunte aqui nos comentários.

Análise Gráfica de Ações – indicadores de Day Trade e Curto Prazo

  • No primeiro artigo dessa série, nós apresentamos para você uma visão geral sobre o que é e como funciona a Análise Gráfica de Ações. Falamos sobre como o preço das ações é formado, a importância da Análise e também citamos os principais indicadores considerados por investidores na tomada de decisão.

 

Na segunda parte desse material focaremos nos indicadores de Day Trade e Curto Prazo, fundamentais para quem quer entender melhor como aplicar na Bolsa de Valores!

 

Mas, antes de entrarmos nos detalhes técnicos é muito importante que você entenda o que é são Day Trade e Curto Prazo, quais operações são feitas nesses modelos de investimento e porque eles apresentam grandes possibilidades de ganho.

 

O que é Day Trade

 

Essa é uma das modalidades mais emocionantes de investimento. São operações realizadas em um mesmo dia, cujos resultados acontecem a partir da volatilidade das ações em períodos curtíssimos de tempo, como horas e até mesmo minutos. E é justamente essa característica que faz do Day Trade um modelo extremamente atrativo para quem deseja aumentar o seu capital.

 

Como as movimentações de compra e venda acontecem muito rapidamente, o investidor pode realizar muitas operações em um mesmo dia, aumentando as chances de lucro. Um ponto importante que deve ser observado por quem deseja focar nesse modelo de investimento é que, as possibilidades de ganho são superiores aos investimentos de renda fixa, mas também possui o risco característico de investimentos em renda variável.

 

Entendendo o que é Curto Prazo

 

Chamamos “Curto Prazo” todas as operações na Bolsa de Valores que duram de 1 a 5 dias. Também conhecidas como Swing-Trade, essas movimentações são ideais para quem pode se dedicar ao menos uma vez ao dia ao mercado de ações. Dois pontos principais justificam seu excelente nível de rentabilidade:

 

– Agilidade: na mesma medida em que oferecem tempo de reação, apresentam grande agilidade nos investimentos, o que possibilita ao investidor lucrar com a volatilidade do mercado;

 

– Stop Loss: ferramenta que permite ao investidor ter as rédeas dos objetivos em sua mão, evitando que seus investimentos estejam à mercê do destino ou da sorte.

 

Indicadores de Curto Prazo

 

Agora que você já entendeu melhor o conceito de curto prazo, vamos aos indicadores. Como explicamos no primeiro post, um bom investidor não toma como referência apenas um indicador, mas sim o contexto geral apresentado pelo maior número de informações possível. Por isso, dedique tempo aos estudos e aumente suas chances de ganho! Vamos lá:

 

1) Suporte e Resistência

 

O suporte é uma representação gráfica do ponto onde, em geral, as ações em queda param de cair e começam a subir. Quanto mais a ação atingir esse patamar e voltar a subir, mais confiável é o suporte.

 

Esse ponto representa, na maioria das vezes, uma excelente oportunidade de compra. Ele é representado no gráfico de ações através de uma linha horizontal que marca de forma nítida o preço de suporte.

suporte-ponto-de-compra

 

Essa movimentação acontece com base na premissa de que se o preço de uma ação voltou a subir repetidas vezes quando atingiu o suporte é porque provavelmente existe uma grande demanda pelos papéis naquele valor.

 

Já a resistência tem a mesma premissa, mas na situação inversa. Ela também é representada por uma linha horizontal que determina o ponto onde, historicamente, as ações de uma determinada empresa geralmente param de subir e voltaram a cair. Quanto mais a ação chegar a esse patamar e voltar a cair, mais confiável a resistência.

 

O momento em que os papéis atingem a resistência pode indicar uma boa hora de o investidor se desfazer dessas ações.

resistencias-ponto-de-venda

 

2) Índice de Força Relativa (IFR)

 

Na imagem abaixo é possível ver uma linha dourada que varia bastante. Esse é o Índice de Força Relativa (IFR) que, de maneira resumida, ilustra o volume de dinheiro investido na ação em um determinado momento. Esse dado demonstra a atuação das forças compradoras e vendedoras.

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O índice varia de zero a cem. Quando o IFR é maior que 95, a força compradora está perdendo fôlego e a ação tende a cair no curto prazo antes de seguir a tendência principal de alta. Quando ele é menor do que 5, a força vendedora está enfraquecendo e é possível que a ação suba antes de seguir a tendência principal de queda.

 

3) Bandas de Bollinger

 

Os preços das ações quase sempre respeitam um limite na sua volatilidade. A função das Bandas de Bollinger é justamente identificar os limites de alta e baixa em cada papel para auxiliar os investidores a identificar oportunidades de compra e venda. Elas são representadas por uma sombra cinza, conforme ilustrado no gráfico abaixo.

bandas-de-bollinger

 

Fica mais fácil entender esse conceito com um exemplo:

 

Vamos supor que o preço de uma determinada ação oscila, na maior parte do tempo, entre R$22 e R$50. Caso ela chegue a R$20 em um determinado momento, o cenário mais provável é que ela retorne para dentro da faixa observada nos últimos 20 dias, ou seja, entre R$22 e R$50.

 

4) Volume Financeiro

 

Como falamos no primeiro artigo dessa série, o preço das ações é formado pela interação das forças compradoras e vendedoras. Ou seja, é a partir das movimentações dos investidores que o valor de uma determinada ação será alterado, para mais (em caso de alta) ou para menos (em caso de baixa).

 

O Volume Financeiro é o indicador que ilustra a quantidade de dinheiro que foi negociado em um determinado período. Se dez milhões de ações foram negociadas a R$10, por exemplo, o Volume Financeiro seria equivalente a R$100 milhões.

 

Ele pode ser ilustrado por um gráfico de barras (como na imagem abaixo) e seu principal objetivo é apresentar a consistência de uma determinada tendência, ajudando os investidores a detectar oportunidades de compra e venda.

volume-financeiro

 

Suponhamos que uma ação rompeu uma resistência, mas apresenta Volume Financeiro baixo. Nesse caso é possível afirmar que a tendência de alta não é tão consistente. Se, por outro lado, esse mesmo cenário apresenta um volume financeiro maior, a consistência da tendência é maior e a probabilidade é que a ação continue subindo.

 

Conclusão

 

Através desses indicadores é possível detectar as melhores oportunidades de compra e venda de ações no curto prazo. Para definir bem como investir dinheiro é importante embasar suas decisões no maior número de informações possíveis, diminuindo as chances de interpretações equívocas e aumentando consideravelmente as possibilidades de ganho.

 

Fique ligado! Já lançamos a terceira e última parte dessa série sobre Análise Gráfica de Ações, explicando cada um dos indicadores de médio prazo (5 a 90 dias)!

 

Lembre-se de deixar um comentário caso tenha ficado com alguma dúvida!

Introdução à Análise Gráfica de Ações

A Bolsa de Valores possui uma linguagem própria. Se você acompanha as notícias de economia certamente já se deparou com uma série de palavras, termos e gráficos específicos dessa área. Dominar alguns conceitos principais como, por exemplo, o que é Análise Gráfica de Ações, pode ser fundamental para obter os melhores resultados em seus investimentos.

 

Os principais fatores acompanhados diariamente por investidores estão dentro dessa análise, que também é conhecida como Análise Técnica de ações. Através do estudo de diferentes dados relativos ao mercado é possível observar tendências, variações e também detectar oportunidades de investimento.

 

Nesse post explicaremos de maneira geral os principais aspectos relativos à essa análise, abordaremos alguns dos indicadores importantes e falaremos sobre como identificar tendência analisando esses dados. Continue lendo e lembre-se de deixar um comentário caso tenha alguma dúvida!

 

Como é formado o preço das ações?

 

Antes de entrarmos nos indicadores que compõe a Análise Gráfica é importante que você entenda como é formado o preço das ações. Ao contrário do que muita gente pensa, o que forma o valor dos papéis não é a situação macroeconômica do país ou as notícias, mas sim a maneira como compradores e vendedores reagem a esses fatos na tomada de decisões.

 

Nesse sentido, o preço das ações é formado pela interação entre compradores e vendedores. Essa relação entre as forças de compra e venda determinam o valor dos papeis e sua variação muda de acordo com as alteração nesses fatores. E é exatamente nessa hora que a Análise Gráfica se torna muito importante.

 

Ela considera justamente essa disputa entre vendedores e compradores, buscando entender qual é o lado mais forte para oferecer ao investidor a possibilidade de fazer as melhores escolhas. Essa análise também permite que o investidor tenha poder de reação caso as coisas não saiam como esperado.

 

O gráfico de ações

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A melhor maneira de observar essa disputa entre compradores e vendedores é através do gráfico de ações. Ele funciona como uma janela que exibe a variação do preço das ações em um determinado período de tempo e considera fatores relevantes na detecção de tendências de comportamento.

 

Existem diversos tipos de gráfico e, além disso, cada investidor pode considerar determinados indicadores de acordo com suas estratégias de investimento. Falaremos mais sobre os principais indicadores e suas funções ao longo desse artigo.

 

O gráfico de candles (ou gráfico de velas) é um dos mais utilizados. Cada candle apresenta o máximo de informações possível sobre a variação do preço de uma ação em um determinado intervalo de tempo, que pode ser em minutos, horas ou até dias, de acordo com o período utilizado no gráfico.

candles

 

Existem dois tipos de candle, os de alta (verdes) e os de baixa (vermelhos). Considerando os candles diários, nos de alta o preço de fechamento (última negociação daquele papel no dia) foi superior ao da abertura de mercado. Já no de baixa o último preço foi inferior ao de abertura. Se uma determinada ação começou o dia valendo R$7,00, por exemplo, e fechou o dia custando R$8,00, o candle que a representa naquele dia será o de alta.

 

Principais indicadores da Análise Gráfica

 

Para que você entenda melhor os dados que compõe a Análise Gráfica e entenda melhor como investir na Bolsa de Valores, vamos passar brevemente por cada um dos principais indicadores. Mas, lembre-se de uma dica muito importante: conhecimento vale ouro. Por isso, acompanhe as próximas publicações e aprenda cada vez mais sobre esse tema!

 

Principais indicadores de curto prazo (operações de 1 a 5 dias)

 

  • Suporte e Resistência – representam os patamares mais baixos e altos, respectivamente, que constituem pontos onde as ações tendem a cair ou subir;
  • Índice de Força Relativa (IFR) – considera as forças compradoras e vendedoras para ilustrar o fôlego de uma ação. É medido de 0 a 100 e sua análise pode ajudar a indicar oportunidades de curto prazo;
  • Bandas de Bollinger – levam em conta a movimentação média de uma ação, de acordo com o histórico de variação de um determinado papel;
  • Volume Financeiro – indica a quantidade de dinheiro negociada em um determinado período. Quanto maior o volume, maior a consistência da movimentação apresentada;

 

Principais indicadores de médio prazo (5 a 90 dias)

 

  • Médias Móveis – considera um período de tempo (normalmente 9 ou 21 dias) para ilustrar a tendência de uma ação. A denominação “móvel” se dá porque a cada novo período os valores mais antigos são substituídos pelos mais novos;
  • Topos e Fundos – indica a tendência de uma ação de acordo com a movimentação do seu preço em um período de tempo. Se a tendência é de alta, os topos e fundos no gráfico são ascendentes. Se é de baixa, os topos e fundos são descendentes;
  • Acumulação/Distribuição – esse indicador pondera o volume financeiro com as oscilações de mercado e indica se o volume está maior nas altas ou baixas.

 

Conclusão

 

Nesse artigo iniciamos nossa abordagem à Análise Gráfica de ações. Você entendeu como os preços das ações são formados, como funciona o principal modelo de gráfico de ações e também viu os principais indicadores que compõe o coração desse modelo de análise.

 

No próximo artigo dessa série abordaremos detalhadamente cada um dos indicadores citados acima. Um bom investidor não se baseia apenas em um deles, mas sim no contexto geral apresentado pelo maior número de dados possível. Justamente por isso, entendê-los é fundamental!

 

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Como Investir em Ações | Guia Completo sobre Bolsa de Valores

O que são ações?

Ações são partes de uma empresa, ou seja, quando uma empresa abre seu capital ela o divide em vários pedaços, e esses pedaços são as ações.  Então quando você compra uma ação da Petrobrás, por exemplo, você passa a ser dono de um pedacinho dela.

As ações são divididas em três categorias:

 

Ordinária Normativa (ON)

Esse tipo de ação da ao proprietário o direito de voto em assembleia, dessa forma, o dono pode opinar nas decisões sobre o futuro da empresa.

 

Preferencial Normativa (PN)

Já as preferenciais não dão direito a voto, mas oferece ao proprietário a preferência na hora de receber os dividendos e, no caso de dissolução da empresa, o reembolso do capital.

 

UNIT

As Unit’s são ações negociadas de forma composta, ou seja, é um conjunto de ações de diferentes tipos que são vendidas juntas.  Além disso, elas seguem um padrão de código, todas possuem o código da empresa junto com o número 11.

Por exemplo, o Santander vende uma UNIT composta por 50 ações PN+55 ações ON (SANB11).

Elas também são classificadas pelo porte da empresa a qual pertence.

 

Blue Chips

Ações de empresas de grande porte, sólidas no mercado e que possuem grande volume de ações negociadas no mercado (tem bastante liquidez).

Exemplo: Itau (ITUB), Petrobrás (PETR), Banco do Brasil (BBAS).

 

Small Caps

Se referem a ações de empresas com pouco valor de mercado e geralmente são empresas que estão entrando no mercado agora, além de possuírem poucas negociações de compra e venda (baixa liquidez). Como elas são menores, possuem mais risco do que as “Blue Chips”, mas também tem uma maior chance de rentabilidade, já que detém maior potencial de crescimento.

Exemplo: Banco ABC Brasil (ABCB), CSU Card System (CARD).

 

Ações negociadas em bolsa e não negociadas em bolsa

Para entender como as ações são negociadas é importante distinguir os tipos de Empresas, as S.A’s de capital aberto e de capital fechado.

As sociedades anônimas de capital fechado são aquelas que possuem ativos que pertencem a poucas pessoas, ou seja, seu capital social é dividido entre poucos acionistas e caso alguém queira comprar suas ações é necessário que os sócios vendam seus papéis. Dessa forma, suas ações não são negociadas na Bolsa de Valores.

Já a sociedade anônima de capital aberto tem seu capital social divido em muitas ações que são negociadas na Bolsa de Valores, dessa forma, essas empresas conseguem captar mais recursos através de acionistas, mas também tem sua parte da empresa reduzida.

Mas por que uma empresa deseja se tornar uma S.A de capital aberto?

É simples, uma vez que a empresa decide abrir seu capital e negociar suas ações na Bolsa de Valores ela passa a se capitalizar de forma mais fácil e em alta proporção. Conforme as pessoas vão comprando ações dessas empresas, seu caixa vai aumentando e ela começa a ter mais dinheiro para crescer e realizar os projetos que deseja, mas ao mesmo tempo, é criado um vinculo de compromisso com esses acionistas, e a empresa terá que dividir seus lucros em forma de dividendos, juros sobre capital próprio e etc.

 

O que é a Bolsa de Valores? Como funciona?

A Bolsa de Valores é o lugar onde ocorrem as transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, sendo as negociações feitas através do pregão eletrônico. O objetivo da bolsa é facilitar o encontro entre compradores e vendedores de ações e, assim, dar liquidez aos ativos e equilibrar a formação de preços. No Brasil a principal Bolsa de Valores é a BM&FBovespa.

As negociações na bolsa são feitas através do pregão eletrônico, que utiliza plataformas eletrônicas para a entrada de ordens de compra ou de venda e funciona de segunda a sexta, das 10:00 às 17:00.

Hoje é necessário o intermédio de corretoras de valores para investir na bolsa, pois é ela que fará a comunicação entre o investidor e a Bolsa. Tem também a opção de investir pelo Homebroker, que é a plataforma online usada para dar ordens diretamente para a bolsa, ou seja, não tem mediação de alguma corretora, porém para ter acesso ao Homebroker é necessário ter conta em uma corretora.

 

Como uma empresa abre o seu capital?

Para uma empresa colocar suas ações na bolsa, ela precisa passar por um processo de abertura de capital que segue várias etapas, denominado de Oferta Pública Inicial (IPO).

Este processo começa com um acordo entre a empresa e uma instituição financeira, por exemplo, um banco ou uma corretora, e depois da negociação é necessário o seu registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador e fiscalizador do mercado de capitais no Brasil.

Depois de regularizado esse processo, é feita uma apresentação das ações para os investidores, através de um procedimento denominado road-shgow. É como um vendedor de automóvel que apresenta os benefícios de um carro para descobrir se você tem intenção de compra-lo ou não.

Logo antes de iniciar as negociações é feita a fixação de preço de oferta através de um leilão, chamado de bookbuilding, onde a empresa estabelece as condições básicas de transação dos ativos e os investidores dão suas ofertas, e o preço do ativo é resultado da análise das ofertas.

Após essas etapas é feita a Oferta Primaria, que ocorre quando as ações emitidas pela companhia são disponibilizadas, pela primeira vez, na Bolsa de Valores, para as empresas reunidas no bookbuilding e no road-show.

 

Mas como o investidor ganha dinheiro nisso tudo?

Existem várias formas de o investidor ganhar dinheiro com ações, na valorização do papel, dividendos, juros sobre capital próprio e etc., mas vamos por partes!

A valorização do papel é a forma mais conhecida do acionista ganhar dinheiro e isso ocorre conforme a oscilação de preços da ação, ou seja, você compra o ativo a um preço, ele se valoriza e você vende a um preço maior.

As ações se valorizam baseado na percepção que os acionistas têm sobre a empresa. Como assim?

Podemos usar de exemplo a Petrobrás. Quando o preço da gasolina sobe, a empresa tem boas perspectivas de ganhar mais dinheiro, isso faz com que as pessoas acreditem que a empresa está se valorizando e não vendam seus papéis. Por outro lado, as pessoas que ainda não os possuem se disponibilizam a pagar um preço mais alto por elas, dessa forma, a demanda se torna maior que a oferta e o preço acaba subindo.

Outra forma bem conhecida é a partir dos Dividendos, que nada mais é que uma parcela do lucro da empresa que é destinada a distribuição aos acionistas. Em outras palavras, é como se você estivesse recebendo um aluguel de um imóvel que você possui.

Podemos usar como exemplo prático o Bradesco. Ele foi o primeiro banco a distribuir dividendos mensais, e segundo ele, repassa aos investidores 30% do lucro líquido ajustado do período. em 2014, ele distribuiu R$ 5 bilhões de reais em dividendos! Ótimo para os acionistas, não? Se você quiser baixar todo o histórico de dividendos e JCP do Bradesco, é só clicar aqui.

Os Juros sobre Capital Próprio (JCP) são lucros pagos em dinheiro, como dividendos, mas a diferença é que eles são considerados como despesa para a companhia. Dessa forma, o investidor precisa pagar Imposto de Renda sobre esse capital recebido, o que não ocorre com os Dividendos.

A Bonificação é também uma forma de receber capital, a diferença é que é feita na forma de ações, ou seja, ao invés de você receber dinheiro da companhia, você recebe mais ações dela.

O Direito a Subscrição da ao acionista a possibilidade de exercer o direito de compra de novas ações por um preço reduzido. Porém, esse direito tem prazo para ser exercido, deixando de ter valor assim que encerrado.

*Subscrição: ato de adquirir novas ações emitidas pela companhia, devido ao aumento de capital.

 

E quanto da para ganhar investindo na Bolsa?

O quanto você consegue lucrar investindo na Bolsa é algo muito relativo, já que é um tipo de aplicação muito arriscado, então pode levar a altos rendimentos como grandes perdas. Essa questão também tem a ver com momentos da economia, que podem ser favoráveis ou não para a comercialização na Bolsa, ou a própria estratégia de quem está negociando.

Podemos usar como exemplo de grandes perdas a Petrobrás (PETR3). A maior alta das ações foi em 2008, que chegou a R$46,17, e hoje ela está valendo R$12,36, portanto quem comprou o papel da Petrobrás em 2008 e ainda o possui, ou vendeu esse ano, obteve uma perda de 373%.

Acoes PETR3

Já um exemplo de alta valorização na Bolsa é o banco Itau Unibanco (ITUB3). Quem apostou na compra das ações do banco em 2007, a R$9,69 e ainda tem o papel, ou vendeu há pouco tempo chegou a um ganho de 35,56%, com a ação hoje valendo R$27,25.

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Relações com os Investidores

Todas as empresas públicas são obrigadas a ter uma área de Relações com os Investidores. Essa área é responsável pela interação entre o INVESTIDOR e a EMPRESA. Sempre que existe algum fato relevante, a empresa é obrigada a reportar ao mercado tudo que está acontecendo. Dessa forma, nós, investidores, ficamos sabendo de tudo que acontece na empresa e assim podemos optar por correr o risco ou não de estar no negócio. Quando compramos ações, levamos muito a sério o fator “transparência” em consideração. Isso acontece pois ninguém quer investir o dinheiro em algum lugar que não saiba o que está acontecendo, certo? E justamente por isso, as empresas que são muito transparentes ou que realmente são sólidas e constantes ao passar informações e novidades sobre a companhia costumam ter um pouco mais de valor que as outras.

Outro ponto bacana dessa área, é que elas costumam realizar muitos eventos para os investidores e também são muito abertas a conversar. Se você ligar hoje no RI de qualquer empresa, a chance é muito grande de que elas vão te atender e inclusive vão tirar todas as suas dúvidas. Para você entrar em contato com o RI das empresas, é muito simples: Entre no site e procure pela área “RI” ou “Relações com Investidores” que você terá um acesso direto. Como exemplo, eu separei aqui o contaro de alguns Ris para você:

RI da AMBEV: site;

RI da Petrobrás: site;

RI do Itaú: site;

 

CVM

Versão Simples

Mais abaixo eu dou um parecer mais “complexo e correto” sobre o que é a CVM, mas de forma mais “simples”, a CVM funciona como a “polícia” do mercado financeiro, mais específico em relação ao mercado de valores mobiliários (corretoras e tudo que mexe com investimentos).

Se alguém cometer algum crime ou tiver que ser mais regulamentado, é a CVM que será o grande inspetor de tudo isso, e também é ela que garante que nenhuma corretora lesará o cliente. Se alguém te lesar, você pode facilmente contatar a CVM que ela deve te ajudar a resolver o problema:

 

Versão Complexa

Segundo a própria CVM, ela “..é uma entidade autárquica, em regime especial, vinculada ao Ministério da Fazenda, criada pela Lei nº 6.385, de 07 de dezembro de 1976, com a finalidade de disciplinar, fiscalizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários” (CVM, 2016)

 

ETFs

Em inglês, o ETF significa “Exchange Traded Fund”, e são basicamente fundos de investimentos da mesma forma que você já conhece hoje. Porém, os ETFs são fundos de índices de ações. O índice bovespa, por exemplo, tem um ETF, conhecido como BOVA11. Esse é o ETF mais comum e mais negociado no Brasil, mas além dele temos outros: BRAX11, DIVO11, SMAL11.

 

É vantajoso em investir em ETFs?

Ele pode ser sim mais vantajoso. Quando você investe em um ETF, você está comprando de uma única vez uma carteira de ações atrelada a um único índice! Assim, você não precisa fazer várias compras ao mesmo tempo para ter um portfolio diversificado, e ainda economiza na corretagem. Se você fosse comprar todos os índices do Ibovespa, você provavelmente pagaria caro (se pagar corretagem FIXA). Se você comprar BOVA11, você compra tudo de uma vez através de uma única corretagem.

A taxa de administração em fundos de ações costuma ser bem alta: Entre 1,5% e 4%. Já em ETFs, a taxa de administração costuma ficar próxima dos 0,3% – 0,6%.

Para os investidores que já tem mais experiência no mercado, você pode alugar seus ETFs e eles costumam ter mais liquidez do que uma ação comum! Quando você aluga o seu ETF, você abre mão de sua liquidez (não pode vender durante um período já combinado), mas um investidor na outra ponta te paga uma taxa anual para usar seu ativo – não representando risco para você.

Para conferir uma lista de todos os principais ETFs negociados na bolsa, você pode conferir essa lista aqui no site da EXAME.

 

Clubes de Investimento

Um Clube de Investimentos é criado geralmente por um grupo de Investidores pessoas físicas que possuem objetivos de investimentos comuns, e que queiram aplicar em estratégias de investimentos iguais. Como tudo aparentemente é sinérgico, cria-se um “Clube de Investimento”, que é uma especíe de “Fundo de Investimentos”, só que menor e mais barato para o investidor.

O Clube de Investimento precisa ter uma figura de Gestão que pode ser profissional (contratar um gestor) ou pode ser um dos cotistas do clube. A limitação é de 50 cotistas por clube, e o clube pode investir nos seguintes ativos:

  • Ações, Cotas de Fundos de Ações e alguns outros títulos mais complexos lastreados em ações.

Ah! Vale dizer também que nenhum cotista pode ser dono de mais de 40% do clube. Essa modalidade de investimento pode ser uma forma barata de investir de pouco em pouco ou até de investir com uma gestão mais profissional e uma taxa de administração menor do que investimentos mais populares.

 

Como Investir em Ações

Antes de entrar no modo prático de como você pode investir em ações, acredito que seja legal listar os benefícios desse tipo de investimento:

Vantagens de Investir em Ações:

  1. Não é preciso muito dinheiro para começar;
  2. Você recebe distribuição dos lucros das empresas (dividendos);
  3. Potencial de altíssima rentabilidade no longo prazo;
  4. Você pode ter liquidez antecipada sempre que precisar;
  5. Para os investidores mais experientes, você pode alugar suas ações, como se fossem imóveis caso não queira vendê-las no curto prazo;
  6. Você é isento de IR em algumas situações que auferir lucro;
  7. Você pode virar sócio de empresas que você admira sem burocracia.

 

6 Passos para Investir na ação que você escolher

  1. Abra cadastro em alguma corretora;
  2. Mande dinheiro para a sua conta na corretora;
  3. Escolha uma ação;
  4. Mande uma ordem de compra através do seu homebroker ou de seu assessor;
  5. Em 3 dias úteis sua conta vai ser debitada ref. ao quanto você gastou e no mesmo dia suas ações serão creditadas em conta;
  6. Agora é só monitorar sua ação e receber seus dividendos.

O grande problema que todo investidor enfrenta ao investir nas ações, não é exatamente o como fazê-lo, mas sim como escolher a melhor ação para você. Afinal de contas, como o próprio nome já diz, investir em “Renda Variável” pode oscilar demais, e pra isso é importante termos métricas, né?

 

Como escolher Ações

Você precisa adaptar o seu mindset. Você não precisa pensar apenas nas ações como negócio. Você precisa pensar também como consumidor. Você precisa se questionar sobre o quão atrativa é essa empresa para o consumidor. Se você pensar em uma Apple, extremamente admirada no mercado, você com certeza vai ver valor agregado nela. Depois de ver valor como consumidor, aí sim passamos aos números.

Assessor de Investimentos

Escolher uma ação não é tão simples quanto parece. Muitas vezes, você pode ser um ótimo profissional analítico, ou até ter um belo tino para o negócio, mas de nada adianta ter tudo isso se você não tiver tempo para se dedicar ao estudo contínuo de ações. Um assessor de investimentos costuma fazer dois papéis para os clientes

Tempo & Conhecimento

O trabalho do investidor geralmente demanda muito tempo. Imagine um médico: Ele precisa passar o dia inteiro cuidando de seus pacientes, e além disso, estudou quase 10 anos para se formar nessa área. Seria muito difícil ele passar mais 10 anos estudando sobre o mercado financeiro para se preparar, e além disso monitorar diariamente suas aplicações, certo? Justamente por isso o papel de um assessor de investimentos muitas vezes é “vender seu tempo” para assessorar os clientes da melhor forma acrescentando conhecimento nas tomadas de decisão.

Você precisa ter em mente que existem dois modelos de análise de ações caso você queira entender melhor, e que vamos cobrir também mais para frente aqui no blog: Análise Fundamentalista e Análise Técnica.

 

Qual o Melhor Momento para Investir em Ações?

Sempre vale lembrar da regra absoluta no mercado de ações que diz o seguinte:”Não existe garantia nenhuma de que a sua compra esteja sendo feita no melhor momento”, pois existem muitas variáveis que fogem do nosso controle – como por exemplo um fundo estrangeiro decidindo comprar 10 bilhões de reais em algum ativo. Não dá para segurar o preço da ação se isso acontecer, certo?

Porém, existe outra verdade que reina nos contos populares do mercado: “ compre ao som de canhões, venda ao som de violinos.” Warren Buffet, um dos investidores de maior sucesso no mundo, sempre disse isso. O mais incrível de tudo, é que isso costuma se provar verdade de crise pra crise, e mesmo assim, os investidores insistem em dar razão para o noticiário: Quando a bolsa apresentou o melhor desempenho dentre os investimentos disponíveis no país, a gente compra. Quando a bolsa apresentou o pior desempenho, a gente vende. Porém, fazer isso é justamente o que chamamos de efeito manada – e é incorreto.

Eu escrevi um artigo sobre efeito manada no blog de meu grande amigo André Bona, no Blog de Valor, e você pode lê-lo aqui.

 

Qual o Investimento Mínimo ?

Por teoria, você poderia investir com apenas R$ 10,00 no mercado de ações, e eu vou te explicar o por que. Uma ação de PETROBRÁS, quando a R$ 10,00, tem um lote mínimo de negociação de 100 ações conjuntas. Isso significa que você precisaria desembolsar 100 x R$ 10,00 = R$ 1.000,00 para comprar um lote de ações.

 

Mercado Fracionário

Existe um mercado chamado de FRACIONÁRIO, que também é negociado na BM&F Bovespa, porém ao invés de você precisar comprar um lote de ações completo, que seria o de 100 como no exemplo acima, você pode comprar frações disso. Dessa forma, você pode negociar apenas 1 açao se quiser, e assim poderia comprar essas ações a partir de R$ 10,00.

 

O Custo Inviabiliza Operações

O grande problema, é que existem custos fixos na sua compra de ações. Quando você realiza alguma movimentação, geralmente paga o que chamamos de taxa de corretagem. Se essa taxa for fixa, no valor de R$ 10,00 por exemplo, você obviamente não pode comprar uma fração de ações. Mas aí, comprar 2 frações de ações também não vale a pena. Nesse caso, comprar R$ 1.000,00 começa a virar uma obrigação mínima, pois ainda nesse caso, você pagaria 1% do seu valor de compra total.

Depois disso, entramos em outro problema: A diversificação de carteira. Não adianta investir no mercado financeiro sem diluir seu risco. Para você diminuir o risco, é importante diversificar o capital, e por isso, você precisa diversificar seu capital, e aí teria novamente esses problemas de custo.

De uma forma generalizada, eu geralmente oriento meus clientes que invistam apenas um capital superior a R$ 50.000,00 em ações diretamente, pois abaixo disso, um fundo de investimentos ou um clube pode ser a melhor opção.

 

Derivativos

O Derivativo foi criado para proteger exportadores, e é um contrato no qual se estabelece um pagamento futuro, cujo montante é calculado levando-se em consideração o preço de outro ativo. Cobriremos mais pra frente aqui no blog, mas os derivativos mais famosos são os:

Mercado Futuro, Mercado à termo, Mercado de Opções e Swap.