Categoria: Investimentos

Como identificar empresas com vantagem competitiva de longo prazo?

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Warren Buffett decidiu estudar as demonstrações financeiras das empresas bem-sucedidas a fim de entender o que as tornava investimentos de longo prazo tão fantásticos. No livro Warren Buffett e a análise de balanços, verificamos técnicas utilizadas pelo investidor, que nos auxiliam a identificar empresas que possuem vantagem competitiva durável, com potencial de geração de riqueza no longo prazo.

Para avaliar a aplicabilidade das técnicas de Buffett, utilizamos a Companhia de Bebidas das Américas – Ambev (ABEV3) como estudo de caso, por ser uma das mais importantes empresas do mercado nacional.

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Saiba em que investimentos apostar com a SELIC baixa

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A taxa de juros caiu mais uma vez, e agora, onde investir com a Selic baixa?

A Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) é conhecida como a taxa de juros básica da economia brasileira. Isso significa que se ela sobe, todos os juros sobem junto — o que é ótimo para quem investe e péssimo para quem precisa de empréstimos.

A taxa é regulamentada pelo COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil), que faz uma reunião a cada 45 dias para decidir se a taxa vai subir ou descer.

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Como a crise política influencia seus investimentos

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O cenário político do Brasil está dando de dez a zero nas séries mais badaladas do momento! A cada dia, uma nova revelação é capaz de estremecer toda a estrutura política do país, jogando o futuro em um terreno de instabilidade.

Com a crise política acentuada, há pouca previsibilidade em vista, fazendo a economia flutuar nesse mar de incertezas. E é nessa onda de pessimismo que muita gente embarca, preocupados com o rendimento das aplicações.

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Como investir para alcançar seus objetivos financeiros?

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Quem não quer viver em uma realidade na qual se pode comprar o que quiser e não se preocupar com as contas? Pois é, conquistar esse patamar exige certas condutas, principalmente, em relação à administração do próprio dinheiro.

Por isso, neste texto, separamos algumas dicas para melhorar de vida e alguns investimentos para alcançar objetivos financeiros. Confira!

Como traçar os seus objetivos financeiros?

Antes de apresentarmos quais investimentos são ideais para os seus objetivos financeiros, não podemos deixar de falar em como defini-los.

Portanto, separamos algumas etapas para tornar possível fazê-lo. Confira!

Organize o seu orçamento

De fato, começar a investir sem ter um orçamento organizado pode tornar o alcance dos seus objetivos mais difícil. Não é à toa que a maioria das dicas sobre finanças pede que elas estejam em ordem.

Pois bem, o primeiro passo é que você procure saber qual é o valor de seus rendimentos e separe o quanto desse valor vai para cada área da sua vida.

O ideal é que, do total de sua renda, 50% seja para arcar com as despesas fixas, ou seja, contas de casa, supermercado, mensalidades, etc. 30% para lazer e gastos extras, e 20% para aplicações.

Claro que você pode adaptar essa quantia para o seu estilo, porém, é importante que você tenha esses valores definidos.

Estabeleça os objetivos

Após determinar para onde vai cada parte de sua renda, agora é a hora de estabelecer os objetivos e os prazos.

Calcular o tempo é uma forma de não perder o foco e definir melhor o quanto de dinheiro é necessário para chegar lá. Logo, para determinar o prazo, é preciso entender como funciona a contagem de tempo para cada tipo de objetivo. Vamos acompanhar a seguir:

  • curto prazo: aqui, ficam os objetivos mais rápidos ou aqueles que não levam tanto tempo para serem planejados. Eles devem ser alcançados dentro de um ano. Nesse tipo de objetivo, estão coisas, como pequenas reformas, compras de eletrônicos, etc;
  • médio prazo: esses são os objetivos que levam mais tempo, em média 5 anos. Aqui, ficam os que necessitam de um planejamento mais cuidadoso. Nesse contexto, a troca do carro, uma festa de casamento ou mesmo uma viagem para o exterior compõem esse tipo de objetivo;
  • longo prazo: esse é para os bens duráveis, ou seja, metas que afetarão a sua vida inteira. Nos objetivos de longo prazo, devem estar coisas, como comprar um novo imóvel, investir na aposentadoria, na faculdade dos filhos, entre outros. Aqui, o planejamento é para mais de 5 anos.

Com esses prazos já determinados, ficará mais fácil para você ter uma visão clara dos seus objetivos.

Estude o seu perfil de investidor

O mercado traz muitas oportunidades e diversas opções para investimentos. Com tanta variedade, aplicar se torna uma tarefa não muito simples.

Por isso, é importante que você saiba que, muitas vezes, aquilo que serve para um, não significa que servirá para outro, já que as necessidades são diferentes e a disponibilidade para certos riscos também.

A melhor coisa é procurar se conhecer e entender que tipo de investidor você é — aquele que investe em aplicações de risco, pois quer um retorno maior e tem pressa, ou aquele que prefere investimentos mais seguros, pois quer construir o seu patrimônio com calma e enfrentando menos riscos. Procure avaliar bem os seus propósitos para não acabar no prejuízo depois.

Trace um plano de investimento

Agora que você já tem os seus objetivos definidos, é hora de botar a mão na massa. Traçar um plano de investimento consiste em dois passos: primeiro, é preciso estudar o mercado, ou seja, é importante que você conheça onde está se metendo, afinal, como você vai começar a investir sem saber como as aplicações funcionam?

Como explicamos no tópico anterior, existem muitas opções de produtos e é interessante pesquisar sobre cada uma e verificar o que elas oferecem.

Após, é necessário começar a traçar o seu plano. O ideal é que você monte uma carteira de investimentos tendo em mente os seus objetivos e o seu perfil.

Para ajudar, separamos 5 tipos de investimentos e as suas vantagens e riscos. Veja!

Quais são os 5 investimentos para alcançar objetivos financeiros?

Previdência privada

É uma alternativa para a aposentadoria e pode gerar bons rendimentos a longo prazo. Existem dois tipos de plano no mercado: PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres). Cada um serve para um determinado tipo de pessoa.

Por exemplo, o PGBL é para aqueles que declaram o imposto de renda, pois é possível deduzir até 12%. Contudo, o imposto é cobrado na hora do resgate. Já no VGBL, a cobrança é apenas em relação ao lucro do investimento na hora do reembolso.

É importante saber que a previdência privada apresenta duas tabelas de imposto: a regressiva e progressiva: no primeiro caso, o valor do imposto diminui conforme o tempo, enquanto no segundo, o tributo depende do valor resgatado, isto é, quanto maior, mais imposto é cobrado.

Um dos pontos negativos dessa aplicação são suas taxas altas. Geralmente são 3: de carregamento, de administração e de saída.

Além disso, ela não é coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), então, se a seguradora falir, é possível que o investidor perca o dinheiro aplicado.

LCAs

As Letras de Crédito do Agronegócio são títulos impressos pelas instituições financeiras com o objetivo de financiar investimentos no agronegócio. Eles não apresentam cobrança de Imposto de Renda e são segurados pelo FGC.

Apesar disso, eles dispõem de prazos mais longos para vencimentos — o que pode representar um risco se o investidor precisar dos rendimentos imediatamente.

Costumam ser mais caros que outros investimentos, como o CDB, por exemplo.

LCIs

As Letras de Crédito Imobiliário são parecidas com o LCA, porém, dessa vez, o financiamento é para o setor imobiliário. Elas também apresentam proteção do FGC e são isentas de IR.

Entretanto, o aporte é alto, e o tempo de vencimento é mais longo se comparado a outras aplicações. Inclusive, suas taxas podem ser mais altas do que alguns investimentos, como o LCA e o CDB.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto, ou Selic, é um título emitido pelo governo federal que utiliza a tarifa básica de juros, a taxa Selic, como indicador.

É um investimento bastante barato, pois é possível comprar uma fração do título por menos de R$ 100,00. Por ter o governo como emissor, esse investimento tem baixo risco de calote.

Além disso, não há perigo de perda de dinheiro caso ele seja vendido antes do prazo de vencimento, já que, como utiliza a variação da Selic, seu resultado é sempre positivo.

Contudo, pode apresentar uma tarifa para compensar a venda antes do prazo, mas o valor não afeta o rendimento da aplicação. Além disso, há taxas de administração cobradas pelas financeiras que ficam responsáveis por negociá-los e existe também a dedução de Imposto de Renda.

CDBs

Os Certificados de Depósito Bancários (CDBs) são aplicações em que se concede dinheiro para uma instituição financeira e recebe-se em troca uma remuneração. O banco utiliza o montante para emprestar a outros clientes.

São investimentos que, geralmente, estão atrelados à taxa DI, e é possível encontrar CDBs que pagam 100% da taxa.

Sua liquidez é diária, então, é viável efetuar resgates a qualquer hora, porém, há desconto de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) se ocorrerem em menos de 30 dias. Eles também são protegidos pelo FGC, mas sofrem incidência do IR.

Bem, esperamos que este texto sobre investimentos para alcançar objetivos financeiros tenha servido para auxiliá-lo nessa empreitada. Gostou do texto? Não deixe de comentar!

 

Conheça 6 armadilhas mentais que podem afetar investidores

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Por muito tempo, o mundo dos negócios foi guiado pela lógica, e todas as decisões eram tomadas a partir de dados. Apesar de parecer possível na teoria, ficou claro, ao longo dos anos, que características mais emocionais do comportamento humano, também, estão envolvidas nas escolhas dos investidores.

Esse conceito ganhou ainda mais força, depois dos estudos dos psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky. Graças às suas pesquisas, ficou comprovado que os investidores utilizam vários caminhos psíquicos para as suas decisões.

E, apesar de parecerem corretos, muitos acabam se tornando armadilhas mentais que podem afetar investidores. Pensando nisso, separamos alguns exemplos para você. Entenda!

Qual o conceito de armadilhas mentais?

Em um contexto mais teórico, as armadilhas mentais são conhecidas como vieses pela psicologia econômica. Elas são um conjunto de comportamentos que fazem com que os investidores cometam erros.

De acordo com Kahneman e Tversky, o grande problema é que, na maioria desses casos, isso não é percebido pelo próprio investidor, que não consegue ser totalmente racional ao ponto de analisar as aplicações e, muitas vezes, nem considera os riscos.

Para chegar a essa conclusão, os dois cientistas perceberam que a maioria dos participantes de sua pesquisa confiava cegamente em afinidades ou estereótipos. Eles evitavam se basear em fatos comprovados para tomar suas decisões, desprezando parte das informações para selecionar opções mais fáceis e rápidas, ou seja, realizavam uma heurística.

Portanto, para os dois cientistas, há um limite de racionalidade por parte das pessoas. A maioria sofre influência de suas emoções e possui comportamentos padrões para fazer escolhas.

Além disso, boa parte das decisões acontece em situações complexas e confusas, em que não há tempo para que eles analisem as circunstâncias. Nesse contexto, separamos algumas das armadilhas mentais mais comuns, costumam atingir quem está no mundo dos negócios.

Quais são as armadilhas mentais que podem afetar investidores?

1. Excesso de confiança

Esse termo apareceu pela primeira vez em uma das análises dos pesquisadores Marc Alpert e Howard Raiffa. Para comprovar sua tese, os dois fizeram um jogo de adivinhação, no qual perguntavam às pessoas o quanto elas tinham certeza sobre uma certa opinião ou sobre suas respostas. A maioria errava mais do que acertava, e os resultados eram ainda piores com especialistas.

O problema não é muito diferente quando se trata dos investidores. Muitos costumam ter uma autoconfiança exagerada, porque conhecem o mercado e acreditam que os acontecimentos serão como esperam.

O que poucos observavam é que, ao cultivar esse pensamento, as chances de frustração são bem grandes. Um bom exemplo, é o que aconteceu na grande crise de 2008, em que boa parte dos economistas acreditavam que nada ia acontecer e foram surpreendidos.

Logo, procurar ser mais cético perante as alternativas do mercado e pensar em possibilidades pessimistas para definir suas ações é a melhor forma de lidar com isso.

2. Aversão à perda

Essa é outra questão importante e que, de certa forma, está ligada ao excesso de confiança. A crença exagerada em si mesmo pode trazer uma tendência a ser extremamente otimista e desprezar os fatos negativos. O cérebro tem o costume de deletar coisas ruins. Assim, o indivíduo está propenso a só guardar aquilo que confirma o que acredita.

Se, por exemplo, para um investidor, uma certa aplicação é a melhor opção para longo prazo, mesmo que haja notícias e dados comprovando sua fragilidade, ele procurará por elementos que indiquem que o que acha é o correto.

Então, quando acontece uma perda, a associa a outros fatores e não ao erro em si. Inclusive, se o investimento vai bem, ele tende a celebrar exageradamente. A forma mais adequada para combater esse comportamento é sempre contar com os riscos e procurar enxergar as aplicações não como resultados absolutos.

3. Valorização excessiva

Aqui, o investidor pode dotar de uma autoconfiança exagerada quando tem algum bem ou investimento. O que acontece é que como o seu ativo está indo bem no mercado, ele costuma valorizá-lo exageradamente.

A consequência é que a pessoa evita vender ou mesmo comprar outros ativos. Pois ela acredita que aquilo que ela tem é mais valioso do que o que os outros querem pagar.

Na mente desse investidor, a aplicação é um padrão para as outras. Assim, se o investimento é valorizado, ele acha que todos também serão. Um bom exemplo, são aquelas pessoas que aplicam em imóveis ou em ações.

A consciência de que nenhum investimento está protegido de riscos é a melhor estratégia. Além disso, vale a pena sempre analisar seus investimentos baseando-se em fundamentos comprovados.

4. Só considerar o sucesso

Outro grande problema no mundo dos negócios é só prezar pelo sucesso. Conhecido como viés de sobrevivência, esse comportamento é a suposição exagerada de que sempre haverá êxito em tudo o que se fizer.

O nosso cérebro tende a ver mais o sucesso do que o fracasso, então, a tendência é considerar os exemplos de carreiras e investimentos bem-sucedidos e não os que não foram tão bem.

A melhor forma de lidar com isso é ser realista. Procurar conhecer os projetos, as aplicações e as empresas que não deram certo e avaliar os motivos.

5. Sentir-se preso à reciprocidade

Apesar de ser um sentimento nobre, a reciprocidade pode colocar o investidor em uma difícil situação. De acordo com as pesquisas do cientista Robert Cialdini, as pessoas não gostam de se sentir culpadas. Para evitar esse sentimento, elas são capazes de se pressionar para retribuir.

O mal disso é que essa atitude prejudica as relações profissionais e financeiras. Muitos investidores podem se sentir coagidos a apostar em um mal negócio, já que conhecem o dono, ou mesmo, porque em algum momento foram ajudados por ele.

Para evitar isso, é preciso que o investidor recuse presentes ou favores de seus parceiros de negócios a fim de que as relações não se misturem e ele não se prejudique.

6. Sentir-se tranquilo porque está bem informado

Hoje em dia, há muito acesso à informação e, consequentemente, existe a ideia de que quanto mais informado você for, melhor serão as suas decisões. No mundo dos negócios, o processo não é muito diferente. Entretanto, segundo Rolf Dobelli, ex-executivo do grupo suíço Swissair e cofundador da empresa getAbstract, isso é uma mentira.

Apesar de dados serem um importante complemento para as tomadas de decisões, ainda assim, a realidade é mais complexa do que parece e é preciso contar com a sua imprevisibilidade. É o que aconteceu na crise de 2008 nos EUA e Europa. Muitos economistas tinham estudos e relatórios, mas não conseguiram impedir o colapso.

Prestar atenção no que está acontecendo e não só se basear em informações é a melhor coisa a se fazer para evitar desagradáveis surpresas.

Bem, estas foram as armadilhas mentais que podem afetar investidores. Quer receber mais assuntos como este? Então, assine a nossa newsletter e não perca mais nenhum dos nossos conteúdos!