Categoria: Escolhendo a Previdência

O que observar ao contratar um VGBL?

Preocupação com o futuro é uma daquelas coisas que costumam tirar o sono, não é? Sempre tem alguém levantando a questão: “Você já tem uma previdência privada?” ou “Está contando só com a previdência social? Você confia?!” – pergunta quase sempre acompanhada de uma cara de espanto. De fato, ter previdência (para receber mais conteúdos interessantes sobre previdência privada, conheça nossa newsletter) complementar é de suma importância!

Existem dois tipos mais comuns, como você provavelmente deve saber: o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). Inclusive, nós já falamos um pouco sobre como optar por uma previdência privada aqui.

Mas pode ser que você ainda continue se perguntando: “Tá primo, mas se eu quiser um deles, no que eu devo ficar de olho mesmo?”. Pergunta inteligente, amigo! Afinal, dentro do VGBL (que é um tipo de previdência) também existem opções e especificidades para você definir e ficar atento.

Quer saber mais sobre ele? Aprenda o que observar ao contratar um VGBL!

Como funciona o VGBL?

O plano Vida Gerador de Benefício Livre é geralmente recomendado a quem faz declaração de IR no modelo simples, quem não tem renda a declarar ou até mesmo aqueles que já contribuem com os 12% de teto para dedução da renda em PGBL. Mas que querem aumentar suas reservas em previdência privada e, por isso, ter mais de um plano complementar.

Neste caso, o contribuinte determina quem receberá seu dinheiro guardado em caso de morte, por exemplo, mas não tem incentivos fiscais. No entanto, pode ser uma boa opção para situações em que se queira deixar uma renda adicional para familiares (como filhos e netos), por exemplo. O prazo não precisa ser tão longo, mas o ideal é proceder à uma simulação personalizada, em que você define quanto gostaria de ter em reserva em x anos, definindo o valor da contribuição mensal e também o tempo mínimo para resgate em cada caso.

De modo mais direto, o que devo observar ao contratar?

Em primeiro lugar, sim: a forma de tributação mais adequada para você. Mas, indo direto ao ponto, procure descobrir e pensar nas seguintes coisas antes de contratar (e só contrate quando estiver bem esclarecido de acordo com cada plano ofertado):

Principais vantagens

  • Sem surpresas na hora do saque! – o tributo incide somente sobre os lucros e não sobre o montante;
  • Em extrato aparece somente o valor investido, vez que o “lucro” só é tributado separadamente, e o dinheiro aplicado constará na declaração de bens, ao contrário do que ocorre no PGBL.

Algumas desvantagens

  • Não tem nenhum tipo de incentivo fiscal (já que também é mais voltado a quem não declara IR ou o faz sobre rendas mais baixas);
  • Pode não ser tão vantajoso para quem é assalariado já com imposto retido na fonte dependendo da alíquota aplicada (Aqui cuidado! Às vezes o VGBL pode aparentemente ser mais vantajoso por ter imposto somente sobre o rendimento, mas dependendo do caso, se as alíquotas forem divergentes para você que tem IR detido, na conta final pode perder para o PGBL).

Ufa! Depois de considerar tudo isso antes de optar por um plano, agora sim você pode ter certeza se é o mais adequado para sua necessidade.

Já pensou em fazer um VGBL? Tem interesse neste tipo de previdência? Compartilhe sua opinião ou deixe suas dúvidas aqui nos comentários!

O que considerar antes de fazer um plano de previdência privada

O momento delicado atual da nossa economia está dando calafrios nos brasileiros. Ouvimos falar de crise para todos os lados e, ainda assim, os preços não param de subir. Nós, que muitas vezes estamos mais preocupados com a folga do final de semana ou com o jogo do nosso time, muitas vezes não pensamos no futuro como deveríamos e isso pode trazer um tremendo arrependimento depois.

Contar apenas com a previdência social é um tremendo de um risco. Historicamente, já sabemos que nosso governo não costuma ser um grande administrador: além de pagar valores defasados em relação ao salário do contribuinte, sempre há o risco daquelas manobras marotas e pequenas alterações para que o ordenado do aposentado fique ainda menor. Por essa razão, o plano de previdência privada pode ser a solução dos nossos problemas!

Quer descobrir o que considerar antes de fazer um plano desse tipo? Então, confira o post que escrevi sobre o tema:

Inclusão de beneficiários

Essa é uma questão um pouco delicada, mas que deve ser considerada antes de fazer um plano de previdência privada. Ninguém está planejando morrer antes de se aposentar, não é verdade?

Mas o fato é que, especialmente se você tiver filhos pequenos, saber se a instituição oferece a chance de incluir beneficiários é fundamental. Se a pessoa morre antes de se aposentar, alguns planos oferecem o chamado “planejamento sucessório”, em que os indicados recebem os valores devidos sem que seja necessário a abertura de inventário, nem nenhuma grande burocracia. Analise essa possibilidade antes de fechar o contrato.

Confira também as 5 razões para investir em previdência privada.

Regime de tributação

Você pode escolher o regime de tributação que incidirá sobre seu plano de previdência privada, no entanto, essa decisão não pode ser alterada após a contratação.

São duas opções: no regime progressivo, os valores serão taxados quando você for receber os benefícios da aposentadoria e o regressivo, em que as alíquotas vão variar entre 10% e 35%, a depender do tempo que você vai permanecer na aplicação.

A facada é inevitável, mas você pode escolher a maneira que fica melhor para você!

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Renda fixa ou variável

Essa é uma escolha que tem a ver com seu perfil e com suas intenções. Atualmente, segundo a lei, um plano de previdência privada só pode aplicar 49% dos seus recursos em renda variável, especialmente em razão do risco que essa aplicação traz.

No entanto, a renda fixa costuma gerar bem menos lucros, o que pode reduzir o poder de compra no futuro. Analise friamente e não deixe de considerar um plano misto como uma boa alternativa.

Taxas da instituição

Essa é outra escolha importante na hora de fazer seu plano de previdência privada. As principais cobranças geralmente são a de administração e a de carregamento. Elas são um valor que a administradora cobra do seu fundo de contribuições para cobrir despesas e custos de corretagem, bem como para administrar os investimentos.

Entretanto, ela é variável e você pode perfeitamente negociar com as seguradoras ou bancos um belo desconto. Existem até instituições — em geral independentes — que não cobram esses valores. Especialmente para quem investe em renda fixa, esse valor tende a ser bem baixo, pois o trabalho do gestor é muito pequeno nesses casos.

Esses são alguns pontos que você deve considerar antes de fazer um plano de previdência privada. Escolhendo bem, você garante seu futuro e poderá beber sua cervejinha bem tranquilo, sem se preocupar com as contas do fim do mês.

Ainda ficou com alguma dúvida? Então, escreva para o Primão nos comentários e não se esqueça de assinar nossa newsletter!

As 8 Taxas na Previdência Privada que todo investidor precisa conhecer

Existem 3 taxas complexas que eu garanto que você nunca ouviu falar em uma previdência privada. Porem, saiba que você já está ciente, segundo o contrato que assinou ao abrir seu plano! Acredita? Saiba aqui:

 

1 PGBL x VGBL

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é um tipo de previdência mais indicado para aqueles que já fazem a declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) pelo modelo completo, pois com ele, poderá ser feita a dedução de até 12% de sua base tributável. Assim, é só calcular o valor de sua renda bruta anual, aplicar 12% e você terá o valor ideal que deve ser aplicado para que, além de contribuir com sua aposentadoria, possa pagar menos imposto no curto prazo.

O VGBL, por outro lado, não permite que seja feito tal abatimento, porém é mais indicado para quem pensa no longo prazo, já que ao final do plano existe a necessidade de pagamento de IRPF somente sobre os valores auferidos, diferente do PGBL, que paga o imposto sobre o montante total investido.

 

2 Tabela Progressiva x Regressiva

A melhor opção para o longo prazo costuma ser a tabela regressiva, pois com o passar dos anos, ela diminui sua alíquota de imposto de renda. Se você fosse resgatar sua previdência um dia após tê-la feito, você pagaria 35% de imposto nessa opção. Porem, a cada 2 anos você diminui sua aliquota em 5%, chegando aos incríveis 10% de imposto depois de 10 anos.

Já na tabela Progressiva, ela será somada com sua base de cálculo, e entrará na mesma tabela de imposto do IRPF, chegando até 27,5% se o montante resgatado for muito grande. Se o seu objetivo é investir no longo prazo, provavelmente vai ter um belo montante aplicado. A tabela regressiva pode te ajudar a pagar menos imposto se o objetivo for alcançado.

 

3 Taxa de Administração

Parece óbvio, mas nem todos sabem. A taxa de administração é a remuneração paga pelo investidor na prestação dos serviços de gestão e também de administração do fundo de investimentos em questão. É uma taxa geralmente medida ao ano sobre seu patrimônio total. Imagine que você tem R$ 1.000.000,00 investidos em um fundo que cobra 2% de administração. Todos os anos, você terá um custo mínimo de R$ 20.000,00. Por isso é tão importante brigar por baixas taxas de administração!

 

4 Taxa de carregamento

Por teoria, é um percentual que incide sobre TODAS as contribuições pagas em uma previdência, e tem como o intuito atender a despesas administrativas e também sobre a colocação do plano. Porem, sabe o que eu acho sobre isso? Besteira! Afinal de contas, a taxa de administração já remunera todas as partes necessárias. Todos os planos bons também tem taxa de carregamento em 0%! Se você paga essa taxa, saiba que é por desinformação, pois existem muitas opções com essas condições disponíveis no mercado e detalhe, com valores ridiculamente baixos.

Se você aportar R$ 500,00 por mês em um plano de previdência, e tiver uma taxa de carregamento de 5%, significa que você vai deixar R$ 25,00 na mão do banco, e R$ 475,00 investidos no seu fundo. Significa que você já entra no plano perdendo mais de 5 meses de rentabilidade! Quanto menor, melhor.

 

5 Taxa de Rentabilidade

Aqui parece fácil, né? Porém é bem provável que você faça a conta errada ! Se por acaso você diz que seu investimento rendeu “10% no ano”, ou “0,8%” ao mês, saiba que não é bem assim na prática de mercado. Nos investimentos SEMPRE temos que ter uma referência, que vai funcionar como nossa base comparativa. Já ouviu falar na TAXA SELIC? Essa é a taxa básica de juros, utilizada no Brasil para ajudar a levar a economia pro lado que o governo julgar mais pertinente. Agora .. já ouviu falar no CDI? Vou deixar as explanações para outra aula, mas imagine que o CDI é sempre um pouquinho abaixo da SELIC. Se a SELIC render 10% ao ano, imagine que o CDI vai estar muito próximo disso .. digamos, 9,9% ao ano. Agora que temos nossa taxa de referência, podemos dizer que se o seu fundo rendeu 9,9% no ano, ele rendeu 100% do CDI! Deu pra captar? Aqui, quanto maior, melhor. Aliás, você tem uma noção da diferença de rentabilidade que 0,1% ao mês pode causar no longo prazo?

  • R$ 100.000,00 investidos por 30 anos a 0,8% = R$ 1.761.130,58;
  • R$ 100.000,00 investidos por 30 anos a 0,9% = R$ 2.516.632,75;

 

Por isso, não menospreze esses 0,1% ao mês !

 

 

6 Taxa de Excedente Financeiro

A previdência deve ser olhada como uma aplicação que oferece a possibilidade de converter o patrimônio do investidor em complemento de renda. Sendo assim, imagine um cenário hipotétoco em que você possui R$ 600.000,00 e converte esse patrimônio em renda vitalícia. Se você fizer isso, poderá ter, em nosso exemplo, uma renda de R$ 3.500,00 durante toda a sua vida. O banco pode trabalhar com seus recursos, pois agora ele é o responsável por te pagar esse “salário”, e por isso, ele acaba gerenciando também esses R$ 600.000,00, que agora é patrimônio dele. O objetivo do banco é rentabilizar esses R$ 600.000,00 da melhor forma possivel, pois agora esse patrimônio é dele – já que trocou com você pela renda vitalícia.

Se ele conseguir que esses R$ 600.000,00 rendam R$ 6.000,00 por mês, como ele te paga R$ 3.500,00, ele gerou um excedente financeiro de R$ 2.500,00, certo? Se você possuir uma taxa de 0%, ele te repassará absolutamente nada. Porem, se tiver uma taxa de 50%, você vai receber R$ 1.250,00 além dos R$ 3.500,00 que já recebe. Assim, você agora receberá R$ 4.750,00, entendeu?

 

7 Taxa de juros na conversão

Novamente, apenas se você optar por converter o seu patrimônio investido na previdência em renda, um dos números que eles vão utilizar para calcular a renda que vão te pagar, vai ser a taxa de juros disponível na data de sua aposentadoria. Imagine que quando você quiser converter em renda, se a taxa de juros no momento estiver em 6%, provavelmente você vai receber muito mais do que se a taxa estivesse em 2%. Isso porque a seguradora vai levar em consideração a rentabilidade disponível no momento do mercado, pois ela vai ser a detentora do seu patrimônio, e vai trocar com você salário pelo valor investido. Porem, é possivel que você já tenha acordado uma taxa de juros na conversão, que provavelmente é 0%. Ela não vai te dar nenhum bônus .. porem, você poderia ter negociado uma taxa de 3%. Nesse caso, é como se você adicionasse 3% de juros a mais sobre seu patrimônio total, por ano, em uma eventual transformação de renda.

Se você converter 1 milhão em renda, você receberia R$ 30.000,00 a mais por ano, até o final da sua vida, diluído ao mês. Bom, né?

 

 

8 Tábua Atuarial

Aqui está, possivelmente, o principal motivo de você precisar abrir uma previdência, independente do valor que você vai colocar, quando se é novo (ou abrir para um parente).

Sempre que você abre um plano de previdência, você automaticamente adere a uma “tábua atuarial”, que basicamente estipula qual vai ser a sua data de falecimento.

Imagine então que você tem uma data de falecimento prevista para 70 anos (foque apenas no conceito, não no numero), e você está com 65 anos. Se você quiser transformar seu patrimônio em renda, a seguradora vai fazer um cálculo levando em consideração que você vai ter mais 5 anos de vida, e vai te pagar um valor. Se a sua data de falecimento prevista fosse em 90 anos, a previdência iria pensar: “Caramba .. ele vai viver mais 25 anos!” E aí, pagaria um valor bem menor do que o primeiro exemplo, certo?

O bom é que a tábua atuarial é contratada na hora que você abre um plano de previdência, e ela não pode ser mudada. Por isso, incentivo muitos pais preocupados com o futuro de seus filhos, ou até a investidores pensando no futuro, que abram um plano de previdência, muitas vezes só por abrir. Lá na frente, como a seguradora não pode expulsá-lo do plano, você pode fazer uma simulação, e se te agradar, você pode transferir alguns milhões para o plano e transformar em um benefício para você.

 

 

Espero estar ajudando você!

Thiago Nigro

Plano de previdência privada: o que comparar para escolher o ideal

A ideia de se aposentar sem ter que se preocupar com as dificuldades financeiras tem martelado a cabeça de muita gente. E o que elas têm feito para garantir uma vida mais tranquila na melhor idade?

Elas têm segurado os gastos todo mês e separado uma graninha para um plano de previdência privada. Assim, estas quantias acabam servindo para complementar o dinheiro disponibilizado pela previdência social do INSS.

Mas não é simplesmente ir ao banco, falar com o gerente e acabar com o problema. O interessado deve se planejar para não fazer nenhuma besteira com seu dinheiro suado. É preciso entender as opções disponíveis.

Existem dois tipos de plano de previdência, o PGBL e o VGBL. Depois de escolher entre eles, é preciso definir como incluir o pagamento no imposto de renda. Para isso, existem duas tabelas diferentes, a regressiva e a progressiva. E, por último, não podemos esquecer das taxas de carregamento e administração e dos riscos associados à rentabilidade.

Muita coisa, né? Mas fique calmo! Vamos devagar, combinado?

PGBL ou VGBL?

O PGBL é mais indicado para quem atualmente faz a declaração de imposto de renda pelo modelo completo. Desse jeito, dá para diminuir em até 12% sua base tributável com o dinheiro que você guarda lá. No entanto, quando você estiver bem velhinho e for iniciar os resgates, vai ter que pagar o imposto de renda sobre o total.

O ponto positivo deste tipo é que você pode evitar uma alíquota de 27,5% de IR hoje, capitalizar o dinheiro e resgatar com uma alíquota menor no futuro. No longo prazo, essa atitude gera uma economia enorme.

Já o VGBL é diferente. Ele não dá desconto nenhum no IR hoje, mas na hora de resgatar os valores lá na frente, só é preciso se preocupar de pagar o imposto sobre o que ganhou com os juros. A pancada é bem menor, mas escolher entre PGBL ou VGBL é muito pessoal. Não há uma regra, nem uma fórmula mágica que funcione para todo mundo.

Tabela regressiva ou tabela progressiva?

O segundo passo é definir como será descontado seu imposto de renda. A tabela regressiva começa a tributar seus ganhos em 35% e vai diminuindo 5% a cada 2 anos. O resultado? Se você deixar o dinheiro investido por mais de 10 anos, você paga apenas 10%. Por isso, só escolha a regressiva se a sua intenção for deixar o dinheiro por, pelo menos, 5 anos.

A tabela progressiva tem as mesmas regras do IRPF, que vão desde isento a 27,5% da renda. Nela, os valores ainda podem ser recuperados na declaração anual, o que não é possível pela tabela regressiva. Mas essa escolha não precisa ser definitiva. Se escolher a progressiva, pode mudar para a regressiva. Entretanto, se escolher a regressiva, já era. Não tem como voltar para a progressiva. Cuidado com isso, ok?

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Taxa de carregamento e de administração

Quanto mais dinheiro você puder depositar por mês, mais fácil fica para economizar com a taxa de carregamento, que é descontada de todo depósito. Talvez no início seja mais difícil, mas converse direitinho na hora de assinar o plano e negocie bastante.

A taxa de administração é paga para a instituição gerenciar seu fundo de previdência. Você pode fazer a migração gratuita para um plano mais econômico com o tempo. A regra aqui é: quanto mais dinheiro guardado, menos se paga de taxa de administração.

Risco e rentabilidade

Em qualquer investimento, há riscos. Quanto maior for o risco, maior o resultado, seja de ganhos ou de perdas. Até 49% do valor do fundo pode ser aplicado em bolsa de valores. Isso pode trazer mais ganhos no longo prazo, mas não no curto. Por isso, muito cuidado aqui! Se não gosta de correr riscos, procure planos mais conservadores.

A decisão de programar a aposentadoria para garantir uma vida melhor na velhice está muito ligada a um plano de previdência privada. Comece a pensar nisso e procure um profissional qualificado para te ajudar. Nada de brincar quando o assunto for dinheiro, certo?

E aí, gostou do post? Quer entender algo melhor? Diz pra gente aqui nos comentários, ok?

Previdência Privada – Como Escolher

Muitas vezes sou abordados por amigos ou familiares com uma dúvida muito simples. “Primão, estava querendo guardar um dinheiro. Não é só para mim, quero que fique fácil para os meus filhos de usufruir dos ganhos também. Ouvi falar sobre previdência. Mas poupança? Que roubada!!!” Aí que respondo: Roubada mesmo! Nunca ouviu falar de previdência privada, não?

 

Para os mais Preguiçosos:

Previdência se assemelha a um fundo de investimentos. Porem, você tem que fazer duas decisões quando for escolher a sua!

1 Decisão (PGBL x VGBL): Se quiser postergar IR, vai optar pelo PGBL. Se quiser focar no longo prazo apenas, e não tiver IR a pagar (geralmente um profissional liberal), vai escolher o VGBL.

2 Decisão (Tabela Regressiva x Progressiva): Se quiser investir para o LONGUISSIMO prazo, vai optar pela tabela Regressiva. Se não estiver pensando no prazo, e sim no valor (que tende a ser inferior a R$ 80.000,00 antes de você resgatar, opte pela tabela progressiva).

Alem disso, um dos pontos fortes da Previdência Privada é a o fato de ela ser tão maleável. Diferente dos fundos, você pode sempre fazer uma PORTABILIDADE para produtos melhores, sem precisar resgatar seu produto e pagar IR. Bom, né?

 

Para os menos Preguiçosos:

Quebrando o Tabu.

A dúvida desse pessoal que me procura é valida. Desde sempre o brasileiro tem o tabu de que a previdência social é o mais indicado quando queremos guardar uma herança, o dinheiro de uma aposentadoria, ou até algo que reflita segurança. O que o brasileiro NÃO sabe (e por isso estou aqui) é que a previdência social e NADA da quase na mesma!
Realmente temos alguns benefícios. Temos a isenção de I.R., temos certa segurança, pois os fundos da previdência são cobertos (no cenário político atual temos visto que nem esses fundos estão tão seguros assim) , mas… é só isso mesmo.
O motivo de contratarmos uma previdência privada já são outros. Isso se deve por ela ser muito versátil, encaixando-se em diversas situações e atendendo a diversos perfis de investidores.
“Como assim primo, pera aí! Explica melhor isso. Não era como se fosse um fundo, eu coloco meu dinheiro lá e pronto? O que tem de tão maleável? E como eu sei o que é melhor para mim?” Calma cara leitor, vamos por partes. Temos muito o que falar. Vai ser uma conversa que vai levar alguns artigos, mas no fim você mesmo vai poder identificar o melhor tipo de previdência para você e sua família. Hoje vamos tratar das formas de tributação, da diferença entre elas e o que é melhor para qual situação.

“VGBQUEM? PGBQUANDO?” Os modelos de tributação.

No mercado financeiro é muito comum sermos assaltados por siglas e jargões que pouco nos dizem. “Alta na taxa Selic; Operações de SWAP; Compra de uma PUT” É.. isso tudo pode ser muito confuso e acaba por ferir a nossa tomada de decisão, quando apenas uma sigla importa mesmo: “AOQEGCI”. Afinal, O Que Eu Ganho Com Isso?

Voltando para o mundo das previdências, temos que descomplicar duas siglas de máxima importância, o PGBL e o VGBL. Para ser mais específico, são elas que vão definir e nos mostrar que a previdência é mesmo para todo mundo.
Essas siglas representam o montante que vai ser cobrado no I.R. e quando esse montante vai ser cobrado.

“Poxa primo, mas se eu vou pagar imposto de todo jeito, o que me importa se é antes ou depois? Se é sobre mil ou 2 mil?”

A, pois importa sim! Dependendo das suas necessidades, essa opção
pode resultar em uma quantia expressiva das suas economias. E pior, pode fazer com que a sua previdência não renda quase nada, ou seja, uma péssima opção.
Nas opções de previdência podemos optar por deixar o dinheiro acumulando por um bom tempo até começarmos a nos beneficiar dos lucros. Obviamente que quanto mais deixarmos o dinheiro guardado, mais ele irá render, mas na hora de definirmos por um plano PGBL ou VGBL, temos que levar o fator tempo do nosso planejamento em consideração.

 

O PGBL (Primo Rico recomenda)

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) tem um modelo de cobrança de impostos que é positivo para quem ganha muito (Esse é o meu modelo!? rs). Isso se deve por que, aquilo que é depositado na previdência, pode ser postergado da cobrança anual do imposto de renda! Ou seja, se eu ganho 100 mil por ano, até 12% desses 100 mil (12 mil) podem ser abatidos do cálculo do IR se eu colocá-los em uma previdência PGBL! Ele também é recomendado para uma previdência de loooongo prazo (principalmente se você está utilizando a tabela regressiva. Mais disso logo a frente) , uma vez que o dinheiro que deixamos de pagar como IR, rendeu por toda a duração da previdência.
No entanto temos que ficar atentos com esse modelo. Na hora do saque é que vem a pedrada, o imposto incide sobre todo e qualquer valor que sacarmos, algo que não acontece no VGBL.

 

VGBL (Cobrado sobre os lucros)

O modelo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), ao contrário do PGBL, é mais beneficial para quem declara o imposto simples, ou nem chega a declarar (Caro leitor, se essa é a sua situação, fique atento aos posts do Primo Rico). Esse modelo não te dá a mesma isenção que o PGBL, ou seja, mesmo depositando na sua previdência temos que pagar a boquinha do governo. A grande vantagem dessa modalidade é que o imposto que incide tem sua base de cálculo apenas no que o fundo da previdência rendeu! Ou seja, se você depositou 100 mil no total e ao longo dos anos ela rendeu 50 mil, o imposto só irá incidir sobre esse último valor.
Temos que ser bem assertivos ao contratarmos um dos dois planos, justamente por estarmos lidando com um investimento que normalmente é de longo prazo. Existe também o detalhe de NÃO PODERMOS TROCAR DE PLANO (PGBL e VGBL) NO MEIO DE UMA PREVIDÊNCIA JÁ CONTRATADA.
Se a sua previdência estiver ruim, você pode fazer uma PORTABILIDADE dentro do próprio banco, para uma melhor! Sabia disso? Não podemos esquecer que isso vale APENAS para alguns tipos de previdências .. Exemplo Prático:

  • Se você tiver um PGBL, você pode MIGRAR para outro PGBL melhor (sem ônus, em 99% dos casos);
  • Se você tiver um VGBL com uma taxa de administração de 2%, você pode migrar para um VGBL com uma taxa de administração de 1%! Legal, né?

Podemos entender com isso, como a previdência é um modelo adaptável de investimento. Pode ser utilizado por uma pessoa que está querendo guardar para uma viagem , para um avô que quer fazer um caixinha para os netos, ou por um empresário que só quer deduzir alguns impostos.
Agora que você já entendeu como calculamos quando vamos pagar o imposto, chegou a hora de sabermos o QUANTO vamos pagar. Isso é definido pela tabela de IR que contatamos ao início da previdência, a tabela PROGRESSIVA e REGRESSIVA.

“O tempo custa dinheiro… E o dinheiro também” As Tabelas de cobrança de IR

Nós, brasileiros, temos algumas certezas. A cobrança de impostos é uma delas. Sendo assim, quando contratamos uma previdência privada, nos é oferecido uma ferramenta para que possamos nos proteger disso. Não estou falando de isenção (existem alguns investimentos que são incentivados. Mais sobre isso você confere no blog), mas sim de nos planejarmos para que o mínimo seja cobrado.
Estou falando das duas opções que temos de tabelas de IR: A REGRESSIVA e a PROGRESSIVA. Temos o mesmo caso do PGBL e VGBL, essas tabelas se diferenciam em alguns detalhes, que vão fazer toda a diferença para o investidor.
Pelo menos elas contam com uma vantagem sobre os planos, o nome delas diz muito.

 

Voltando no tempo – Tabela Regressiva

A tabela REGRESSIVA de imposto de renda é àquela que decai com o tempo. Senda assim, deve ser priorizada em casos de investimentos ao longo dos anos. Você pode conferir os valores pelos anos na tabela abaixo. Recomendamos esse tipo de cobrança para você que está pensando em guardar o dinheiro da aposentadoria, está pensando em fazer uma poupança para o filho/neto, ou realmente não planeja ver a cor desse dinheiro nos próximos anos.

 

Tabela Regressiva - IR 2015
Como você pode ver acima, depois de 10 anos rendendo em sua previdência provada, o imposto cobrado é de apenas 10% do valor, indefinidamente, o que é aconselhado para previdências com um modelo de pagamentos vitalício, ou até se você planeja resgatar lá na frente. É importante dar um toque para você aqui, pois todos os fundos tradicionais de renda fixa, chegam em até no MÁXIMO 15% de IR! Já achamos aqui, um grande ponto para quem pensa no longo prazo com a previdência, já que temos uma otimização de 5% no IR.

 

Ganhando mais, pagando mais! – Tabela Progressiva

Por outro lado, a tabela PROGRESSIVA desconsidera o fator tempo. O que vai determinar a tarifa a ser cobrada no recolhimento, são os ganhos mensais do investidor. Esses ganhos podem ser traduzidos como salário, pró-labore, locações, INSS, etc. Os valores se encontram na tabela abaixo. Como pode ser visto, se você ganha mais de 4.664,68, você vai pagar sempre o teto da tabela, de 27,5%. Por outro lado, se recebe menos do que 2.826,65 mensais o imposto será de 7,5%.

 

Tabela Progressiva - IR 2015

Sendo assim, essa modalidade obviamente é sugerida para aqueles que não são leitores do Primo Rico a muito tempo… digo, tem baixa renda mensal.
É bom se atentar qual o tipo de tabela você está contratando, mas não se desespere. Se você adquiriu a tabela PROGRESSIVA e percebeu que os seus planos mudaram e agora você precisa manter esse dinheiro por mais tempo, é possível alterar a tabela de imposto. Tome muito cuidado, pois O CONTRÁRIO NÃO É VERDADE. Uma vez na tabela REGRESSIVA não há volta.

“Ok ok, gostei. Mas e aí, aonde tem isso aí” Contratando a melhor previdência para você.

Muito bom caro leitor. Agora você já tem as informações primordiais sobre os tipo de previdência que existem. É bom saber dessas informações caso você esteja pensando em abrir uma previdência agora, ou se está buscando algum tipo de investimento com maior segurança, com custos mais baixos e que tenha um retorno facilmente estipulável. Esses e mais alguns detalhes dos benefícios das previdências privadas, você pode conferir acompanhando nossas postagens!

Caso você já tenha uma previdência, ou se sua empresa optou por utilizar a previdência como uma forma de bonificação, não se desespere. Entre em contato conosco, ou deixe um comentário, que podemos te mostrar quão fácil é descobrir essas e outras informações indispensáveis para saber sobre a saúde desse seu investimento.

“Meleca, minha previdência é uma droga” Não tem problema caro leitor. É sempre possível realizar a transferência dos fundos investidos, para outro fundo. Esse processo é chamado de PORTABILIDADE e é muito simples, basta fornecer alguns dados e voilá, você poderá adequar melhor o seu plano de rendimentos em conjunto com suas necessidades.

O processo é bem simples. Você pode ser orientado por um assessor que tem acesso a todos os tipos de previdências privadas, com as maiores seguradoras do mercado, como Mapfre, Sul América e Icatu.

 

Por enquanto é só. Essas informações são um importante primeiro passo e são indispensáveis se você também quiser ser um Primo Rico. Não deixe de acompanhar as outras postagens sobre previdência privada e acompanhar todos os outros assuntos para saber cada vez mais sobre o mercado financeiro.