Categoria: Previdência Privada

Quando começar uma aposentadoria privada?

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Um dia um amigo me perguntou: “Primo, estou ficando velho, quando me aposentar quero ser rico, mas não sei por onde começar minha aposentadoria…” – tive que interromper meu chegado: “E porque você ainda não começou?!”. Este é só um dos exemplos que eu ouço muito por aí.

Mas a dica que vale um milhão de reais (literalmente, pense só) é: comece a sua aposentadoria privada já! Não venha reclamar depois que não avisei.

Saiba mais

4 cuidados ao resgatar a previdência privada

Investir em Planos de Previdência Privada é a alternativa de muitos brasileiros para fugir do futuro incerto da Previdência Social, que tem sofrido os embalos de uma economia volátil e desestruturada. Aplicar mensalmente determinado valor na Previdência Privada garante uma aposentaria extra, uma vez que ela não está ligada ao tradicional INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Além disso, dependendo do tempo de resgate pré-estabelecido, é possível obter ótimos rendimentos. Vale destacar que rentabilizar o dinheiro investido depende da decisão de qual produto financeiro escolher e, consequentemente, que farão a quantia se multiplicar ao longo do tempo.

Entre os planos de Previdência Privada mais comuns se destacam o PGBL e VGBL, que possibilitam ao investidor resgatar o valor aplicado lá na frente. No primeiro caso, o Imposto de Renda incide apenas sobre os rendimentos financeiros e, no segundo, o IR é cobrado sobre o total.

O que levar em conta na hora de decidir se resgatar o valor aplicado é ou não um bom negócio? Veja 4 cuidados para resgatar a previdência privada!

1- Fique de olho nos regimes de tributação

Resgatar a previdência privada é a dúvida de muitas pessoas, uma vez que certos casos podem implicar em perdas financeiras para o investidor — caso sejam resgatados antes do prazo. Na hora de contratar um plano de previdência privada, o segurado escolhe um dos dois tipos de regimes de tributação: a regressiva e a progressiva.

Na tabela progressiva, o desconto ocorre no momento do resgate, equivalendo ao percentual de 15%, sendo que o restante deverá ser ajustado na declaração anual do IR, ou seja, as outras fontes tributáveis serão somadas ao valor recebido. Como o valor varia ao ser acrescido, um novo pagamento de IR pode ser necessário, cuja alíquota total (IR retido + IR pago no ajuste) pode chegar a 27,5%. Isso dependendo do somatório das rendas tributáveis que o titular tiver no momento da declaração (assim como também é possível que o segurado restituía parte deste imposto, caso a renda não ultrapasse o limite da tabela do IR).

Já no caso da tabela regressiva, a alíquota do Imposto de Renda inicia em 35% e reduz até 10%, quando chega a 10 anos de aplicação sobre cada contribuição. Neste caso, a incidência de imposto ocorrerá exclusivamente no momento do resgate.

Alíquotas

Via de regra, na opção da tributação pela tabela regressiva, quanto menos tempo o capital aplicado permanecer investido, maior será a alíquota incidente. Digamos que você aplicou certa quantia durante um ano, cujo plano de previdência privada é um PGBL. Ele incidirá a a alíquota de 35% sobre o total do valor.

2- Tenha em mente qual a forma de resgatar a aplicação

Para o segurado que já cumpriu o período determinado de aplicação na previdência privada, existem duas possibilidades de resgatar o valor: de uma só vez ou renda vitalícia. Mas qual a melhor opção?

Antes de qualquer decisão, é preciso saber qual é a real necessidade do investidor e qual é o planejamento para o valor que será recebido. Uma vez que o segurado pode resgatar a aplicação toda se investir num outro tipo de negócio ou optar por pagamentos mensais para ser utilizado como uma remuneração na aposentadoria. Vale destacar que, qualquer que seja a decisão, é preciso rentabilizar o dinheiro, de forma que ele continue tendo ganhos.

Voltando aos tipos de resgate, no caso do segurado optar por resgatar o valor total, ele poderá retirar o que aplicou durante todos os anos de contribuição e ainda terá acrescido a rentabilidade do período, com desconto do Imposto de Renda. Já no caso da renda vitalícia, o pagamento funciona mensalmente, sendo atribuído ao segurado um valor fixo mensal, que é determinado conforme o plano escolhido. No caso do segurado falecer, o cônjuge tem direito sobre a renda proveniente da Previdência privada, desde que esteja prevista em contrato, o que também não isenta de descontos.

3- Defina qual o melhor plano de Previdência Privada

Dois tipos de planos são os mais usuais no mercado de seguradoras, corretoras e bancos: VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). Ambos os planos devem pagar o IR na hora de resgatar o valor — a diferença está na escolha do regime de tributação.

No caso do VGBL, o contribuinte paga o IR sobre os rendimentos e o VGBL sobre todo o valor acumulado. O diferencial entre ambos está no benefício fiscal.

No caso do PGBL o segurado pode deduzir do IR o investimento no plano, com a limitação de 12% sobre a sua renda tributável, sendo descontados o IR sobre os valores, bem como seus rendimentos, apenas no momento do resgate. Por exemplo, se você tem um rendimento de R$ 100 por ano, poderá deduzir R$ 12 mil e pagar imposto apenas sobre os R$ 88 restantes.

As oscilações de mercado

No caso do VGBL, não é possível deduzir do Imposto de Renda a aplicação, sendo que apenas os rendimentos têm incidência de IR na hora do resgate. É importante destacar que tanto o PGBL quanto o VGBL são fundos de investimento e acompanham as oscilações de mercado. Por conta disso, é importante conhecer a taxa de carregamento, impostos, taxa de resgate e outros tributos que possam incidir, de forma que o segurado tenha uma boa performance da carteira.

4- Conheça os impostos e taxas incidentes

A taxa de carregamento é um custo, tanto vinculado aos planos de VGBL quanto PGBL. O percentual fica limitado a 10%, cuja cobrança pode ocorrer na hora da aplicação inicial quanto no momento do resgate.

Por isso, antes de decidir qual plano de previdência privada escolher, a melhor forma de se livrar dos altos custos que incidem sobre a aplicação é pesquisar entre as seguradoras do mercado para definir qual o menor percentual de carregamento. Além disso, é importante levantar informações a respeito da Taxa de Administração — que pode variar de 1% a 5% ao ano, além de incidir sobre todo o valor investido, o que pode diminuir sua rentabilidade; taxa de resgate, impostos e carência — que pode representar redução dos seus ganhos, caso não seja levada em consideração.

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Quando vale a pena investir em previdência privada?

O plano de previdência privada é algo feito por quem tem os olhos atentos na aposentadoria e deseja garantir mais qualidade de vida em um momento tão importante. Por estar fortemente relacionado a um fator temporal, visto que é de longo prazo, muita gente tem dúvidas sobre quando vale realmente a pena investir nessa opção.

Quer ajuda nessa tarfa? Descubra a seguir um pouco mais sobre esse tipo de investimento e entenda em quais momentos ele é mais recomendado!

Quais as vantagens de investir em previdência privada?

Uma das grandes vantagens de investir em previdência privada é justamente o fato de que esse investimento é voltado para o longo prazo. Com uma boa estratégia, é possível planejar o futuro e assegurá-lo mediante a construção ou rentabilidade do patrimônio.

Além disso, o nome “previdência” já indica de que essa é uma opção especialmente vantajosa para garantir uma aposentadoria mais tranquila e mantendo o padrão de vida. No geral, é um investimento que pode funcionar muito bem para complementar a renda quando você já não estiver mais trabalhando.

Outra vantagem consiste no fato de que é um investimento que exige pouco conhecimento específico de mercado. Escolhendo uma boa administradora e considerando as taxas de administração e de carregamento, é um investimento que exige menos esforço do que se envolver no mercado de ações, por exemplo.

Quando é vantajoso investir em previdência privada?

Devido às suas características, a principal dúvida que surge entre os investidores é qual o melhor momento ou quando é vantajoso investir em previdência privada. Essa resposta, entretanto, vai depender de uma grande conjuntura de fatores. Para efeito de explicação, podemos dividir os grupos de acordo com a idade, de modo que a divisão fique como a seguir:

Até os 30 anos

Se você for mais novo, como na casa antes dos 30 anos, talvez ainda não esteja pensando em aposentadoria – mas deveria. A Previdência Social do Brasil está sempre com rombos bilionários e a tendência é que quando você for se aposentar a situação esteja ainda mais crítica. Por isso, quanto antes você começar, melhor.

Normalmente, os mais jovens são os que mais se beneficiam de investir em previdência privada. Como têm mais tempo para investir até que chegue, efetivamente, o momento da aposentadoria, é possível construir mais patrimônio ao longo do tempo e, com isso, ter uma renda maior na aposentadoria.

O grande problema nessa fase da vida consiste justamente na disciplina e na dificuldade que o jovem possui de ter consistência – e mesmo estabilidade – para poupar. Assim, a construção de patrimônio pode não resultar, ao menos inicialmente, no que fora planejado.

Entre os 30 e 60 anos

Já se você tiver mais do que 30 anos, você tem um prazo menor para investir. Se você tiver 45 anos e pretender se aposentar aos 60, você tem apenas 15 anos para construir o mesmo patrimônio que um jovem tem 30 ou mesmo 40 anos para fazê-lo.

A desvantagem é que isso faz com que você tenha que diminuir o valor da renda complementar ou então tenha que aumentar os aportes mensais para a construção de patrimônio.

Por outro lado, é uma opção que ainda vale a pena porque normalmente você está mais estabilizado no emprego e consegue poupar de maneira melhor. Além disso, dependendo da sua responsabilidade financeira você já possui algum dinheiro guardado que pode ser usado, inclusive, como forma de construir patrimônio.

Com 60 anos ou mais

Caso você tenha 60 anos ou mais, investir em previdência privada se torna uma tarefa menos atrativa porque o tempo está contra você. Como você já está prestes a se aposentar, pode acabar pagando o valor mais caro da tabela regressiva do Imposto de Renda.

Além disso, a falta de tempo faz com que você tenha que fazer aportes muito grandes se realmente quiser uma renda condizente com o que você deseja. Apesar disso, se você tiver uma grande reserva de dinheiro e quiser transformá-la em renda mensal e contínua ao longo dos anos, o investimento em previdência privada ainda vale a pena.

Na maioria dos casos, entretanto, o fato de o relógio estar contra você faz com que esse investimento não seja tão vantajoso quanto o desejado.

A previdência privada vence outros investimentos?

Além de levar em conta sua idade – e, com isso, o tempo que você tem até se aposentar – você também precisa considerar fatores referentes à previdência privada como a taxa de rentabilidade anual e as taxas de administração e de carregamento.

Uma taxa de rentabilidade baixa não favorece a construção de patrimônio, mas também não adianta ter uma rentabilidade elevada e uma taxa de administração tão grande quanto. No geral, o recomendado é escolher um plano que tenha opções intermediárias para que você não perca tanto em rentabilidade.

Com isso em mente, é possível comparar a previdência privada com outros investimentos. No caso da poupança, por exemplo, a previdência privada geralmente sai ganhando porque rende acima da inflação. Como a taxa Selic é utilizada como referencial e como normalmente uma inflação alta significa taxa de juros elevada, a previdência privada geralmente rende acima da inflação, o que nem sempre acontece com a poupança.

No longo prazo e dependendo da taxa de administração, a previdência privada também pode bater o Tesouro Direto. Se você for capaz de encontrar um plano de previdência com taxa de administração menor do que o de uma corretora para títulos do Tesouro, então essa é, normalmente, uma opção mais vantajosa no longo prazo.

Assim, tudo vai depender das condições apresentadas pelo plano de previdência e também do objetivo pretendido por você como renda complementar.

No geral, vale a pena investir em previdência privada quando você encontra um plano com baixas taxas e boa rentabilidade e também quando você é mais novo. Quanto mais jovem você for, maior é o tempo de construção de patrimônio até a aposentadoria. Isso não significa que, sendo mais velho, essa opção deixe de ser benéfica, mas nesse caso você precisará fazer uma análise mais completa de sua capacidade de investimento e também de fatores relacionados ao plano.

Você já investe ou pretende investir em previdência privada? Sobrou alguma dúvida? Conte nos comentários!

4 coisas para considerar ao contratar um PGBL

A ideia de um plano PGBL lhe atraiu e agora você está a um passo de contratar o seu? Legal, boa escolha!

A ideia de unir o “útil ao agradável”, tendo uma previdência privada para estar bem amparado no futuro, podendo, ao mesmo tempo, deduzir cobranças em seu IR, parece mesmo ótima. Neste artigo, explicaremos brevemente como funciona o PGBL e quais são as suas principais vantagens e desvantagens. Mostraremos o que considerar antes de optar por um plano, para ter a certeza de que ele será a melhor escolha para a sua necessidade.

Está buscando previdência privada, preocupado com futuro e aposentadoria? O que você deve considerar ao contratar um PGBL? Confira algumas coisas que você deve prestar atenção quando for adquirir o seu!

Como funciona o PGBL?

Após a pessoa já ter decidido que precisa de um plano complementar (confira por que existir na previdência privada), é preciso entender como funciona a opção que se vai escolher. O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é mais recomendado para quem quer fazer uma contribuição de prazo mais longo. Também para quem tem rendas mais altas e deseja ter um bom benefício fiscal: quem faz a declaração do IR no modelo completo, pode deduzir até 12% da renda bruta anual com o incentivo fiscal dado.

Quais as principais vantagens?

Mesmo que compartilhe muitos benefícios com previdências de outro tipo (como o VGBL), a maior vantagem que o PGBL ainda oferece é a possibilidade de postergar o pagamento do imposto de renda:

  • Incentivo fiscal e tabela regressiva a longo prazo (que não é a mesma coisa que isenção fiscal, mas ajuda bastante);
  • Isso significa que se você investiu na sua previdência privada um valor anual que represente até 12% de sua renda (ou o que for até isso), ele não será contado como ganho para fins de imposto.

Desvantagens?

Bem, por outro lado, você tem que se preparar para o que vem depois. Ao resgatar sua previdência no modo PGBL, os impostos incidirão sobre o total (de acordo com a tabela escolhida) e isso pode “pesar” no bolso dos desavisados.

O que devo considerar ao contratar então?

Basicamente, o tipo de tributação que é melhor para você. Mas pense ainda nas seguintes coisas ao contratar (além de não esquecer, claro, de verificar as taxas de administração que incidirão sobre o serviço):

  • A melhor forma de programar seus resgates para pagar a menor taxa de imposto possível;
  • Ao ultrapassar os 12% da renda anual, já o recomendável é investir o dinheiro em uma outra previdência — do tipo VGBL, no caso. Sim, você pode ter as duas ao mesmo tempo — e isso não é necessariamente ruim — mas pode dificultar quem queira centralizar maior renda em uma só ou construa objetivos de longo prazo em cima de uma simulação de resultados por uma única estratégia ou tabela, por exemplo.

Está mais tranquilo para contratar um PGBL com segurança? Deixe sua curtida em nossa página do Facebook e lembre-se: para receber mais conteúdos interessantes sobre previdência privada, aproveite nossa newsletter!

Como declarar a previdência privada de maneira correta no IR

A cada ano que passa, os investimentos em previdência privada são buscados por quem pensa no futuro e quer conseguir alguma vantagem financeira com um investimento seguro. Só que a maneira correta de apresentar as informações para a Receita Federal depende do tipo de previdência. Se é PGBL é de um jeito e se é VGBL é de outro.

Como declarar tudo certinho e sem erro? Descubra no nosso artigo!

Como declarar o VGBL no seu imposto de renda?

Dentro do programa, você deve preencher os valores de VGBL na ficha de Bens e Direitos, escolhendo o código VGBL. Mas apenas devem ser colocados os valores das contribuições que foram realizadas no ano com seus valores brutos, ou seja, sem qualquer rendimento que tenha sido ganho.

Vamos imaginar que você esteja preparando o terreno para sua aposentadoria e já vem guardando dinheiro no VGBL faz um tempinho e que, em 2014, você tenha guardado R$10 mil. Se no ano passado você tiver guardado mais R$12 mil e tiver ganho juros de R$2 mil, você teria R$24 mil ao todo.

Considerando esta situação, mesmo tendo o valor de R$24 mil no banco que administra sua grana, você deverá registrar o saldo inicial em 2015 de R$10 mil e o saldo no fim do ano de R$22 mil. Mas essa situação é só se você deixar sua grana sem qualquer resgate. Os rendimentos não são declarados, pois ainda não foram sacados.

Realização de resgate durante o ano

Neste caso, se você sacou, por exemplo, R$5 mil do total, ele deve dar baixa do valor sacado, diminuindo os R$5 mil do total das contribuições, que é R$22 mil. O valor a ser lançado seria de R$17 mil ao final do ano.

Com relação ao imposto de renda, os R$5 mil resgatados ficariam perdidos? Não.

A parcela que você tiver sacado terá uma parte de rendimentos, eles já virão líquidos de IR e é aqui que há algo que precisa de um cuidado especial na hora do registro. Esses valores deverão ser inseridos na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica, de acordo com as informações da instituição que gerencia o seu fundo. Mas só se a sua tabela for a progressiva.

Tabela regressiva

Mas se sua previdência privada estiver na tabela regressiva, não há possibilidade de recuperação dos valores retidos de IR e esses valores devem ser preenchidos na ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva. É, meu amigo, muito cuidado para não preencher nada errado!

Como planejar sua previdência privada desde o início?

Se você souber planejar direitinho como guardar sua grana, poderá retirar os valores da tabela regressiva, por exemplo, com uma alíquota de imposto de 10%, que é a menor, em vez de 27,5%. Mas sua grana deve estar nesta tabela e ficar guardada, no mínimo, por 10 anos. Com isso, você terá o máximo dos benefícios.

Como declarar o PGBL no seu imposto de renda?

O PGBL, o Fapi ou os planos fechados de previdência privada devem ser preenchidos na ficha Pagamentos Efetuados de acordo com o código respectivo a PGBL, Fapi ou plano fechado. Neste caso, o benefício fiscal poderá ser utilizado se a sua declaração for feita no modelo completo. Quando você lançar estes valores na sua declaração, o próprio programa já fará as deduções e informará que você tem o limite de 12% dos ganhos brutos no ano como limite.

Vamos verificar um exemplo simples: você ganha R$100 mil reais por ano e resolve fazer um PGBL. Assim, deve ter como limite o valor de R$12 mil para aportar no PGBL.

Você pode até guardar mais grana que isso, mas o limite de dedução será 12%. Essa economia fará sua base de cálculo cair para R$88 mil. Dependendo do caso, isso pode fazer sua alíquota até ser reduzida, como de 27,5% para 22,5%. Isso é economia real e mais dinheiro no seu bolso com a restituição.

Resgates

Como ele dá benefícios sobre o total investido, no momento do resgate o valor total também deve ser informado, seguindo os mesmos critérios do VGBL com relação às tabelas. Se você está na tabela progressiva, o valor vai para a ficha de Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoas Jurídicas.

Caso você tenha deixado sua grana para a tabela regressiva tributar, os valores devem ser preenchidos na ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva. No PGBL, o imposto de renda impacta o valor total do resgate e, diferente do VGBL, afeta todo o seu dinheiro guardado.

Mas lembre-se: isso não é uma penalização, pois você já teve o benefício de pagar menos impostos quando fez a economia e teve o abatimento de até 12% da sua base de cálculo. De novo, é muito importante o planejamento na hora de definir o seu plano e não fazer nenhuma besteira com seus investimentos.

Informações importantes

Você não precisará se preocupar em acertar os valores na declaração, pois como nada foi declarado em Bens e Direitos, não precisará dar baixa em nada. Nas duas alternativas, os dados da instituição pagadora devem ser informados de acordo com as informações que você receber. Guarde os comprovantes de todas as operações por, pelo menos, 5 anos depois de enviar a declaração, pois se sua declaração cair em malha fina, você terá que apresentar toda a documentação.

Como pagar menos imposto em qualquer modalidade?

A realidade de cada um deve ser avaliada. Você não tem nem o mesmo salário nem os mesmos planos ou a mesma estrutura familiar que o seu colega.

É fundamental que você procure por um profissional que manje tudo de previdência privada, mostre a sua realidade para ele e, depois disso, ele poderá indicar qual é o melhor plano e a melhor tabela de tributação que deverá ser enquadrado. Não deixe a falta de planos arruinar seus investimentos na previdência privada. A decisão de guardar dinheiro lá no futuro deve ser motivo de orgulho e não de arrependimento.

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