4 cuidados ao resgatar a previdência privada

Investir em Planos de Previdência Privada é a alternativa de muitos brasileiros para fugir do futuro incerto da Previdência Social, que tem sofrido os embalos de uma economia volátil...
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Investir em Planos de Previdência Privada é a alternativa de muitos brasileiros para fugir do futuro incerto da Previdência Social, que tem sofrido os embalos de uma economia volátil e desestruturada. Aplicar mensalmente determinado valor na Previdência Privada garante uma aposentaria extra, uma vez que ela não está ligada ao tradicional INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Além disso, dependendo do tempo de resgate pré-estabelecido, é possível obter ótimos rendimentos. Vale destacar que rentabilizar o dinheiro investido depende da decisão de qual produto financeiro escolher e, consequentemente, que farão a quantia se multiplicar ao longo do tempo.

Entre os planos de Previdência Privada mais comuns se destacam o PGBL e VGBL, que possibilitam ao investidor resgatar o valor aplicado lá na frente. No primeiro caso, o Imposto de Renda incide apenas sobre os rendimentos financeiros e, no segundo, o IR é cobrado sobre o total.

O que levar em conta na hora de decidir se resgatar o valor aplicado é ou não um bom negócio? Veja 4 cuidados para resgatar a previdência privada!

1- Fique de olho nos regimes de tributação

Resgatar a previdência privada é a dúvida de muitas pessoas, uma vez que certos casos podem implicar em perdas financeiras para o investidor — caso sejam resgatados antes do prazo. Na hora de contratar um plano de previdência privada, o segurado escolhe um dos dois tipos de regimes de tributação: a regressiva e a progressiva.

Na tabela progressiva, o desconto ocorre no momento do resgate, equivalendo ao percentual de 15%, sendo que o restante deverá ser ajustado na declaração anual do IR, ou seja, as outras fontes tributáveis serão somadas ao valor recebido. Como o valor varia ao ser acrescido, um novo pagamento de IR pode ser necessário, cuja alíquota total (IR retido + IR pago no ajuste) pode chegar a 27,5%. Isso dependendo do somatório das rendas tributáveis que o titular tiver no momento da declaração (assim como também é possível que o segurado restituía parte deste imposto, caso a renda não ultrapasse o limite da tabela do IR).

Já no caso da tabela regressiva, a alíquota do Imposto de Renda inicia em 35% e reduz até 10%, quando chega a 10 anos de aplicação sobre cada contribuição. Neste caso, a incidência de imposto ocorrerá exclusivamente no momento do resgate.

Alíquotas

Via de regra, na opção da tributação pela tabela regressiva, quanto menos tempo o capital aplicado permanecer investido, maior será a alíquota incidente. Digamos que você aplicou certa quantia durante um ano, cujo plano de previdência privada é um PGBL. Ele incidirá a a alíquota de 35% sobre o total do valor.

2- Tenha em mente qual a forma de resgatar a aplicação

Para o segurado que já cumpriu o período determinado de aplicação na previdência privada, existem duas possibilidades de resgatar o valor: de uma só vez ou renda vitalícia. Mas qual a melhor opção?

Antes de qualquer decisão, é preciso saber qual é a real necessidade do investidor e qual é o planejamento para o valor que será recebido. Uma vez que o segurado pode resgatar a aplicação toda se investir num outro tipo de negócio ou optar por pagamentos mensais para ser utilizado como uma remuneração na aposentadoria. Vale destacar que, qualquer que seja a decisão, é preciso rentabilizar o dinheiro, de forma que ele continue tendo ganhos.

Voltando aos tipos de resgate, no caso do segurado optar por resgatar o valor total, ele poderá retirar o que aplicou durante todos os anos de contribuição e ainda terá acrescido a rentabilidade do período, com desconto do Imposto de Renda. Já no caso da renda vitalícia, o pagamento funciona mensalmente, sendo atribuído ao segurado um valor fixo mensal, que é determinado conforme o plano escolhido. No caso do segurado falecer, o cônjuge tem direito sobre a renda proveniente da Previdência privada, desde que esteja prevista em contrato, o que também não isenta de descontos.

3- Defina qual o melhor plano de Previdência Privada

Dois tipos de planos são os mais usuais no mercado de seguradoras, corretoras e bancos: VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). Ambos os planos devem pagar o IR na hora de resgatar o valor — a diferença está na escolha do regime de tributação.

No caso do VGBL, o contribuinte paga o IR sobre os rendimentos e o VGBL sobre todo o valor acumulado. O diferencial entre ambos está no benefício fiscal.

No caso do PGBL o segurado pode deduzir do IR o investimento no plano, com a limitação de 12% sobre a sua renda tributável, sendo descontados o IR sobre os valores, bem como seus rendimentos, apenas no momento do resgate. Por exemplo, se você tem um rendimento de R$ 100 por ano, poderá deduzir R$ 12 mil e pagar imposto apenas sobre os R$ 88 restantes.

As oscilações de mercado

No caso do VGBL, não é possível deduzir do Imposto de Renda a aplicação, sendo que apenas os rendimentos têm incidência de IR na hora do resgate. É importante destacar que tanto o PGBL quanto o VGBL são fundos de investimento e acompanham as oscilações de mercado. Por conta disso, é importante conhecer a taxa de carregamento, impostos, taxa de resgate e outros tributos que possam incidir, de forma que o segurado tenha uma boa performance da carteira.

4- Conheça os impostos e taxas incidentes

A taxa de carregamento é um custo, tanto vinculado aos planos de VGBL quanto PGBL. O percentual fica limitado a 10%, cuja cobrança pode ocorrer na hora da aplicação inicial quanto no momento do resgate.

Por isso, antes de decidir qual plano de previdência privada escolher, a melhor forma de se livrar dos altos custos que incidem sobre a aplicação é pesquisar entre as seguradoras do mercado para definir qual o menor percentual de carregamento. Além disso, é importante levantar informações a respeito da Taxa de Administração — que pode variar de 1% a 5% ao ano, além de incidir sobre todo o valor investido, o que pode diminuir sua rentabilidade; taxa de resgate, impostos e carência — que pode representar redução dos seus ganhos, caso não seja levada em consideração.

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